Webinsider

Negócios

Internet e processos judiciais, união improvável

03 de outubro de 2002, 0:00

O Judiciário brasileiro está mudando e incorporando novas tecnologias. Apesar do empenho de juristas e advogados em causas sobre internet e comércio eletrônico, ainda há muito por fazer.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

Discutir o que tem sido feito mundo afora e provar mudanças na legislação brasileira. É o enfoque principal das palestras no 2º. Congresso Internacional de Direito e Tecnologias da Informação, em Brasília, no auditório do Superior Tribunal de Justiça.

O Ministro Nilson Naves, presidente do STJ e do Conselho de Justiça Federal, é enfático ao realçar o velho chavão que, cada vez mais, a Justiça está mais perto do povo e o povo mais perto da Justiça. E a tecnologia é uma das principais facilitadoras.

Não obstante o empenho de muitos juristas e advogados em causas sobre internet e comércio eletrônico, reconhece–se que ainda há muito por fazer. Uma das iniciativas do STJ, neste sentido, tem sido a aplicação da informática nos processos judiciais, fazendo uso dos aparatos técnicos para otimizar as já conhecidas morosas etapas jurídicas.

Para o usuário comum, uma pedida interessante é a leitura da Revista do STJ, online, onde se pode acompanhar todos os acórdãos (decisões) – os quais, inclusive, são certificados digitalmente, evitando que a pessoa/advogado precise solicitar e autenticar uma cópia, por exemplo.

A busca por informações do gênero representa uma boa economia de papel, tempo e dor de cabeça. Para profissionais do Direito, o STJ ainda dispõe de outros recursos personalizados para facilitar a vida do advogado conectado.

“Hoje, qualquer pessoa pode acompanhar o andamento processual, o regimento interno da Casa, a jurisprudência comparada e até mesmo os contratos de licitações públicas. É só clicar”, explica o Ministro Naves, que garante que o “Judiciário está mudando, se atualizando e se qualificando nas novas tecnologias”.

Recentemente, o STJ formou uma comissão especializada para combater os chamados crimes sofisticados, que são, além de crimes de informática, a lavagem de dinheiro.

Para quem está no meio, o empenho é perceptível. No entanto, na visão de Mário Lobato de Paiva, advogado em Belém, a falta de critérios padronizados e claros para uso e aplicação dos juízes brasileiros é um retrocesso.

“Um juíz pode interpretar algo de uma forma, enquanto outro interpreta de outra. Está feita a confusão e, o resultado, é que os processos relacionados ao ciberespaço podem demorar mais do que o necessário e nem sempre ter um desfecho razoável,” declara Lobato, que batalha pela criação de uma cadeira universitária específica em Direito Eletrônico e por uma mudança urgente na legislação atual.

Enquanto isso não acontece, o jeito é continuar usando exemplos de outros países e torcendo para que o juíz esteja bem assessorado ou entenda bem de internet, ao menos além do básico enviar e receber do Outlook. [Webinsider]

Sobre o autor

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: Sem Categoria

Comentários

Ninguém comentou o artigo "Internet e processos judiciais, união improvável"

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Webinsider