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Pequenas melhorias no mundo dos browsers

07 de março de 2002, 0:00

O gratuito Ópera e outros três navegadores evoluídos do Internet Explorer (pagos depois de período de testes) são ótimos e merecem uma conferida. Alguns detalhes estão agradando muita gente.

Por Nenhum

Carlos Nepomuceno

Assisti na semana passada o vídeo Piratas da informática. Um filme de 99 que conta como a Microsoft passou uma rasteira na Apple para desenvolver o Windows.

E, pelo seu lado, como a Apple incorporou no Macintosh o conceito de ícones e janelas criados pela Xerox.

A moral é simples: na informática pouco se cria e muito se copia. Vence quem escolhe bem o que imitar e com competência mercadológica.

Podemos constatar que foram poucas as grandes idéias originais, ao longo do tempo, que resultaram em programas inovadores na rede:

Mosaic – o primeiro browser, aprimorado pela Netscape e depois pela Microsoft; Eudora e Pégasus – softwares de e–mail, que todos seguiram os passos; ICQ – mensageiro, comprado pela AOL, com diversos concorrentes; Napster – compartilhador de músicas e arquivos, inspirador depois do Kazaa, Morpheus e de outros.

Ou seja, o criador faz e a criatura foge.

Baixei, por exemplo, a nova versão 6.1 do Ópera. É um navegador gratuito, com anúncios, que trouxe uma simples e grande idéia à web. Ele trabalha em um único ambiente com diversas janelas. É mais leve, rápido e versátil que o IE e o Netscape.

A idéia evoluiu e inspirou seguidores, que resolveram criar um verdadeiro Frankstein: pegaram o melhor do Ópera e jogaram dentro do IE. O resultado – acreditem – é maravilhoso!

Os “monstrinhos” são Smart Explorer 6.0, Netcaptor 7.02 e Fast Browser 4.3.0.

Todos têm algumas características que podemos considerar fundamentais para os navegadores do futuro: abrem e fecham diversos sites ao mesmo tempo (uma espécie de favorito coletivo) e facilitam a visualização das páginas abertas na barra de rodapé.

E ainda: ao se clicar em qualquer link no correio eletrônico ou ICQ, sempre abrem uma nova janela e terminam com aquele suplício de entrar por cima do site que você está navegando.

São pequenas melhorias, que, no conjunto, aumentam muito a produtividade e, depois de utilizadas, dificilmente consegue–se voltar atrás. Experimente durante duas semanas e constate.

Detalhe: à exceção do Ópera, não são navegadores com vida própria, precisam do IE instalado com versões mais recentes para funcionar. São uma espécie de trepadeira digital.

O Fast Browser é disparado o melhor deles e oferece, por exemplo, uma ferramenta que lê em voz alta a página visitada, traduz para diversos idiomas, além de checar se todos os links contidos são válidos.

Infelizmente, devido a grande aceitação pelos usuários, os três produtos não são gratuitos e custam na faixa dos US$ 30 dólares. Eles têm bloqueio de uso depois de alguns sites ou funcionam até 30 dias.

A nova geração de browsers está aí. [Webinsider]

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