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A esperança de uma internet para gente grande

17 de outubro de 2002, 0:00

Programação: XHTML, que mescla o poder, a simplicidade e a aceitação do HTML, é uma aposta que merece todas as nossas fichas. Na padronização de browsers, por exemplo.

Por Nenhum

Flavio Rosselli

Após ler um artigo na internet e seguir o tutorial da W3School,
veio uma pergunta: “Será que minha frustração
em desenvolver para internet terminará um dia?”. O foco desta
matéria não é falar sobre as minhas frustrações,
mas sim sobre uma de suas causas, a falta de padronização.
Ou melhor, a padronização existe, mas precisa ser cumprida.
Como webdesigner e desenvolvedor, deparo–me com situações
cotidianas que me deixam extremamente angustiado. Desenvolvo um projeto,
desenho e programo as páginas, e na hora de checar o site no ar,
surgem quatro problemas: Netscape Macintosh, Netscape PC, internet Explorer
Macintosh e internet Explorer PC. Detalhe: só estou considerando
essas duas plataformas. E quando vejo o lançamento de algum novo
browser, peço licença a Elza Soares, arrepio–me do cóccix
ao pescoço. Table deveria ser table em todo lugar, background deveria
ser background em todo lugar, e assim por diante. Não é o
que vemos. Após o susto em ver meu trabalho “quebrado”
em outro browser, vem a terrível correção dos erros.

Gostaria de deixar claro que não estou defendendo ou acusando nenhuma
das plataformas ou dos browsers, mas sim explicitando minha perplexidade
com a falta de padronização em tudo o que foi construído
para internet até agora. Isento de qualquer culpa profissional, os
webdesigner e desenvolvedores – como eu – utilizam as ferramentas disponíveis
no mercado para trabalhar. No entanto, essa isenção não
serve para quem desenvolve essas ferramentas. As empresas que brigam pelo
mercado deveriam definir um padrão básico. Esse deveria ser
igual para todos. Depois, cada empresa implementaria o que quisesse em seus
aplicativos ou browsers, sendo um processo transparente para o usuário
final, como se fossem plug–ins que não precisariam ser baixados.
Sei que existe um consórcio, W3C
que define as regras e normas para a internet; também acredito que
os usuários de internet há décadas não imaginavam
que esse seria o futuro.

Eis que surge o XHTML (eXtensible HyperText
Markup Language). Linguagem que mescla o poder, a simplicidade
e a indiscutível aceitação do HTML à solidez
do XML. O que é tudo isso? HTML (Hyper Text
Markup Language) é a linguagem em que os documentos
que trafegam pela internet são programados. É uma linguagem
muito simples. Qualquer pessoa com interesse pode dominá–la em pouco
tempo. Mas em um certo momento, toda essa simplicidade torna–se um problema.
Como toda linguagem de programação, o HTML tem suas regras
e normas que, por não serem rígidas, não precisam ser
cumpridas. Por exemplo: o conceito fundamental do HTML diz que seu código
deve ficar entre tags (comandos), que devem ser abertas e depois, fechadas.
Em alguns browsers, algumas tags funcionam da mesma maneira se forem fechadas
ou não; outras nem possuem tags de encerramento. Por outro lado,
você pode abri–las e fechá–las como diz o manual, e nada funcionar.
Em outras palavras, está na hora de criar um Debugger – sistema que
verifica a integridade do código segundo suas regras e normas – para
HTML. Paralelo a tudo isso, surgiu uma linguagem de transferência
de dados chamada XML (eXtensible Markup Language),
em que sua principal característica é a rigidez. Nada passa
pelo seu debugger. XML é semelhante ao HTML no que diz respeito ao
conceito de tags iniciando e finalizando o conteúdo, mas é
geralmente usada para outro fim. HTML exibe uma página no browser.
XML transita com dados.

Com a implementação do XHTML, foram revisadas todas as tags
de HTML. Algumas foram editadas, outras se tornaram desaconselháveis
para o uso. Veja
a lista completa das tags XHTML
. Seu debugger é feito online
colocando este link (http://validator.w3.org/check/referer)
na página a ser verificada.

Quais são diferenças entre XHTML e HTML?

Elementos XHTML devem estar propriamente acomodados.
<b><i>This text is bold and italic</i></b>

Documentos XHTML devem ter a seguinte formação.
<!DOCTYPE…><html> <head> … </head> <body>
… </body> </html>
O DOCTYPE (document types) – tag que identifica o conteúdo do
documento, dizendo ao browser o que está por vir, torna–se obrigatório.
Deve estar na primeira linha da página. Por não ser um elemento
XHTML, não tem tag de encerramento. Existem 3 tipos:
Strict (rígido) – usado quando você quer um código
100% XHTML totalmente limpo, livres de erros. Sua sintaxe é:
<!DOCTYPE html PUBLIC "–//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1–strict.dtd">
Transitional – usado para pessoas que optaram migrar para o
XHTML, mas que ainda estão com um pé no antigo HTML, pois
seus usuários ainda podem usar browsers antigos. Sua sintaxe é:
<!DOCTYPE html PUBLIC "–//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN"
"http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1–transitional.dtd">
Frameset – utilizado quando você deseja usar frameset
para particionar a janela do browser em dois ou mais frames. Sua sintaxe
é:
<!DOCTYPE html PUBLIC "–//W3C//DTD XHTML 1.0 Frameset//EN"
"http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1–frameset.dtd">

Os
nomes das Tag e Atributos devem estar em letra minúscula.
<body> <p>Texto</p> </body>
<table width="100%">

Todos os atributos devem estar entre aspas.
<table width="100%">

Todos os XHTML elementos devem estar fechados.
<p>This is another paragraph</p>

Elementos “vazios”, como <hr> , <br> e <img>,
devem estar fechados.
Quebra de linha<br />
Horizontal rule<hr />
Imagem <img src="happy.gif" />
Obs: Alguns browsers ainda não são 100% compatíveis
com XHTML. Uma solução para evitar erros é colocar
um espaço antes da barra invertida "/": <br /> e
<hr />. Gambiarra!

Atributos não podem ser esquecidos.

Errado
Certo
<dl
compact>
<input checked>
<input readonly>
<input disabled>
<option selected>
<frame noresize>
<dl
compact="compact">
<input checked="checked">
<input readonly="readonly">
<input disabled="disabled">
<option selected="selected">
<frame noresize="noresize">


O atributo id substitui o atributo name.
Errado:<img src="picture.gif" name="picture1"
/>
Certo:<img src="picture.gif" id="picture1" />
Obs: Se os seus usuários ainda utilizam browsers antigos, uma boa
opção para esse período de migração é
usar as duas formas.
<img src="picture.gif" id="picture1" name="picture1"
/>

Atributo Lang
Um atributo pouco utilizado em HTML que torna–se presente em quase todos
os elementos de XHTML. Ele especifica a linguagem do conteúdo dentro
do elemento. Se você usar o atributo lang em um elemento, você
deve adicionar o atributo xml:lang.
<div lang="no" xml:lang="no">Conteúdo</div>

Tudo isso me faz acreditar que existem mais pessoas que pensam como eu.
Estou colocando todas as minhas pedras nesta nova geração
de linguagens.

[Webinsider]

Sobre o autor

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  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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