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Computadores demais nas salas de aula nos EUA

03 de dezembro de 2003, 0:00

Estudo diz que o excesso de informática nas escolas americanas está emburrecendo as crianças. DoCoMo adere ao Linux e à voz sobre IP. Confira as notícias espertas do clippping O Estilete.

Por Nenhum

O ESTILETE, por Sergio Kulpas

Estudo questiona o valor do computador em salas de aula dos EUA



Não há dados exatos, mas estima–se que US$ 80 bilhões foram gastos na informatização das escolas americanas nos últimos dez anos. Ao mesmo tempo em que se investia pesadamente na compra de computadores, outras atividades escolares foram drasticamente cortadas: aulas de arte, música, laboratórios,
bibliotecas, oficinas e até educação física.



Segundo o estudioso Todd Oppenheimer, há uma equação perversa que retira todos os subsídios educacionais de várias atividades e concentra o dinheiro na compra de equipamentos de informática. Oppenheimer é autor de um livro chamado “The Flickering Mind: The False Promise of Technology in the
Classroom and How Learning Can Be Saved” (”A Mente na Tela: A Falsa Promessa da Tecnologia na Sala de Aula e como o Ensino Pode Ser Salvo”). Seu website é www.flickeringmind.net.



Oppenheimer diz que essa tendência de informatizar escolas está emburrecendo a experiência acadêmica das crianças e corrompendo a integridade financeira das escolas americanas. Ela passa por noções míopes sobre quais seriam as habilidades mais importantes que jovens devem ter para triunfar na vida. O
computador é de fato uma ferramenta muito útil, diz ele, mas para alunos mais velhos, capazes de absorver melhor os mundos abstratos do cálculo e da internet.



Quando se vê crianças de menos de 10 anos aprendendo a usar uma “versão infantil” do PowerPoint para apresentações de trabalhos escolares, isso é motivo para grande apreensão.



Veja um artigo de Todd Oppenheimer sobre esse questão preocupante no San Francisco Gate

DoCoMo: celulares que rodam em Linux e fazem chamadas via VoIP



Por tradição, os japoneses sempre estão muitos anos na frente quando se trata de telecomunicações. Agora, a operadora NTT DoCoMo anunciou que usará o sistema operacional Linux em seus serviços de celulares –– fato que está sendo saudado como um marco na aceitação do Linux pela indústria wireless.



Além disso, fonte segura informou que a DoCoMo planeja oferecer chamadas via protocolo de internet (VoIP) em seus celulares a partir do próximo ano. Veja mais sobre o assunto, em inglês, na News.com

Governo está “ocultando” discussões sobre TV digital, diz Eletros



O setor eletroeletrônico está reclamando que o governo está deixando os empresários de lado na discussão do sistema digital que será adotado no Brasil. Segundo o presidente da Eletros, Paulo Saab, o Ministérios das Comunicações nem recebe mais os empresários do setor, apesar dos vários estudos enviados pela associação.



Veja mais na Folha de S. Paulo (só para assinantes do UOL)

RIAA ataca até os sem–computador



A futuramente–falida indústria fonográfica dos Estados Unidos está apelando em sua tentativa de conter o maremoto da troca de arquivos musicais pela internet. A RIAA anunciou 41 novos processos contra usuários nos EUA, levando o número total de ações para 382. Cary Sherman, presidente da associação, disse que a RIAA não tem planos de voltar atrás nessa postura
altamente impopular.



Entre os alvos recentes da RIAA está Ernest Brenot, um aposentado de 79 anos que enviou uma carta manuscrita a um juiz federal, dizendo não ter computador e nem saber usar um. Brenot foi acusado de fazer download ilegal de 774 músicas, de artistas como Vanilla Ice, Linkin Park e Guns ‘N Roses.


Veja mais, em inglês, no Washington Post (cadastramento obrigatório).

Governos querem controlar a web dentro de seus países



Um novo estudo realizado pela International Telecommunications Union (ITU) pesquisou 189 países a respeito da atuação do governo em relação aos chamados “country–code top–level domain” (ccTLD), que são os domínios mais importantes da web em cada país. Cinqüenta e seis países responderam a pesquisa, a maioria dizendo que gerenciam ou controlam diretamente os ccTLDs em seu país. Outros países estão considerando formalizar uma relação de supervisão com seus ccTLDs. Em resumo, os governos tendem a se considerar “proprietários” dos domínios da web associados aos seus países.



Um artigo muito interessante sobre o tema pode ser visto, em inglês, no Toronto Star

Celular é a palavra mais procurada por brasileiros na internet



Celular foi a palavra mais procurada nos sites de busca brasileiros durante o mês de outubro, de acordo com um levantamento feito pela empresa especializada em links patrocinados TeRespondo. Em segundo lugar aparece a palavra “carros”, seguida de “empregos”.DVD, CD, revistas, concursos públicos, turismo, motos e cinema também apareceram, nesta ordem, na lista dos dez termos mais
procurados na internet.



Veja mais sobre o assunto na Folha Online

E tem a última: Google e suas surpresas



Entre no Google, digite “miserable failure” (fracasso miserável) no campo de busca e clique em “I’m Feeling Lucky”. Depois dizem que os algoritmos de busca não têm senso de
humor…



FCC pode criar regulamentação para voz via internet

A Comissão Federal de Comunicações (EUA) teve ontem uma sessão especial para discutir a tecnologia voice–over–IP (VoIP) e seus efeitos sobre as empresas tradicionais de telefonia. As operadoras de longa distância estão aumentando a pressão sobre a agência, exigindo que os sistemas de voz pela internet sejam sujeitos às normas do setor. A sessão para discutir o tema foi concorridíssima, com direito a destaque e transmissão pela CNN.



