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Jornalistas e pesquisadores integrados pela web

26 de novembro de 2002, 0:00

Os mineiros não descansam: novo projeto promete conectar os mundos acadêmico e editorial, discutir o papel do jornalismo cultural na internet e fomentar idéias. Portugal e Espanha já participam.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

Está em andamento o projeto Jornalismos Culturais na Rede, um site–referência da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC–Minas. A idéia por trás da iniciativa é articular informações sobre jornalismo na internet e webjornalismo cultural.

Através de uma lista de discussão, professores, entusiastas e jornalistas debatem sobre temas relativos a projetos editoriais e projetos acadêmicos, contando ainda com o uso de bate–papos virtuais (chat) e seminários presenciais e virtuais. Um prato cheio para quem deseja estudar um pouco mais sobre o papel do jornalismo na internet.

Lançado em abril deste ano, o projeto caracteriza–se pela produção, discussão e divulgação de textos críticos sobre o assunto. O comitê organizador é formado por uma equipe de quatro professores e quatro alunos bolsistas, sob coordenação dos professores Geane Alzamora e Carlos Falci.

O processo é simples. Os artigos são postos regularmente em discussão, com a participação do autor do texto e, no caso dos debates em salas de bate–papo, são convidados alguns debatedores.

Então, os diálogos e comentários sobre o artigo em questão são editados em forma de hipertexto e publicados no site do projeto. Os organizadores garantem que, em breve, serão também publicados na revista virtual portuguesa Agora.net.

Dentre os artigos que já entraram na roda de debates, destacam–se:

– Infojornalismo e a Semiose da Enunciação, da profª Drª Irene Machado, do programa de pós–graduação em Comunicação e Semiótica da PUC–SP.
– Sobre a noção de espaço público na rede e suas conseqüências para o webjornalismo cultural, do jornalista e prof. Dr. João Carlos Ferreira, da Universidade Beira Interior (Portugal).
– A web não muda, mas acrescenta: experiência sobre jornalismo online no mercado de trabalho, do jornalista Marcelo Bartolomei, editor de Entretenimento da Folha Online.
– Webjornalismo: alguns mitos, do jornalista Fábio Fernandes, tradutor e colunista do Webinsider.

Todos os artigos estão disponíveis em formato original e formato hipertexto. Atualmente, o debate é sobre o texto “Jornalistas–Robôs – a era das máquinas inteligentes”, do professor titular da UFSC, Nilson Lage.

No total, são 111 pesquisadores e jornalistas, em contínua expansão. Alguns dos participantes são os jornalistas Victor Gentilli (Editor da Área Acadêmica do Observatório da Imprensa), Paulo Pires (colunista do No Mínimo, colaborador da Revista Época e do suplemento Idéias, do JB), Maria José Torquato (repórter e redatora – Folha de São Paulo, Radio International da Holanda, Radio Clube Portuguesa em Paris), Sônia Maria D’Elboux (Gerente Jurídico Corporativo – Editora Abril), Patrícia Pinheiro da Silva (Subchefe de Reportagem da TV Globo/Minas) e os pesquisadores Lúcia Santaella (PUC–SP), Paulo Vaz (UFRJ), Luís Carlos Iasbeck (UNB), Renato Hildebrant (Unicamp), Marcos Palácios (UFBA) e João Messias Canavilha (UBI/Portugal).

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