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Serviços homogêneos, do Palm ao mainframe

11 de abril de 2004, 0:00

Em dois a três anos, acredita–se, a maior parte das corporações utilizará web services e passará a entender todas as interações de informação como entidades integrantes do e–business.

Por Nenhum

Victor Pichardo

Para grandes corporações com robustos legados de tecnologia (ex.: diversos tipos de mainframes associados a servidores e serviços de desktop), um desafio intermitente era resolver o problema de acesso. Em outras palavras, tratava–se, até então, de estabelecer acesso transparente – via web – para dados e aplicações que haviam sido projetados ou não para este ambiente relativamente novo.

Nesta fase prosperaram estratégias hoje já consolidadas, como a de padronização dos front–ends, com base em telas intuitivas, e as estratégias de inserção das bases de dados legadas no ambiente de acesso via browser.

Vencido este primeiro obstáculo, a indústria de TI dá um passo importante. Ela supera as antigas desavenças entre as aplicações legadas e o novo ambiente de navegação, colocando as aplicações de mainframe ao alcance do mouse e levando às estações web todo o enorme poder e segurança dos mainframes.

A partir destes novos patamares de acesso, se disseminam rapidamente as modernas estratégias de B2C (business to consumer) e B2B (business to business), dando início a um processo de digitalização dos relacionamentos de negócios que se encontra hoje em pleno curso.

O conceito de web services floresce, então, como resposta à necessidade de um ambiente padrão para interações de negócios que envolvem toda a sorte de dispositivos heterogêneos de hardware, de protocolos de comunicação e de aplicativos desenvolvidos nas mais diversificadas linguagens.

Trata–se, nesta fase, de se criar estratégias oportunísticas. Ou seja; entendendo como naturais da internet alguns formatos de integração, baseados em XML, HTML e outros, parte–se para a adoção de adaptadores e brokers de dados que reduzem todas as interações entre sistemas a estes denominadores comuns. O mesmo vale para os dispositivos de hardware, que fazem uso das diversas tecnologias de interoperabilidade.

A perspectiva mundial é a de que, em cerca de dois a três anos, a maior parte das corporações utilizará os novos modelos de web–services e passará a entender todas as interações de informação como entidades integrantes do e–business.

Encarando esta evolução, a constatação que se faz é a de que, daqui para frente, o modelo de aplicações corporativas ganhe um perfil cada vez mais “composto”. Ou seja, com base num ambiente em que conviverão desde aplicações muito antigas, baseadas em grandes servidores centrais dotados de estações não processadas, até sistemas baseados em PC associados a aplicações adquiridas no modelo ASP e rodando em ambiente exterior à rede.

Este caráter composto reforça–se à medida em que haverá necessidade cada vez maior de interação entre a empresa e a sua cadeia de negócios. Esta nova interação cria o “e–business multicanal”, no qual o ambiente corporativo será composto por tantas plataformas e aplicativos quanto forem os somatórios de todos os elementos desta cadeia.

Para suportar este crescente nível de “composição” do ambiente, a melhor resposta já dada pela engenharia de software está no novo conceito de “orientação a serviços”. Significa dizer que o desenvolvimento de software passa a se orientar não mais pelas limitações impostas por padrões atuais ou antigos, abertos ou proprietários; ou por quaisquer imposições de natureza tecnológica.

Parte–se agora do princípio de que todas as aplicações serão baseadas na web, ainda que não tenham sido projetadas para tal. É com base neste princípio que a indústria de ponta em TI desenvolve conectores, adaptadores e toda a sorte de componentes avançados de middleware capazes de homogeneizar o ambiente, em plena composição, tornando o ambiente web uma única esteira de produção de interações.

Assim, as plataformas tradicionais, como CICs e IMS passam por um espetacular rejuvenescimento, através de sua total integração a tecnologias como Java, HTML, http e XML.

Através da articulação de tecnologias como as de front–end avançado (telas Windows–like, onde antes havia terminais não–gráficos) ou de gateways e adaptadores de alta aderência e flexibilidade, os novos web services permitem a criação de um fluxo harmônico e eficiente de informações de negócios onde não importa a complexidade do ambiente – ou dos ambientes – que necessitem ser integrados.

Configura–se assim a arquitetura de multicamadas, que abrange desde dispositivos móveis (pagers, palmtops em trânsito, coletores wireless etc.) até grandes data warehouses corporativos e servidores de grande porte.

Está criada, desta forma, a plataforma total de serviços. A aposta atual da indústria é de que este ambiente descrito acima venha a predominar como orientação estratégica já em meados de 2006, atingindo sua velocidade de cruzeiro por volta de 2007. [Webinsider]

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