Flash Lite leva atrativos do Flash ao celular
05 de janeiro de 2006, 0:00Celulares na Ásia usam amplamente o Flash para jogos e aplicações, através de uma versão especial do flash player que já vem instalada nos aparelhos. Este ano eles chegam aqui.
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Um recente estudo financiado pela Nokia calculou que ao final de 2010 serão 3 bilhões de usuários de celular em todo o mundo. Em matéria de inovações tecnológicas e serviços aos consumidores, os países asiáticos, principalmente o Japão, lideram este mercado há alguns anos.
Ringtones, wallpapers e jogos estão entre os tipos de conteúdo mais procurados pelos usuários asiáticos, fenômeno similar ao que ocorre entre usuários brasileiros. O que pouca gente sabe aqui no Brasil é que boa parte do conteúdo disponibilizado aos usuários japoneses, chineses e sul–coreanos é desenvolvido em Flash.
Febre móvel
Tudo começou quando em 2003, quando a Macromedia, recentemente incorporada à Adobe, lançou uma versão “compacta” do seu flash player, chamado Flash Lite, destinado à execução de conteúdo Flash em dispositivos móveis.
O Flash Lite foi construído levando em consideração as limitações de recursos apresentadas por um aparelho celular, por exemplo, onde o poder de processamento e memória são significativamente inferiores ao disponível em um PC desktop.
A aceitação do Flash Lite foi tão grande que certas operadoras japonesas já disponibilizam os aparelhos aos seus usuários com esta versão já pré–instalada, representando 25% do total dos celulares no mercado.
A rapidez no desenvolvimento, baixo custo e a vasta oferta de mão–de–obra no mercado tornaram o Flash Lite a melhor escolha para produção de jogos, aplicações ou animações para celular. Se levarmos em consideração o último levantamento da Macromedia, que apontou a existência de cerca de 1 milhão de desenvolvedores Flash em todo o mundo, é compreensível que o J2ME, tecnologia que há anos sofre com a falta de mão–de–obra especializada, esteja perdendo espaço para o Flash Lite em territórios orientais.
Desvantagens
Apesar do Flash Lite já ser suportado por mais de 50 modelos de celulares, poucos deles estão disponíveis no mercado brasileiro. Além disso, são oferecidos a preços fora dos padrões do usuário comum.
Outro fator que dificulta a popularização da tecnologia é o fato dos aparelhos ainda não saírem de fábrica com o player instalado. É assim no Brasil e também nos Estados Unidos e na Europa.
Portanto, além de adquirir o aparelho, ainda é necessário comprar o player, que é oferecido pela taxa simbólica de $10 (para o padrão norte–americano, lógico) por meio do shopping online do site da Macromedia, agora Adobe.
Promessa
A boa notícia é que no segundo semestre de 2005, empresas como a Nokia anunciaram o lançamento de uma nova geração de aparelhos com Flash Lite pré–instalado. Estes em breve serão oferecidos pelas operadoras brasileiras.
O lançamento recente da nova versão do Flash Lite, a versão 2.0, é outro fator que deve proporcionar maior visibilidade a esta nova tecnologia em 2006, principalmente entre os desenvolvedores Flash. [Webinsider]

1° Joel Wallis Data: 01/02/2007 às 9:10 am
Atividade: designerWeb
Cidade: São Paulo
Sou mais um flasher de plantão e agora que estou sabendo que meu precioso flash vai parar na telinha do meu celular, vou intensificar ainda mais minhas atividades com essa ferramenta! ;)
O futuro não muito distante da internet será de aparelhos portáteis como handhelds e celulares, e saber que poderei desenvolver aplicações flash para esse tipo de aparelhos é uma notícia maravilhosa!
Companheiros, um grande viva ao Flash! \õ/
Joel. #}