Estilo, variações e relacionamento
18 de dezembro de 2003, 0:00Como a linguagem se comporta na internet?
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Final de ano, época de presentes: divido com vocês o trabalho de pesquisa que desenvolvi ao longo do ano sobre o comportamento do conteúdo informativo online.
O estudo, intitulado Como a linguagem se comporta na internet?, já foi apresentado a um de meus clientes, e confesso que consegui ajudar a desatar alguns nós em questões ligadas ao difícil relacionamento de quem produz conteúdo informativo para grandes sites ou portais com seus diversos públicos–alvos.
Análise 1:
Linguagem na internet para pela escolha de estilo
Entre os três estilos de redação – formal, semi–formal e informal – o semi–formal, derivado da publicidade, é utilizado com mais eficácia na internet. O estilo formal chegou a ser usado no início da web comercial, mas ausência de empatia provocou rejeição imediata. O estilo informal é utilizado com sucesso em sites pessoais, blogs e sites de humor ou critica, mas é obviamente restrito.
Vê–se o semi–formal como aquele que disponibiliza a informação de maneira clara, com um toque de persuasão. No contato social, o semi–formal encontra um paralelo no relacionamento educado, gentil ou agradável.
Conclusão: É recomendada a utilização do estilo semi–formal em boa parte dos públicos da internet, em especial os de sites empresariais ou de comércio eletrônico. É o estilo semi–formal a base segura, o estofo para se iniciar um relacionamento eficaz com os públicos.
Ferramenta de normatização: Guia de redação e estilo, produzido a partir das características dos conteúdos de cada site ou portal.
Análise 2:
Linguagem na internet passa pelo acesso a aspectos de uma mesma informação
Toda informação na internet deve ser estruturada em camadas, para que diversos públicos tenham acesso a aspectos específicos de uma mesma informação que lhes interessa.
Exemplo: ao falar em perfil de uma empresa, ao estudante de 1º grau interessa a história da companhia, sua importância para a economia do país e suas atividades. Ao estudante de 2º grau – além dos aspectos já citados interessa, por exemplo, o envolvimento da empresa na preservação do meio ambiente e em ações de responsabilidade social, além de seus patrocínios culturais. Ao universitário, interessa a atuação da companhia no exterior e seu desempenho no mercado acionário.
Como se pode notar, são diversos aspectos, mas sobre uma mesma informação: o perfil da empresa.
Conclusão: Toda tentativa de escrever diferente para públicos específicos é desastrosa. Quando se conclui que o correto é apurar quais aspectos das informações o público precisa, a aproximação é mais rápida, e a empatia, tão necessária, é conseqüência natural.
Ferramenta de normatização: Acompanhamento constante da arquitetura do site ou portal, o que irá garantir, sempre, a boa distribuição da informação e um acesso sem dificuldades a seus diversos aspectos.
Análise 3:
Linguagem na internet é resultado de relacionamento
Verticalizar o conteúdo de um site ou portal é resultado do conhecimento profundo de cada um dos públicos, que apenas um razoável tempo de relacionamento entre quem produz o conteúdo e quem o consome, é capaz de sedimentar.
Conhecer quais aspectos da informação ainda precisam ser abordados, quais são os que constituem excesso tudo isso é resultado de um contato permanente com o usuário.
Conclusão: Por mais que se tenha perfis previamente traçados, somente se conhece a real necessidade de um público na internet quando se propõe um relacionamento constante.
Ferramenta de normatização: A utilização de ferramentas de real interatividade com os públicos do portal, o que supõe movimentos contínuos de relacionamento com um mesmo usuário, e não apenas dois ou três movimentos, como ocorre quando se responde um e–mail ou se realiza uma promoção. [Webinsider]
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A quem está sentindo falta de Flávia Pipoca, um recado: seu tratamento com o doutor Figmund Seud vai de vento em popa, e mês que vem ele promete me passar os três preciosos conselhos para quem precisa entender porque o usuário não só pode, quanto deve interferir no conteúdo informativo dos sites. Quem ainda não ouviu falar sobre o calvário que a pobre Flávia passou em setembro, ainda está em tempo veja ao lado, lá em cima, em Colunas Anteriores.
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Quatro anos de cursos, mais de 800 alunos falando em tempo, não é que ele voa mesmo? Retomo as edições de Webwriting & Arquitetura da Informação em fevereiro começando pelo Rio. As inscrições podem ser feitas via e–mail da Faculdade Hélio Alonso, extensao@facha.br, ou pelo telefone 0xx 21 25378002.
Este ano, agradeço em especial às equipes da Agência Nacional de Saúde, no Rio, do Sebrae Nacional, em Brasília, do Sicredi, em Porto Alegre, e do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Um ótimo 2004 para todos!
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Pelo último relatório que recebi da Futura/Siciliano, até o final de outubro já haviam sido vendidas mais de 2.600 cópias de meu livro Webwriting – Pensando o texto para a mídia digital. Para quem está tendo dificuldade em encontrá–lo, algumas dicas: há exemplares em todas as livrarias da rede Siciliano, pela Siciliano Online, e em lojas como a Submarino. Boas compras!

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