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	<title>Webinsider &#187; Renata Zilse</title>
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	<description>Artigos sobre tecnologia, carreira e startups com opinião e alma</description>
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	<managingEditor>falecom@webinsider.com.br (Webinsider)</managingEditor>
	<webMaster>falecom@webinsider.com.br (Webinsider)</webMaster>
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		<title>Webinsider</title>
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	<itunes:summary>Artigos sobre tecnologia, carreira e startups com opinião e alma</itunes:summary>
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	<itunes:category text="Society &#38; Culture" />
	<itunes:author>Webinsider</itunes:author>
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		<item>
		<title>Bio e neurofeedback para interfaces</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2012/09/13/bio-e-neurofeedback-para-interfaces/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2012/09/13/bio-e-neurofeedback-para-interfaces/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 00:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[interface]]></category>

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		<description><![CDATA[Para análises de marca, produtos e usabilidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/09/precog.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/09/precog.jpg" alt="" title="precog" width="344" height="300" class="alignleft size-full wp-image-31084" /></a>Em Minority Report uma menina com habilidade de prever o futuro tem seu pensamento lido e convertido para previsões criminalísticas.</p>
<p>Fora das telas, nesse ponto ainda não chegamos – por um lado ainda bem, pois a menina da foto, no filme, não tinha vida. </p>
<p>Mas hoje já é possível entender melhor os distúrbios da mente humana para tratamentos terapêuticos, medicamentosos e, daqui há pouco, uso de chips para até mesmo movimentar implantes físicos (leia mais sobre <a href="http://www.youtube.com/watch?v=znh9iKf1Soc" rel="externo">Nicolelis e o Walk Again</a>, projeto de criar um exoesqueleto robótico controlado pelo cérebro).</p>
<p>Hoje também, com um equipamento muito semelhante, já é possível movimentar elementos numa tela e até jogar uma partida virtual de tênis utilizando apenas o cérebro… </p>
<p>Veja: </p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/HyxBownF8ss?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Evidentemente é um embrião ainda de possibilidades que nos levarão a soluções incríveis, principalmente no campo médico-científico. Mas já encontramos equipamentos portáteis para utilização em análises de marcas, produtos e de usabilidade em interfaces entre pessoas e dispositivos tecnológicos. </p>
<p>Com eles é possível perceber onde a atenção da pessoa está apontando, o que a sensibiliza e o que não, se agrada, se não, se assusta, se aprende, se irrita, se motiva, se desanima etc.</p>
<p>São instrumentos que ainda não são precisos mas que funcionam perfeitamente bem para predizer problemas e apontar caminhos antes de grandes investimentos. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/08/09/design-thinking-vem-da-ergonomia/">Design Thinking vem da Ergonomia</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/08/02/o-que-e-responsive-web-design/">O que é responsive webdesign</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/12/17/qual-a-personalidade-de-seu-design/">Qual a personalidade de seu design?</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
<p>Acesse a <a href="http://ad.doubleclick.net/clk;261759762;85845762;d;pc=[TPAS_ID]" rel="externo">iStockphoto</a>. O maior banco de imagens royalty free do mundo.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Design Thinking vem da Ergonomia</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2012/08/09/design-thinking-vem-da-ergonomia/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2012/08/09/design-thinking-vem-da-ergonomia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Aug 2012 00:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[design thinking]]></category>
		<category><![CDATA[ergonomia]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[É a essência do design centrado em pessoas e o embasamento teórico está na Ergonomia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Motivada por uma grande profusão de comentários por aí e de empresas que oferecem &#8220;design thinking&#8221; como mais um produto de sua prateleira, resolvi me pronunciar um pouco sobre o assunto.</p>
<p>Design thinking, pra quem não sabe, é, literalmente, o pensar do design levado para cadeiras ou profissionais de marketing, administração e gestão. Mas acabou se tornando uma &#8220;disciplina&#8221; e um processo ao passo que Tim Brown assim a lançou, com metodologia e tudo, em seu livro com este nome. Só que não há novidade quando se entende o processo.</p>
<p>Para quem leu o livro em português e não pescou ou em inglês e desconhece o termo, aqui vai uma explicação: &#8220;human factors&#8221; é um outro nome para a disciplina Ergonomia, principalmente assim chamada nos Estados Unidos. E &#8220;fatores humanos&#8221;, como foi traduzido aqui, não é apenas uma expressão no texto, mas uma referência a essa disciplina que estuda o comportamento humano durante a interação com um produto, serviço ou em dada circunstancia e situação.</p>
<p>Tudo se baseia em pesquisa e metodologias como <strong>Observação</strong> (em caixa alta porque é um dos métodos da Ergonomia), <strong>Entrevistas Estruturadas</strong>, <strong>Análise da Tarefa</strong>, <strong>Avaliação de Usabilidade</strong>, <strong>Cenários e Personas</strong>, etc. </p>
<p>O grande mérito do fundador da IDEO foi elevar esse pensar do design ao patamar da inovação sob a ótica da responsabilidade social &#8211; na saúde, principalmente. </p>
