Não dá para segurar trocas de música, diz MS
26 de novembro de 2002, 0:00Tentativas de controlar o que o público faz com a música tendem ao fracasso, segundo pesquisadores da Microsoft, a respeito da lei Digital Rights Management e dos CDs protegidos.
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Uma pesquisa feita por cientistas da computação da Microsoft indicou que as tentativas da indústria fonográfica de acabar com a troca de música online em redes como o Kazaa nunca conseguirão atingir seu objetivo.
Segundo a versão online da britânica BBC, os pesquisadores Peter Biddle, Paul England, Marcus Peinado e Bryan Willman acreditam que a propagação constante dos sistemas de troca de arquivos e as melhorias na organização dessas redes vão, eventualmente, tornar impossível o fechamento delas.
Os pesquisadores também concluíram que a propagação gradual de gravadores de CDs e DVDs vão ajudar a frustrar as tentativas de controlar o que o público faz com a música que compra. O relatório foi preparado para um workshop sobre a lei americana Digital Rights Management (DRM) na conferência anual da Association for Computing Machinery dos EUA sobre segurança no computador e nas comunicações.
As empresas da indústria fonográfica estão tentando, de várias formas, impedir a pirataria de CDs e DVDs. Além de atacar as empresas que fornecem a tecnologia que cria redes de trocas de arquivos, elas estão tentando impedir que CDs de música possam ser reproduzidos em computadores, através de tecnologia de proteção contra cópia.
A pirataria de música e filmes se alastrou pela internet de tal forma que hoje empresas e órgãos governamentais estão tendo que lutar contra a cópia ilegal dentro de suas intranets. Até a Marinha dos EUA está sofrendo acusações de pirataria.
Na última semana, o jornal americano Annapolis Capital Gazette noticiou que a Recording Industry Association of America (RIAA) fez uma inspeção nos computadores de aspirantes à Marinha dos EUA numa Escola Naval e apreendeu as máquinas que supostamente continham música e filmes copiados ilegalmente.
Se algum dos computadores realmente contiver material copiado ilegalmente, os estudantes podem enfrentar julgamento em corte marcial. Um representante da RIAA teria dito que a Escola Naval era uma das muitas faculdades e universidades denunciadas para a RIAA por pirataria na internet. [Webinsider]
