Fantasma do Super11 de volta
10 de março de 2005, 0:00Novo provedor deseja utilizar marca ligada ao acesso gratuito.
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Estão alimentando mais uma bolha e é bom ficar atento. Agora em março, o provedor Super11 voltou a funcionar na mesma velocidade com que foi retirado do ar pela Justiça. Em tese, segue o esquema de pagar os usuários pela quantidade de horas navegadas, a exemplo do Cresce.net e do Orolix veja matéria Provedores querem pagar por horas navegadas, ao lado.
As atividades iriam começar esta semana. A empresa por trás do provedor é a BSB Internet, com sede em Caxias do Sul (RS), mas uma liminar concedida pela sistema judiciário daquele Estado impediu a utilização da marca Super11.
Para quem não lembra, o Super11 foi um dos primeiros provedores gratuitos, na época em que a febre de não pagar mensalidade de acesso teve início. No entanto, o provedor inovou ao oferecer um número 0800 para conexão. Ou seja, o usuário não pagava mensalidade e nem os pulsos telefônicos.
Em setembro de 2000 (veja matéria ao lado), a empresa não agüentou e faliu, deixando funcionários revoltados, em São Paulo, ao serem proibidos de entrar no edifício até mesmo para recolher pertences pessoais. Ninguém havia sido avisado de nada e todos foram pegos de surpresa quando chegaram para trabalhar. A briga foi feia e as pendengas judiciais ainda não terminaram.
A peculiaridade da história é que, na época, o diretor do Super11 era Nagib Mimassi justamente o atual sócio–diretor do Orolix, provedor que também remunera usuários por horas navegadas. Procurado pela reportagem, Mimassi não quis se pronunciar sobre a volta do Super11, dizendo até desconhecer a “nova” empresa.
Sobre as questões judiciais movidas por ex–funcionários, o executivo declara que “não há confusão trabalhista, mas ações em andamento que estão sendo conduzidas juridicamente dentro das leis brasileiras”.
Analistas da indústria começam a questionar o modelo de pagar usuários por horas navegadas, pois o mesmo pode não se sustentar a médio prazo. Em um cenário ruim, o resultado seria similar ao que houve no Super11. Mimassi discorda. Trata–se de um modelo inovador e que está sendo muito bem recebido pelo mercado. Não estamos cientes das críticas, diz.
O novo Super11 ainda vai levantar outras polêmicas. O site continua fora do ar, mas os responsáveis já disseram por aí que vão recorrer da decisão. Os concorrentes, Orolix e Cresce.net, garantem que estão caminhando bem e o que o lucro é certo.
Ninguém duvida que, em breve, vai ter provedor conhecido tentando entrar no mesmo esquema igualzinho a antes, quando os grandes também inventaram de prover acesso gratuito e se deram mal.
No final, alguém sempre sai lucrando em cima da ingenuidade alheia. [Webinsider]


1° Thales Bezerra Theodoro Data: 14/09/2006 às 3:56 pm
Atividade: Funcionário Público
Cidade: São Luís-Maranhão
Procurando na NET algo sobre o provedor SUPER11, deparei-me com esta matéria que versa sobre o referido provedor.
Fui usuário do SUPER11 por vários meses seguidos. Não me lembro o ano do ocorrido, mas me lembro que ao conversar com algumas pessoas pelo mIRQ fiquei sabendo da novidade. Até então os demais provedores ou eram gratuitos, porém os pulsos telefônicos eram contados, ou então eram pagos mesmo. Com o SUPER11 acontecia algo novo: além do acesso gratuito o internauta acessava uma espécie de 0800 onde a lição era gratuita também.
Eu ficava minutos a fio tentando vencer o congestionado acesso ao SUPER11, que o caracterizava. Entretanto, sempre valia a pena porque oferecia mais vantagens que os outros provedores de acesso à NET.