Webinsider

Negócios

Por um padrão aberto para o streaming

05 de julho de 2001, 0:00

Enquanto Microsoft e RealNetworks tentam impor seus formatos de áudio, uma aliança de empresas concorrentes propõe a criação de um formato único e aberto para o streaming media.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

Prover músicas por streaming soa cada vez mais complicado. Afora as confusões sobre patentes e licenças – veja matérias ao lado – os sites precisam enfrentar a cobiça e o poder de barganha de gigantes como Microsoft e RealNetworks; as quais tentam, paulatinamente, impor os próprios formatos proprietários como um padrão para streaming na internet.

A Internet Streaming Media Alliance quer reverter a situação. Consórcio formado por seis empresas contrárias às posições da Microsoft e da RealNetworks, o grupo não acredita que as duas estejam interessadas em facilitar a vida dos outros, mas sim em tentar gerar cada vez mais receita através dos próprios formatos.

De tal forma, o interesse das provedoras de streaming ficaria de lado. Hoje, o negócio funciona na base de soluções proprietárias e onerosas. O usuário também perde.

A ISMA propõe a criação de uma solução aberta, multi–plataforma, e padronizada sob um formato único para streaming. Fator ainda obscuro é se tal formato seria de código–aberto ou não. Caso não seja, os candidatos estão a postos – veja matérias ao lado, sobre "um mp3 para o MP3".

Afora a boa vontade e o suposto altruísmo da ISMA, é interessante realçar que o grupo é formado por empresas distantes do segmento de streaming e, claro, concorrentes da Microsoft e da RealNetworks em várias instâncias.

As fundadoras da ISMA são: Apple, Sun Microsystems, Philips, IBM e Cisco Systems. Quer dizer, ao mesmo tempo em que afetariam os negócios atuais da Microsoft e da RealNetworks, estariam beneficiando o elas mesmas (o consórcio), pois uma brecha poderia se abrir à criação de um formato desenvolvido em conjunto. Em miúdos, significa compartilhar receita.

Estima–se que o Windows Media Player, da Microsoft, resida em pelo menos 90% dos computadores pessoais. Tal imersão permite e incentiva a Microsoft a criar – e vender – as propriedades de proteção dos direitos autorais, embutidos nos arquivos Windows Media, para gravadoras e estúdios.

Para muitos, hoje o Windows Media é considerado o padrão para prover streaming na internet. Posição ocupada, até pouco tempo atrás, pelo Real Audio da RealNetworks. Sob pressão, a RealNetworks já anunciou que desenvolve um novo formato para transmitir por streaming, de forma a criá–lo como um padrão aberto. Aberto até onde? Ninguém sabe.

A partir de próximo mês os novos serviços de música paga por download e por streaming, com a grife de grandes gravadoras, estão previstos para deslanchar. Na ocasião, urgirá um debate mais apimentado sobre a padronização dos formatos; pelo contrário, todos podem sair perdendo. A começar pelo usuário. [web insider]

Sobre o autor

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: Sem Categoria

Comentários

Ninguém comentou o artigo "Por um padrão aberto para o streaming"

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Webinsider