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	<title>Webinsider &#187; Tecnologia</title>
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	<description>Artigos sobre tecnologia, carreira e startups com opinião e alma</description>
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		<title>Webinsider</title>
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	<itunes:summary>Artigos sobre tecnologia, carreira e startups com opinião e alma</itunes:summary>
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	<itunes:category text="Society &#38; Culture" />
	<itunes:author>Webinsider</itunes:author>
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		<item>
		<title>TI tem papel fundamental na área da saúde</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/21/ti-tem-papel-fundamental-na-area-da-saude/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/21/ti-tem-papel-fundamental-na-area-da-saude/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Sowmy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[big data]]></category>
		<category><![CDATA[CRM]]></category>
		<category><![CDATA[ERP]]></category>

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		<description><![CDATA[Soluções como ERP, CRM e BI podem ajudar na agilidade e confiabilidade dos processos, melhorando a distribuição das informações e mesmo os custos dos procedimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais o setor hospitalar vem ponderando com cuidado sobre os investimentos tecnológicos, visando atingir seus objetivos estratégicos. Alguns fatos não podem ser ignorados, como as mudanças sociais que estão ocorrendo no Brasil como desdobramento da economia, redução de custos, crescimento em receita, expansão na comunicação, entre tantos outros.</p>
<p>Uma solução correta de gestão de negócio, conhecida como ERP (<em>Enterprise Resource Planning</em>), pode auxiliar as pessoas a trabalharem de forma rápida e eficiente, gerenciar mudanças e crescimento, além de atingir as demandas do mercado. Considerando que o setor hospitalar necessita acessar, analisar, prever, relatar e compartilhar as informações necessárias para tomadas de decisão no nível tático e estratégico, uma solução de BI (<em>Business Intelligence</em>) reduz a complexidade da organização e distribuição das informações, proporcionando resultados rápidos e confiáveis. Indicadores poderão ser monitorados, como média de custo por leito, média de tempo de permanência no hospital, entre outros.</p>
<p>Com a mesma importância, soluções em gestão de relacionamento como o CRM (<em>Costumer Relationship Management</em>) vêm crescendo no setor hospitalar, desde uma gestão de manifestações (seja para médicos, pacientes, familiares e comunidades, por exemplo), passando pela visão imediata de agenda de equipes e equipamentos, criando programas de relacionamento com médicos e pacientes, até o histórico de negociação com operadoras e seguradoras.</p>
<p>Através de uma visão 360º, é possível monitorar todo relacionamento existente entre o hospital e seus públicos-alvo. Sendo assim, as empresas do setor hospitalar devem buscar sempre informações atualizadas sobre a procedência do fornecedor, quem fornece tais soluções, como se integram, se oferecem facilidade de implantação, e, principalmente, qual o roteiro estratégico do fornecedor no Brasil e no mundo.</p>
<p>Confira as últimas tendências de CRM:</p>
<h2>Crescimento das soluções de CRM em nuvem</h2>
<p>Trata-se de uma realidade, junto às instituições, em que todas as informações de relacionamento ficam armazenadas em grandes Data Centers e interagem via web com fontes externas. Cada vez mais as empresas de saúde percebem que investir em infraestrutura  local já não faz sentido, principalmente quando os sistemas em nuvem podem fazer um trabalho melhor, com menor custo e de forma eficaz.</p>
<h2>Aplicações móveis</h2>
<p>Quando falamos de mobilidade, o que realmente se busca é ter as informações em tempo real e de forma precisa, gerando um processo contínuo dentro da cadeia da instituição e, principalmente, permitindo decisões rápidas por parte de seus executivos.  Soluções móveis de CRM deverão permitir que as informações sejam acessadas a partir de qualquer dispositivo, desde que a segurança dos dados seja previamente definida.</p>
<h2>Soluções de CRM atendendo novos públicos</h2>
<p>Sempre associamos o CRM ao relacionamento com o cliente. Porém, atualmente podemos aplicar esse mesmo conceito a qualquer público. Para que isso ocorra, as soluções de CRM deverão se adequar a essa nova tendência, conhecida como XRM, e permitir que as empresas criem seus círculos de relacionamento com diversos públicos, como médicos e pacientes, associados, alunos e professores, corretores e beneficiários etc. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/05/13/crm-por-si-so-nao-resolve-todos-os-problemas-do-negocio/">CRM por si só não resolve todos os problemas do negócio</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/02/27/qual-e-o-erp-ideal-para-o-modelo-de-negocio-da-sua-empresa/">Qual é o ERP ideal para o modelo de negócio da sua empresa?</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/05/23/a-seguranca-do-seu-erp-depende-de-uma-estrutura-preparada/">A segurança do seu ERP depende de uma estrutura preparada</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O futuro veio depressa e trouxe novas tecnologias de interação</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/17/o-futuro-veio-depressa-e-trouxe-novas-tecnologias-de-interacao/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/17/o-futuro-veio-depressa-e-trouxe-novas-tecnologias-de-interacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 11:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[interação]]></category>
		<category><![CDATA[interatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas inovações que eram especuladas há alguns anos já estão em uso no nosso dia a dia e a interatividade é uma das que mais evoluiu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas décadas, havia muitas especulações de como seria o século XXI. Existia uma curiosidade enorme dentro de cada um de nós sobre como as máquinas seriam, se os carros voariam, se os robôs fariam parte das nossas vidas.</p>
<p>E, quando menos percebemos, o futuro chegou e virou o nosso presente. A tecnologia invadiu nossas casas e faz parte do dia a dia de uma forma tão natural, que as novas gerações encararão tudo com muita naturalidade. E assim, as inovações serão uma constante.</p>
<p>A interatividade, por exemplo, é algo que está muito presente no nosso cotidiano e tem aumentado a qualidade de vida das pessoas sem elas perceberem. Essa interação é fundamental para ter sempre o que as pessoas desejam, afinal a tecnologia da informação não é um fim, mas é o meio para nos levar a algum lugar.</p>
<p>Acredito que cada vez mais as personalizações serão inevitáveis e a interação da tecnologia é importante para atender a esse nicho. E esse mercado só tende a crescer. Novas tecnologias são equipadas por alguns dispositivos que enviam dados e recebem informação de forma simultânea, agilizando os processos de retorno de respostas, possibilitando, em alguns casos, a intervenção do indivíduo no fluxo de qualquer ação. E isso acontece ao contrário do cinema e do rádio, onde os conteúdos são unidimensionais e o fluxo da informação possui uma única direção.</p>
<p>Não é de hoje que as tecnologias interativas vêm modificando o mundo, um exemplo são os carros, que podem vir com computador de bordo e celular. E, assim, nos perguntamos: como vivíamos antes do smartphone?</p>
<p>Isso tudo é um caminho sem volta, felizmente. E, sem percebermos, a tecnologia nos auxilia, inicialmente, como diversão, mas logo enxergamos algo que pode ser aplicado no mundo corporativo, que ainda está carente de ferramentas de gestão.</p>
<p>As novas tecnologias, relacionadas a uma revolução informacional, oferecem uma infraestrutura de comunicação que permite a interação em rede de seus integrantes. Numa rede, no entanto, geralmente são descartados modelos em que haja uma produção unilateral das informações que serão somente repassadas aos outros terminais de acesso. Este modelo é considerado reativo e não interativo e aparece mesmo na internet, disponibilizados pelos conhecidos portais, e agências midiáticas que disponibilizam suas informações e serviços pela Internet tão somente.</p>
<p>Cada vez mais inteligentes, essas tecnologias fazem a diferença entre as empresas, que ao usarem as técnicas de marketing de forma adequada, irão gerar uma nova experiência para o usuário corporativo. Assim, os filmes de ficção científica estão cada vez mais próximos das empresas.</p>
<p>Para exemplificar, vamos pensar na seguinte situação: um consumidor passeia de madrugada pela Avenida Paulista, uma das principais de São Paulo. Ele vê um terno em uma vitrine e, nesse momento, decide comprá-lo e receber na sua casa no dia seguinte, mesmo com a loja fechada. Isso já é possível devido a totens desenvolvidos para terem essa interação com os consumidores.</p>
<p>Com certeza, isso revolucionará o varejo, já que um shopping center, por exemplo, pode ficar aberto 24 horas e permitir que as pessoas comprem nos momentos de maior conveniência para elas.</p>
<p>Além disso, os totens podem ser usados nos restaurantes, para vender pacotes turísticos, com uma experiência totalmente diferente. Jantando com a esposa, é possível ver os lugares do mundo que gostaria de conhecer, escolher o melhor pacote e comprar naquele mesmo momento. Isso é tecnologia interativa e é um caminho sem volta.</p>
<p>Estamos passando por uma revolução na informação. De que vale ter um computador a bordo do veiculo se não for para  gerar economia de combustível e dar segurança? Afinal, com esses serviços agregados o carro passa a ser um detalhe e o principal é segurança do motorista e de sua família.</p>
<p>A mesma analogia pode ser feita no mundo corporativo, ou seja, temos sempre que transformar informação em inteligência. O futuro depende muito das empresas inovadoras, que desejam revolver seus desafios dos negócios buscando inovar e transformando tudo isso em receita para ela. Antes a frase era “navegar é preciso”, mas com advento da internet hoje é “ inovar é preciso”, já que é fundamental transformar informação em inteligência.</p>
<p>A interatividade é importante para todos e eu acredito que o produto físico precisa cada vez mais de serviço agregado, que pode ser um grande diferencial. Assim, ganham as empresas e seus clientes, que passam a ter a agilidade e inteligência caminhando lado a lado. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/12/14/as-solucoes-devem-ter-como-base-as-pessoas-e-a-interacao-humana/">As soluções devem ter como base as pessoas e a interação humana</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/03/27/a-pluralidade-da-internet-e-o-impacto-na-nossa-vida/">A pluralidade da internet e o impacto na nossa vida</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/04/12/o-que-aprender-com-as-postagens-inuteis-no-facebook/">O que aprender com as postagens “inúteis” no Facebook</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Windows 8.1 vem aí</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/15/windows-8-1-vem-ai/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/15/windows-8-1-vem-ai/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 May 2013 16:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cardoso de Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[windows 8]]></category>
		<category><![CDATA[windows 8.1]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a Microsoft a atualização do sistema operacional trará novas funcionalidades e experiências para os usuários. É aguardar para confirmar as expectativas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito vem se falando nos bastidores sobre a primeira atualização de novas funcionalidades para o sistema operacional Windows 8 da Microsoft. Inclusive que a tecla INICIAR voltará para facilitar a vida dos usuários que ainda não se acostumaram com a nova interface touch. Principalmente os usuários de PC que não possuem um monitor sensível ao toque das mãos.</p>
<p>A estratégia da gigante de Redmond está muito longe de estar errada; percebe-se assim que está preparando seus sistemas para as novas gerações de PCs que em breve chegarão ao mercado. Nicho que vem perdendo espaço para os dispositivos mobile como tablets e smartphones, os novos PCs deverão chegar com recursos touch screen ao mesmo tempo em que a Windows Store já conta com mais de 70.000 apps prontas para todas versões de Windows atualmente comercializadas.</p>
<p>A propósito: nos EUA já podem ser encontrados bons e poderosos notebooks touch ao custo médio de US$ 400,00.</p>