<p>Com a participação de pessoas num processo de criação conjunta (ou co-criação para usar os termos da moda), em uma simulação ou na real situação pesquisada, Tim Brown e sua equipe puderam perceber as reais necessidades das pessoas em dada situação, as circunstâncias envolvidas no momento, suas limitações ou percepções culturais (que levam a modelos mentais específicos) para então fazer a pergunta certa e chegar numa solução que provavelmente não era a do problema percebido mas de outro não percebido, este sim, de fato a causa de todo o desarranjo.</p>
<p>Apenas com esse pensar, afirmou ele e dissemina-se agora, é possível de fato inovar e não apenas aprimorar alguma coisa. Sim, porque olhar para o problema de forma obtusa só faz com que seja possível aparar as arestas. </p>
<p>Mas se temos a chance de observar e entender as pessoas envolvidas com o processo em todo um contexto e histórico que as levam a fazer alguma coisa daquela forma, bem como associar isso à analise de situações semelhantes mas não necessariamente afins, só assim teremos o poder de pensar em algo que realmente faça diferença.</p>
<p>Acho ótimo que esse termo tenha ganho tanto destaque e esteja tão em voga &#8211; afinal é a essência do design centrado em pessoas (ou ergodesign, como batizou minha gurua Anamaria de Moraes), forma como enxergo o meu trabalho. Só acho que deve-se referenciar a origem de tudo e o verdadeiro embasamento teórico: a Ergonomia.</p>
<p>Convido a leituras complementares a este post:</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/2003/01/10/usabilidade-nao-nasceu-ontem-e-tem-historia/" rel="externo">Usabilidade não nasceu ontem e tem história</a><br />
<a href="http://webinsider.uol.com.br/2003/01/29/modelo-mental-conheca-algumas-definicoes/" rel="externo">Modelo Mental: conheça algumas definições</a><br />
<a href="http://renatazilse.blogspot.com.br/2012/05/inovacao-radical.html" target="_blank">Inovação Radical</a><br />
<a href="http://renatazilse.blogspot.com.br/2012/03/ergonomia-fatores-humanos-e-divinos.html" rel="externo">Uma homenagem pessoal à Anamaria de Moraes: Ergonomia, Fatores Humanos e Divinos</a></p>
<p><object width="560" height="315"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UAinLaT42xY?version=3&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UAinLaT42xY?version=3&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.maisinterface.com.br/blog/maisquem/" rel="externo">Posicionamento da MaisInterface<br />
</a></p>
<p><strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é responsive webdesign</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2012/08/02/o-que-e-responsive-web-design/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2012/08/02/o-que-e-responsive-web-design/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2012 01:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[mobile]]></category>
		<category><![CDATA[plataforma de software]]></category>

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		<description><![CDATA[A premissa permanece e ganha novas possibilidades em contexto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O termo tem sido traduzido por aqui como webdesign responsivo e significa o desenvolvimento de sites flexíveis que ofereçam excelentes experiências de uso em qualquer plataforma: iPhone, Blackberry, Android, tablets etc. </p>
<p>Botões, ícones, imagens, formato, textos, tudo deve ser adaptável ao tamanho do dispositivo, bem como as suas restrições de uso, como toque por dedo em vez do cursor, mudança de orientação, limitação de visualização etc.</p>
<p>Isso de fato sempre deveria ter sido o esforço do design de sistemas interativos. Só que antes a preocupação era apenas com a resolução de tela e tipo de navegador.</p>
<p>O grande desafio continua sendo o porquê de cada coisa. O Flash, tempos atrás, trouxe excelentes recursos de animação e interação até então inviáveis (principalmente por conta de peso e complexidade). O que se viu foi um excesso de pirotecnia. O iPad e sua tela multi-touch permitiu uma ampliação dos recursos do browser e depois livros-aplicativos com inclusão de vídeos e interações. O que ainda se vê são e-books com recursos gratuitos &#8211; de novo a pirotecnia.</p>
<p>Mais do que restrições, na verdade, o que se abre é um leque de possibilidades: uso efetivo do localizador e da câmera, por exemplo.</p>
<p>Conhecer o público e entender o conteúdo para criar uma experiência de uso efetiva continua sendo a base de qualquer projeto de sucesso. </p>
<p>Desenvolver sites perfeitamente adaptáveis para as diversas plataformas deve ser a premissa. Já lançar mão dos recursos disponíveis nos dispositivos deve estar calçado na essência da experiência do usuário naquele dado sistema e contexto. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/06/05/quando-todas-as-superficies-serao-interfaces/">Quando todas as superfícies serão interfaces</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/03/12/livros-digitais-agora-sim-um-produto-interessante/">Livros digitais: agora sim, um produto interessante</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/05/05/pequenos-jogos-grandes-negocios/">Pequenos jogos, grandes negócios</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Gestão do conhecimento em instituições públicas</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2012/06/21/gestao-do-conhecimento-em-instituicoes-publicas/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2012/06/21/gestao-do-conhecimento-em-instituicoes-publicas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 01:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[transparência]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela Lei de Acesso à Informação, o sigilo passa a ser é excessão e não a regra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz, como a mais importante e respeitada instituição de ciência e tecnologia em saúde da America Latina, sai na frente em vários aspectos conhecidos pelo público em geral: pesquisas em ciências epidemiológicas, exames e vacinas, cursos e palestras. Mas o que talvez o público geral não saiba é que é uma das mais respeitadas instituições quando o assunto é gestão do conhecimento. E não apenas em causa própria.</p>
