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Linux World ainda não atrai usuário doméstico

07 de fevereiro de 2001, 0:00

A conferência contou com a presença de marcas sólidas mas faltou o usuário final, justamente o maior desafio enfrentado pelo Linux.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

A conferência Linux World 2001 foi previsível. Grandes empresas marcaram presença, enquanto o usuário final apareceu em número pouco significativo.

Pouco público, mas muitas previsões sobre o futuro do sistema operacional gratuito e de código aberto. O maior empecilho à popularização do Linux continua a ser o usuário doméstico/leigo que, sem a perícia – ou a paciência – necessária, abandona a idéia de migrar e mantém o Windows, da Microsoft.

O Linux se tornou um bom negócio para as empresas, que perceberam a relação baixo custo X alta performance do sistema para uso em servidores web e de comércio eletrônico.

Empresas como IBM, Oracle e Dell ocupam posições de destaque, mas apenas em aplicações utilizadas por elas próprias. Ainda são raras as iniciativas voltadas ao usuário final.

Um das mais promissoras e eficazes ocorreu em 1999, quando a Corel lançou o Corel Linux – uma distribuição do sistema com interface bastante similar ao Windows e de fácil instalação e configuração. Em janeiro de 2001, a Corel abandonou o projeto e o Corel Linux se encontra quase à deriva. ( veja matéria ao lado )

De acordo com o International Data Corp. (IDC), durante o ano de 1999 o Linux esteve presente em 3,9% dos computadores domésticos e 24% dos servidores. Hoje, o número é bem mais significativo no âmbito corporativo (servidores), mas pouco ou nada cresceu no ambiente doméstico.

A resistência do usuário doméstico é, paulatinamente, amenizada com o lançamento de distribuições mais amigáveis, como o SuSE, Mandrake, e outros. Ainda não é suficiente. Falta o investimento maciço em tecnologia e compatibilidade – que está ocorrendo de forma lenta e gradual, mas pode disparar a qualquer momento.

Paralelo ao decréscimo do usuário doméstico, é notável a imersão de grandes empresas dispostas a investir – e divulgar – o Linux. A mais recente foi a Intel, que durante a conferência comentou o potencial do sistema e do código aberto e previu um crescimento exponencial a partir deste ano.

Ruim para a Microsoft que, ainda de acordo com o IDC, começa a ver o mercado corporativo fugir à procura de refúgio no Linux. Pesquisas e previsões menores apontam que, até 2004, o Linux pode transpor a Microsoft nesta vertente. Não raro as empresas comecem a substituir, gradativamente, o Windows NT/2000 pelo Linux.

Uma analogia entre o crescimento no setor corporativo e o decesso no doméstico é forte. A partir do momento em que grandes empresas resolvam investir no Linux, a criação de alternativas eficientes e objetivas poderá se tornar uma constante e, conseqüentemente, gerar soluções em compatibilidade e aplicativos. Pagos, inclusive. ( veja matéria ao lado )

A falta de soluções em software é uma outra epopéia do Linux e, ao mesmo tempo, um fator negativo clamoroso e levado em consideração pela maior parte dos usuários que optam em manter o Windows como alternativa preferencial.

Ao usuário doméstico, resta apenas a espera. Em 2001, sem dúvida, o sistema de código–aberto terá seu ano mais decisivo. [web insider]

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