<h2>Anúncio formal</h2>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tami_reller.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-36002" title="tami_reller" src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tami_reller.jpg" alt="" width="319" height="212" /></a>Ontem (14) em Boston na JP Morgan Technology, Media &amp; Telecom Conference a executiva Tami Reller que é CFO e CMO só para a plataforma Windows anunciou sob a edge de que <em>“o Windows continua cada vez melhor”</em> o lançamento da versão 8.1 do sistema operacional que estará disponível gratuitamente através de update na Windows Store com preview para desenvolvedores em 26 de junho. Atualização esta que já vinha sendo chamada de Windows Blue. Mas ficou Windows 8.1 mesmo.</p>
<h2>Palavras de Tami Reller</h2>
<p>Durante seus comentários de hoje, Tami reiterou o objetivo de entregar atualizações contínuas para criar uma experiência cada vez mais rica para os usuários Windows. O Windows 8.1 é parte disso e continua a jornada começada em outubro de 2012. O Windows 8.1 nos ajudará a entregar a próxima geração de PCs e tablets com nossos parceiros OEMs e entregar experiências que nossos clientes – tanto aos consumidores finais quanto aos corporativos – precisam e esperam para seguir adiante.</p>
<p>Hoje, há mais dispositivos – e escolha – permitindo a você escolher o dispositivo com Windows 8 certo que atenda às suas necessidades. O Windows 8 oferece uma grande experiência para o consumo e a criação de conteúdo, tanto para o trabalho quanto para a diversão e a mobilidade. E você será beneficiado imediatamente pelas atualizações constantes – seja pelas atualizações de app via Windows Store, pelos updates de desempenho por meio do Windows Update ou pela atualização Windows 8.1, no fim deste ano.</p>
<p>Agora, temos mais de 70 mil apps na Windows Store (a loja online de apps para o Windows) – apps, como: Twitter, eBay, Netflix, CNN. E games, como: Temple Run: Brave, Bejeweled LIVE e Angry Birds Star Wars e <a href="http://blogs.windows.com/windows/b/windowsexperience/archive/tags/app+roundup/default.aspx" rel="externo">muitos outros</a>.</p>
<p>Nossos parceiros OEMs têm entregado tablets, laptops touch e conversíveis que trazem à vida a visão do Windows 8 e da computação móvel. Eles apresentaram alguns modelos novos incríveis (e únicos), como o <a href="http://windows.microsoft.com/pt-br/windows-8/dell-xps-12" rel="externo">Dell XPS 12</a>, o <a href="http://windows.microsoft.com/pt-br/windows-8/lenovo-ideapad-yoga-13" rel="externo">Lenovo IdeaPad Yoga 13</a>, o <a href="http://windows.microsoft.com/pt-br/windows-8/sony-vaio-tap-20" rel="externo">Sony VAIO Tap 20</a> e o recém-anunciado Acer Aspire R7.</p>
<p>Recentemente, ultrapassamos a marca de 100 milhões de licenças vendidas do Windows 8. Esse número inclui as licenças instaladas em tablets e PCs novos, bem como os upgrades para o Windows 8. Ele está acima das 60 milhões de licenças que divulgamos em janeiro. Também vimos o número de dispositivos certificados para o Windows 8 e o Windows RT crescer para 2.400 e estamos vendo mais e mais dispositivos touch no mix.</p>
<p>O Windows 8 foi construído para um mundo que mistura o trabalho e nossa vida pessoal, um mundo no qual esperamos por experiências touch de alta qualidade em qualquer lugar, um mundo que está sempre em movimento e sempre conectado. O Windows 8 redefine nosso mercado dos PCs para a computação móvel. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/10/20/windows-8-novos-recursos-e-velhas-frustracoes/">Windows 8: novos recursos e velhas frustrações</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/10/23/como-e-por-que-instalar-windows-no-mac/">Como e por que instalar Windows no Mac?</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/10/25/apple-e-microsoft-apresentam-os-seus-novos-tablets/">Apple e Microsoft apresentam os seus novos tablets</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O som que não dá certo</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/12/o-som-que-nao-da-certo/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/12/o-som-que-nao-da-certo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 16:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Roberto Elias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[agulhas]]></category>
		<category><![CDATA[cápsulas de toca-discos]]></category>
		<category><![CDATA[CD]]></category>
		<category><![CDATA[corte de acetato]]></category>
		<category><![CDATA[corte direto]]></category>
		<category><![CDATA[direct-pressed]]></category>
		<category><![CDATA[gravação analógica]]></category>
		<category><![CDATA[gravação digital]]></category>
		<category><![CDATA[half-speed mastered]]></category>
		<category><![CDATA[Lp]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://webinsider.uol.com.br/?p=35336</guid>
		<description><![CDATA[A indústria fonográfica, mesmo depois dos avanços alcançados com o som digital, continuou a oferecer mídia de reprodução que não passa perto do trabalho original feito no estúdio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo audiófilo sabe que a apreciação da reprodução do som gravado nunca foi consenso. No ambiente profissional, por incrível que pareça, o consenso ainda é mais difícil, e as divergências se acentuaram mais ainda depois que a gravação de som em ambiente analógico deu lugar ao digital. E dentro deste último, as disputas são basicamente sobre o método de amostragem usado.</p>
<p>Recentemente, eu li uma entrevista antiga do conhecido engenheiro de gravação Tom Jung, fundador do selo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/DMP_Digital_Music_Products" rel="externo">DMP</a> (Digital Music Products), dado à revista Stereophile, em uma <a href="http://www.stereophile.com/interviews/604jung/" rel="externo">edição</a> de 2004. Quem consome CDs desde o seu nascimento conhece o trabalho da DMP. Nas revistas da época, contava-se que Jung vinha pesquisando métodos para gravar material de estúdio digitalmente, e ele é até hoje visto como um dos pioneiros da gravação digital. A entrevista da Stereophile conta detalhes aparentemente nunca antes revelados. Jung realmente pesquisou os tais novos métodos, mas o motivo real da pesquisa é que ele havia se cansado de bater de frente com as inúmeras limitações e problemas técnicos do som analógico. E o tendo feito tão precocemente, esbarrou em uma série de problemas até então desconhecidos. Um deles, constatado inclusive por terceiros, dizia respeito ao <em>dropout</em> de áudio provocado pela perda do bitstream. A gravação era feita em um dado aparelho e, na hora de ouvir o resultado, trechos inteiros simplesmente haviam desaparecido da fita master.</p>
<p>Apesar disso, Tom Jung não esmoreceu. Motivo: o analógico era pior! E tinha problemas, segundo ele e outros, literalmente insuperáveis. Então, ele preferiu atacar de frente os novos problemas em vez de perder tempo com os antigos. Antes do CD, a DMP vendeu música em fita de videocassete, no formato <a href="http://www.thevintageknob.org/sony-PCM-F1.html" rel="externo">PCMF-1</a>. O próprio nome do selo refere-se à produção de material digital. A produção das fitas, entretanto, foi curta.</p>
<p>Para pessoas como Jung ou Robert Woods e Jack Renner (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Telarc_International_Corporation" rel="externo">Telarc</a>), a duplicação em CD veio a calhar, mas não também sem a sua lista de problemas. As gravações digitais de estúdio eram formatadas com LPCM em mais de uma frequência de amostragem e resolução (“<em>bit depth</em>”). Para fazer uma matriz de CD seria necessário converter este material para o padrão de 44.1 kHz de amostragem e 16 bits de resolução. Foi aí que eles perceberam que esta conversão estava longe de ser perfeita. Muitos usuários, inclusive, achavam que o vinil do mesmo material “soava melhor”. O que não se sabia é que havia erro introduzido a partir do material fonte, que o estúdio não conseguia controlar.</p>
<p>Há nisto tudo um pouco de exagero. Hoje é perfeitamente possível saber que fitas originais eram estas, tanto DMP quanto Telarc. Basta comparar as versões em SACD e CD da mesma gravação. Como as fontes são gravadas em dois canais diretamente (a mixagem é feita na mesa, em tempo real), a comparação é legítima. Na versão em SACD, supostamente a acuidade de conversão é garantida como 100% fiel, ou seja, uma fonte <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Soundstream" rel="externo">Soundstream</a>, por exemplo, a 50 kHz e 16 bits converte integralmente a DSD.</p>
<p>Mas a comparação entre SACD e CD, neste caso, não é de todo fácil. Os processos de decodificação e filtragem são diferentes. Além disso, a reprodução de SACD depende muito do equipamento de reprodução e da maneira como o sinal é transmitido ao decodificador. O próprio Tom Jung assinala que é preciso um equipamento leitor e cadeia de reprodução de excelente qualidade. Em outras palavras (e eu interpreto): caso contrário, ninguém vai conseguir notar a diferença!</p>
<h2> As mazelas do corte de acetato</h2>
<p>Ledo engano de quem pensa que o som do disco analógico é o som original da gravação! Hordas de audiófilos idolatram o “<em>som mais quente e preciso</em>” do vinil, como se o mesmo traduzisse de fato o som que o técnico do estúdio está ouvindo, na reprodução da fita de primeira geração. Acontece que esta fita nunca chega à sala de corte do acetato, onde a chamada madre do Lp é preparada. Os estúdios encarregam um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mastering_engineer" rel="externo">engenheiro de masterização</a>, como responsável pela preparação do material, de acordo com a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Audio_mastering" rel="externo">mídia de destino</a>, e ele não pode negligenciar o fato de que estas mídias são diferentes (CD, DVD, etc.).</p>
<p>Na época do Lp, a fita destinada ao corte previa as limitações físicas não só da agulha de corte, do acetato propriamente dito, como também da faixa de frequência, dinâmica e duração do material de origem. E isto é só o começo: no segundo estágio, é preciso a presença de um engenheiro de corte, que conheça as mesmas limitações e como contorná-las de maneira a que o Lp soe corretamente, ou com pouco erro.</p>
<h2> Uma experiência pessoal</h2>
<p>É possível que tenha sido Nelson Rodrigues quem um dia afirmou que “<em>o homem antes dos quarenta é um perfeito idiota</em>”. E eu era! Nos meus anos de créditos para a obtenção do grau de mestre, ainda muito imaturo na profissão, profundamente insatisfeito e frustrado com a carreira acadêmica, eu decidi mudar de atividade. Fui à livraria e comprei o livro “Modern Recording Techniques”, de autoria do engenheiro de gravação Robert E. Runstein (editora Howard &amp; Sams, 2ª edição, 1974), e li aquilo como se fosse uma bíblia. O livro, que ainda sobrevive na sétima edição, junto com outro autor e as atualizações pertinentes, eu o guardei de lembrança, e mostro a capa a seguir:</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/04/image001.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-35337" src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/04/image001.jpg" alt="" width="600" height="945" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na contracapa, algumas notas sobre o autor:</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/04/image003.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-35338" src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/04/image003.jpg" alt="" width="599" height="464" /></a></p>
<p>Um vizinho, pai de um amigo de infância, e profissional da antiga fábrica da Companhia Industrial de Discos, tentou me colocar em um estágio na Tapecar, que havia comprado um torno Neumann novinho. Não deu certo. Logo depois, um conhecido meu conseguiu um estágio na sala de corte da falecida Polygram. Lá também, um torno Neumann super moderno. E como o livro de Runstein tratava de uma máquina <a href="http://www.drdub.com/producing_for_vinyl/25.php" rel="externo">Neumann VMS-70</a>, eu topei na hora.</p>
<p>Estes tornos Neumann são de babar na gravata. Uma joia de design e recursos. O console principal governa com admirável precisão um prato ultra pesado, com furos em sua circunferência, que trabalham com uma bomba de vácuo, que segura firme o disco de acetato no lugar. Para operar o torno corretamente, é preciso instalar um tape-deck com uma cabeça de pré-leitura. As informações colhidas por esta cabeça irão ajudar a calcular, entre outros parâmetros, o passo da cabeça de corte e a variação de modulação, principalmente a profundidade dos sulcos.</p>
