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	<title>Webinsider &#187; JC Rodrigues</title>
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	<description>Artigos sobre tecnologia, carreira e startups com opinião e alma</description>
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	<itunes:author>Webinsider</itunes:author>
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		<item>
		<title>O que priorizar em uma ação digital: show ou conversão efetiva</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/03/07/o-que-priorizar-em-uma-acao-digital-show-ou-conversao-efetiva/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/03/07/o-que-priorizar-em-uma-acao-digital-show-ou-conversao-efetiva/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 01:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[viral]]></category>

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		<description><![CDATA[Em projetos “to show” o resultado positivo se dá através da exposição e media value que a ação gerou, ainda que poucas pessoas tenham sido efetivamente convertidas por algum critério (como em projetos "to go").
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós gostaríamos de ter projetos inovadores, que arrebatem prêmios, façam brilhar os olhos dos críticos mais ferrenhos e, de quebra, aindam envolva milhões de pessoas (incluindo sua mãe, que ainda não entendeu o que você faz quando fala que trabalha com publicidade) e gere incontáveis vendas para seu cliente ou produto em questão.</p>
<p>Ok, agora voltemos ao mundo real.</p>
<p>Embora quase um mantra repetido à exaustão, vale o lembrete, o primeiro passo de qualquer ação, em qualquer área, é determinar seu objetivo. Ao contrário do que possam pensar aqueles ávidos pelo mais recente modelo de smartphone/tablet/bugiganga ou pela nova promessa social da internet, diferentes objetivos determinam diferentes planejamentos e, consequentemente, ferramentas.</p>
<p>Em muitos casos, a ânsia pela inovação faz com que agências e clientes busquem utilizar a última tecnologia, ou a recente divulgada ferramenta, em suas ações de comunicação. E é neste momento que se tem que ter claro que quando mais recente for uma tecnologia ou ferramenta, menos inclusiva ela é. </p>
<p>Apenas para entendermos melhor a realidade do mercado brasileiro: embora existam divergências quanto ao número exato de pessoas conectadas no país, vamos considerar o maior número, 90 milhões, como parâmetro. Isto indicaria que, por outro lado, existem 110 milhões de potenciais consumidores que nem ao menos digitam “www” no mês. </p>
<p>Tomando os 90 milhões de afortunados-conectados (considerando o número máximo de usuários dentre as diferentes amostras e diferentes institutos, fundações e organizações que os mensuram), ainda assim não podemos tratá-los de maneira uniforme. Distintos hábitos, frequência e objetivos de uso do meio digital dividem estas pessoas em múltiplos subgrupos, que acabam refletindo também a adoção de novas tecnologias, sejam ferramentas ou dispositivos:</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/03/usuarios_4.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/03/usuarios_4.jpg" alt="" title="usuarios_4" width="350" height="263" class="alignright size-full wp-image-34831" /></a></p>
<ul>
<li> <strong>Trendsetters ou Early Adopters</strong>: ávidos pelo novo, pelo que poucos conhecem, pelo “indie” (no conceito de “alternativo”, não do ritmo musical); sua busca pelo pouco conhecido pode estar ligada à vontade de saciar uma inquietude e insatisfação com o status quo constantes, mas também, em muitos casos, ao anseio pessoal de ser, justamente, o ditador de tendências e aquele que apresenta o novo aos demais, fortalecendo, com isso, seu capital e status sociais.</li>
<li> <strong>Heavy Users</strong>: embora grandes utilizadores das ferramentas, têm justo na sua utilização prática e exploração de todo seu potencial a motivação para estarem ali, sem a necessidade latente de estar ligado. </li>
</ul>
<p>Se tomarmos o tempo de uso ‘conectado’ (incluindo aí o tempo de navegação, conexão mobile e utilização das ferramentas digitais), estes dois grupos representam 13,9% do total (12,5MM de pessoas). Em termos absolutos, como tudo no Brasil, estamos falando de um monte de gente. Mas nem chega perto aos outros 86,1% (77,5MM) de indivíduos que fazem a fama dos brasileiros no meio digital.</p>