<p>Com um time de primeira envolvido não apenas com diretrizes internas, a instituição participa ativamente de todo o processo percorrido pelas instâncias públicas brasileiras seguindo as regras e ajudando nesse processo de disseminação do conhecimento.</p>
<p>Participei no mês passado de parte do seminário (Seminário Fiocruz sobre Políticas de Inovação: avanços e desafios rumo à gestão do conhecimento &#8211; <a href="http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/apresenta%C3%A7%C3%B5es-de-semin%C3%A1rio-sobre-pol%C3%ADticas-de-informa%C3%A7%C3%A3o-est%C3%A3o-line" rel="externo">veja as apresentações</a>), onde pude conhecer melhor a <a href="http://www.cgu.gov.br/acessoainformacaogov/acesso-informacao-brasil/legislacao-integra.asp" rel="externo">Lei de Acesso à Informação</a>, sancionada pela nossa presidente em novembro de 2011. É um projeto muito mais amplo do que parece – e muito mais difícil também por conta de nossos problemas de tamanho, políticos, limitações de verbas e conhecimento. Mas uma luz se dá sobre um tema que é apenas a ponta de um iceberg.</p>
<p>A lei determina que o sigilo passa a ser excessão e não regra. Claro que ainda prevalecem questões de direitos autorais (tema também abordado), informações de foro íntimo, que gerem insegurança etc. Mas significa que todo cidadão tem o direito de ter a resposta para sua questão, conhecer um problema seu, entender melhor uma situação, uma vez que ele paga por isso. </p>
<p>E essa resposta pode estar disponível num site (situação ideal chamada por Renato Capanema – Diretoria de Prevenção da Corrupção/CGU – como Transparência Ativa) ou deverá ser entregue em até 30 dias (20 + 10) após sua pergunta (Transparência Passiva).</p>
<p>Dois grandes problemas que surgem são: políticas internas de órgãos públicos que levam à morosidade nessa busca por informações e muitas vezes até ao bloqueio delas; e a alimentação dessas informações nas pontas. </p>
<p>Imagine um funcionário de um pequeno município no interior do Brasil obrigado a publicar informações diárias sobre o uso da verba pública, o andamento das obras de seu posto de saúde ou reforma da creche. Como essa informação chega a ele? Como ele classificará cada uma dessas informações para publicar no lugar certo e fazer com que as pessoas consigam chegar até ela? De acordo com Paulo Sellera (secretário-executivo do subcomitê de governança da informação em saúde/MS) o projeto prevê treinamentos, regras e orientações em todos os âmbitos, mas certamente a longo prazo.</p>
<p>O importante é, estamos dando um passo importante para que todos nós, contribuintes, tenhamos acesso ao que é feito com nosso dinheiro, não apenas em números, mas nas realizações prometidas (ver o <a href="http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/" rel="externo">Portal Saúde com Transparência</a>).</p>
<p>Esse movimento leva a outro (ou vice-versa) tão importante quanto: o livre acesso a informação. Muito bem defendido por Carolina Rossini (advogada e professora de propriedade intelectual e direito na internet, research fellow no Berkman Center for Internet and Society), existem diferentes licenças de acesso à informação e essas devem ser consideradas e muito bem amarradas quando da assinatura com uma editora. </p>
<p>Atualmente esses contratos são leoninos e levam a um isolamento de um artigo ou pesquisa acadêmica: pode ser lido e citado se referenciado. Mas não podem ser aplicadas tecnologias de indexação e cruzamento de informações com excessão de titulo e resumo. Disseminar o conhecimento significa compartilhá-lo, somá-lo com outro e desdobrá-lo infinitamente. A propriedade intelectual é importante, mas não deve ser embarreirante.</p>
<p>Já existe um excelente sistema de propriedade intelectual em uso por algumas instituições lá fora e que já começam a aparecer por aqui. Uma delas é Creative Commons onde é possível atribuir que tipo de permissão o autor e/ou editora oferece a determinada publicação.</p>
<p>É um caminho sem volta, iniciado a algum tempo atrás com o movimento da música. As gravadoras inovaram e conseguiram êxito ao vender faixas em vez de discos inteiros – e portanto barateando esse custo. Agora é a vez da produção textual.</p>
<p>Qualquer iniciativa nesse sentido gerará ainda muitos debates, mas certamente sairemos com uma situação melhor: menos segregação, menos dinheiro gasto em assinaturas de publicações de renome e, no fim da linha (e o que mais importa), mais acesso ao fervilhante mundo da pesquisa acadêmico-científica onde germinam as ideias e que hoje recebem, segundo Carolina, apenas 3% do investimento da iniciativa privada para esforços com inovação. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:<br />
<a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/05/21/o-exito-da-lai-depende-das-midias-sociais/">O êxito da LAI depende das mídias sociais</a><br />
<a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/12/26/sua-empresa-trabalha-com-inteligencia/">Sua empresa trabalha com inteligência?</a></p>
<p>…………………………</p>
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		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Livros digitais: agora sim, um produto interessante</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2012/03/12/livros-digitais-agora-sim-um-produto-interessante/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2012/03/12/livros-digitais-agora-sim-um-produto-interessante/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 19:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[A maneira como nos comunicamos mudou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podem me chamar de antiquada ou pessimista, mas nunca concordei com essa história de que os livros digitais acabariam com seus pares impressos e nem gosto de entrar nessas discussões, tampouco. Em tempo: continuo não acreditando nisso!</p>