<p>A informação cortada no Lp moderno é padrão: um sulco estéreo em “V” (“45º-45º”), no qual a parede próxima ao centro é modulada perpendicularmente, para a gravação do canal esquerdo e a parede do lado da borda, a mesma coisa, para o canal direito. Todos os sons “em fase” entre os canais provocam o movimento (corte) lateral da agulha, enquanto que os sons “fora de fase” provocarão o aumento da profundidade do sulco (modulação vertical).</p>
<p>Quanto mais volume (amplitude) o som gravado tiver, mais modulação no sulco e mais espaço serão necessários. Sons de baixa frequência são os que ocupam o maior espaço, exigindo que as linhas cortadas fiquem separadas corretamente, caso contrário poderá haver distorção ou <em>crosstalk</em> (interferência de um sulco no outro). Por isto, a leitura por uma cabeça separada, antes da leitura do som a ser gravado, é importante. Não só isso, mas sons graves e exageradamente fora de fase fariam a agulha saltar e perder o rastreamento. O engenheiro de gravação estabelece assim um corte de frequência a partir do qual um filtro é aplicado e sinal e remixado em fase nos dois canais (mono). Esta escolha de corte geralmente fica em torno dos 70 Hz.</p>
<p>O meu estágio na sala de corte da Polygram foi pífio. Impedido de botar a mão em qualquer equipamento, o que me restou foi olhar o trabalho alheio. Um dos técnicos era muito simpático e ia me explicando um passo (sem trocadilho) de cada vez. Não impediu, infelizmente, que eu pudesse observar que não se respeitava regra alguma lá dentro. Em uma das poucas vezes que eu estive lá, eles cortaram uma fita master da Pablo, com a gravação “<em>Ella in London</em>”, que vinha com um aviso na caixa dizendo “Dolby A”, e a fita foi tocada com o decodificador Dolby desligado. Eu perguntei por que, e o técnico me disse que aquilo ali estava com defeito há muito tempo. Segundo Rustein, depois de cortado o acetato, e por causa da temperatura da laca, não se deve tocar o disco. Tocaram na minha frente. O disco da madre tem base de alumínio com uma cobertura de um composto de nitrocelulose, que é sensível a arranhões. Qualquer anomalia, e a informação espúria passará para a matriz de estamparia.</p>
<p>Desnecessário dizer que eu aprendi dupla lição: uma, explicando porque o disco Lp brasileiro sempre foi problemático; outra, que a minha profissão de origem jamais poderia ser desviada com trivialidades e fantasias. Se eu tivesse largado a minha carreira, estaria hoje na rua da amargura, pois o CD terminou por tornar obsoleta uma profissão ocupada por uma meia-dúzia de técnicos.</p>
<h2> Agulha, cápsula e braço raramente se entendem</h2>
<p>Mesmo o mais fanático e obstinado dos fãs de Lps é obrigado a concordar: toda vez que se muda o conjunto cápsula e agulha de um toca-discos analógico, o som muda completamente. Em muitos casos, basta trocar a agulha!</p>
<p>Minha mãe, que era “<em>audiófila</em>” sem saber, começava a ouvir distorção, e chamava o técnico da Telefunken, o que acontecia de seis em seis meses mais ou menos, que ia lá em casa trocar a agulha. Era uma cápsula de relutância variável G&amp;E, moderna para a época. O som se deteriorava, à medida que a ponta de safira ia gastando. Em épocas remotas, as pessoas tinham uma caixinha de agulhas em casa, e elas mesmas trocavam as agulhas após duas ou três reproduções de discos. A base do disco sempre foi mais dura do que as agulhas, projetada com a filosofia dos antigos de que era mais negócio trocar uma agulha do que comprar um disco novo.</p>
<p>Os fabricantes de disco passaram a adotar o vinil, que é um plástico capaz de aceitar lubrificantes na sua fórmula. Assim, a diminuição do atrito aumentou significativamente a vida útil das agulhas. Mas, foi somente depois da invenção da chamada “<em>agulha permanente</em>” que o problema de fato atenuou. Nela, a ponta de safira foi substituída por diamante sintético. Por seu turno, o design das cápsulas possibilitou a montagem de sistemas de suspensão do conjunto agulha – cantilever capazes de trabalhar em braços de liga ultra leve (por exemplo, fibra de carbono) usando uma fração da pressão em gramas-força causada pelo conjunto, em cima dos discos. Cápsulas modernas conseguem boa trilhagem, apesar de o peso ficar na faixa de 1.5 a 2.0 gf.</p>
<p>Mesmo assim, e não tendo como evitar a manutenção conservadora dos discos e erros de trilhagem inerentes à interação fono mecânica entre agulha e sulco, o uso de discos analógicos é frustrante, principalmente para aqueles que só têm interesse na música. Um dia, a minha mãezinha, irritada com o ruído de superfície, me pergunta se algum dia a gente iria se livrar de disco com agulha. Quando o CD saiu, em 1983, eu ainda tive chance de mostrar para ela que o seu sonho havia sido realizado. Aliás, o dela e de milhões de pessoas que nunca aturaram estalido de sulco fraturado.</p>
<h2> A parafernália de ajustes</h2>
<p>A reprodução correta (ou a melhor possível dentro das limitações do equipamento) de discos analógicos sempre me obrigou a manter em casa um monte de recursos para tentar curar problemas causados pelas discrepâncias entre o torno de corte e o toca-discos doméstico.</p>
<p>Para começar, por se tratar de um objeto circular, o tangenciamento do braço na trilhagem do disco embute em si um erro. No torno de corte, a cabeça se movimenta no raio do disco e isto obrigaria que o braço doméstico fizesse o mesmo. Nos modelos com este tipo de braço, ainda assim persiste um problema: durante a reprodução, o deslocamento da cápsula é acompanhado por atrito na suspensão. E eu já vi de tudo, para resolver isto. Uma das soluções aparentemente brilhantes, é insuflar ar com uma bomba e manter a suspensão sem contato com o braço linear que a suporta.</p>
<p>O erro de tangenciamento sozinho já é um super problema, pois a correção de braços que não são lineares podem até ser minimizada, mas impossível de corrigir. Na tentativa de fazê-lo, existem gabaritos nos quais a agulha pousa em dois pontos distintos. Eu usei um, feito pelos irmãos Garrod, dado por um amigo meu, e o outro, do fabricante do toca-discos. Nenhum dos dois ajustes coincidiam entre si! Para saber qual o melhor (correto?) só ajustando um de cada vez e ouvindo o resultado.</p>
<p>Mas, infelizmente, não fica por aí. A agulha de corte do acetato trabalha com um ângulo vertical de trilhagem (<a href="http://www.tnt-audio.com/sorgenti/vta_e.html" rel="externo">VTA</a>) em torno de 18º. Uma explicação mais detalhada sobre isto é mostrada em várias <a href="http://www.hi-fiworld.co.uk/vinyl-lp/37-technology/73-vertical-tracking-angle.html" rel="externo">publicações</a> do ramo. O fabricante de cápsula é obrigado a especificar qual o ângulo em que a agulha é montada, o qual, idealmente, deve ser ligeiramente diferente do ângulo de corte. O ajuste tem que ser feito toda vez que um modelo de cápsula é trocado, mas é preciso que o braço do toca-discos seja previsto para aumentar ou diminuir a altura da torre traseira da suspensão, de forma a que a cápsula fique o mais paralela possível ao disco. Se isto não for feito, a reprodução irá ocorrer com distorção. E nos casos onde o braço é de altura fixa, a única solução é instalar um modelo de cápsula previamente testado e aprovado pelo fabricante.</p>
<p>Mesmo depois de todos os ajustes feitos, a gente se pergunta como é possível tirar um som decente daquilo tudo ali. Existem interações mecânicas na tração do braço, que se não compensadas, iriam arrastá-lo para o centro do disco, independente da agulha estar pousada sobre o sulco. A quantidade de erros mecânicos persiste em qualquer sistema, mas é diminuída nos toca-discos “<em>high end</em>”, que custam até hoje uma pequena fortuna. E cápsulas de boa qualidade, que precisam ser tratadas a pão-de-ló, mais caras ainda.</p>
<p>Além dos ajustes, existe a questão imperativa da manutenção do sistema. Toda vez que a agulha aterrissa no sulco, exercendo uma tremenda pressão sobre ele, a tendência seria em tese destruir tudo. A prática no uso do disco analógico mostrou que a limpeza dos discos e da agulha é importantíssima, para a preservação da qualidade e durabilidade do conjunto disco-agulha. Vários tipos de contaminantes (por exemplo, fumaça de cigarro) poderão se depositar no plástico do disco e a presença destas partículas é grande o suficiente para adulterar a reprodução do som ou deformar o sulco cortado permanentemente.</p>
<h2> Quando a masterização para o CD está errada!</h2>
<p>No passado, eu li e ouvi muita gente criticando o som dos CDs, sem ter, entretanto, a mínima noção do que estava se passando.</p>
<p>Em uma mídia que tem capacidade para cerca de 90 dB de dinâmica e relação sinal/ruído, é de se estranhar o emprego de equipamentos comumente usados para a solução de problemas derivados do ambiente analógico. Um deles é o emprego de limitadores. O uso desta aberração serve para definir o nível de modulação máximo que o programa musical pode ter.</p>
<p>Ora, uma gravação típica de música clássica, com variação orquestral de dinâmica intensa, está geralmente uns 30 dB abaixo da capacidade de um CD. O que significa, na prática, que qualquer fita de estúdio de primeira geração pode ser integralmente transcrita para ambiente digital e na masterização do CD continuar intocada. Além disso, a gravação digital não é restrita pela relação entre amplitude e frequência, o que significa que a restrição de reprodução de qualquer instrumento musical é tecnicamente irrelevante!</p>
<p>Da mesma forma, os compressores tendem a limitar a faixa dinâmica do programa musical, impedindo que haja grande variação de amplitude entre instrumentos. Esta variação é importante para a reprodução da alta fidelidade, porque cada instrumento tem características próprias, tanto tonal quanto de intensidade do som emitido. Quando um compressor é usado, tudo soa no mesmo nível. É ótimo para quem gosta de ouvir rádio, mas péssimo para quem gosta de ouvir música.</p>
<p>A faixa dinâmica é o intervalo em decibéis, que espelha a relação entre os sons mais altos e os mais baixos. Em gravações sinfônicas, ele exerce o papel de aumentar a dramaticidade na execução, ao alternar sons tocados quase na surdina e momentos onde a massa orquestral, incluindo percussão, se acentua.</p>
<p>Ao comprimir o programa musical, a dinâmica do mesmo é perdida. Fitas originais de estúdio exibem uma dinâmica raramente ouvida em CDs. Os técnicos continuam viciados no conceito de que o ouvinte doméstico não suportaria ouvir o som das fitas matrizes, porque a dinâmica os impediria de ouvir todos os instrumentos no mesmo volume de reprodução. Este conceito está errado, porque a dinâmica do programa musical não se refere somente a diferenças de amplitude individuais, mas ao conjunto destas diferenças. Não é possível comprimir instrumento por instrumento, e assim comprime-se tudo, ou em faixas de frequência específicas, o que é pior ainda!</p>
<p>A redução de ganho conseguida por limitadores e compressores beneficia amplificadores medíocres, aqueles cuja velocidade de reprodução e variação de potência nos estágios de saída não é capaz de aguentar a dinâmica e a reprodução de transientes de uma gravação de boa qualidade. Em amplificadores e sistemas capazes, o resultado final, entretanto, é desastroso. É preciso ter em mente que o som gravado digitalmente, para ser corretamente reproduzido, demanda sistemas rápidos e de grande capacidade de corrente na fonte.</p>
<p>Idealmente, o CD devia ser o meio de transporte do equivalente da fita matriz, no caso analógico, da fita de primeira geração. Alguns anos atrás, a Toshiba fez isto, em uma série que ficou conhecida como “<strong>Black Triangle</strong>”, por causa do design do selo dos discos. Um dos lançamentos foi justamente o disco antológico “Abbey Road”, dos Beatles, daqueles que quem tem não vende nem empresta. Existe uma <a href="http://www.ebay.com/gds/Collectable-CDs-Toshiba-EMI-Black-Triangle-CDs-List/10000000013652934/g.html" rel="externo">lista</a> circulando pela Internet, mas já há vários anos é difícil se conseguir um exemplar. Eu nunca ouvi o Black Triangle dos Beatles, mas a remasterização de 2009 está por aí e soa pouca coisa diferente do CD original, e certamente muito diferente do Lp.</p>
<p>Se os CDs antigos enfrentavam problemas de conversão de formato, hoje em dia qualquer computador doméstico bem montado faz a mesma tarefa sem qualquer problema. A qualidade final do som digital, entretanto, exige uma mudança de conceitos. Mudanças estas que são sentidas em estúdios cujos donos têm clareza sobre os processos de remasterização analógico-digital, e tentam usar o mínimo de filtros ou redutores de ruído. Não que isto seja proibitivo. Em alguns casos, é necessário restaurar a fita original, em função de uma série de problemas, e se nota que só o aumento da relação sinal/ruído já é capaz de aumentar a fidelidade de reprodução.</p>
<h2> A busca do lucro ou da qualidade</h2>
