Arquitetura de informação, que diabo é isso? (1)
06 de novembro de 2003, 0:00Uma profissão em alta: a crise de hoje passa por transformar informação em conhecimento. Há muita quantidade e é preciso organizar, eliminar o excesso e a inconsistência.
Por
Hoje em dia, aceita–se como válida a idéia de que vivemos em uma Sociedade do Conhecimento. A crise contemporânea seria justamente a de como transformar informação em conhecimento. Mais informações deveriam representar mais oportunidades para compreensão do mundo. Mas isso não é o que ocorre na prática.
Os meios de comunicação de massa e a própria internet despejam em cima de nós volumes cada vez maiores de dados e de notícias, a velocidades estonteantes. Somos massacrados por informações em quantidades impossíveis de serem processadas pelo ser humano.
Mistura–se a quantidade à ausência de qualidade, sem proveito concreto para o usuário das informações, em termos de conhecimento construído. Quanto mais tentamos acompanhar essa corrida maluca, mais somos vulneráveis aos erros de nossa percepção.
Foi o arquiteto Wurman, quem cunhou a expressão arquitetura de informação nos idos de 60. O “arquiteto de informação” seria o indivíduo com a missão de organizar padrões dos dados e de transformar o que é complexo em algo mais claro.
Esse cara – o arquiteto de informação – é a pessoa que mapeia determinada informação e nos disponibiliza o mapa, de modo a que todos possamos criar nossos caminhos próprios em direção ao conhecimento.
Profissão emergente do novo milênio, a arquitetura de informação envolverá a análise, o design e a implementação de espaços informacionais, como sites, bancos de dados, bibliotecas etc. A visibilidade da arquitetura de informação a partir da segunda metade dos anos 90 coincidiu justamente com o momento em que a internet atingiu massa crítica.
Atualmente, a complexidade e a importância dos sites da web fugiu totalmente ao controle do “webmaster” (uma espécie de elo perdido dos arquitetos de informação).
A arquitetura de informação pode ser vista como a união de três campos tradicionais: a tecnologia, o design e o jornalismo/redação. Entretanto, essa definição encontrou questionamentos por parte de diversos teóricos. Andrew Dillon, professor da Universidade do Texas–Austin, acrescentou às definições corriqueiras as conexões com outras áreas do conhecimento.
Para Dillon, seria mais adequado encarar a arquitetura de informação como um termo “guarda–chuva”, sob o qual coexistem preocupações de diferentes pesquisadores, com diversas auto–denominações. Podemos considerar que o campo da AI ainda está em seus estágios primários de definição, por isso há debates para identificar o seu escopo.
A oportunidade hoje é a de se poder contribuir para a definição dessa nova e instigante atividade, emblemática do século 21. É sobre este interessante debate que continuaremos conversando no nosso próximo artigo. [Webinsider]
………………………………………………………………
Para referência:
AGNER, Luiz; SILVA, Fábio. Uma introdução à disciplina de Arquitetura de Informação: Conceitos e discussões, Anais do 2º Congresso Internacional de Pesquisa em Design. Rio de Janeiro: ANPED, outubro de 2003.



1° Marcelo Mateus Data: 13/09/2006 às 1:02 am
Atividade: Webdesigner
Cidade: Jacareí
Realmente, existem muitas coisas na web que não tem utilidade, e acho que a tendencia disso e crescer!
gostária d saber mais sobre arquitetura da informação, onde posso encontrar, o assunto é muito interessante pra mim, pois mecho com webdesigner e seria bom saber mais sobre esse assunto
obrigado!