Comércio e publicidade devem crescer menos
24 de setembro de 2001, 0:00Empresas de internet e comércio eletrônico, que já não iam muito bem, agora valem menos 20% do que valiam antes dos atentados em Nova York. A perspectiva de crescimento simplesmente encolheu.
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Empresas de internet e comércio eletrônico atravessam um período difícil onde a perspectiva de sair do vermelho é um quase um retrato na parede – e as notícias mais recentes só fazem confirmar a sensação de que caminho continua longo.
De Nova York, como conseqüência dos atentados aos EUA, a Goldman Sachs reduziu as estimativas de faturamento e lucro das empresas de internet e comércio eletrônico para 2001 e 2002.
Segundo o analista da Goldman Anthony Noto, as ações de muitas dessas empresas já se desvalorizaram, reagindo às condições atuais. Os índices de internet das bolsas de valores já caíram quase 20% desde o dia 10 de setembro, véspera dos atentados.
A Goldman disse que a previsão de investimentos em publicidade online está em US$ 7,6 bilhões para 2001, uma queda de 8% sobre o ano passado. A previsão anterior era de uma queda de 6%. Para 2002, a empresa prevê que haverá crescimento de 10%, alcançando US$ 8,3 bilhões, em vez dos 15% previstos anteriormente.
Ao mesmo tempo, também de Nova York, um estudo do Interactive Advertising Bureau indica que foram investidos um total de US$ 3,76 bilhões em mídia online no primeiro semestre do ano nos Estados Unidos. Em relação ao ano passado trata–se de uma queda de 7,8%.
Outro dado importante do estudo é uma conseqüente concentração do mercado nas mãos dos maiores grupos de mídia. À medida que os investimentos encolhem, os menos capitalizados sofrem mais porque a pouca verba vai para as maiores empresas. Assim, no primeiro semestre do ano, as 10 maiores empresas concentraram 76% das verbas. No ano passado, no mesmo período, o percentual era um pouco menor, na casa dos 70%.
De volta às previsões da Goldman, desta vez em relação ao comércio eletrônico: para este ano, a investidora reduziu a previsão de crescimento, que era de até 40%, para apenas 25%. Para 2002, a empresa diz agora que haverá um crescimento de 15 a 20% em vez de até 30%.
Assim, ficam reduzidas as expectativas com relação ao desempenho de empresas como CNET, Homestore.com, Yahoo, Amazon.com e 1–800–Flowers.com. [web insider, com Reuters]