<p>Esta grande porcentagem dos usuários estão concentrados em dois outros subgrupos:</p>
<ul>
<li> <strong>Web-functionals</strong>: aqueles que enxergam a internet e a conectividade efetivamente como uma ferramenta para realização de tarefas pontuais e, usualmente, lineares (pagar uma conta, mandar e receber e-mails, ver um vídeo). Boa parte destes são os chamados “migrantes digitais” e usuários entre a segunda e terceira idades.</li>
<li> <strong>A massa</strong>: tendo um aspiracional heavy-user ou trendsetter, mas não a habilidade, conhecimento ou foco para identificar novos usos e tendências, a incomparável massa de usuários brasileiros dos meios digitais tende a ser fortemente influenciada ainda pela mídia de massa. Curiosamente, a mídia de massa unilateral tem sim um papel fundamental no direcionamento deste grupo de usuários aos dispositivos e ferramentas em crescimento, momento em que ocorre a explosão de usuários nestes destinos &#8211; pois a ideia aqui é “estar no lugar da moda”.</li>
</ul>
<p>É interessante notar que o brasileiro traz consigo três hábitos de comportamento que se refletem a cada novo ‘hype’ tecnológico, sobretudo observado nas ferramentas sociais digitais:</p>
<p><strong>Necessidade da conquista e demonstração de força dos brasileiros no mundo</strong>. Em um texto anterior, havia comentado sobre a razão do crescimento do Orkut, em seu tempo, no Brasil, tendo como pano de fundo uma marcha nacionalista para que o número de usuários do Brasil ultrapassasse o Reino Unido, depois o Paquistão e, finalmente, os Estados Unidos. Este comportamento se segue a cada nova notícia de que os brasileiros são o povo mais ativo nos meios sociais. Sendo esta, além do futebol, uma das raras situações onde o país com uma das maiores cargas tributário do mundo é “melhor que os outros países” (as aspas não são meramente ilustrativas), gera-se uma expectativa de que qualquer novidade no meio digital deve ser “conquistada” pelos brasileiros. E olha que isso acontece desde os tempos do Fotolog (lembra?) &#8211; Brace yourself! The brazilians are comming&#8230;. já diz o meme.</p>
<p><strong>Invasão em massa e concentração da audiência</strong>. Passei 17 anos da minha vida em uma cidade do interior &#8211; Sorocaba -; nos idos dos anos 90 observei (e, confesso, vivi) uma dinâmica divertida nos bares e ‘baladas’ da cidade. Embora possa abrigar a oferecer diversas opções, o público usualmente concentrava-se sempre no mesmo local, ainda que ele não pudesse comportar a horda de adolescentes sorocabanos naquele espaço físico. Era uma necessidade de “estar onde todos estão”. Isto fazia com que um mesmo empresário abrisse duas ou três opções de ‘baladas’ na cidade e alternasse a comunicação entre elas, mudando o nome dos locais e sabendo que todo o lucro viria de um só empreendimento, por vez.</p>
<p>As ferramentas sociais digitais no Brasil funcionam como balada de interior; a massa vai para onde a massa está. Pense na migração dos últimos anos: Fotolog -> Orkut -> Twitter -> Facebook -> ???? (G+? Pinterest? Foursquare? Vine? Façam suas apostas&#8230;)</p>
<p><strong>Fuga dos trend-setters e heavy users das ferramentas adotadas pela massa</strong>. A necessidade de diferenciação e sentimento de “exclusividade” impacta os trendsetters (e, posteriormente, os heavy users), que se sentem ameaçados em seu senso de pioneirismo no momento em que a massa literalmente invade aqueles destinos antes restritos a eles e seus pares. Como reação, tendem a migrar a outros destinos e um novo ciclo se inicia.</p>
<p>Este comportamento até deu origem à expressão “efeito Orkut” (dada a força com que o movimento de migração de usuários ativos da rede social do Google para a de Zuckerberg aconteceu no Brasil em 2011).</p>
<p>O ciclo de vida da adoção tecnológica de ferramentas digitais pode ser ilustrado pelo seguinte gráfico:</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/03/adocao_tecnologica.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/03/adocao_tecnologica.jpg" alt="" title="adocao_tecnologica" width="600" height="382" class="alignright size-full wp-image-34827" /></a> </p>
<p>Independente do padrão de comportamento destes ciclos de adoção tecnológica, todos aqueles que passaram por determinado destino mantém sua presença, apenas não mais o utilizam (por isso a questão de usar usuários ativos e não usuários registrados para se determinar a força de uma ferramenta).</p>