<p>Porém o que se vê agora &#8211; apps que são de fato isso, aplicativos &#8211; é a criação um novo universo de leitura: mais rico, mais interessante, mais &#8220;interativo&#8221;! Palavra desgastada, talvez, a interatividade, muito além de uma simples animação de virada de folha que o Kindle achou que fosse suficiente, é um recurso que muda o rumo da história.</p>
<p>Agora a possibilidade da troca da ordem de leitura, adição de novas imagens, trilha sonora ou até mesmo de personagens por parte do leitor-ativo faz com que uma história, antes produto único e exclusivo da mente do autor, se transforme em cada dispositivo para o qual é baixado.</p>
<p>As diferenças são únicas desse produto! Se pensarmos só em termos de cooperação: um romance construído/transformado a muitas mãos por um grupo de amigos do Facebook; um livro didático com ordens inversas, imagens e até algumas palavras trocadas para contextualizar com cultura daquele grupo; um livro de fotos de uma cidade que vá sendo construído dentro de um site à medida que os turistas forem conhecendo e inserindo as suas fotos; um catálogo de uma loja onde a cliente pode colocar a foto da sua blusa para ver se compõe com a saia da vitrine&#8230; </p>
<p>Um sem fim de possibilidades que, sim, pode diminuir a atenção do livro físico.</p>
<p>O livro-aplicação que vemos surgir agora com esses novos lançamentos (vejam <em>Quem soltou o Pum</em>, da Cia das Letrinhas ou Chopsticks, por exemplo) está aí para provar que os autores e as editoras terão um pouquinho mais de trabalho agora. E nós, desenvolvedores dessas soluções, idem!</p>
<p>Mas o desafio está em entender COMO se dá esse novo tipo de comunicação. A arquitetura da informação, ainda que levando em consideração o crescimento e mutação constante do conteúdo bem como as possibilidades multimídias e interativas da web, ainda era vista de uma maneira bidimensional (top-down e bottom-up, como defendi em minha pesquisa de mestrado e já apresentei aqui, em <a href="http://webinsider.uol.com.br/2003/11/29/ai-na-pratica/">AI na prática</a>.</p>
<p>Agora precisa ser entendida como colaborativa, mutante não apenas prevendo o crescimento de informações, mas prevendo sobretudo a diversidade de visualizações, desconstruções, navegações e interações.</p>
<p>Mas o que mudou mesmo? A maneira como nos comunicamos. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p>O editor recomenda: leia duas histórias sobre autores publicando por conta própria:<br />
1. <a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/02/23/como-escrevi-meu-e-book-e-publiquei-na-amazon/">Como escrevi meu e-book e publiquei na Amazon</a><br />
2. <a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/02/15/conhece-a-revista-orsai/">Conhece a revista Orsai?</p>
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		</item>
		<item>
		<title>No Seminário de Inovação</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2011/03/29/no-seminario-de-inovacao/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2011/03/29/no-seminario-de-inovacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 03:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[design thinking]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Design thinking, crescimento sustentável e outras palavras-chave.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias 24 e 25 de março foi realizado o &#8220;Seminário Nacional de Inovação Estratégica e Workshops sobre Estratégias de Inovação para a Competitividade nas Empresas Brasileiras&#8221;. </p>
<p>Nome comprido para o evento que aconteceu na Escola de Negócios da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), promovido pelo Inei (Instituto Nacional de Empreendedorismo e Inovação) com o objetivo de &#8220;informar sobre a importância da inovação no campo empresarial, discutindo o potencial criativo do chamado design thinking para o crescimento sustentável&#8221;.</p>
<p>Participar do evento me remontou os tempos do mestrado. Primeiro por ser na PUC-Rio – onde cursei –, depois por ter como tema o design. Design thinking, para ser mais precisa.</p>
<p>Embora o tema principal fosse inovação, o termo (da moda) foi discutido no evento de forma muito interessante por diversas óticas: filosófica (com Charles Bezerra, Gad’Innovation); social (Carla Cipolla, UFRJ) e metodológica (Heloisa Moura, MJV). E de outras maneiras também: estruturada (Charles, Heloisa e Claudio Pinhanez, IBM) e caótica (Carla, da UFRJ e Daniel e Anderson da Symnetics).</p>
<p>Para mim, que sou designer de formação e profissão, o seminário foi bastante interessante. Ver a dificuldade de empresários e pessoas que não são dessa área em ter um pensamento plural, multidisciplinar é no mínimo curioso. </p>
<p>O que parece óbvio para qualquer designer, como observar e conversar com as pessoas que usam ou usarão um sistema para entendê-lo, buscar informações de diversos setores envolvidos, pesquisar o problema ou testar em protótipos, parecia uma grande descoberta para a maioria os participantes! </p>
<p>A ponto de não darem falta quando os palestrantes, que entraram mais a fundo na metodologia, sequer fazerem referência à Ergonomia, em métodos como análise da tarefa ou prototipagem.</p>
<p>A verdade é que design thinking, bastante disseminado ultimamente pela Ideo através de seu CEO TIM Brown, se apropria de metodologias e do processo de design em si dentro de um novo universo, o de negócios, para enxergar as questões por outro ângulo e, como objetivo final, inovar.</p>
