Webinsider

Software Livre - Tecnologia

Thin clients, a volta da boa idéia (open source III)

06 de agosto de 2003, 0:00

O conceito de terminais finos (ou burros) de anos atrás foi detonado pelo mercado. Hoje retorna através do Linux Terminal Server Project, onde um 486 pode agir como uma supermáquina.

Por Alexandre Figueiredo

Depois de uma breve introdução ao mundo do software livre/aberto (veja ao lado), vamos conhecer então algumas aplicações interessantes.

Você sabe o que é LTSP? É a abreviação de Linux Terminal Server Project, ou seja, Projeto Linux de Servidor de Terminais.

Em um passado não muito distante, o mainframe era usado como o cérebro das aplicações corporativas e havia terminais 3270 conectados a ele. Esses terminais compartilhavam, então, um grande poder de processamento e armazenamento.

Atualmente, os computadores pessoais têm um poder de processamento muito maior que muitos servidores, em um passado não muito distante, não tinham.

Como se sabe, nós não usamos nem 10% desse poder de processamento. Estamos falando, claro da maioria das pessoas, que usam o seu PC para navegar na internet, editar um texto ou uma planilha. Não é o caso de jogos, por exemplo, que consomem o poder da máquina como um todo: memória, CPU, processador da placa gráfica, etc.

Quando foi criada a rede local de computadores, conhecida também por LAN (de Local Área Network), a idéia era compartilhar recursos. Naquela época tudo era muito caro. Logo, para que diversas impressoras? Ou diversos drives de CD–ROM? Ou diversas máquinas acessando a internet pela linha discada?

Ao misturar este conceito das tecnologias de rede com o poder do sistema operacional livre, criou–se o LTSP. Esse projeto permite que uma máquina que possui um processador top de linha, muita memória e disco pode ser compartilhada com até 20 terminas. Tudo isso, claro, sem onerar a rede. Parece sonho, mas é verdade.

O GNU/Linux, ou apenas Linux, possui um sistema de gerenciamento de memória muito bom. Ele permite abrir diversas instâncias de uma mesma aplicação, sem sobrecarregar o servidor.

Os Thin Clients geralmente possuem um poder de processamento relativamente baixo, portanto são usados para permitir carregar um Linux básico, com suporte gráfico que permita “puxar” a tela do servidor. Assim, tudo o que você vê na tela do terminal está ocorrendo no servidor. Logo, os arquivos, o consumo de memória e disco são do servidor e não da máquina local.

O LTSP, pode ser usado em pequenas e médias empresas e até mesmo em escolas. O custo de manter os thin clients é quase inexistente.

Pergunta: E o upgrade? Só o servidor precisará de atualização e manutenção preventiva. Lembre–se que a capacidade dele é compartilhada com todos os terminais. Assim, um 486 poderá funcionar como uma “supermáquina”.

Ou seja, tudo depende exclusivamente do servidor. Para maiores informações, veja o site do projeto. [Webinsider]

Sobre o autor

Alexandre Figueiredo (a.figueiredo@ibestvip.com.br) é formado em Ciência da Computação e possui especialização em Rede de Computadores.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ linux ]

Comentários

1 pessoa comentou o artigo "Thin clients, a volta da boa idéia (open source III)"

Anderson Data: 28/10/2009 às 9:02 pm

Atividade: Academica

Cidade: Birigui-SP

Estava a procura deste recurso para fazer um estudo sobre servidores linux, foi de grande ajuda! Obrigado!

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Jabber, o protocolo de IM (open source V)Mensagens instantâneas são ferramentas de Gestão do Conhecimento e estão pegando nas empresas. Mas não dá para usar servidores públicos, por uma questão de segurança. Ponto para as soluções de código aberto.
Por Alexandre Figueiredo

Firebird, o browser peso-pena (open source IV)Vale a pena conhecer o Firebird, browser open source leve para Windows, Linux e Mac. É o Mozilla em versão mais rápida e algumas facilidades que o Internet Explorer não tem.

O software é free, mas nada é de graçaUma intranet baseada em software open source pode funcionar muito bem. Mas entenda que há custos de qualquer maneira e não basta “baixar da internet e pedir pro pessoal de TI instalar”. Por Igor Broseghini

Uma introdução ao mundo open source (II)O Linux e as diversas aplicações GNU podem ser obtidos de graça, desde que observadas algumas regras de licenciamento. Veja quais são e como funcionam as principais distribuições.

Uma introdução ao mundo open source (I)Soluções baseadas em software livre provocam revoluções e podem ser tão bonitas e fáceis para o usuário final quanto a alternativa proprietária. Vamos começar a falar delas aqui neste espaço. Acompanhe.

Leia também

Uma introdução ao mundo open source (II)



Uma introdução ao mundo open source (I)



Assine a newsletter do Webinsider. É só digitar seu endereço no box à esquerda. Faça isso.




Inclua o Webinsider em seus favoritos


Webinsider