<p>Bom, esta apresentação de cenário toda serve basicamente para fomentar a discussão sobre o que priorizar em uma ação digital: </p>
<p>1. Seguir possíveis tendências, criar fama de pioneiro e efetivamente ter meia dúzia de pessoas interagindo com sua marca na ultra-new-hype-trendsetter ferramenta digital incipiente OU</p>
<p>2. Utilizar uma ferramenta de massa, atingir um número maior de potenciais consumidores, mas conformar-se em não ter o status de “inovador” (como se isso estivesse atrelado ao uso qualquer de uma nova ferramenta ou dispositivo).</p>
<p>Particularmente, considero que a criatividade não está de maneira alguma ligada a conhecer/usar novas ferramentas, mas sim ao uso que se dá a qualquer uma delas (podem-se atingir níveis de criatividade muito superiores usando um saco de pão do que estando na página inicial do Mashable). Tudo dependerá, contudo, do objetivo de sua ação.</p>
<p>Muitas iniciativas que se utilizam do inovador como mote, embora não consigam ativar tantas pessoas justamente pela baixa adoção da ferramenta ou dispositivo, conseguem uma reação bastante positiva e massiva da mídia. É o “marketing do marketing”, onde a inovação vira notícia.</p>
<p>Em resumo, podemos ter projetos “to go”, cujo KPI é efetivamente a conversão atrelada à ação, como número de usuários, compartilhamentos, tempo de permanência, venda, cadastro, entre outros inúmeros possíveis objetivos; e projetos “to show”, cujo resultado positivo se dará através da exposição e media value que a ação gerou, ainda que poucas pessoas tenham sido efetivamente “convertidas” (participaram ou fizeram aquilo que a ação se propunha).</p>
<p>Do over-hype do Second Life, passando pela conferência de imprensa da Fiat via Formspring e todos os “virais” com pessoas dançando ou fazendo algo estranho em um lugar público, o “marketing do marketing” segue como no cardápio das agências e anunciantes. E tudo bem, caso seja este o caminho a ser trilhado. Não se pode esperar, contudo, que milhões e milhões de brasileiros estejam, neste momento, montando um filme composto por fragmentos de seis segundos no <a href="http://vine.co/" rel="externo">Vine</a>. O correto entendimento sobre esta dinâmica de uso da internet permitirá às agências e anunciantes trabalharem melhor suas expectativas. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/02/02/cpme-o-custo-por-minuto-de-entretenimento/">CpME, o custo por minuto de entretenimento</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/01/09/organize-melhor-o-seu-perfil-profissional-no-linkedin/">Se tudo é digital, todos devem ser digitais</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/12/11/conteudo-esta-virando-servico/">Conteúdo está virando serviço</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/10/20/os-quatro-niveis-da-interacao-humano-computador/">Os quatro níveis da interação humano-computador</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>CpME, o custo por minuto de entretenimento</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2013/02/02/cpme-o-custo-por-minuto-de-entretenimento/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2013/02/02/cpme-o-custo-por-minuto-de-entretenimento/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Feb 2013 13:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[E-commerce]]></category>
		<category><![CDATA[games]]></category>
		<category><![CDATA[Vendas]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual o valor entretenimento no digital? Se o conteúdo em si não tem valor financeiro percebido, a experiência tem, porém não claramente precificada. Ir ao cinema sai bem mais caro do que comprar um videogame completo.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a digitalização das relações humanas e, consequentemente, a digitalização do entretenimento, os migrantes digitais se encontram perdidos quanto à compreensão do valor de bens e experiências digitais.</p>
<p>A conversa teve início na tentativa de checar a um consenso sobre que preço atribuir a um aplicativo na iTunes Store. U$ 1,99? U$ 2,99? U$ 0,99? Quanto vale aquele entretenimento?</p>
<p>Existem estudos e discussões sobre melhor preço a ser praticado especificamente em lojas de aplicativos, mas não gostaria aqui de tratar da barreira psicológica dos R$ 0,99, mas sim estabelecer um paralelo entre diferentes tipos de entretenimento (digital e físico) e valores pagos para tanto.</p>