<p>O mérito do seminário foi – diferentemente de outras palestras que já assisti sobre o tema onde só pegavam carona na sua fama – o de tratar o assunto dentro do contexto da busca pela inovação nas corporações. Trazendo outros palestrantes para falar de assuntos correlatos, como Gestão de Conhecimento e Estratégias de Inovação e Sustentabilidade, o seminário englobou o tema de uma forma muito acertada.</p>
<p>Charles Bezerra falou da importância de limpar a cabeça de qualquer pré-conceito, ideia ou solução imediata. Para pensar em solução é fundamental não pensar em nada. Numa palestra digna de grandes nomes, citou diversos autores (filósofos em maioria), casos, artigos e livros, sua paixão (seus &#8220;vinhos&#8221;). Foi, sem dúvida, a melhor. Inspiradora.</p>
<p>Carla Cipolla apresentou sua visão social da inovação a partir de diversos cases fantásticos, mas talvez não estivesse num bom dia pois sua apresentação não emplacou. Faltou um gancho, talvez, mas todos os exemplos mostravam sobretudo que é possivel inovar sem necessariamente falar de cifras faraônicas ou resultados lucrativos, mas de impactos sócio-ambientais enormes.</p>
<p>Filipe Cassapo (FIEP), com seu humor e sotaque francês conquistou a plateia falando de presença, de diálogo e de se estar inteiro em todos os momentos para estar preparado para ouvir o novo. Só que ele, de fato, não estava inteiro ali, pois os lembretes de seu computador pulavam a cada 10 minutos durante a apresentação e seu celular ainda foi consultado em dado momento.</p>
<p>Claudio Pinhanez, da IBM fez uma apresentação&#8230; técnica. Com todos os slides em inglês, citou números relevantes e apontou um cenário que talvez ninguém tivesse dado conta até então: inovação não se trata apenas de produtos, mas de serviços. E que é neste segmento – o maior da economia atual – é que estão as grandes oportunidades de inovação.</p>
<p>Heloísa Moura, com seu belíssimo portfolio, currículo (PhD) e backgroud em design, deixou todos apaixonados pelo tema. Dimensionou mal a dinâmica do workshop para o seu tempo, mas passou o recado.</p>
<p>Prof. Heitor Pereira falou muito bem de Gestão do Conhecimento. Não retomou o ponto colocado logo no início da apresentação – que o tema lembra controle, mas deu uma bela palestra (embora o momento fosse de workshop).</p>
<p>A Symnetics, representada pelos parceiros Daniel Egger e Anderson Penha apresentaram o tema inovação como um quadro em branco (metáfora já feita tempos atrás pelo próprio Bezerra). Terminamos sua apresentação (?) com&#8230; um quadro em branco&#8230;</p>
<p>A Estratégia do Oceano Azul foi apresentada por Martius Rodrigues (UFF) que, pela falta de tempo talvez, exemplificou mais do que teorizou – sem lembrar até mesmo o nome dos autores que escreveram o livro que deu origem ao termo (W. Chan Kim e Renée Mauborgne, 2005).</p>
<p>A mesa redonda com BNDES, FINEP, Firjan, SEBRAE, FIEP e Faperj deixou claro que a verba existe e está disponível de diversas maneiras para quem quer inovar, em qualquer área e segmento. Era a motivação que faltava para quem quer investir em novas ideias. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
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		</item>
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		<title>Montando aulas</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2009/05/28/montando-aulas/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2009/05/28/montando-aulas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 May 2009 14:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma experiência muito mais fascinante para o professor quando os alunos são interessados e estão lá por vontade própria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dar aulas era meu objetivo durante o período do mestrado. Sonhava em fazer parte do corpo docente de uma universidade e ser professora de graduação. Tive essa experiência ao mesmo tempo que fui sendo convidada para aulas de pós-graduação. Hoje afirmo: fico com a segunda.</p>
<p>Não sei se pelo sistema brasileiro de ensino, a graduação é hoje simplesmente &#8211; para a maioria dos alunos e nas universidades em que trabalhei (particulares apenas) &#8211; uma maneira de se conquistar um diploma para entrar no mercado de trabalho.</p>
<p>Isso ocorre por dois motivos, a meu ver: o Brasil não oferece nenhuma oportunidade para pessoas de nível técnico; talvez por conta do primeiro motivo, o título de graduação é obrigatório!</p>
<p>Isso na verdade está levando a um outro desvio: não basta a graduação. Para se diferenciar no mercado tem que ter um Mestrado(!). Ou seja, não aprender muito na graduação é um ?fato? e para ter um bom currículo é melhor que se faça logo uma pós, de preferência stricto sensu. Visão fatalista de uma cultura que em vez de buscar e exigir mudanças, cria subterfúgios para ?conviver? com os erros do país! Gerando lucros para algumas instituições que, obviamente, querem alunos-reféns&#8230;</p>
<p>Mas a verdade é que uma boa pós é cara e o aluno que chega lá está em busca de conhecimento. Porque quer, não porque seus pais (a sociedade) o obrigam. Ele resolveu que quer aprender mais sobre determinado assunto.</p>
<p>É, para o professor, uma experiência muito mais fascinante!</p>
<p>Estou aqui preparando minhas aulas para o próximo curso de pós de <em>Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura da Informação</em> na PUC-Rio. Organizando a teoria e elaborando as práticas, pensando em como acontecerão as dinâmicas durante os dois módulos de 9 aulas no total. Passar minha vivência e experiência em desenvolvimento de sistemas interativos e projetos de arquitetura da informação.</p>
<p>Sei que aluninhos ansiosos por receber informações, de ouvidos e cabeça abertos, estarão lá me esperando. E também exigindo mais das minhas aulas. Isso é que me estimula. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>.</p>
