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Web 2.0, Ajax e SOA: uma nova perspectiva

10 de dezembro de 2005, 0:00

A Web 2.0 se forma baseada em iniciativas conhecidas, mas sob uma nova ótica. SOA e Ajax ocupam papel importante dentro das estratégias de players como IBM, BEA, Oracle e Sun Microsystems.

Por Felipe A Oliveira

A indústria se reinventa: conceitos e fundamentos pré–existentes são lançados novamente ao mercado sob uma nova ótica. A euforia sobre estes conceitos, mais especificamente o Ajax, traz à tona novas oportunidades, em diferentes nichos, e faz alusão à bolha em meados de 2000.

Este novo movimento está centrado em soluções focando uma só idéia: mudar o paradigma de como enxergamos a web. Esta passará a ser plataforma e não somente meio.

Até os tempos atuais, o paradigma que orientou muitas iniciativas na web foi utilizá–la como meio de comunicação, prospecção de clientes, disseminação de campanhas e afins. Utilizá–la como plataforma de operações era até o presente momento inviável, por questões meramente oftalmológicas: miopia estratégica das empresas.

Iniciativas como Google Suggest, Gmail, Protopage e Meebo, entre outras, despertaram a atenção de milhares de desenvolvedores, que começaram a reavaliar o processo de criação de interfaces web e aplicações. Em paralelo, a forma como os sistemas são projetados também passa por mudanças profundas conceituais.

A chamada Web 2.0 muda não somente a camada de apresentação ao cliente final. Muda também a forma como os serviços das aplicações são disponibilizados, com a oferta de possibilidades inovadoras ao mercado.

a possibilidade de criar aplicações inteiras de forma heterogênea, consumindo serviços de diferentes players. Essa mudança no formato, que outrora era inviável por questões de custos e especificação, tem um nome - SOA.

SOA (de Service Oriented Architecture) é um paradigma arquitetural de desenvolver os componentes da sua aplicação como serviços. É muito parecido com a arquitetura orientada a componentes, entretanto, em lugar de componentes fechados numa caixa, estes são disponibilizados como serviços às demais camadas da aplicação ou quaisquer outras aplicações que irão consumir suas funcionalidades.

A estratégia SOA empregada pelos grandes players está na redução de custos (TCO), aumento da produtividade e encapsulamento da complexidade técnica. O ROI (retorno de investimento) está quase sempre atrelado a estratégias de integração, onde o custo de integrar ambientes heterogêneos (utilizando técnicas de baixo acoplamento, como servidores de mensagens assíncronas, por exemplo) é excessivamente alto.

Evitar a sobreposição dos serviços

Dentro das grandes corporações, para que o ROI de fato aconteça é preciso que a mentalidade na concepção da estrutura das aplicações sofra alterações. Isso é inerente à implementação tecnológica e à cultura empresarial, que deverá prover unidades de análise de negócios que caminhem junto à área técnica, a fim de evitar a sobreposição dos serviços.

Assim como o Ajax, o fundamento central do SOA provém de uma especificação pré–existente “web services” que não teve êxito como esperado no mercado. Sua repaginação para um novo modelo foi necessária. A idéia central dos web services era válida, mas inicialmente teria sido mal vendida ao mercado, talvez por falhas na especificação, deixando lacunas abertas, ou por falta de empenho das empresas de TI em empregar e disponibilizar serviços sob tal formato.

A Web 2.0 está se formando baseada em iniciativas que já são de pleno conhecimento dos desenvolvedores, sob uma nova ótica.

Disponibilizar aplicações utilizando a web como plataforma não necessariamente está atrelado ao conceito Ajax ou qualquer outro processo rich client na camada de apresentação (Laszlo, Flex). O conceito de plataforma é mais amplo. Emprega o uso da rede como plataforma de serviços, onde aplicações podem buscar uma determinada funcionalidade e essa ser provida, sem precisar ser reescrita.

A complexidade dessa nova tratativa é o centro da estratégia de algumas iniciativas e um novo conceito está entrando em pauta, o SCA, de Service Component Architecture.

Essa abordagem novíssima pode impactar diretamente nos modelos de implementação tecnológica. No próximo texto vamos falar sobre os benefícios para as empresas e o retorno do investimento com a estratégia SOA. [Webinsider]

Sobre o autor

Felipe A. Oliveira (scaphe@gmail.com) é arquiteto de aplicações distribuídas e especialista em estratégias e-business.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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Comentários

2 pessoas comentaram o artigo "Web 2.0, Ajax e SOA: uma nova perspectiva"

CARLOS FAKELMANN Data: 12/08/2006 às 12:06 pm

Atividade: Faço sites sem muito conhecimento

Cidade: EXTREMA

SOBRE A MATÉRIA AJAX e SOA não entendí muito bem pois sou novato neste ramo, mas vou estudar com calma.
Envio esta mensagem para ver se ha interesse em V.Sas. colocar meu link em seu site ou trocar link comigo.
Ao abrir meu site, no “rodapé” tem o item TROCA-LINKS. É onde você poderá pegar meu link e fazermos a troca.
Desde já agradeço a atenção
MUITO OBRIGADO - Tenha um bom dia
Meu site é http://www.extremaonline.com

Pablo Data: 09/10/2006 às 8:41 pm

Atividade:

Cidade:

Colaboraty, um servico que integra todas estas perspectivas…

Desktop similar ao Windows XP rodando na Web, atuando como bookmark online, além de fornecer outros serviços;
O Colaboraty, diferencia-se dos demais serviços da Web, pelo fato de permitir integrar todos os outros, além de implementar muitos dos conceitos de Web 2.0 vistos até então.
Colaboraty

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