<p>A relação de compra e venda para produtos tangíveis de entretenimento sempre foi bastante clara (sim, pessoas pagam quase R$ 1.000 em um console de videogame); a compra de experiências físicas também não desperta surpresas (levamos a família toda para os parques de diversão da Disney). </p>
<p>Contudo, a virtualização deste entretenimento e o crescimento do pensamento voltado a microtransações cria barreiras e dúvidas quanto ao valor percebido do produto/serviço.</p>
<p>Por exemplo, quando tratamos de comércio, pode-se elencar a tangibilidade ou virtualidade da operação em três eixos:</p>
<ul>
<li> <strong>Ambiente</strong>: onde a transação se realiza</li>
<li> <strong>Valor de troca (pagamento)</strong>: qual é o valor monetário utilizado na transação e como é feita a troca de valores</li>
<li> <strong>Produto</strong>: o bem em si</li>
</ul>
<p>Em gráfico em três eixos (quase um cubo de Riddik), a curva de intagibilidade parte do tipo mais puro de venda (bem físico, comprado em uma loja física, e pago em efetivo) para a essência do e-commerce (um bem digital &#8211; virtual good &#8211; comprado online e pago através de bits &#038; bytes). No meio, todas as possíveis combinações entre estas três variáveis.</p>
<p>Quanto mais se digitaliza um destes elementos, ou seja, quanto mais se passa do físico para o virtual, maior a dificuldade em quebrar a barreira de confiança junto a grande parte dos consumidores. Quando surge o e-commerce lá pelos idos de 1999, havia uma barreira cultural a ser quebrada &#8211; sim, pode colocar o cartão de crédito aqui que o produto vai chegar direitinho na sua casa. No Brasil, ao menos, isto não mais ocorre nestas proporções.</p>
<p>Outro desafio tem sido provar o valor de um produto digital. Sendo bem sincero, cada vez menos é percebido valor sobre um conteúdo digital, sobretudo quando este conteúdo é consumido sem interação (música/filme, passivos, versus games, interativos); sejamos pragmáticos, quantas pessoas hoje em dia COMPRAM música digital, e quantas baixam gratuitamente? Quantas COMPRAM filmes ou livros e quantas compartilham este conteúdo livremente? Não estou aqui entrando no mérito jurídico ou filosófico do valor autoral, mas dizendo: sim, isto acontece. </p>
<p>A venda de conteúdos digitais tem seu valor menos no conteúdo em si e mais na facilidade do serviço atrelado à sua obtenção e utilização nos dispositivos preferidos; por exemplo, é muito mais fácil pagar R$ 14,90 por um mês de Netflix ou Netmovies para assistir quantos filmes quiser do que se dar ao trabalho de buscar o filme, baixar a legenda, sincronizá-los e eventualmente se deparar com conteúdos de baixa qualidade. Conteúdo, há algum tempo, deixou de ser produto para virar serviço.</p>
<p>Se o conteúdo em si não tem valor financeiro percebido (elevando este comportamento em grande escala), duas abordagens conseguem extrair alguns centavos de real dos consumidores: serviços e experiência.</p>
<p>Apesar do conteúdo estar à sombra de serviços que facilitem sua obtenção e consumo, a experiência digital é sim tida como um valor percebido, porém não claramente precificado.</p>
<p>Os inúmeros dispositivos e distintas formas de entretenimento (passivo ou interativo) sempre foram vistos de maneira independente com relação a seu valor e preço (duas variáveis interligadas, porém gerenciadas separadamente).</p>
<p>Considerando que uma experiência digital interativa demanda um certo grau de foco e exclusividade (diferente de um consumo isolado de mídia, como assistir à TV, por exemplo, onde é muito mais fácil realizar uma atividade paralela), podemos estipular uma comparação de preços através do tempo dedicado à tal atividade. Chamemos de ‘custo por minuto de entretenimento’.</p>
<p>Utilizando como comparação uma outra atividade que demanda um maior foco, o cinema. Hoje, assistir a uma sessão de cinema na cidade de São Paulo custa, mais ou menos, R$ 30,00. Considerando um filme de 1:45h (ou, 105 minutos), o CpME desta atividade é aproximadamente R$ 0,29 &#8211; claro, desconsiderando custos eventuais atrelados à atividade, como estacionamento, ou aquela pipoca para acompanhar o filme).</p>
<p>Mas não olhemos estes dados de maneira isolada; comparando com atividades de entretenimento digital:</p>
<h2>Game para console</h2>