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		<title>Vamos falar da sua marca?</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2008/09/11/vamos-falar-da-sua-marca/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2008/09/11/vamos-falar-da-sua-marca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 17:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento Brazil Design Week procurar mostrar aos empreendedores o valor do design.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de marca hoje tem um nome: branding. Embora mais um termo em inglês sem tradução e que condensa conceitos que certamente já conhecemos, esse deve-se guardar uma especial atenção. É um assunto relacionado a gestão, marketing e design e todas as empresas devem pensar e trabalhar nisso.</p>
<p>Está acontecendo essa semana no MAM (no Rio) o Brazil Design Week, um evento excelente totalmente voltado para o mundo corporativo ? os clientes dos escritórios de design, na verdade ? realizado pela Abedesign, uma associação brasileira de empresas de design. Só uma passadinha pelos stands já vale a visita. São 38 expositores ? entre instituições como a própria Abedesign, a Firjan, o Sebrae e vários escritórios de design ? que mostram a excelência do design brasileiro.</p>
<p>Devemos reconhecer que os estrangeiros perceberam a excelência do design antes de nós. Já está mais do que na hora dos empresários ? infelizmente ainda não tão presentes no evento ? olharem para dentro do próprio país para localizar a empresa de design que melhor se alinhe e atenda suas necessidades relacionadas à marca.</p>
<p>Mas que questões são essas?</p>
<p>Temos sentido nesses últimos dez anos um amadurecimento no mercado brasileiro. Pequenas empresas (ou algumas vezes até grandes, mas pouco conhecidas) alcançam patamares de faturamento e status internacional nunca vistos. Certamente impulsionadas pela economia interna, hoje mais forte e promissora, mas também pela própria necessidade de sobrevivência.</p>
<p>Essa virada se deu através de um trabalho forte de marca: desde processos internos (incluindo pessoas) até a ?experiência? de marca junto ao seu público (não mais tratados como ?consumidores?). </p>
<p>Alguns exemplos foram dados nas palestras de Lincoln Seragini (Seragini/Farné), Luciano Deos (Gad), Ronald Kapaz (Oz) e Ana Couto (Ana Couto Design), de empresas que passaram por esse processo e hoje estão em uma posição garantida no mercado: Bandeirantes Brinquedos, Oi, Claro, Ampla, Alpargatas, Hortifruti e outras. Todas investiram numa coisa: design.</p>
<p>Sim! Falar de marca é falar de design, mas da maneira mais primitiva e conceitual do termo: desenvolvimento de soluções. E design, como todos apontaram, é a profissão (eu diria até o ?negócio?) do século XXI. As empresas podem investir muito em propaganda ? tentando empurrar goela abaixo do seu público coisas vazias ? mas é no investimento em design que está a receita do sucesso. Com desenvolvimento de soluções corretas, adequadas, usáveis, úteis, causadoras de experiências positivas e também bonitas. Aliás, o ?belo? foi tratado por Kapaz como a conjunção de todos esses atributos, aquilo que ?dá forma à alma?. </p>
<p>?<em>Século XX: a propaganda é a alma do negócio. Século XXI: o design é a alma do negócio</em>.? (Seragini) </p>
<p>Segundo Kapaz, ?uma disfunção de identidade causa uma dor estética?. Investir em design é antes de mais nada entender (e na maioria das vezes repensar) a própria empresa. Seu posicionamento estratégico, seus processos, políticas internas, pessoas e motivações, fornecedores, tecnologia, equipamentos, capacitações, capacidades financeiras e logística etc. Enfim, entender a ?dor? da empresa, conversar muito com seus sócios, gerentes e também representantes de todas os níveis hierárquicos. Sentir o seu dia-a-dia. Entender a ?sensação? que sua marca causa nas pessoas que a consomem.</p>
<p>É importante entender que ?marca não é só visual: está em todas as dimensões sensoriais? (Deos) e que uma pesquisa concreta hoje (design innovation) envolve disciplinas como antropologia (Seragini)!</p>
<p>?Produtos são feitos em fábricas. Marcas são feitas e existem apenas na cabeça do consumidor? (Deos).</p>
<p>Pensar a marca da empresa é analisar a fundo toda a sua história, como chegou onde chegou, como funciona atualmente e onde pretende chegar. É determinar suas estratégias de diferenciação ? ainda que sua estratégia não seja inovação (exemplo da Pepsi). </p>
<p>Segundo Luciano Deos, as estratégias de diferenciação podem ser:</p>
<ul>
<li>Tecnologia: envolve esforço e investimento</li>
<li>Processos: logística</li>
<li>Inovação: ato contínuo</li>
<li>Marca: experiência vivida pelas pessoas que a absorvem (para não usar o termo ?consomem?).</li>
</ul>
<p>?80% do valor de mercado das companhias correspondem aos ativos intangíveis e marca é o ativo intangível de maior valor?. Basta olharmos para Google, Coca-Cola, Nike e outras tantas marcas conhecidas por praticamente todas as pessoas no mundo que mais do que identificarem seu logotipo, percebem e sentem o que elas representam ? cada um a sua maneira (de acordo com cultura, idade, classe social), mas certamente com a sua filosofia como real ?identidade corporativa?. Porque possuem um ?posicionamento único, claro e diferenciado?.</p>
<p>Ronald Kapaz soltou algumas frases para reflexão, que escrevo aqui mas infelizmente não consegui anotar todas as fontes:</p>
<p>?Pensar é desenhar em sua mente?<br />
?Não existem fatos, só interpretações? (Nietzsche)<br />
?Não vemos as coisas como são. Vemos como nós somos.? (Anais Nin)</p>
