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Mídia interativa - Gestão

Veja o site corporativo como uma peça

10 de abril de 2002, 0:00

Tudo na vida evolui: eventualmente também o site corporativo será uma peça de comunicação dirigida, onde o conteúdo e as tecnologias estarão a serviço de todos os relacionamentos da empresa.

Por Hélio Sassen Paz

Como a sinergia entre design e programação é importante! São poucos os que percebem que a divisão quase industrial de uma grande produtora web atende necessidades reais de um mercado muito complexo, onde um dos núcleos funciona de maneira similar a uma agência de publicidade, e outro núcleo, de integradores de sistemas, devem trabalhar em conjunto –
e não em paralelo – para o mesmo fim.

Tem gente muito mais credenciada do que eu pra falar sobre o assunto, mas o porte dos clientes de uma produtora do tamanho da Razorfish, ou de uma Neoris, de uma Bowne, de uma Modem Media, de uma DM9DDB Interativa, etc. exige que toda a Tecnologia da Informação venha do mesmo fornecedor. É tudo uma questão de sinergia e vantagem na relação custo/benefício.

Portanto, arquitetura da informação, design de interfaces, brand, CRM, URM, EDI, ECR e tantas outras filosofias de implantação de sistemas fazem parte do mesmo corpo: o site corporativo.

Um site só tem razão de existir se a empresa inteira adotar uma filosofia de relacionamento estreito com fornecedores, funcionários, distribuidores, consumidor final, concorrentes, mídia, bancos e governo. O encurtamento de distâncias, tempo e dinheiro gera economia, lucro e proporciona mais prospecções e vendas no mesmo espaço de tempo.

Acima de tudo, um site corporativo é uma peça de comunicação dirigida, tal qual o são banners, hotsites, brochuras, anuários, folders, cartazes e malas–diretas personalizadas. Por trás da escolha adequada do conteúdo; da arquitetura da informação; do design da interface de navegação; do brand (preservação e adaptação dos elementos visuais da marca da empresa em todas as mídias, sobretudo no site); do layout e, principalmente, da eficiência da utilidade ou proveito (usefullness) e da aplicação, prática ou utilização (usability) de um web site pelo seu público–alvo (target) está…

…A Comunicação! Qualquer evolução tecnológica visa sempre o aprimoramento da qualidade do relacionamento entre as pessoas. O homem é um animal social que ama, odeia, oferece, pede, troca, empresta, recebe, produz, carrega, leva, traz, se distrai e adquire conhecimento através da interatividade. ;)

Hardware e software são ferramentas de aproximação entre os indivíduos. O único beneficiado pela informática e pela robótica é o homem, e não a máquina. As interfaces existem para traduzir a maneira de nos comunicarmos através de instrumentos que são incapazes de se mover e de articular idéias do modo humano. A arquitetura da informação é vital para a compreensão do conteúdo e para que nós dominemos com facilidade os caminhos que nos levam a priorizar certas informações em detrimento de outras, indicando sempre a menor distância entre dois pontos, com caminhos de ida e volta.

O approach, a linguagem, o timing e a eficiência da comunicação dirigida para um target muito específico são tarefas do jornalista, do publicitário, do arquiteto, do artista plástico, do designer, do escritor, do tradutor e do intérprete. O analista de sistemas, o bibliotecário e o arquivologista são os responsáveis pela hierarquização e pela catalogação de toda essa gama de informações.

A programação dos searchbots, dos bancos de dados, dos cruzamentos desses bancos de dados, das ferramentas de atualização de conteúdo dinâmico, das cestas de compras, a expedição do pedido, o controle do estoque de produto e de matéria–prima, a emissão e o controle de notas fiscais, etc. são apenas a evolução do escambo que nossos ancestrais de 11000 anos atrás já faziam, porém com um nível de complexidade e dimensão muito menores.

O nosso corpo foi feito para o movimento. E o nosso cérebro foi feito para adquirirmos e aplicarmos conhecimento. A quantidade e o cruzamento de todas as informações que a vida nos proporciona resulta em idéias para resolvermos os nossos problemas de comunicação. E, como nada é perfeito, todo problema solucionado resulta em outro problema, diferente e ainda mais complexo do que o anterior.

Sabem por que? Porque a gente existe para evoluir! Conhecimento é poder. E o poder reconhecido é o das idéias, não o do trabalho braçal. Quem dera toda essa tecnologia pudesse livrar o homem da fome, da guerra, da doença… Quem dera o homem pudesse se conscientizar de que o frágil equilíbrio da natureza não deve ser alterado por ele…

…E quem dera todo o conteúdo que a gente ajuda a produzir eletronicamente pudesse ser compreendido, avaliado, julgado, criticado e lido por todos os mais de seis bilhões de habitantes deste planetinha azul! [Webinsider]

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Sobre o autor

Hélio Sassen Paz (heliopaz@mac.com) é publicitário, professor e profissional de design interativo.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Comunicação corporativa ]

Comentários

1 pessoa comentou o artigo "Veja o site corporativo como uma peça"

Sah Data: 04/09/2008 às 4:26 pm

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Ótimo artigo! Completo, para não dizer perfeito.

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