Boa notícia para indústria musical
06 de abril de 2003, 0:00AOL vai acelerar uma mudança no modelo de distribuição de música.
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Responda rápido: qual a diferença entre o hard–disk de um usuário de internet de banda e o acesso dial–up? Normalmente, o primeiro tem muito mais arquivos MP3 do que o segundo.
De fato, um dos principais motivos para se migrar para um acesso mais rápido é a possibilidade de baixar arquivos sem maiores problemas. Enquanto um modem precisa pelo menos uns bons 15 minutos para baixar um típico MP3, o tempo cai para um ou dois minutos com uma conexão de alta velocidade.
Os Estados Unidos possuem o maior número de usuários de internet e uma boa parte destes acessam a web pela América Online (AOL). Surpreende saber que só agora este provedor passou a oferecer acesso à web de alta velocidade e que até então só oferecia acesso via linha telefônica comum. A AOL, que já teve 35 milhões de usuários nos EUA, atualmente possui somente 26,5 milhões. Boa parte da base de assinantes perdida se deve a este motivo.
Agora, faça a matemática e perceba que o número de downloads de arquivos de música poderia ser bem maior se a AOL já oferecesse acesso rápido de longa data.
Mas isto mudou. A America Online já anunciou que espera a partir de agora ver o número de assinantes por modem diminuir e migrar para o novo serviço banda larga. Analistas esperam que isso aconteça na faixa de 500 mil a um milhão de usuários ao ano, número que pode ser considerado conservador. No chute, apostaria entre 2 a 3 milhões ao ano. Com isso, o maior provedor de acesso do maior país usuário de internet passa a oferecer com regularidade algo que faltava para ampliar a distribuição da música pela internet.
Muitos acharão que isso realmente significa o fim da música, uma vez que obviamente a pirataria online vai disparar. Outros acharão que isso pouco ou nada afeta o Brasil, uma vez que proporcionalmente poucos brasileiros usam banda larga. Errado..
Para que qualquer modelo online funcione, é necessário um enorme número de usuários. E isso se aplica especialmente à música, que apresenta um alto custo de manutenção para hosts, devido ao tamanho do produto principal, o arquivo MP3 (que torna necessária a contratação de muito espaço em disco), e a necessidade deste produto ser enviado com rapidez (o que consome banda do provedor).
Assim, sem um número de usuários suficientemente grande, terminamos com modelos eternamente deficitários, como os serviços de assinaturas mensais de música PressPlay ou MusicNet. Quanto ao fato do Brasil não ter banda larga, convido o descrente a verificar os números para se surpreender com a forte penetração que este tipo de acesso está tendo no país.
O casamento entre a música e internet é um fato e mesmo os mais dinossauros executivos da música já o confessam, ainda que a contragosto. E esse casamento está mais perto do que nunca, agora que a barreira da AOL caiu. [Webinsider]