<p>Se o design é a profissão do momento, que empresas e empresários reconheçam o seu real significado para que um trabalho de marca possa ser construído a partir da sua essência.  <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como anda a inteligência do seu negócio?</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2008/06/12/conheca-seus-clientes/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2008/06/12/conheca-seus-clientes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 01:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vendas]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecer o cliente ? ou o usuário como muitos preferem ? é estratégia de negócio e não apenas um quesito da ergonomia e usabilidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais problemas de desenvolvimento de sistemas interativos é o entendimento da questão ?foco no usuário?. </p>
<p>Usuários são pessoas: clientes, consumidores, pacientes, leitores, convidados &#8211; termos que variam de acordo com o tipo de negócio em questão. Esse é o ponto. O foco deve ser no negócio e não mais no sistema (primeira fase da internet) ou no ?usuário? de uma maneira genérica (segunda fase).</p>
<p>Veja, a internet é o principal veículo de comunicação, já vimos isso. Também o mais barato e certamente o mais direto. Sendo o objetivo principal business, o que o site precisa é vender um produto, vender um conceito, atender, fornecer conteúdo etc. Para isso é necessário saber o que os leitores do seu site querem fazer ali ? o que algumas vezes pode ser diferente do que ele faria indo pessoalmente à sua empresa ou fazendo contato por telefone.</p>
<p>Em métodos aplicados no desenvolvimento de sistemas interativos para entendimento de pessoas extraídos da ergonomia, procuramos analisar a ?tarefa do usuário? durante o uso num determinado dispositivo. E não são tarefas genéricas, mas reais retiradas de um questionário preliminar ou algum outro método, mas sempre pautados na estratégia do produto. </p>
<p>A partir da observação e análise das pessoas durante o desempenho dessas tarefas é que nos faz de fato entender se o sistema está atendendo ou não suas necessidades.</p>
<p>Quando falo ?sempre pautados na estratégia do produto? quero dizer que nenhuma pesquisa ou método deva ser aplicado a partir de uma receita de bolo, com questões pré-definidas retiradas de algum papa da usabilidade. Um site é uma mídia que deve vir orientada por uma estratégia de comunicação e marketing. Vai vender? Por quê? Para quem? Vai entregar no mundo inteiro? Quem compra o produto? Só com esse delineamento (essas perguntas não encerram a pesquisa) é possível estabelecer o perfil das pessoas que devem ser testadas e as tarefas que poderão desempenhar. Jamais acredite em profissionais que digam ?seu site deverá servir para todos, de qualquer idade, sexo, cultura ou religião?. Isso não é verdade.</p>
<p>Tendo essas questões sobre quem usa e o que estes poderão fazer no site, fica mais fácil delineá-lo. E menores são as chances de erro. E principalmente: maiores são as chances de fechar um negócio, seja ele qual for: escolher a configuração de um veículo, comprar um roteador wireless, saber o endereço de uma clínica, conhecer os clientes de uma empresa, checar a idoneidade etc etc.</p>
<p>Agora, o que pouco se comenta é que isso deve ser um trabalho constante. Pessoas mudam: de opinião, endereço, classe social, nível educacional, estado civil, estilo de vida, hábito de consumo&#8230; E isso deve estar em constante avaliação, não apenas no desenvolvimento desse sistema interativo. Sites que possibilitam um relacionamento freqüente com seus clientes também devem armazenar, cruzar e extrair informações valiosas para a empresa. Alguns exemplos:</p>
<p>1. O cliente XPTO compra semanalmente R$ 100,00 em média num supermercado virtual e uma vez por mês gasta R$ 200,00. Por quê, você sabe responder?</p>
<p>2. Uma paciente de uma clínica fez uma cirurgia e precisa fazer uma revisão seis meses depois. Quem vai lembrá-la dessa nova consulta?</p>
<p>3. Um determinado médico indica em média 5 pacientes para uma clínica por mês. Ele recebe algum tipo de benefício? A empresa tem esse cruzamento?</p>
<p>Isso tudo não se descobre com um questionário ou uma pesquisa de satisfação, mas com registro e mineração de dados. Um sistema bem preparado para ?observar? hábitos de uso e uma estratégia de avaliação desses dados bem feita garantem ações futuras eficazes num relacionamento de longo prazo. </p>
<p>Importante é não perder a chance de descobrir (e registrar) informações a respeito desse cliente que entrou pra comprar, ler, se informar. Poucas são as empresas que se preocupam com isso. São informações valiosas que estão indo pelo fio diariamente.</p>
<p>Em vez de gastar milhões com uma pesquisa de satisfação de seus clientes, leitores, compradores, enfim, ?pessoas?, invista um pouco mais no desenvolvimento desse sistema interativo e prepare-o para colher informações constantes sobre eles. Depois muitas ações poderão surgir daí como por exemplo uma promoção especial para acompanhar uma compra rotineira, um lembrete de consulta, um ?top ten? de pessoas que indicam um dado estabelecimento, um convite exclusivo para uma premiére do filme esperado etc.</p>
<p>Há dez anos, ao desenvolver o primeiro site de uma empresa de consultoria em São Paulo, os donos da empresa, que até então não estavam se preocupando muito com sua presença na internet, levaram um susto ao descobrir que o primeiro contato dos seus prospects eram com o site e não com a área comercial, como eles pensavam! Na verdade eles descobriram que antes desse prospect aceitar a visita da tal área comercial, ele primeiro havia conferido a empresa pelo site! </p>
<p>Hoje todo mundo já sabe disso, mas infelizmente apenas em teoria.</p>
<p>Saber que a internet é o principal veículo de comunicação corporativa deve levar a uma reflexão mais ampla sobre como esse relacionamento está acontecendo. Não apenas para prospecção mas também ? e principalmente ? para fidelização. </p>
<p>- Sua empresa tem um cadastro estruturado de clientes?<br />
- Sabe quando foi a última vez que esse cliente teve algum tipo de relacionamento?<br />
