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Maturidade em software que vem do Nordeste

16 de junho de 2003, 0:00

CESAR, desenvolvedora de software nordestina, obtém importante certificado de qualidade. Planejamento, acompanhamento do projeto, garantia de qualidade e gerenciamento de configuração são critérios.

Por Nenhum

Andréa Cortez,
da Folha de Pernambuco

O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) conquistou o nível CMM2 (Capabilty Maturity Model), tornando–se a primeira empresa fornecedora de software do Nordeste a alcançar tal estágio de certificação.

Trata–se de um grupo seleto de organizações – cerca de 15 em todo o Brasil – integrantes do segundo e terceiro níveis. A obtenção da certificação ocorreu em 13 meses, contra os 20 meses da média mundial.

Gerente de qualidade do CESAR, Tereza Maciel destaca que a conquista é um diferencial importante, principalmente no que se refere à competitividade frente ao mercado, na busca de novos negócios e na internacionalização da empresa. “É a demonstração de um trabalho maduro, de serviços diferenciados”, comenta, adiantando que já tiveram início as primeiras articulações para buscar o terceiro nível CMM.

Para conquistar o CMM2, o CESAR passou pela avaliação de um “lead evaluator”, Renato Vasques. Avaliador CMM credenciado pelo SEI (Software Engineering Institute) e consultor do ISD–Brasil (Integrated System Diagnostics), Vasques revela que o alto grau de cultura de conhecimento demonstrado pelo CESAR foi um dos fatores de peso na conquista do reconhecimento.

O processo de análise foi constituído por uma série de entrevistas e reavaliação de documentos e atividades. O trabalho foi enfocado na adaptação dos softwares do CESAR às requisições do modelo CMM, assim como na institucionalização do mesmo.

Iniciativa do SEI, o CMM visa contribuir para a melhoria da capacitação das empresas produtoras de softwares por meio de uma estrutura formada por cinco níveis de maturidade. No caso do CESAR, as áreas–chave que compreendem o nível CMM2 referem–se ao gerenciamento de requisitos, planejamento e acompanhamento do projeto de software, garantia de qualidade e gerenciamento de configuração.

O segundo nível de certificação também abre a possibilidade das empresas aplicarem a experiência de projetos anteriormente bem sucedidos em outros similares, fato que permite às empresas desenvolverem bons produtos de software em um prazo e custo previsíveis. [Webinsider]

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