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Como evitar o briefing que não diz muito

02 de agosto de 2004, 0:00

O editor de sites corporativos depende de informações objetivas dos clientes internos, mas raramente recebe um briefing decente. Veja aqui algumas medidas que ajudam a solucionar o problema.

Por Daniel Aisenberg

Nos artigos anteriores (veja ao lado), conhecemos um mal pouco divulgado por médicos e profissionais de comunicação: a Síndrome do Briefing Capenga. Felizmente, a SBC tem tratamento. Ou melhor, medidas preventivas, como uma boa dose diária de vitamina C. Cada empresa tem a sua própria realidade e cultura, mas as dicas abaixo devem ajudar o editor de internet na maioria dos casos.

Padronize o processo

Traçar fluxos de trabalho claros e detalhados é o primeiro passo para uma gestão de conteúdo eficiente. Faça isso em conjunto com seus clientes internos, explicando cada etapa e ressaltando os benefícios dessa padronização. Depois, o ideal é transformar isso em um documento formal, adotado oficialmente por todos os envolvidos.

Oriente e apoie seus clientes internos

Como já dissemos, o editor não deve ser percebido como um mero repassador de informações. Atue como um parceiro, que ao mesmo tempo domina a disciplina de conteúdo online e é sensível às necessidades do cliente interno. Se ele não souber elaborar um briefing nas primeiras vezes, ofereça–se para fazer isso em conjunto.

Na dúvida, parta para o contra–briefing

Se o solicitante de um trabalho desaparecer ou estiver com dificuldades para enviar as especificações, uma opção é você se antecipar. Reuna as informações disponíveis, complemente com uma pesquisa própria e elabore um contra–briefing, isto é, um briefing reverso para validação do cliente interno. Isso é especialmente recomendável em projetos muito importantes, que acabam virando uma bomba–relógio.

Use modelos diferenciados de briefing
Essa é uma das soluções mais simples e úteis para melhorar a qualidade dos briefings. Basta criar um modelo de documento para cada tipo de demanda - banner, nova página de produto, hotsite, atualização de textos etc. Assim, você faz as perguntas certas para cada contexto, com o máximo de objetividade. Quanto mais opções de múltipla escolha e legendas explicativas, melhor. Isso vai facilitar a sua vida e a dos seus clientes internos!

Estabeleça um ponto focal em cada área

Procure convencer os gerentes da importância de eleger um único responsável pela atualização do site em cada área. Essa centralização de responsabilidade facilita todas as etapas do processo e evita surpresas da noite para o dia. Nos departamentos que não escolherem um ponto focal claro, o jeito é copiar os e–mails mais importantes para todos os possíveis decisores. Eles que se entendam…

Esgote o entendimento com a agência

Quando o briefing estiver fechado, explique e discuta os detalhes com a agência ou produtora. Se necessário, realize uma reunião com o atendimento e o seu cliente interno para garantir o correto entendimento da demanda. Pode parecer preciosismo, mas é isso que salva muitos projetos de refações intermináveis.

Faça o seu dever de casa

Sempre que puder, pesquise sobre o assunto da demanda antes de uma reunião de briefing. Assim, você já chega com idéias e dúvidas para debater com o cliente interno. E, claro, isso dá moral e credibilidade.

Seja humilde, exponha suas dúvidas

Um editor não tem que saber tudo, mas é obrigado a saber perguntar. Demonstre que você fez o seu dever de casa, mas mesmo assim tem dúvidas. O que não pode acontecer, mais adiante, é o conteúdo sair errado ou incompleto por falta de entendimento.

Agora que você conhece melhor a Síndrome do Briefing Capenga, tem mais chances de combatê–la. E lembre–se: se persistirem os sintomas… bem, quem sabe a resposta aparece nos próximos artigos! ;–) [Webinsider]

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Sobre o autor

Daniel Aisenberg (daniel@palavrachave.info) é jornalista, pós-graduado em Marketing, professor e diretor da Palavra-Chave, agência especializada em conteúdo para sites e intranets.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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