- Efetua algum tipo de comunicação, oferta, convida para algum evento, informa, atualiza, enfim, faz alguma ação pró-ativa com seus clientes?</p>
<p>Está na hora de pensar bem nesse veículo, que além de ser o principal, é de longe o mais barato. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>.</p>
<p>Em um artigo recente (em inglês) o autor menciona os <a href="http://goodexperience.com/2008/05/the-top-8-mistakes-in.php" rel="externo">oito erros capitais em usabilidade</a>. Vale a pena a leitura. Complementa essa questão.</p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Card sorting não é tudo</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2007/08/29/card-sorting-nao-e-tudo/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2007/08/29/card-sorting-nao-e-tudo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 18:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Zilse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Método é bom e barato, mas não podemos esperar de usuários comuns definições categóricas relacionadas ao agrupamento e nome de informações.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O método Card Sorting é usado para tentar identificar (ou aproximar) a navegação em um sistema interativo ao modelo mental do usuário. </p>
<p>Foi proposto em 1985 por Anter e outros pesquisadores (Multiple Sorting Tasks, no original) e já foi usado e abusado. Já teve até software para análise de dados (coisa que aliás fazia muito bem) e a aplicação da própria metodologia, numa versão dos pesquisadores da IBM Developer Works.</p>
<p>Hoje, quando a arquitetura da informação é uma especialização profissional concreta, o método Card Sorting tem sido bastante utilizado em empresas de maior porte (veículos de comunicação, agências de publicidade) e também em pequenos desenvolvedores. </p>
<p>É muito usado porque é simples e barato (é fácil convencer o cliente a pagar), envolve os usuários (tudo o que um desenvolvedor precisa) e eficaz (os resultados costumam ser bastante positivos). </p>
<p>Cartões de papel escritos, uma pequena sala tranqüila, um pesquisador e um usuário (ou um grupo de usuários, depende da ?versão? do Card Sorting que se queira aplicar) &#8212; é só o que se faz necessário para aplicação. A análise dos resultados é feita em uma planilha Excel, requer algumas horas de trabalho, algum conhecimento estatístico e só. </p>
<p>Aqui mesmo no Webinsider você vai encontrar alguns artigos sobre o método e não é preciso explicar muito. O objetivo deste artigo não é desmerecer o Card Sorting, mas talvez colocá-lo no seu devido lugar.</p>
<p>Sempre fui defensora das duas abordagens para a arquitetura da informação (<a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2003/09/30/para-tracar-a-arquitetura-de-informacao/">Para traçar a Arquitetura de Informação</a>, de 30/09/2003) e considero o Card Sorting um excelente método para elucidar questões de organização, formação e rotulagem de grupos de informação (abordagem <em>bottom-up</em>). Mas preocupa um pouco a popularidade que vem tomando.</p>
<h2>Usuários não definem tudo</h2>
<p>Primeiro, e mais grave, é importante frisar que a aplicação do Card Sorting junto a usuários reais ou potenciais, ainda que extremamente bem representados, não substitui a colaboração de cientistas da informação ou bibliotecários ou mesmo jornalistas nesta etapa. </p>
<p>O entendimento da &#8220;massaroca&#8221; de informação contida em um sistema interativo deve ser atribuído a quem é de direito. Designers ou mesmo arquitetos da informação (de maneira geral, mas isso depende da formação primária de um arquiteto da informação) não detêm o conhecimento sobre sistemas de organização e indexação de conteúdo. Usuários muito menos! </p>
<p>É preciso, principalmente nessa abordagem <em>bottom-up</em>, que a unidade da informação seja levada em consideração, para que o conteúdo seja organizado de maneira eternamente coerente. De forma que, no futuro, depois de dez anos de lançado o sistema, qualquer novo conteúdo possa ser armazenado nessa estrutura e nesse banco de dados de maneira lógica e inquestionável.</p>
<h2>Não define a organização do site</h2>
<p>O método Card Sorting é excelente para validar a organização da informação e nomenclatura utilizada para itens, mas não define a navegação do site. </p>
<p>Contribui para criar pacotes de informação, elucidando o modelo mental dos usuários na questão do relacionamento entre informações. Tem o mérito também de ajudar na definição de nomenclaturas. Mas não podemos esperar dos usuários comuns definições categóricas relacionadas ao agrupamento e nome de informações.</p>
<h2>Não lida com a complexidade</h2>
<p>Terceiro, pode ser bem difícil um Card Sorting de um sistema interativo&#8230; Com mais de 80 cartões, será que pessoas comuns conseguem se entender?</p>
<p>E por último, o método é bidimensional por natureza: não leva em conta as diversas dimensões que uma navegação sobre um conteúdo pode ter. Nem tão pouco as diversas pesquisas (websemântica) e funcionalidades (buscas) que temos atualmente.</p>
<p>O ser humano é ?preguiçoso? e procura sempre saídas &#8220;standard&#8221; para a solução de problemas, acredita a psicologia cognitiva. É assim que pensamos e graças a isso fazemos milhões de coisas ao mesmo tempo. </p>
<p>Os arquitetos da informação procuram soluções padrão que auxiliem na realização de tarefas, mas não devem abrir mão do envolvimento de outros profissionais, principalmente no que se refere ao conteúdo, a principal riqueza de um sistema. </p>
<p>Tentar resolver sozinho, ou mesmo com a ajuda apenas de pessoas comuns (usuários), a organização total do conteúdo de um sistema interativo, principalmente os maiores, pode fazer com que num futuro breve, quando novos documentos forem sendo anexados, a estrutura esteja caótica novamente. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
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