<p>Historicamente, a indústria fonográfica agiu dentro de um parâmetro só: ganhar dinheiro! Existem, felizmente, honrosas exceções, selos que primaram pela pesquisa e pela melhoria do material gravado, pessoas que se esforçaram em oferecer algo melhor para o ouvinte que, além de gostar de música, aprecia também um som de boa qualidade.</p>
<p>No chamado “selo de audiófilo” a busca é sempre pelo melhor som. Alguns são adeptos do som analógico, outros do digital, mas a busca é a mesma. Os mais honestos foram aqueles que reconheceram as limitações ou problemas de ambos os ambientes, sem entretanto tomar partido de um formato ou de outro.</p>
<p>No passado, eu tive discos Lp de corte direto, prensagem impecável, que soavam como se o mundo fosse acabar amanhã. Igualmente impressionantes foram os discos cortados com a metade da velocidade nominal, chamados de “<em>half-speed mastered</em>”, do selo Mobile Fidelity. O estúdio defendeu a tese de que o corte da matriz era muito mais preciso se a velocidade fosse reduzida à metade. Eu também tive uma amostra grátis do disco de prensagem direta (“<em>direct-pressed</em>”), cuja capa é vista abaixo. Na explicação da tentativa de melhorar a qualidade do disco, o argumento era de que a estamparia poderia ser simplificada se algumas etapas fossem omitidas. O número de cópias seria menor, mas com mais qualidade. O formato nunca foi lançado. A empresa pesquisadora, Sonic Technology Corporation, fechou as portas em 1993.</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/04/image005.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-35339" src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/04/image005.jpg" alt="" width="599" height="607" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje em dia, quando eu ouço trilhas de disco com codecs tipo Dolby TrueHD, DTS HD MA ou simplesmente LPCM em Blu-Ray, com bitrate altíssimo, eu não consigo mais entender porque o corte direto e outras variações de vinil me impressionaram tanto. Depois, eu me lembro de que a eletrônica mudou, que os recursos de audição aumentaram, e os erros de amplificação, alto-falantes e caixas acústicas do passado diminuíram ou desapareceram.</p>
<p>O antigo modelo da transcrição do material de origem, infelizmente, não mudou até hoje, com raras exceções. Havia uma esperança de que os sites de download de arquivos de áudio de alta definição resolvessem isso. Só que muitos estão sendo acusados de mentir para o público. E nós, que somos consumidores indefesos, caímos na velha prática de comparar o novo com o velho, apenas para dizer se gostamos ou não. Isto porque ninguém tem acesso aos originais, restando a todos confiar ou não se envolver no que está sendo dito. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p>Conheça <a href="http://www.amazon.com.br/Home-Theater-B%C3%A1sico-ebook/dp/B00B72JTDO/ref=sr_1_1?s=digital-text&amp;ie=UTF8&amp;qid=1360072496&amp;sr=1-1" rel="externo">Home Theater Básico</a>, o livro de Paulo Roberto Elias. Disponível para Kindle na Amazon.</p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/04/28/marchas-e-contramarchas-da-ciencia-e-da-tecnologia/<br />
">Marchas e contramarchas da ciência e da tecnologia</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/03/17/cinavia/">Cinavia, proteção injusta para o usuário</a></li>
<li><a href="//webinsider.uol.com.br/2012/05/02/alto-falantes-planares-e-isodinamicos/">Alto falantes planares e isodinâmicos</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/04/18/a-recuperacao-de-partituras-dos-filmes-musicais-da-metro/">A recuperação de partituras dos filmes musicais da Metro</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/02/16/anatomia-de-um-blu-ray-player/">Anatomia de um Blu ray player</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/03/06/2001-uma-odisseia-no-espaco/">2001, Uma Odisseia No Espaço</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/02/05/a-qualidade-nas-matrizes-de-video/">A qualidade nas matrizes de vídeo</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
<h2>Conheça os cursos patrocinadores do Webinsider</h2>
<ul>
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</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/12/o-som-que-nao-da-certo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Compras online: saiba evitar os principais golpes virtuais</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/10/compras-online-saiba-evitar-os-principais-golpes-virtuais/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/10/compras-online-saiba-evitar-os-principais-golpes-virtuais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 16:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Assolini</dc:creator>
				<category><![CDATA[E-commerce]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[carrinho de compras]]></category>
		<category><![CDATA[loja virtual]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://webinsider.uol.com.br/?p=35951</guid>
		<description><![CDATA[Fazer as transações com segurança é importante para minimizar os riscos e as dores de cabeça. Conheça as cinco principais fontes de ameaças. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente, a Kaskersky Lab detecta cerca de 200 mil novos programas mal-intencionados todos os dias. Estima-se que a cada sete minutos conectados, os usuários já foram alvos de centenas de ataques maliciosos que tentam obter ilicitamente números, códigos e senhas de contas usando e-mails, links e anexos enganosos.</p>
<p>As datas comemorativas, como o dia das mães, são as favoritas dos criminosos. Antenada a isso, a Kaspersky Lab listou as cinco principais fontes de ameaças para os usuários, que são os golpes favoritos dos cibercriminosos brasileiros.</p>
<p><strong>1 &#8211; Cuidado com e-mails recebidos.</strong> Nem todas as mensagens de promoção que chegam à sua caixa de e-mails são legítimas. A maioria são ameaças disfarçadas que podem roubar seus dados financeiros ou infectar o computador. Os e-mails de supostas promoções quase sempre irão solicitar o número de cartão de crédito para &#8220;validar&#8221; a participação, assim o golpista irá clonar o cartão da vítima. Alguns e-mails podem tentar instalar um Trojan bancário. Em termos gerais, deve-se ter cautela ao clicar em links suspeitos em e-mails provenientes de pessoas desconhecidas e ignorar, excluir essas mensagens; mesmo que elas tenham um visual atrativo, desconfie.</p>
<p>Veja abaixo um exemplo recente de um golpe em circulação que oferece um suposto desconto de 50% nas compras efetuadas via cartão de crédito.</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/promo.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/promo.jpg" alt="" title="promo" width="600" height="374" class="aligncenter size-full wp-image-35952" /></a></p>
<p><strong>2 &#8211; Sites infectados.</strong> Os cibercriminosos não segmentam seu público alvo e qualquer tipo de site pode ser comprometido. Sempre que visitar uma página que requeira cadastro de informação pessoal ou financeira, certifique-se de que o símbolo do cadeado está presente no topo da página, indicando que a conexão com o site está realmente seguindo o protocolo SSL que codifica a informação, garantindo sua segurança.</p>
<p>Avisos em navegadores são os primeiros sinais de que seu sistema foi infectado. Quando aparecerem mensagens como “Alerta: visitar este site pode ocasionar danos a seu computador” quando tentar navegar em uma página pense duas vezes antes de acessá-la.</p>
<p>Aqui vale aquela regra de ouro: mantenha atualizado o Java, PDF, Flash e outros programas. Também tenha um bom antivírus atualizado.</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fake.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fake.jpg" alt="" title="fake" width="600" height="333" class="aligncenter size-full wp-image-35953" /></a><br />
<em>Site com temática feminina infectado</em></p>
<p><strong>3 &#8211; Cuidado com o que você instala. </strong>Emoticons, barras de ferramentas, entre outras aplicações que não são pré-instaladas no computador podem trazer junto arquivos maliciosos para sua máquina e até mesmo roubar dados de usuários por meio de spywares.</p>
<p>Esses spywares não roubam dados pessoais como contas bancárias, mas espiam a vítima, coletando hábitos de navegação para exibir propagandas direcionadas, além de deixarem o computador lento e mudar configurações como a página inicial, motor de busca, entre outros.</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/emoticons.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/emoticons.jpg" alt="" title="emoticons" width="600" height="304" class="aligncenter size-full wp-image-35954" /></a><br />
<em>Site oferece a instalação de &#8220;emoticons&#8221; para Instant Messages e redes sociais. Na verdade o programa oferecido no botão &#8220;Baixe Grátis&#8221; é um spyware com as funções descritas acima.</em></p>
<p><strong>4 - Facebook e Twitter. </strong>Cuidado com o que você compartilha. Os cibercriminosos utilizam as redes sociais para disseminar golpes contaminar e roubar perfis de usuários. Tome cuidado especialmente com as &#8220;falsas promoções&#8221; e aplicativos maliciosos distribuídos no Facebook. Com olhos atentos, podemos perceber várias promoções suspeitas. Atualmente a maioria possui a temática do dia das mães.</p>
<p>Abaixo, dois exemplos deste ataque. Felizmente eles já foram retirados do Facebook.</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/malicioso.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/05/malicioso.jpg" alt="" title="malicioso" width="600" height="790" class="aligncenter size-full wp-image-35955" /></a></p>
<p><strong>5 - Cuidados na compra online.</strong> O dia das mães é o segundo dia com maior número de vendas no ano, portanto é natural que a procura por lojas de e-commerce aumente nessa época. Para piorar, estamos vivendo uma verdadeira epidemia de lojas falsas de e-commerce na internet brasileira. A Kaspersky Lab já chegou a detectar lojas falsas de compras coletivas. Se a pessoa fizer a compra em uma dessas lojas falsas, não receberá o produto e ainda corre o risco de ter o cartão de crédito clonado ao efetuar o pagamento. Antes de comprar, consulte a lista de lojas negativadas pelo Procon.</p>
<p>Além disso, quando tiver colocado as mercadorias no seu carrinho de compras virtual, certifique-se de que a página do caixa e do pagamento seja segura. Você saberá se ela é ou não caso a URL da página comece com HTTPS em vez do HTTP comum; um ícone de cadeado também aparecerá normalmente ao lado da URL. Ao vê-lo, clique sobre o cadeado e verifique as informações do emissor do certificado digital. É comum sites falsos de e-commerce não exibirem nenhum certificado digital, portanto, se você não ver isso, não é prudente continuar. Além disso, você deverá ter a confiança de que nenhum varejista alguma vez solicitará seu número de seu CPF ou algum outro documento pessoal.</p>
<p>Tomando os cuidados acima, você estará à frente de grande parte dos golpes usados no Brasil e poderá navegar tranquilo em busca do presente perfeito. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/02/11/desafio-do-e-commerce-e-boa-experiencia-e-seguranca/">Desafio do e-commerce é experiência e segurança</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/03/19/quer-escapar-da-economia-estagnada-pense-em-e-commerce/">Quer escapar da economia estagnada? Pense em e-commerce</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/07/18/superando-os-limites-e-desvantagens-do-comercio-eletronico/">Superando limites e desvantagens do comércio eletrônico</a></li>
</ul>
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		</item>
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		<title>Operações bancárias com mais segurança e conveniência</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/10/operacoes-bancarias-com-mais-seguranca-e-conveniencia/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/10/operacoes-bancarias-com-mais-seguranca-e-conveniencia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 11:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Phil Scarfo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[biometria]]></category>
		<category><![CDATA[QRCode]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça as vantagens da solução multifatorial que combina biometria com tecnologia de leitura de códigos de barra bidimensionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com os avanços dos dispositivos é possível ampliar a segurança e a conveniência dos caixas eletrônicos ao combinar tecnologia de leitura de impressões digitais com o uso de códigos de barra bidimensionais para autenticar operações.</p>
<p>Hoje, um cliente bancário pode facilmente baixar um aplicativo para seu smartphone e escanear o código de barras de uma conta a pagar, gerando um <em>QR code</em> (código de barras bidimensional) e comunicando a transação ao banco, num caixa eletrônico. Depois disso, basta o toque de um dedo para autorizar o pagamento através da biometria.</p>
