Alô? Tente outra empresa…
19 de janeiro de 2002, 0:00Quem procura parcerias já aprendeu a detectar roubadas no primeiro telefonema
Por
Pobre do empreendedor pontocom em busca de alianças e parcerias e que acaba batendo na porta de e–business incipientes e executivos pouco profissionais.
Calejado demais de tentar parcerias com projetos online que tentam se mostrar mais capazes do que são na realidade, com o tempo ele desenvolve um faro capaz de reconhece uma série de constantes que compõem o cenário das iniciativas duvidosas.
Geralmente os sinais são facilmente detectáveis em um simples telefonema, o que é excelente, pois logo de cara dá para saber onde estamos “amarrando a mula”. Assim, é interessante publicar um pequeno check list em uma tentativa altruísta de evitar que outras pessoas caiam em roubadas semelhantes.
1. Nomes esquisitos. Você se vê telefonando para sites de nomes impronunciáveis (”gazoontite”), ambíguos (como “Leilaoonline”, que ninguém sabia se era com um ou dois “o”s), ou bizarros (”organox”, que lembrava remédio).
2. Grandeza inflada. Quando consegue falar com o diretor comercial, antes mesmo de você se apresentar, ele já começa a falar sobre o site dele. Afirma que em um mês conseguiu um milhão de visitantes, menciona tecnologias “exclusivas” que parecem ter saído de um livro de ficção científica e afirma estar “plenamente capitalizado” com o apoio de um importante grupo do qual você nunca ouviu falar. Na verdade, ele está em situação pior do que a sua.
3. Arrogância. Quando finalmente chega a sua vez de falar alguma coisa, do outro lado da linha o executivo só fica repetindo “ãh”, “ãh”, “ãh” a cada frase que você diz. E em seguida pede para “formalizar via e–mail”. Ninguém nunca retorna ligações; propostas comerciais nunca chegam.
4. Troca–troca de executivos. Duas semanas depois a pessoa com quem você falou se demitiu “para ficar com a família”, tocar “projetos pessoais” ou exercer “consultoria privada em e–business”. O substituto nunca ouviu falar de você, vem de setores totalmente sem nexo e não possui experiência em web.
5. Desculpas para tecnologia ou conteúdo ruins. Conversando com o cara da tecnologia, ele afirma que “o site esteve com problemas que já foram normalizados”, que estão desenvolvendo um novo aplicativo que estará online em uma semana”, ou ampliando agressivamente a nossa base de produtos”.
O objetivo aqui é muito mais fazer uma brincadeira do que desencorajar parcerias. Trocas entre negócios complementares, quando feitas entre as pessoas certas, podem ser realmente muito úteis e importantes. Boa sorte para todos nós. [Webinsider]
