Verizon very zonza
25 de setembro de 2001, 0:00Operadora de banda larga deu azar com este usuário... ou vice versa.
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Quando cheguei em Boston, uma das minhas grandes vontades era finalmente ter em casa uma conexão internet banda larga de primeiro mundo.
Como no Brasil eu usava o Speedy (via DSL) e fiquei sabendo de muita gente que teve problemas com o Vírtua (via TV a cabo), optei por fazer aqui o pedido de uma conexão DSL na Verizon, operadora de telefone na região criada após a fusão da GTE e Bell Atlantic.
Fiquei meses aguardando a instalação do serviço em casa… Primeiro, o serviço não estava disponível, depois cheguei até a receber o kit com modem, CD de instalação coisa e tal, mas a ativação de minha conta era sempre adiada…
Durante os seis meses que fiquei passando por esse calvário banda larga, me chamou a atenção ter recebido várias malas diretas em casa oferecendo o serviço Verizon DSL – mesmo com o serviço não disponível, e até mesmo depois que já havia sido feita minha conta, mas não estava ativa.
Recebi até uma ligação num sábado de manhã do telemarketing da Verizon me oferecendo o serviço. Tive que avisar a pobre coitada que minha região ainda não tinha cobertura, o que ela confirmou ao verificar em seu sistema. Depois de passar um sabão por ter sido acordado no sábado às 9 da manhã por nada, tentei dialogar com a moça, perguntando qual era o critério que eles usavam para selecionar os clientes que seriam trabalhados na tentativa de vender o serviço DSL. Nem preciso dizer que ela enrolou, enrolou e não explicou…
A verdade é que não existe critério. No Brasil também recebia folhetos do Speedy, mesmo já tendo o serviço em casa. Para eles é mais fácil dar um tiro geral em todos, do que separar os clientes entre os que já têm o serviço, os que não podem ter, e os que podem ter mas ainda não tem. Esse último sim, o único que interessaria ser trabalhado.
Será que o dinheiro gasto com mala direta e telefonemas desnecessários não poderia ser aplicado num melhor estudo de seleção dos possíveis clientes? Além de uma economia de dinheiro em material, envio, etc., um resultado claro é a satisfação do cliente, ou melhor, não gerar insatisfação naqueles que já têm o serviço. Ou pior ainda, naqueles que querem ter e não podem. Esse último, para mim, o mais grave.
(Mas acho que é esperar demais de uma empresa que usa um nome super original para o serviço DSL que oferece… Verizon DSL! Nome ruizinho hein, nem pra criar algo como a Telefônica fez com o Speedy aí no Brasil.)
O fato é que fiquei seis meses em stand by e nesse tempo recebi por volta de dez malas diretas e três telefonemas oferecendo o serviço nunca ativado. Em julho fiz o cancelamento do pedido, e até hoje estou com o kit DSL deles (modem, CD de instalação, webcam, etc.), mesmo tendo ligado duas vezes para devolver. Disseram que me enviariam uma etiqueta para colocar na caixa e mandar de volta pelo correio… estou esperando há três meses.
Mudei de apartamento em agosto e estou feliz da vida com o AT&T @Home, serviço de cable modem da operadora de TV a cabo, AT&T Broadband, que foi instalado cinco dias após o pedido. Tenho 1 MB de conexão, com promoção de instalação gratuita, sem pagar o modem, e mensalidade de U$ 19 nos primeiros três meses.
O preço normal é U$ 40 por mês, sem a necessidade de pagar um provedor internet, contra U$ 39 da Verizon DSL, que precisa de um provedor internet por volta de U$ 35, fazendo um total de aproximadamente U$ 74 por mês… para 256 K de conexão. Grande Boston!
Foi interessante notar que em pouco dias a Verizon correu atrás do prejuízo e mudou os pacotes. Incluiu o preço do provedor no total para não ficar parecendo um custo a mais (… a AT&T estava usando esse argumento em suas campanhas de mídia). Agora o Verizon DSL tem 512 K e custa U$ 40 por mês. Com certeza essa guerra de preços não vai parar por aí…
Dois vídeos
Na semana passada fiz uns vídeos por aqui, embalado emocionalmente pelo lance todo aqui nos EUA. Estão em Real Player. Convido você a assistir. São dois, clique para ver: Boston Logan e Boston Flags.
Estou pensando em fazer mais um, sobre os outdoors aqui em Boston, que deixaram muitos clientes de lado e colocaram mensagens patrióticas. Até lá. [web insider]
