Sexo virtual
08 de janeiro de 2003, 0:00Um raciocínio singelo e sem censura a respeito dos relacionamentos pela internet.
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Outro dia, a Veja publicou uma vasta matéria sobre relacionamentos virtuais. Era de se esperar que além de ser um assunto velho a análise fosse superficial, apesar das pesquisas idiotas que sempre ilustram esse tipo de conteúdo.
No entanto, no momento em que uma revista como essa dá o destaque que deu a esse assunto, o mínimo que se pode inferir é que quem estava de fora disso está completamente por fora do resto também. Em outras palavras e me perdoem o radicalismo, mas quem nunca tinha ouvido falar disso está em coma, quem se surpreende, no manicômio e finalmente quem faz cara de nojo, deve ser extraterrestre. A turma do eu–hein–deus–me–livre precisa se tratar.
Muito já se falou a respeito do que rola nesse tipo de relacionamento e para resumir a minha opinião eu diria que é quase sempre muito melhor, mais franco, mais honesto, mais verdadeiro e profundo começar um relacionamento pela internet. É também mais sadio, mais aberto, democrático e sem preconceito. Em suma, é tudo de bom.
Mas eu queria ir além e me perdoem a falta absoluta de censura e moralismo. A experiência do chamado sexo virtual também é interessante.
Tem gente que vai dizer que não é sexo, é masturbação. Sei lá. Acho que masturbação é sexo também. Beijo de língua também. Certas carícias também. Para continuar no estilo nu e cru, onde há emissão e/ou troca de líquidos, há sexo.
Pois bem, quem nunca ficou excitado com certos estímulos visuais? Há algo de errado nisso? Certamente não. É condenável? Tampouco. Agora imaginem a mesma coisa só que tendo do outro lado uma interação, visual, escrita, falada? Não parece uma evolução? Não parece mais gostoso? Vamos ser cem por cento analíticos: parece sim.
Se concordamos, vamos em frente no raciocínio.
É evidente que sexo com contato físico é infinitamente melhor. No entanto, se estamos de acordo que entre a excitação através de estímulo visual sem interação e o sexo físico existe uma etapa como descrita acima, podemos introduzir dois argumentos que a tornam irresistível, salvo para os puritanos e platônicos de plantão.
Em primeiro lugar é mil por cento seguro tanto no que diz respeito aos riscos afetivos quanto aos riscos físicos.
Em segundo lugar e mais importante, nem sempre é possível, por questões diversas, praticar sexo físico mas podemos afirmar com pouca probabilidade de erro que a vontade de exercitar as zonas erógenas é sempre maior do que a possibilidade de fazê–lo a dois (ou mais de dois). Portanto fazê–lo usando a etapa do sexo virtual parece ser a receita mais indicada e prazerosa, ao menos até inventarem outra coisa ainda melhor.
Acho que chegamos ao final do singelo raciocínio: relacionamentos virtuais são bons e sexo idem.
Pratiquem sem medo. [Webinsider]
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1° guaja Data: 26/07/2006 às 5:33 pm
Atividade: moda
Cidade: sao paulo
O prazer do desejar são as surpresa que não imaginamos existir.
E muito importante ter educação,resito,bom carater,ser sutil,e saber seduzir.bjs.