A FCC agiu rápido, e criou imediatamente uma comissão para examinar a regulamentação do VoIP, de modo racional. Racional porque será difícil equilibrar o desejo de que a internet permanece isenta de normas (o que favorece, e muito, a inovação tecnológica) e a pressão das telefônicas, que podem ir à bancarrota se ficarem sem o filé que as tarifas de longa distância representam.



Como estará esta questão no Brasil? Corre à boca miúda que várias corporações brasileiras de grande porte usam o VoIP ostensivamente, para cortar custos em chamadas internacionais. Isso deve representar alguns milhões de reais a menos em DDI. Será que as telefônicas daqui gorgeiam como as de lá?



Veja o fórum de discussão da FCC sobre o assunto, em inglês.

Fox Entertainment quer ser líder na revolução da TV móvel



Era de se esperar que os celulares e PDAs subiriam um dia o degrau decisivo de sua escada evolutiva e incorporariam as funções da televisão. Depois de transmitirem voz, mensagens curtas de textos, jogos e fotografias, o próximo passo lógico era a TV.



O pessoal da Fox acompanhou a evolução de perto e agora anuncia uma batelada de produtos criados especialmente para esses novos televisores portáteis. São adaptações de grandes sucessos da rede, como Simpsons, Buffy, Arquivos–X e 24. A Fox também quer criar conteúdos exclusivos, desenhados (em termos de design, mesmo) para telas menores, mas de alta resolução. Isso pode causar uma transformação muito mais profunda do que reprocessar sucessos da programação



Veja mais, em espanhol, no Media Briefing

Redes dos EUA culpam a Nielsen pela perda de anunciantes



Esta é ótima: a Nielsen detectou que as redes de TV americanas estão perdendo audiência na faixa entre 18 e 34 anos, que é a mais interessante para os patrocinadores. Esses patrocinadores deixam de anunciar nas redes.



Em vez de considerar mudanças em suas programações antiquadas, o que as redes fazem? Atiram no mensageiro que traz más notícias… Veja mais, em espanhol, na Gaceta de Prensa



Sobre a essência do que é ser telespectador

2º Encontro Internacional de Televisão, que termina nesta quarta no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, debateu vários aspectos interessantes sobre televisão, em termos de produção, conteúdo e hábitos dos espectadores.



Na tarde de terça–feira, o professor François Jost fez considerações muito interessantes sobre os “três mundos da televisão”. Jost é professor da Sorbonne Nouvelle e Diretor do CEISME (Centre d’Etude des Images et des Sons), autor de vários ensaios e estudos sobre gêneros televisivos, entre os quais o artigo “Telespectadores modelo e modelos de telespectadores”.



Tomando o fenômeno dos “reality shows” como base de consideração, Jost diz que a TV é formada por três mundos: o mundo real, o mundo da ficção e um “mundo lúdico” intermediário entre a realidade e a fantasia.



Jost observou que nessa zona lúdica onde os extremos se borram, a fantasia é às vezes apresentada como realidade e vice–versa – uma confusão intencional, motivada pelos interesses das redes e dos anunciantes. E lembrou que os programas de TV são produtos muito mais elásticos que outros ofertados no mercado: não se muda bruscamente o posicionamento de marketing de uma marca de ervilha ou de maionese – mas isso ocorre muito na TV, com os produtos televisuais.



O comentário refletiu a fala de Carlos Novaes, sócio–diretor do Instituto Datanexus. Novaes lamentou o desaparecimento da figura do autor na TV, uma vez que a produção moderna do meio é uma máquina de ofertas alimentada por estatísticas e modelos. Com isso, a ficção televisual se torna cada vez mais banal. A organização do evento deve colocar resumos das palestras no site do Encontro

De Telegraaf e Le Monde conseguem faturar na web



Vários grandes jornais estão há quase dez anos em busca de um modelo de negócios que funcione na web. Nos últimos quatro ou cinco anos, as mudanças nas operações de web dos jornais foram enormes. Passada a euforia do “fin–de–siècle”, as publicações estão começando a ajustar sua identidade à internet de modo racional. As redações que haviam inchado no final da década de 90 e ficado quase desertas em 2001 agora estão funcionando com números mais realistas.



Em um evento realizado em Amsterdam, executivos do De Telegraaf e do Le Monde mostraram o que funcionou para eles. O Telegraaf lançou seu website em 1996, e chegou a ter 130 pessoas na redação, incluindo executivos de várias operações. Hoje o número é de 27, e todos são jornalistas. A edição digital, o Telegraaf–i, foi lançada em 2002, e custa o mesmo que a edição impressa na banca. As assinaturas da edição eletrônica estão aumentando, segundo um executivo do jornal.



Já o Le Monde oferece duas versões de seu website, uma gratuita e outra por assinatura. O jornal francês está conseguindo atrair o público para o site pago com uma extensa cobertura de eventos esportivos. Minutos depois de uma partida importante de futebol, o jornal oferece uma análise completa do jogo, imagens, comentários e entrevistas.



Veja mais, em inglês, no
Newspaper and Technology

Consumo de internet na Europa já supera o de revistas



Segundo dados da European Interactive Advertising Association, a aceitação da internet como mídia preferencial está em franca ascensão na Europa. Ainda que a TV e o rádio permaneçam dominantes, a web já causa forte impacto sobre eles, tanto em termos de audiência como no próprio posicionamento dessas mídias com seus anunciantes.



A pesquisa indica que a internet já representa 10% do consumo de mídia no continente europeu, contra 8% dedicado a revistas. A web já se aproxima dos jornais, que representam 13% do tempo dedicado. Veja mais, em espanhol, no
rel="externo">Media Briefing. [Webinsider]

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