<p>Um jogo de videogame (XBox, PS3, Wii, etc) leva, em média, 25 horas para ser finalizado (desconsiderando jogos em rede, virtualmente impossíveis de terem um tempo máximo de uso). Um exemplo, segundo a IGN Entertainment, as expansões de GTA IV &#8211; The Lost and Dammed e Balad of Gay Tony &#8211;  levam 20 horas para serem completadas.</p>
<p>Assumamos as 25 horas (1.500 minutos) de um jogo completo, atualmente vendido no Brasil a um preço base de R$ 179,00. Isso traz um CpME de R$ 0,11, concluindo que é relativamente três vezes mais barato você comprar um jogo de videogame original (que muitos reclamam dos preços elevados no Brasil, não discordo), do que uma rápida ida ao cinema no final de semana.</p>
<h2>Jogos mobile</h2>
<p>Sobretudo por não serem necessariamente lineares, é difícil estipular um tempo de uso para alguns jogos em dispositivos móveis. A Rovio, dona do Angry Birds, havia divulgado que foram feitos 300 milhões de downloads de seu principal produto, e que as pessoas gastaram 200 milhões de minutos por dia entretendo-se com o título, o que daria, em média, R$ 0,67 minuto jogado por dia. </p>
<p>A empresa lança uma nova versão dos passarinhos bravos a cada 6 meses, levando em conta a redução dos DAUs (Daily Active Users) ao longo do tempo. Imaginando então estes 180 dias de vida útil estimada de uma versão como tempo de jogo, teríamos algo como aproximadamente 120 minutos, ou 2h ininterruptas, de arremessos de passarinho em porcos. Ao custo de U$ 0,99 (R$ 1,98), são R$ 0,0165 de CpME.</p>
<h2>Jogos sociais</h2>
<p>Segundo uma apresentação da O2 games, os jogos sociais atingem 42% dos usuários das redes, que os jogam por até 30 minutos por dia. O tempo médio de permanência em um jogo social é de quatro meses (com uma grande variância de 2 dias à 1,5 ano, este último referente ao grande sucesso Farmville, em seu tempo), e o valor médio gasto por aqueles que pagam é de U$ 2/dia (arredondemos R$ 4,00). Juntando tudo isso, entre aqueles que pagam, temos um CpME = R$ 0,13.</p>
<h2>Mundos virtuais</h2>
<p>Tomando o maior mundo virtual para crianças e adolescentes do mundo, o Club Penguin, como parâmetro. Segundo o Ibope Netratings, no mês de novembro de 2012 o tempo médio em que os pinguins interagem uns com os outros neste universo lúdico é de 01:27h, ou seja, 87 minutos. Um CpME de R$ 0,10.</p>
<p>Comparativamente, da próxima vez que seu filho pedir um XBox360 de presente, imagine que que será mais barato comprar três jogos para ele do que levá-lo apenas uma vez ao cinema.</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/02/CpME.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/02/CpME.jpg" alt="" title="CpME" width="492" height="85" class="aligncenter size-full wp-image-34227" /></a></p>
<h2>Concorrência</h2>
<p>Claro que cada tipo de entretenimento traz uma experiência e um grau de envolvimento distintos, e unicamente a questão de preço entre estas diferentes experiências não necessariamente, no curto prazo, determina a opção por um ou outro tipo de atividade &#8211; se você quer ver aquele filme no cinema, um game mobile não irá tirar sua vontade. </p>
<p>Por outro lado, este pensamento nos lembra que, hoje em dia, tudo concorre com tudo pois, no fundo, competimos pelas mesmas horas livres disponíveis em um dia de 24 horas. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="<strong>[Webinsider]</strong>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/01/09/organize-melhor-o-seu-perfil-profissional-no-linkedin/">Se tudo é digital, todos devem ser digitais</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/12/11/conteudo-esta-virando-servico/">Conteúdo está virando serviço</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/10/20/os-quatro-niveis-da-interacao-humano-computador/">Os quatro níveis da interação humano-computador</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Se tudo é digital, todos devem ser digitais</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2012/04/22/se-tudo-e-digital-todos-devem-ser-digitais/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2012/04/22/se-tudo-e-digital-todos-devem-ser-digitais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 00:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[CRM]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Será mesmo necessário um departamento “de digital” em sua empresa? Para quê? O que deve fazer então um departamento de digital nas empresas hoje em dia e no futuro?