<p><iframe width="600" height="338" src="http://www.youtube.com/embed/Ux860F0aRFI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A solução, desenvolvida pela <strong>Itautec</strong>, garante segurança e comodidade aos usuários de caixas eletrônicos.</p>
<p>Essa extensão do uso dos sensores biométricos – que já vêm sendo largamente utilizados em operações realizadas nos caixas eletrônicos de grandes bancos brasileiros – vai ao encontro das novas demandas e expectativas do mercado e, em particular, permite que os clientes utilizem seus dispositivos inteligentes e os sensores biométricos para completar transações bancárias. Em uma era cada vez mais digital, um novo nível de segurança e conveniência é atingido quando se pode usar “o que se tem” (um smartphone, por exemplo) com “quem se é” (uma impressão digital).</p>
<p>Essa tecnologia de imagem multiespectral é única e emprega diversos comprimentos de ondas luminosas em conjunto com avançadas técnicas de polarização para obter características singulares da impressão digital. Isso permite à Lumidigm ampliar o uso dos sensores biométricos para rapidamente ler e transmitir um <em>QR code</em>, assim como uma impressão digital. Também demonstra como os códigos de barra bidimensionais podem ser usados para aumentar a segurança das operações bancárias, por exemplo, e também facilitar o dia a dia dos clientes, já que você está usando algo que costuma carregar consigo e não necessita mais memorizar senhas, números PIN, ou usar tokens para autenticar as transações financeiras.</p>
<p>Os códigos de barra bidimensionais vêm se tornando cada vez mais populares. Hoje eles aparecem em bilhetes de teatro, shows, eventos esportivos, na mídia impressa e digital. Criados inicialmente para identificar automóveis, os <em>QR codes</em> vêm sendo muito utilizados para autenticar operações bancárias nos caixas eletrônicos ou no internet banking.</p>
<p>Se hoje o dinheiro de plástico substituiu o dinheiro em papel, num futuro próximo a tecnologia de <em>QR code</em> poderá substituir os dois. Daí a importância de contar com uma solução bem integrada, com sensores que podem autenticar pessoas, dispositivos e códigos de barra para reduzir ao máximo a possibilidade de fraudes e falsificações.</p>
<h2>Biometria cresce na América Latina</h2>
<p>A América Latina está adotando rapidamente a tecnologia de impressão digital para oferecer acesso seguro, fácil e rápido aos caixas eletrônicos. A Itautec, que tem a décima maior base instalada de caixas eletrônicos no mundo todo e a terceira maior na América Latina, investe continuamente na pesquisa de soluções inovadoras e globais que fazem uso de biometria, leitura de <em>QR codes</em> e até mesmo de cartões que dispensam contato e outros dispositivos que oferecem mais conveniência aos clientes bancários, além de segurança e produtividade às instituições financeiras.</p>
<p>Do ponto de vista tecnológico, os sensores com imagem multiespectral representam um grande avanço. O empenho da Lumidigm se dá no sentido de continuar liderando o mercado com sua habilidade de proporcionar a leitura da impressão digital sob quaisquer circunstâncias. Hoje, qualquer dedo pode ser identificado: sujo, molhado, ressecado ou desgastado. Isso aumenta a segurança e a comodidade para os usuários. É tornar a tecnologia mais segura, prática e robusta para as transações bancárias no Brasil e no mundo. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/02/13/biometria-a-servico-da-saude/">Biometria a serviço da saúde</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/02/09/qrcodes-ajudam-a-criar-vendas-offline-na-loja-virtual/">QRCodes ajudam a criar vendas offline na loja virtual</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/11/28/mobile-ganha-espaco-nas-transacoes-financeiras/">Mobile ganha espaço nas transações financeiras</a></li>
</ul>
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		<title>Qual é a tendência de mercado para a TI? Faça as suas apostas</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/08/qual-e-a-tendencia-de-mercado-para-a-ti-faca-as-suas-apostas/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/05/08/qual-e-a-tendencia-de-mercado-para-a-ti-faca-as-suas-apostas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Cardoso de Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[big data]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Na história da informática já tivemos diversas compras, vendas e fusões que impactaram muito o setor, além do desenvolvimento de novos produtos e conceitos. Quem pensou em Big Data está quente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns movimentos comerciais na indústria do SW &amp; HW – software e hardware – entraram para a história sob forma marcante. Sejam eles uma simples e rápida jogada de xadrez no qual um adversário conquista e literalmente mata o seu oponente ou então jogadas de uma partida mais visionária em que a vitória somente se refletirá em um futuro distante.</p>
<p>Logo após o grande <em>hoax</em> (boato) que foi o famigerado “bug do milênio” no final do século XX, a Hewllet-Packard &#8211; HP &#8211; anuncia em 2001 a compra da rival Compaq que à época possuía valor aproximado de mercado avaliado em US$ 25 bilhões. O negócio foi concretizado em 2002 e uma mulher, Carly Fiorina, assumiu a presidência da HP começando a falar em inovação.</p>
<p>Um pouco antes do cheque mate acima no mundo dos PCs e servidores, a IBM, tradicionalmente conhecida pelas suas máquinas, já havia surpreendido o mercado em 1995 quando comprou a Lotus levando toda a sua linha de software. Mas na verdade o tiro de US$ 3,5 bilhões mirava apenas em um alvo: o Lotus Notes; que naquela ocasião ainda era mais conhecido como plataforma de e-mail corporativo para empresas, como por exemplo, as Lojas Americanas que já possuíam a maior base instalada de Lotus Notes da América do Sul tendo em sua sede e em todas as suas lojas mais de 100 servidores Notes espalhados pelo Brasil rodando não só o correio eletrônico, mas toda uma sorte de subsistemas desenvolvidos em Notes Script voltados para o gerenciamento das operações departamentais das lojas.</p>
<p>Mais recentemente assistimos a Microsoft levar a maior operadora de telefonia do mundo, Skype, por US$ 8,5 bilhões. Mais de 500.000.000 de vidas que estão nesta plataforma agora estão sob a bandeira de Redmond. Migrar os órfãos do MSN para lá foi mera consequência estratégica. Só no Brasil foram 30.000.000 de vidas que deixaram de existir em uma plataforma para ressuscitar na outra.</p>
<p>Todos esses movimentos e cifras denotam o que o americano costuma dizer na gíria como “dog eat dog”. Aqui para nós “briga de cachorro grande”.</p>
<h2>Mas qual será o próximo movimento no tabuleiro?</h2>
<p>O superlativo, é claro, não poderia estar de fora nesta próxima rodada de investimentos cuja todos os grandes players já estão com seus times em campo. E como cloud computing (<em>desde o tempo do protocolo X25 para os mais velhos</em>) já foi tendência para se tornar realidade corriqueira, a bola da vez agora chama-se Big Data. E pelo menos no território nacional tupiniquim uma empresa está anos-luz à frente, a baiana Consiste Consultoria e Sistemas que já vem desenvolvendo e amadurecendo um produto revolucionário de software com muita seriedade – o Sistema XTR – que é totalmente projetado na já consagrada plataforma IBM Lotus Notes.</p>
<p>O XTR consegue “enxergar” gigantescas bases de dados que estão nas nuvens e nas redes sociais sob forma não estruturada e ainda bruta de maneira a transformá-las em valiosas informações em curtíssimo tempo de resposta auxiliando na tomada de decisão para qualquer nicho de mercado. Pode ser uma previsão de comportamento populacional ou então uma campanha agressiva de marketing. Tudo na ponta dos dedos sob forma bem intuitiva. Ainda por cima é um software leve que pode ser acessado via app mobile e/ou então a partir de um notebook com conexão internet. No Brasil somente conheço o XTR Consiste, rodando em ambiente de microinformática em plataforma baixa Intel, que consiga gerenciar Big Data sob um excelente custo benefício.</p>
<p>Portanto se fosse apostar as minhas fichas em uma <em>blue chip</em> do mundo da tecnologia da informação voltada para Big Data, com certeza as depositaria no XTR. E rápido. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/10/24/big-data-voce-ja-nao-vive-sem/">Big Data: você já não vive sem</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/04/02/big-data-a-informacao-e-o-seu-alto-valor-estrategico/">Big Data: a informação e o seu alto valor estratégico</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/12/03/seis-tendencias-do-marketing-digital-em-2013/">Seis tendências do marketing digital em 2013</a></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>A revolução do pagamento móvel</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/04/29/a-revolucao-do-pagamento-movel/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/04/29/a-revolucao-do-pagamento-movel/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 10:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[mobile]]></category>
		<category><![CDATA[mobile payment]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://webinsider.uol.com.br/?p=35723</guid>
		<description><![CDATA[Os celulares e smartphones deixaram de ser apenas ferramentas de comunicação e estão na mira das instituições financeiras, tanto para aumentar o número de transações, quanto para atrair pessoas sem conta em banco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil alcançou a marca de 264 milhões de celulares em março de 2013, segundo a ANATEL. Do ponto de vista quantitativo, o número significa que existe mais de um celular por habitante no país. Do lado prático, o celular mudou a maneira como nos relacionamos com a tecnologia. Antes um instrumento restrito à comunicação, com o tempo os celulares passaram a reproduzir músicas, tirar fotos, enviar e-mails e acessar redes sociais. A nova fronteira que esses aparelhos começam a revolucionar é a do pagamento digital. Novas tecnologias prometem usar o celular para oferecer maior praticidade em pagamentos do dia a dia e ainda <em>bancarizar</em> muita gente que está de fora do sistema financeiro. Bem-vindo à Era do Pagamento Móvel.</p>
<p>Atualmente três em cada três brasileiros possuem celular. Mas apenas dois têm conta em banco, segundo a consultoria Plano CDE. Nos últimos cinco anos o esforço dos grandes bancos resultou na entrada de 17 milhões de pessoas no sistema financeiro. Mas a <em>bancarização</em> tradicional, que exige endereço fixo, comprovante de renda e emprego e fiador, chegou ao seu limite. A nova fronteira bancária prevê a utilização do celular para alcançar mais 40 milhões de clientes. São pessoas que não veem vantagem em abrir uma conta no banco e pagar tarifa de manutenção ou ter um cartão de crédito, mas que usa o celular diariamente e precisa de serviços financeiros. A pergunta que fica é: como o celular pode ajudar?</p>
<p>As primeiras iniciativas de utilização de pagamento móvel aconteceram na criação de ferramentas de captura de transações. Através desses dispositivos, leitores de cartão de crédito são instalados na entrada do fone de ouvido de smartphones e assim é possível realizar o pagamento, substituindo as tradicionais máquinas de cartão, conhecidas como POS. A nova tecnologia tem se mostrado bastante útil para prestadores de serviço, como taxistas, cabeleireiros, vendedores de roupas e cosméticos e até profissionais liberais. Neste mercado, diversas startups disputam uma fatia de participação.</p>
<p>No entanto, as possibilidades que o pagamento móvel oferece vão muito além da captura de uma transação financeira através de um cartão de crédito tradicional. Imagine o consumidor não precisar levar dinheiro ou cartão para fazer uma compra no supermercado. É nesse mercado que as grandes empresas de cartão de crédito, bancos e telefonia estão mirando para transformar seu celular em uma carteira digital. Trata-se de um mercado que movimentou 172 bilhões de dólares em todo mundo ano passado. No Brasil, este negócio ainda é uma promessa e estamos, segundo a Mastercard, no 16º lugar no ranking dos países mais bem preparados para receber o <em>mobile payment</em>.</p>
<p>Para transformar o celular em uma verdadeira carteira digital, existem três diferentes tecnologias que estão sendo usadas mundo afora. Em smartphones mais sofisticados, a tecnologia NFC é dominante. Nesse caso, um aplicativo armazena os dados do cartão de crédito do cliente no celular e este, quando fizer uma compra, aproxima o aparelho ao terminal de pagamento para efetivar a comprar. Em aparelhos mais simples, a tecnologia de SMS pode efetivar uma transação, com uma simples mensagem de texto que confirma a compra. Ainda existe a tecnologia USSD, que associa uma conta bancária virtual ao número de celular do cliente. Com ela é possível realizar pagamentos e transferências de dinheiro.</p>
