O celular, futura mídia poderosa e segmentada
31 de outubro de 2005, 0:00Opinião: já existe tecnologia para transformar o celular em ferramenta de marketing. Falta ainda saber usá–la direito e assim conseguir levar o anunciante ao consumidor na hora certa.
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Recentemente assisti ao vídeo EPIC, que monta um cenário hipotético sobre a customização da informação no ano 2014, proporcionada pela Googlezon, que seria a fantástica união de duas das maiores empresas que souberam mais do que ninguém tirar proveito da internet: o Google e a Amazon.
O vídeo mostra a estratégia do Google para coletar informações do usuário de seus aplicativos e associa essa base de conhecimento para a oferta de produtos da Amazon.
Trazendo para a nossa realidade, tenho o meu próprio exemplo: com o Google eles podem “enxergar” os sites que mais andei buscando e os assuntos que me interessaram na internet. Eu tenho minha conta no Gmail onde transitam várias informações sobre minha vida. Também possuo uma conta no Orkut onde incluí diversos relatos e fotos, com destaque para os assuntos que me interessam e links para informações desse tipo dos meus melhores amigos. Por fim eles sabem através do Google Earth os pontos no mundo em que já estive presente ou que costumo visitar.
A partir de um arsenal de informações deste tipo, a Googlezon imaginada no vídeo poderia executar o marketing mais eficiente do mundo, quando produtos certos poderiam ser colocados na hora certa e no lugar correto para o consumidor correto.
Essa união marcaria o início do fim da hegemonia da Microsoft como maior empresa de tecnologia do mundo. Viagem ou não, não deixa de fazer sentido, principalmente pela simplicidade tecnológica das soluções Google+Amazon e pela complexidade cada vez maior dos produtos da Microsoft em sua guerra contra a pirataria, os bugs e os vírus.
O vídeo prossegue em outras implicações que envolvem a criação de conteúdo por máquinas, mas vamos olhar de outra forma esse aspecto informação + venda. Imagine se toda essa parafernália de aplicativos do Google estivesse de alguma forma conectada ao ambiente de internet móvel?
Vamos tentar mais um exemplo pessoal: entrei no Google e digitei “Fantasma da Ópera”. Encontrei as informações do musical e enviei aos meus amigos por e–mail usando meu Gmail. Troquei recados com vários deles no scrap do meu Orkut sobre nossa ida ao musical e recebi deles sugestões para irmos a uma cantina no Bexiga após a peça. Por fim marquei no Google Earth a localização do teatro para mostrar à minha esposa onde iremos no próximo fim de semana.
Todas essas informações casadas podem dar a oportunidade para que, no momento em que eu estiver indo a São Paulo (eu moro em Campinas), eu receba publicidade das cantinas italianas no meu celular. Eu também poderei receber após a minha ida ao espetáculo ofertas da Amazon como livros, DVDs ou CDs sobre a peça. A chance de minha esposa me convencer de comprar alguns desses itens é enorme, principalmente se eu mostrar as mensagens e ofertas recebidas em meu celular.
Muita gente pode estar achando isso um resumo do que vimos (de bom e ruim) no filme Minority Report, onde através da íris os anúncios eram personalizados para o consumidor. Mas existe algo nessa história toda que é genial, considerando a disponibilidade do celular.
Pense na oportunidade para os anunciantes. As empresas poderão mostrar marcas e produtos em contexto para o seu consumidor mais potencial na hora certa. O mercado sabe que o celular é o objeto que mais tempo permanece junto ao seu dono, mais do que documentos pessoais, chave de casa ou carteira.
Hoje no Brasil ele ainda é basicamente uma ferramenta de comunicação entre pessoas. Já há movimentos para se transformar o aparelho em uma ferramenta de entretenimento e diversão e todo mundo está de olho no uso do celular como ferramenta financeira para realizar pagamentos. Mas não vejo tantas empresas se movimentando para usar o celular como ferramenta de marketing.
O celular deve ser tratado urgentemente pelas agências e pelos anunciantes como uma mídia poderosíssima e ultra–segmentada. Certamente será a próxima revolução mercadológica depois da internet. Verificamos finalmente em Cannes nesse ano a enorme importância que a web tem hoje no mercado, sendo que as grandes atrações do festival foram as peças mais criativas para campanhas que usavam internet como meio de comunicação. A próxima onda estará nos celulares.
Código de barras pelo celular
Por fim, começamos a ver outro tipo de tecnologia que está para despontar potencializando tudo isso. O envio de códigos de barras através de mensagens de texto ou imagens para celulares, que podem ser usados como cupons promocionais, abre milhares de possibilidades para nosso mercado de mais de 85 milhões de aparelhos.
Muitas empresas de tecnologia que estão trazendo essas novidades para o Brasil não possuem o know–how necessário em relação a conceitos de marketing a serem aplicados nessa nova mídia.
Ao mesmo tempo as operadoras precisam liberar o acesso às suas redes em cada uma dessas campanhas, o que também acaba burocratizando a criação de novas campanhas. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Certamente teremos ótimas narrativas sobre o assunto. [Webinsider]

1° Filomena Destro Data: 05/02/2007 às 9:39 pm
Atividade: vendas
Cidade: São Paulo
como faço para enviar recados para celular obrigado!