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Final Fantasy é um marco na computação gráfica

16 de julho de 2001, 0:00

Filme criado em computador e com atores completamente digitais é a evolução de um clássico do videogame e reflete o poder da computação gráfica nas telas de cinema. História e realismo impressionam.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo, com Reuters.

Os americanos foram presenteados com um dos maiores clássicos de videogame já criados pela indústria. A diferença, porém, é que o jogo deixou de ser jogo para se transformar em filme. Na propaganda oficial: a fantasia transformou–se em realidade.

Final Fantasy: The Spirits Within chega às telas dos Estados Unidos sem nenhum ator de carne e osso. Todos são digitais. A expressão "filme criado por computador" pode dar a entender que se trata de algo parecido a Toy Story. Ledo engano.

A produção japonesa é um marco na história da computação gráfica. O realismo dos atores digitais impressiona até mesmo os mais céticos. Eles se movem e se comportam exatamente como seres humanos reais e, em muitas ocasiões, é difícil distinguir o virtual do real. Basta prestar atenção à imagem ao lado.

O filme marca também o início de um novo capítulo à indústria dos videogames. Agora, a Square Co. Ltd., responsável pela marca Final Fantasy, se estabelece como uma nova força no mundo da animação em Hollywood e dá às suas concorrentes japonesas o recado de que é capaz de promover os próprios jogos transformando–os em longa–metragens.

Para fazer Final Fantasy, a Square construiu um estúdio de animação no Havaí ao valor de US$ 45 milhões. A empresa trouxe mais de 80 animadores do Japão e outros 120 de 21 países para trabalhar no projeto, que durou quatro anos.

O desenvolvimento tecnológico dos videogames, com o surgimento de consoles como o PlayStation2 da Sony, o GameCube da Nintendo, ou o X–Box da Microsoft, alçou os fabricantes de jogos a novas alturas no mercado de entretenimento.

A Square pretende continuar a usar o novo estúdio na produção de filmes digitais e tem negociado com a Sony sobre a produção de mais três filmes. O acordo de cooperação faz sentido, pois a empresa já trabalha com a Sony no setor de videogames. Os estúdios da Sony em Hollywood não contam com uma unidade de animação do mesmo porte de rivais como Disney, DreamWorks e Fox, o que também justificaria a parceria.

História

Os menos adeptos de games talvez conheçam Final Fantasy apenas pelos recentes jogos do Playstation. A série, sem dúvida a de maior sucesso no âmbito de RPGs para videogame, começou no início da década de 90. O primeiro FF foi lançado em julho de 1990 para o console Nintendo Entertainment System (NES), de 8–bit.

Como todo bom RPG, Final Fantasy é baseado em um reino abstrato e fantasioso com personagens característicos, como bruxos, guerreiros, magos, monstros e seres lendários. O console da Nintendo ainda ganhou dois novos títulos em 1991 para ceder lugar ao Final Fantasy IV, também em 1991, para o Super Nintendo, de 16–bit.

Em 1993, a Square lançou o Final Fantasy V no Japão, mas nos Estados Unidos o título só chegou, pasmem–se, em 1999. E sob outro nome: Final Fantasy Anthology. Em 1994, o Japão recebeu o último título da série para consoles: Final Fantasy VI.

O sétimo FF saiu apenas para Playstation, em três CDs, e ainda hoje é um verdadeiro sucesso. O Playstation recebeu ainda o VIII e o IX com quatro CDs cada um.

Em 2001, foi a vez do Playstation 2 ganhar o Final Fantasy X, em DVD. O mercado espera o XI para até o fim deste ano. O maior diferencial será a possibilidade de jogar via internet. [web insider]

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