<p>Enquanto as diferentes tecnologias coexistem e nenhuma tenha ainda se estabelecido como dominante, os bancos, empresas de telefonia e redes varejistas tentam firmar parcerias com o intuito de construir laços comerciais. Nos Estados Unidos o Starbucks fechou uma parceria com a Square, startup de pagamento digital, para receber pagamento de cartão de crédito através de smartphones e tablets. Já o Mc Donald’s, na França, fez um acordo semelhante com o Paypal. Aqui no Brasil, começam a existir alianças dos grandes bancos com as operadoras de celular, todas em fase de projeto-piloto.</p>
<p>Da mesma maneira que o cartão de crédito retirou o dinheiro e o cheque da carteira das pessoas, a revolução do pagamento móvel irá transformar seu celular em um banco. O que está em jogo é a garantia de segurança nas transações, praticidade nos pagamentos e integração entre os bancos e operadoras de telefonia. A empresa que conseguir equilibrar melhor essa equação sairá na frente desse jogo. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/05/10/mobile-payment-ainda-encontra-muitos-entraves-para-crescer/">Mobile payment ainda encontra muitos entraves para crescer</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/04/05/o-que-falta-para-o-mobile-payment-se-popularizar-no-pais/">O que falta para o mobile payment se popularizar no país?</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/03/14/as-empresas-precisam-pensar-cada-vez-mais-em-mobilidade/">As empresas precisam pensar cada vez mais em mobilidade</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://webinsider.uol.com.br/2013/04/29/a-revolucao-do-pagamento-movel/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Marchas e contramarchas da ciência e da tecnologia</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/04/28/marchas-e-contramarchas-da-ciencia-e-da-tecnologia/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 13:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Roberto Elias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Turing]]></category>
		<category><![CDATA[bioquímica]]></category>
		<category><![CDATA[CD]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Babbage]]></category>
		<category><![CDATA[Emile Berliner]]></category>
		<category><![CDATA[ensino de tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[fermentação de oses]]></category>
		<category><![CDATA[gravação analógica]]></category>
		<category><![CDATA[gravação digital]]></category>
		<category><![CDATA[informática]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Lp]]></category>
		<category><![CDATA[SACD]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Edison]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://webinsider.uol.com.br/?p=35279</guid>
		<description><![CDATA[A ciência e a tecnologia avançam, mas as pessoas não.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ciência e tecnologia, com as suas respectivas áreas de pesquisa, andam de mãos dadas faz tempo! Descobertas científicas ajudam a impulsionar a tecnologia e esta última ajuda a ciência, quando cria instrumentos sofisticados de medida.</p>
<p>Pesquisadores, inventores e descobridores, entretanto, raramente têm vida fácil. Dezenas de descobertas legítimas são desacreditadas ou se situam fora do contexto ao qual elas se encaixam, deixando assim de serem notadas pela comunidade que as aplicaria eventualmente. E quando se trata de tecnologia baseada em um fato científico, muitas vezes quem cria ou desenvolve se vê às voltas com a incredulidade alheia.</p>
<p>Frequentemente, é preciso tempo, muito tempo, eu diria, para as coisas se assentarem e serem colocadas nos seus devidos lugares. A ciência, por exemplo, se baseia na observação, levantamento de hipóteses capazes de explicá-la e posteriormente testes para provar ou desmentir as mesmas.</p>
<p>O problema é que a grande maioria dos testes científicos se respalda na análise estatística das medidas efetuadas pelo pesquisador. Assim, o máximo que se consegue é atingir um resultado que aumente o grau de probabilidade de que o fenômeno observado possa ser verdadeiro ou falso. O teste estatístico depende de um cálculo matemático preciso e aplicado caso a caso. Se o teste escolhido for errado, toda a análise conseguida ficará automaticamente nula, e não se chega à conclusão nenhuma. Além disso, existe um fator limitante a qualquer estatística, que se refere ao número de observações: quando maior for este número, maior será a veracidade do resultado dos testes. Por isto, em ciência as comprovações se tornam fato somente depois de um número significativo de constatações e testes sucessivos!</p>
<p>A bioquímica, que era o meu campo de trabalho, elucidou a maneira como a vida celular é possível, particularmente as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Metabolic_pathway" rel="externo">transformações químicas</a> nas reações do metabolismo intermediário. Depois das primeiras descobertas, conceitos sobre o que é um organismo vivo tiveram que ser mudados. Observações que datam do fim do século 17 e início do século 18 já mostravam a percepção de que estas transformações existiam no meio biológico. Estudos sobre a fermentação de oses (conhecidas popularmente como açúcares) indicavam que havia uma transformação deste tipo de substância em derivados alcoólicos.</p>
<p>Na época, se acreditava que a presença de células íntegras era necessária para que a fermentação acontecesse. Daí ter nascido o conceito de que a vida não é possível fora das células. Até que em 1897 o químico alemão <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eduard_Buchner" rel="externo">Eduard Büchner</a> demonstrou que isto não era verdade. Büchner consegue fazer um extrato de leveduras mortas e com ele a fermentação do açúcar. Alguns anos antes, outro químico alemão, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_K%C3%BChne" rel="externo">Wilhelm Kühne</a>, com base em estudos similares, propôs que substâncias isoladas de organismos vivos participam ativamente do processo de fermentação. E sugeriu para elas o nome “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enzyme" rel="externo">enzima</a>” (“<em>ein zyme</em>”, ou o que vem da levedura), e para o fenômeno da fermentação, o termo “<em>fermento</em>”, usado até hoje. Na verdade, o fermento em tablete, obtido nas padarias, nada mais é do que um pacote com células de levedura resfriadas.</p>
<p>No entanto, décadas se passaram até que alguém pudesse isolar e identificar o que era uma “<em>enzima</em>”. Em 1926, o químico norte-americano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_B._Sumner" rel="externo">James B. Sumner</a> conseguiu isolar a enzima <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Urease" rel="externo">urease</a> e tentou demonstrar que era uma proteína pura. O seu trabalho foi desacreditado pelos seus pares durante anos, e ficou assim até que dois bioquímicos, os americanos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Howard_Northrop" rel="externo">John Northrop</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wendell_Meredith_Stanley" rel="externo">Wendell Stanley</a>, provaram que as enzimas eram de fato proteínas, com o uso de cristalografia de raios-X.</p>
<p>Sem estes trabalhos pioneiros feitos teria sido impossível entender como uma enzima funciona. E o que tudo isto nos mostra é que a ciência caminha a passos lentos propositalmente, porque ela precisa de comprovação. A tecnologia, em contrapartida, desde que devidamente amparada por conhecimento e recursos, caminha a passos largos, porque os resultados costumam ser binários: dão certo ou fracassam. No campo da microeletrônica, por exemplo, caminhou-se mais e mais rápido do que em toda a evolução da eletrônica convencional reunida.</p>
<h2> No campo da informática, a evolução foi inicialmente muito lenta</h2>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Babbage" rel="externo">Charles Babbage</a>, um matemático da Inglaterra vitoriana, teria se sentido frustrado e insatisfeito com a falta de precisão mostrada nas tabelas de cálculos e sonhou em construir uma máquina a vapor capaz de fazer cálculos com a devida exatidão. Visionário, mas empreendedor de poucos recursos, Babbage morreu sem ver o seu principal projeto levado a termo. Na época, o renomado astrônomo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Biddell_Airy" rel="externo">George Airy</a>, consultor real, classificou o projeto de Babbage como <span style="text-decoration: underline">inútil</span> e <span style="text-decoration: underline">sem futuro</span>.</p>
<p>Charles Babbage teve em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ada_Lovelace" rel="externo">Ada</a>, Condessa de Lovelace, uma parceria que resultou na criação de um conjunto de instruções operacionais, considerado depois como o primeiro programa de computador jamais criado. A máquina de Babbage previa a construção de um processador central, armazenamento e até impressão dos resultados, portanto tudo o que um computador moderno viria a ser.</p>
<p>É preciso notar que a preocupação destes pioneiros era com as falhas de cálculo originadas dos erros introduzidos pelo elemento humano. O termo “<em>computador</em>”, referente a quem faz cálculos, traduz com precisão este sentimento. Mas, as ideias de Babbage não frutificaram. E se passaram cem anos, até que o projetista alemão <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Konrad_Zuse" rel="externo">Konrad Zuse</a> partisse da mesma ideia e construísse com sucesso um computador (calculador) elétrico, que trabalhava com relés de telefonia. Zuse descobriu também a noção de que cálculos em notação binária eram mais fáceis de executar eletricamente, e ele teria criado o primeiro computador a válvula (infinitamente mais rápida do que um relé para a mesma função), se não fosse a deflagração da segunda guerra mundial.</p>
<p>Por conta da segunda guerra mundial também foi que os trabalhos revolucionários do matemático inglês <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Turing" rel="externo">Alan Turing</a> só ficaram devidamente conhecidos e divulgados muitos anos depois. Turing é considerado com inteira justiça o pai da chamada inteligência artificial. Ele idealizou a “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Turing_machine" rel="externo">máquina de Turing</a>” para computações sofisticadas e adaptáveis a qualquer algoritmo.</p>
<p>O tempo iria mostrar que as ideias de Turing dariam a base para a moderna computação de dados. O computador de hoje é uma daquelas raras máquinas capazes de desempenhar múltiplas funções e tarefas: com ela você desenha, escreve, projeta, grava áudio ou vídeo, se comunica, e sim, também faz cálculos de grande precisão e em alta velocidade.</p>
<p>Mas Turing não viveu o suficiente para ver o seu sonho concretizado. Atormentado constantemente pela ameaça de punição à sua homossexualidade, ele morreu próximo de completar 42 anos de idade, em 1954, vítima de envenenamento por cianeto. O resultado do inquérito policial, apontando um possível suicídio, até hoje é questionado, talvez por conta do envolvimento do cientista em altos segredos do governo inglês durante a guerra.</p>
<h2> O áudio é um exemplo de que nem toda tecnologia consegue alcançar unanimidade</h2>
<p>O registro de vozes e música por métodos mecânicos possibilitou a documentação e a reconstrução da história, ao longo dos tempos. A música, em particular, deve muito à invenção da gravação de áudio. A tecnologia permitiu o registro de compositores e intérpretes pioneiros ou famosos, em estágio precoce de suas existências. O ouvinte pode hoje, por exemplo, ouvir a gravação de 1902 do lendário tenor <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enrico_Caruso" rel="externo">Enrico Caruso</a>, feita em Milão, com a interpretação de “E Lucevan Le Stelle”, trecho da ópera “Tosca”, de Puccini. Segundo historiadores, foi esta gravação que impulsionou a fama mundial do artista.</p>
<p>Ao ouvir agora a gravação de Enrico Caruso é possível aquilatar não só os alegados méritos do cantor, mas também como a captura e a reprodução do som evoluíram através das décadas. E, no entanto, nada que impedisse, durante décadas, grupos de usuários de formar correntes contra e a favor de certas transformações da tecnologia de gravação, ao invés de se proporem a entender como elas aconteceram. No bojo destas disputas de gosto e de ego sobre a reprodução do áudio, ainda estão por aí as seguintes correntes: a favor da válvula e contra o transistor, a favor do transistor e contra o circuito integrado, a favor do vinil e contra o CD, a favor do analógico e contra o digital, LPCM versus DSD, e vai por aí. Estas disputas de opinião transformaram-se em guerras. Com o aparecimento da internet, elas saíram das páginas de revistas especializadas, para alcançar um público que usa a rede para guerrear diariamente, mesmo no mais civilizado dos fóruns.</p>
<p>Curiosamente, a gravação de áudio já nasceu polêmica: Thomas Edison se debateu contra o disco fonográfico, inventado por Berliner. Teóricos do assunto reclamam que a modulação lateral (horizontal) de sulcos (usada nos discos) é inferior à modulação vertical (usada no registro dos cilindros). No livro “<em>From Tin Foil To Stereo</em>”, dos autores pró-Edison Oliver Read e Walter Welch, há uma defesa arraigada sobre a modulação vertical usada nos cilindros. Mas, nenhum deles conseguiu explicar porque nada disto prejudica o disco estereofônico analógico, cujo sulco usa ambas as tecnologias, por motivos técnicos.</p>
<h2> O disco analógico de corte direto</h2>
<p>Na década de 1970, alguns donos de selos de audiófilo argumentaram que os estúdios estavam exagerando no uso de fitas magnéticas, e tinham razão: para chegar ao disco final, e com a mixagem e a equalização desejada na sala de corte do acetato, a fita matriz analógica (1ª geração) é reprocessada várias vezes, com perda de qualidade entre uma geração e outra.</p>
<p>O processamento do original se justifica pela necessidade de edição e remixagem. Em última análise, o estúdio prefere criar uma fita matriz de um ou dois canais, já preparada para as características e especificações dos tornos usados no corte do acetato que será enviado para a estamparia (duplicação) dos discos.</p>
<p>Por causa disso e se valendo deste argumento, foram criados discos fonográficos em tornos de corte modernos com eliminação da fita magnética como veículo de captura, o chamado disco de corte direto (“<em>direct-cut</em>”). O processo é conseguido com a alimentação do torno com pré-amplificadores customizados. O resultado é habitualmente excelente.</p>
<p>Nada, entretanto, que impedisse críticas ao processo quando os discos de corte direto foram lançados, chamando-o de “<em>back to basics</em>”, pela impossibilidade de usar o principal recurso das fitas magnéticas, que é a edição do original. Outra crítica, neste caso bastante pertinente, é sobre a limitação da estamparia: uma madre só deve ser duplicada um certo número de vezes, se for para garantir a qualidade do disco estampado. Demorou um pouco, mas os selos que aderiram ao corte direto acabaram revelando que eles faziam “fitas de referência”. Na época, muita gente se sentiu traída com a noção de “<em>número limitado de edições</em>” e um aumento de preço no produto por conta disto.</p>
<p>Os críticos do corte direto não deixam também de terem suas razões no embasamento técnico: existe uma miríade de parâmetros no ajuste correto do corte de acetato, que nada têm a haver com a qualidade da fita magnética que entra na sala de corte. O assunto, em se tratando de uma mídia fono-mecânica, é mais polêmico do que se imagina. <strong>N.B.</strong>: Este problema é hoje possível de ser avaliado pelo usuário estudioso, na audição de SACDs da série Living Stereo, transcritos (sem qualquer pós-processamento) a partir dos originais de três canais direto para o DSD, e já comentados nesta coluna.</p>
<h2> A evolução do “<em>long playing</em>”</h2>
<p>O disco de 33 1/3 rpm (rotações por minuto) teve dois momentos distintos na história do mercado fonográfico. O primeiro deles data do final da década de 1920, quando os laboratórios da Western Electric usaram o formato para a reprodução de trilhas sonoras de filmes (Vitaphone). A RCA aproveitou a ideia e lançou o disco para o consumidor de música gravada com esta rotação em 1931, mas foi um fracasso de aceitação e vendas, e o disco, logo a seguir, abandonado. Uma série de fatores técnicos, limitantes da qualidade do som, ajudaram a impulsionar esta queda.</p>
<p>É difícil precisar porque as rotações dos discos fonográficos ficaram estabelecidas como 78, 45, 33 1/3 e 16 rpm (velocidade angular medida em rotações por minuto), ao longo do tempo. Historiadores apontam o fato de que Emile Berliner, inventor do Gramofone, havia estabelecido um tamanho de disco de 10 polegadas, e calculado a velocidade entre 70 e 90 rpm, que ele teria que usar para poder gravar e reproduzir cerca de três minutos de áudio. O objetivo deste design seria competir com o cilindro de Edison.</p>
<p>Berliner conseguiu inventar uma maneira de duplicar seus discos, o que lhe deu uma enorme vantagem de mercado, visto que os cilindros de Edison nunca conseguiram tal façanha. Com o passar do tempo, motores para corrente alternada são então acoplados aos pratos dos toca-discos. Berliner teria antes avaliado empiricamente que 78 rpm daria a melhor relação qualidade do som/tempo de duração por disco. Em 1925, a produção em massa de um motor rodando a 3600 rpm, em rede de 60 Hz, poderia ser usado em conjunto com uma engrenagem de acoplamento com redução de 46:1, girando o disco no prato a exatos 78.26 rpm (3600 ÷ 46), velocidade que se tornou padrão desde então.</p>
<p>Discos de 78 rpm, mesmo depois de aumentado o tamanho para 12”, não conseguiam reproduzir mais do cinco minutos de gravação. Para o processo Vitaphone, a Western Electric teve que arrumar uma solução para que um rolo de filme rodasse por típicos 10 a 11 min, sem que os discos precisassem ser trocados. E isto só foi possível pela redução da velocidade do disco, calculada em princípio em 32 rpm. Com o acoplamento de motor elétrico de 3600 rpm e com uma engrenagem de acoplamento a 108:1, consegue-se exatamente 33 1/3 rpm (3600 ÷ 108).</p>
<p>O interessante na velocidade de 33 1/3 é que a diferença de ciclagem dos motores de corrente alternada é incapaz de alterar esta velocidade, coisa que não acontecia com os discos de 78 rpm. Explicando melhor: motores AC têm a sua velocidade final sincronizada à ciclagem exclusivamente e independem da variação da voltagem da rede. Na América do Norte, a ciclagem gerada é de 60 Hz, enquanto na Europa a ciclagem é de 50 Hz. Com 60 Hz na rede elétrica, obtém-se 33 1/3 rpm com acoplamento ao prato na relação de 108:1, como mostrado acima. Já na rede de 50 Hz, o mesmo motor rodará a 3000 rpm, mas aí basta alterar a engrenagem de acoplamento para 90:1 (3000 ÷ 90 = 33 1/3). Isto conferiu ao disco de 33 1/3 rpm uma enorme vantagem na sua comercialização.</p>
<p>No Brasil, quando a ciclagem passou de 50 para 60 Hz, durante a década de 1960, todas as polias de motor de toca-discos tiveram que ser trocadas pelos técnicos. Em dois cinemas que eu frequentei, as polias foram trocadas anos depois, e enquanto sem troca e com o motor dos projetores rodando mais rápido, o som das vozes dos atores era ridiculamente mais fina!</p>
<h2> Limitações eletro-mecânicas</h2>
<p>A indústria fonográfica passou anos investigando o formato dos sulcos e a rotação dos discos, de modo a aumentar a qualidade do som. Algumas destas noções se tornaram óbvias com o correr do tempo. Berliner havia padronizado um disco com rotação tangencial constante. Nele, um sulco conduz a agulha da borda para o centro. A velocidade linear de percurso da agulha varia de acordo com o raio do disco. Esta velocidade diminui significativamente, na medida em que a agulha se aproxima do centro do disco. Com a diminuição da velocidade linear, a amplitude do som gravado precisa diminuir drasticamente, sob pena de causar distorção mecânica e sonora.</p>
<p>A prática veio demonstrar que, mesmo nos melhores tornos de corte da matriz do disco, a distorção dos sulcos mais próximos do centro é inevitável. Por causa disto mesmo, selos de audiófilo determinaram o tempo de 15 minutos por lado como o mais próximo do limite físico da introdução de distorção sonora, em discos de 33 1/3 rpm.</p>
<p>Nos selos comerciais, a solução para aumentar o tempo de reprodução foi modificar o torno de corte do sulco para variar o passo da agulha, em função da amplitude do som gravado.</p>
<p>Outra solução foi encontrada pela RCA por volta do final da década de 1940, quando a empresa se lançou em pesquisas no laboratório para tentar resolver o problema da falta de qualidade dos discos de 33 1/3 rpm de então. Para aumentar a velocidade linear da agulha e diminuir a distorção, aumentou-se também a sua velocidade tangencial do disco, simples assim! A melhor velocidade encontrada foi de 45 rpm. E ninguém sabe com certeza como ela foi determinada. Alguns argumentam que a RCA teria tentado provar que a velocidade ótima é aquela que produz a última linha de corte em um diâmetro metade do diâmetro da primeira linha (a mais externa do disco). Outros dizem simplesmente que 45 rpm é resultado do cálculo para os mesmos três minutos de duração de um disco 78 rpm, porém em um disco bem menor (7”).</p>
<p>Seja como for, a diferença de qualidade de um disco rodando a 45 rpm é notoriamente superior à do Lp em 33 1/3, daí selos como a Crystal Clear terem feito discos em corte direto, nesta velocidade, em discos de 12”, com excelentes resultados, no tocante a som e dinâmica. Só o aumento da qualidade do som justifica o uso de 45 rpm, porque o tempo de gravação praticamente se reduz à metade.</p>
<p>Durante anos, RCA e Columbia brigaram pela hegemonia de qualidade versus conveniência em discos fonográficos, a chamada “<em>guerra das rotações</em>”. Porque, em 1948, a Columbia conseguiu aperfeiçoar o sulco do disco 33 1/3, aliando o avanço no corte dos sulcos ao emprego de um plástico mais silencioso, ao invés da tradicional laca (“<em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shellac" rel="externo">shellac</a></em>”). O resultado é um disco de alta fidelidade e de longa duração por lado.</p>
<h2> O maldito som digital</h2>
<p>A diminuição da velocidade linear no rastreamento do pick-up de áudio analógico (conjunto agulha e cápsula) não existe em ambiente digital. O primeiro protótipo que a Philips fez para o Compact Disc era analógico, herança da tecnologia dos videodiscos, mas esbarrou neste e em outros tipos de problema. Ao optar pelo uso de áudio digital, a Philips conseguiu armazenar metadados na forma de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Compact_Disc_subcode" rel="externo">subcódigos</a>, em 8 subcanais distintos. Com estes códigos é possível determinar os parâmetros de reprodução e dar ao equipamento leitor informações sobre as faixas.</p>
<p>Na reprodução de áudio do CD, a transmissão de dados é constante: 1.4 Mbps. A velocidade do pick-up ótico é tornada linear, variando-se a velocidade tangencial do disco, de 210 rpm na borda para 480 rpm no centro. O sincronismo é informado por um dos subcódigos.</p>
<p>Antes de prosseguir, um parêntese e uma nota com um tom de ironia: o cilindro de Edison também tinha velocidade linear constante e, portanto, capaz de produzir som com a mesma qualidade, ao longo da duração da gravação, seja lá qual fosse.</p>
<p>O motivo principal pelo qual o cilindro não prevaleceu parece estar ligado ao fator conveniência: no disco fonográfico é bem mais fácil dividir o programa em faixas e ter acesso às mesmas mecanicamente. Em ambiente digital, este acesso é instantâneo, o que dá uma vantagem ao disco insuperável! Não é à toa que o uso de discos de dados em informática superou o uso de fitas magnéticas em relativo curto espaço de tempo.</p>
<p>Uma gravação analógica otimizada, não importa se por fita ou corte direto, alcança níveis satisfatórios de qualidade em torno de 65 dB de dinâmica, dependendo da frequência. Em ambiente digital a relação entre amplitude e frequência é irrelevante. A dinâmica de uma gravação é somente limitada pela captura do som gravado e jamais na mídia propriamente dita. A medição desta última, usando tons de referência, mostra números em torno de 90 a 95 dB, com uma relação sinal/ruído próxima deste valor. Mesmo no CD, que trabalha com 16 bits de resolução, ambas as especificações são respeitadas.</p>
<p>Também no som digital nunca houve consenso entre engenheiros e proponentes. Basta dizer que até recentemente as gravações eram feitas em fita magnética e alguns sistemas mais antigos apresentavam problemas, como perda de dados e apagamento da fita depois de um tempo de armazenamento. Durante vários anos, não houve consenso sobre a melhor frequência de amostragem para a gravação. E quando o CD saiu, com a frequência padronizada em 44.1 kHz, alguns estúdios se queixaram de deterioração de sinal, durante o processo de interconversão destas frequências. <span style="text-decoration: underline">Nota</span>: este problema não existe na conversão de PCM para DSD. Os ouvintes que quiserem comparar os resultados poderão fazê-lo com a audição do CD contra o SACD da mesma gravação.</p>
<p>Na década de 1990, a Meridian e o selo Hyperion gravaram peças clássicas usando o conversor analógico digital modelo 607 e um gravador de CD-R. Trata-se, portanto, da repetição do conceito do corte direto, em ambiente digital. Hoje em dia, com o uso disseminado de sistemas com o uso de discos rígidos, não se tem mais notícia, pelo menos que eu tenha notado, dos mesmos problemas de antigamente.</p>
<h2> A ciência e a tecnologia avançam, mas as pessoas não</h2>
<p>A enxurrada de tecnologia ao dispor do usuário atual e a necessidade que o mesmo tem de aprendê-la corretamente é uma luta desigual. Chega ser desumano obrigar uma pessoa que não tem interesse algum em entender como a tecnologia funciona se virar para usar máquinas dentro ou fora de casa.</p>
<p>Infelizmente, o dia a dia atual pune severamente quem não o faz. É só entrar em uma agência bancária e observar que mesmo aqueles que são experimentados têm dificuldades em usar os terminais de caixa eletrônico. Agora, quem nem experimentado é, a tendência é padecer até arrumar socorro. Isto ocorre principalmente porque qualquer interface com o usuário, e aí se incluem também os websites, devem ser bem desenhadas. Se não forem, levam à confusão na escolha de opções, sem falar que estas últimas nem sempre são intuitivas.</p>
<p>Outro lado ruim do avanço da tecnologia é o de afastar as pessoas dos conceitos básicos, que explicam o que ela está usando. Uma pessoa jovem usa hoje com certa facilidade um computador com interface gráfica (GUI) e pode perfeitamente não ter a mínima noção do que é, por exemplo, “<em>salvar um arquivo</em>”, e por que isto tem que ser feito. Existe aí claramente uma contradição entre tornar o computador “<em>fácil de usar</em>” e a ausência de formação de base de uma tecnologia de tamanha complexidade. E este raciocínio se aplica a tudo que a gente usa.</p>
<p>Sem querer ser mago, eu diria que caso a formação de base não se modifique nas escolas do ensino fundamental, corre-se o risco de se ver gerações de usuários semianalfabetos ou iliteratos no que concerne à tecnologia de qualquer coisa. Uma das consequências deste erro pedagógico é o emprego sistemático da receita de bolo, isolando a pessoa em um mar de ignorância, no qual ela terá dificuldades de nadar.</p>
<p>Quanto aos insatisfeitos, o sentimento que me sobra é o de lamentar que muito dos avanços conquistados não tenham sido percebidos com a devida atenção ou complacência, mas cabe a cada um a liberdade de decidir o que é melhor para si. E por isto, não há nada que se possa fazer, a não ser esperar que um dia as pessoas descontentes mudem de opinião por conta própria. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
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<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/03/17/cinavia/">Cinavia, proteção injusta para o usuário</a></li>
<li><a href="//webinsider.uol.com.br/2012/05/02/alto-falantes-planares-e-isodinamicos/">Alto falantes planares e isodinâmicos</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/04/18/a-recuperacao-de-partituras-dos-filmes-musicais-da-metro/">A recuperação de partituras dos filmes musicais da Metro</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/02/16/anatomia-de-um-blu-ray-player/">Anatomia de um Blu ray player</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/03/06/2001-uma-odisseia-no-espaco/">2001, Uma Odisseia No Espaço</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/02/05/a-qualidade-nas-matrizes-de-video/">A qualidade nas matrizes de vídeo</a></li>
</ul>
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<ul>
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]]></content:encoded>
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		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sites são ferramentas estratégicas essenciais</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/04/25/sites-sao-ferramentas-estrategicas-essenciais/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/04/25/sites-sao-ferramentas-estrategicas-essenciais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 16:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Webinsider</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[sites]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://webinsider.uol.com.br/?p=35638</guid>
		<description><![CDATA[Pequenas empresas lutam para se manter atualizadas, ter efetiva presença online e não perder competitividade com a evolução da web.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://siteapps.com/" rel="externo">SiteApps</a>, <em>marketplace</em> de aplicativos para websites da <a href="http://www.predicta.com.br/" rel="externo">Predicta</a>, anunciou os resultados de um amplo estudo sobre as estratégias online de pequenas e médias empresas norte-americanas, mostrando que muitas estão sofrendo de diferentes problemas relacionados à <em>web</em>. Realizada pelo Grupo Incyte, a pesquisa mostra que as PMEs estão em descompasso com as novas tecnologias disponíveis e preocupam-se com a atualização precária de seus websites, o que prejudica a competitividade principalmente em relação às grandes empresas.</p>
<p>Entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, foram entrevistadas cerca de 250 pessoas selecionadas aleatoriamente entre os proprietários, CEOs e altos executivos de pequenas e médias empresas de diversos setores. As PMEs foram definidas como instituições com dois a 250 funcionários e os dados foram ponderados para refletir com precisão o atual recenseamento de empresas de pequeno porte nos Estados Unidos.</p>
<p>O estudo indica que a maioria dos líderes de pequenas empresas considera modificar, melhorar ou até refazer totalmente seus websites uma prioridade em 2013. Em matéria de estratégias de marketing online, os websites consistem em um fator chave para os pequenos empresários: 68% dos entrevistados disseram que a página da <em>web</em> foi importante para o direcionamento de negócios e/ou para o fortalecimento da marca. Além disso, grande parte dos respondentes (34%) escolheria criar um site totalmente novo se recebessem um cheque em branco para uma estratégia de marketing online – muito mais do que os 15% que escolheram ferramentas de busca paga. Já em relação às mídias sociais, a maioria das pequenas empresas sequer considera isso um fator relevante de seus esforços em marketing.</p>
<p>“Pequenas empresas sabem a importância da <em>homepage</em> para apresentar uma identidade no meio online e para atrair novos clientes, ainda que não saibam como atingir esses objetivos ou se adaptar às novas tendências tão bem quanto as grandes empresas”, afirma Phillip Klien, CEO do SiteApps e sócio-fundador da Predicta. “Especialmente chocante é como poucas PMEs utilizam ferramentas como o Google Analytics para medir o desempenho de seus sites – o que é como fazer um voo cego em uma tempestade. Há uma clara necessidade para as PMEs de adotar soluções de marketing online simplificadas e não técnicas”, acrescenta.</p>
<p>Apesar de o estudo refletir o mercado norte-americano, o resultado pode ser perfeitamente aplicado à realidade brasileira. “A escassez de tempo, recursos e desconhecimento para as empresas de pequeno porte investirem em atualização tecnológica é semelhante em qualquer parte do mundo. Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, as PMEs acabam por concentrar seus esforços no negócio principal, relegando a presença online a um segundo plano”, avalia Klien, que está à frente da base de negócios da Predicta no Vale do Silício, em San Francisco, Estados Unidos.</p>
<h2>Conexões perdidas</h2>
<p>Mais da metade (54%) das pequenas empresas disse estar preocupada com a velocidade de a tecnologia poder superar sua capacidade de competir. Com as tecnologias de sites fugindo ao controle de PMEs, é grande o estresse causado pelo temor de se ficar atrás de competidores melhores adaptados às novas tecnologias.</p>
<p>No entanto, outros resultados indicam que pequenas empresas não devem estar criando websites que tragam bons resultados. Ou seja, a <em>homepage </em>não oferece a informação nem a experiência que os consumidores e possíveis clientes procuram; como também não apresenta recursos que possam engajar e reter os visitantes.</p>
<ul>
<li>75% das pequenas empresas não usaram ferramentas de análise (como Google Analytics) para medir o desempenho de seus websites em 2012.</li>
<li>60% das pequenas empresas não acreditam que análises de sites gerem dados e ferramentas para efetuar mudanças que podem garantir melhores resultados. Pequenas empresas sentem que não têm recursos para avançar com ações significativas a partir de relatórios de análises – o que significa que muitos não entendem como seus sites podem atrair ou refutar clientes.</li>
<li>Um quarto das PMEs (25%) não sabe se seu website é compatível com dispositivos móveis; e menos da metade (40%) assegurou que seu site funciona no formato em celulares e tablets.</li>
</ul>
<h2>O bom, o mau e o feio</h2>
<p>Em 2013, 66% de pequenas empresas planejam melhorar seus websites segundo a opção de <em>design </em>mais popular, seguido por novo conteúdo estático (33%), segmentação e personalização (26%), feeds de redes sociais integrados (20%) e <em>widgets</em> (18%).</p>
<p>Dessas pequenas empresas que não previram atualização dos websites neste ano, “não sentem que precisam” (49%) e “o site não é prioridade para nós” (46%) foram as principais razões alegadas. Em última análise, o custo foi um fator decisivo apenas para as menores empresas de pequeno porte, com no máximo 20 funcionários, na decisão de não atualizar a tecnologia ou melhorar os sites.</p>
<ul>
<li>Tempo e complacência mantêm as pequenas empresas longe de adotar novas estratégias de marketing online. Trinta por cento (30%) dos entrevistados disseram estar satisfeitos com as táticas atuais, enquanto 25% alegaram a falta de tempo como a principal razão para a não implantação de novas tecnologias. Já a falta de conhecimento técnico não é um fator relevante.</li>
<li>Em 2013, 41% das pequenas empresas planejam focar a maioria dos esforços de marketing online na melhoria do website, especialmente em relação ao design e ao conteúdo. O objetivo é criar uma experiência personalizada aos clientes (29%), bem como melhorar em mídias sociais (18%) e campanhas CPC (Custo por Clique) (12%).</li>
<li>Quando se trata de pagar sobre essas melhorias, 59% das pequenas empresas preveem gastar menos de US$ 1.000,00 em seus websites em 2013. Um contingente de 35% admite gastar entre US$ 1.000,00 e US$ 10.000,00.</li>
<li>Os sites desempenham um papel vital na atração de negócios – enquanto o e-mail ainda está no topo de importância, com 37% das pequenas empresas considerando-o a plataforma mais útil para aquisição e retenção de clientes, os sites aparecem na segunda posição, na opinião de 32% dos entrevistados. Mídia impressa (16%) superou mídias sociais (7%), sites de avaliação, como Yelp (4%), e links patrocinados, como Adwords (4%).</li>
<li>72% das PMEs disseram que menos de 25% do total de seus negócios vieram de vendas online, enquanto 7% não soube afirmar o quanto de negócios pode ser atribuído à web.</li>
<li>Cerca da metade (47%) das pequenas empresas dizem que o objetivo principal de seus websites é informar, fornecendo dados para ajudar clientes, em oposição às vendas (27%), à construção de marca/ branding (18%) ou engajamento de clientes (8%).</li>
<li>A maioria (55%) das PMEs acredita ter alcançado sucesso em seus objetivos de marketing online em 2012.</li>
</ul>
<h2>PMEs e as mídias sociais</h2>
<p>Enquanto 2012 foi um ano em que as pequenas empresas continuaram a lutar para superar a defasagem na adoção das mídias sociais, 2013 promete ser o ano de crescimento nesta área. No entanto, pode ser um período de “ou vai ou racha” para muitos canais de mídias sociais entre as pequenas empresas.</p>
<ul>
<li>É Facebook ou nada: 41% das PMEs acham que o Facebook é o canal de mídia social mais efetivo para atingir os clientes. No entanto, o maior subconjunto dos entrevistados (47%) escolheu “nenhum”, o que indica que as mídias sociais ainda não valem o investimento para conquistar novos consumidores e engajar atuais clientes.</li>
<li>Adoção de mídias sociais deve crescer em 2013: Mais da metade das pequenas empresas (51%) disseram que mídias sociais não fizeram parte de seus esforços de marketing on-line em 2012. No entanto, no ano atual, perto da metade (47%) das PMEs acredita que sites como Facebook e Twitter são as ferramentas mais promissoras de venda para 2013 – mais ainda do que softwares tradicionais de vendas, como Salesforce  (14%).</li>
</ul>
<p><strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/08/20/vamos-aos-negocios/">Vamos aos negócios</a></li>
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