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoalmente estas perguntas são um tanto quanto capciosas, já que, atualmente, sou responsável por uma área dedicada ao “digital” e trabalho com o tema por, pelo menos, 16 anos. Mas deixemos nossas raízes empregatícias e lutas de poder de lado para discutir qual efetivamente é o papel do digital nas empresas.</p>
<p>Seja em mercados onde o digital faz parte do core business da empresa, ou naqueles em que ele funciona como um adendo à comunicação e relacionamento com clientes, a digitalização das relações humanas e sua influência no consumo tem levado todas, sim, todas, as empresas do mundo a passarem, com maior ou menor trauma, pela árdua tarefa de também digitalizar seus pensamentos.</p>
<p>Quando a internet, representação máxima da digitalização das relações, torna-se amplamente presente e utilizável de maneira interativa (não apenas como mais um canal de informações tipo push) foi possível observar a maneira como gestores de marcas e produtos adotaram-na em suas companhias.</p>
<p>A forma mais rápida, dadas todas peculiaridades deste novo ambiente, foi a segmentação de suas funções em um grupo específico de especialistas (ou nem tanto assim), que, como um retalho da grande colcha, tinha a responsabilidade de pegar tudo aquilo que era criado pela empresa “tradicional” e dar a ele sua versão em bits e bytes; a época onde o digital era o intestino grosso do que era pensado tradicionalmente, independente do que isto resulte no final.</p>
<p>De posse de algum conhecimento da plataforma, surgiram as réplicas digitais para as já dadas respostas tradicionais.</p>
<p>Viram que isso não era correto, e passaram então a integrar o pensamento off-line e on-line, mas mantendo a segregação em função do meio: “temos um grupo de off e um grupo de on, só que agora vocês vão ter que trabalhar juntos, tá?”.</p>
<p>E como qualquer democracia bi-partidária, o recrutamento e a briga pelos recursos se manteve, com um tentando provar que era mais importante do que o outro. E, enquanto pensarem ‘digital’ como mídia, a discussão nao terá fim.</p>
<p>Sugiro então olharmos o passado para identificar outros avances tecnológicos que geraram rupturas nas gerações. </p>
<p>Primeiramente, para que um invento seja considerado ‘revolucionário’ ele deve gerar um profundo impacto em três elementos que regem o mundo: a economia, a geração e propagação do conhecimento e as relações humanas. </p>
<p>Assim foi com a escrita, com o papel-moeda (ou unidade de valor), com a eletricidade e, mais recentemente, nossa amiga conectividade, carinhosamente chamada de internet nos dias de hoje.</p>
<p>Tomemos a eletricidade como nosso exemplo. Seja você ligado à história de Tales de Mileto e experiências com âmbar (em grego, eléktron) ou partidário de Benjamin Franklin e suas pipas e participações nos desenhos do Pica-Pau, é indubitável que o controle da eletricidade permitiu um avanço considerável na forma como as pessoas vivem. </p>
<p>Bem, antes restrito a especialistas, com o passar dos anos ela deixa de ser um diferencial para se tornar uma ferramenta a partir da qual é possível realizar tarefas e criar novas ferramentas. Hoje em dia você não precisa chamar um eletricista cada vez que liga seu iPad ou Kindle para ler um livro.</p>
<p>De maneira análoga, a internet deve ser encarada como uma ferramenta, e não com fim em si mesma. Tendo direcionais claros, qualquer ser humano pode então utilizá-la para realizar tarefas e criar novas soluções. O digital deixa de ser vertical para ser horizontal, permeando todas as áreas da empresa e todas as especialidades, seja você um eletricista, digo, um especialista digital, ou não.</p>
<p>Uma verdadeira empresa digitalizada não é aquela que possui um departamento digital forte e com muitos recursos, mas sim aquela que consegue mudar a maneira de pensar de seus funcionários que permitam com que explorem todas as oportunidades próprias desta ferramenta. </p>
<p>O marketing deve ser off e online, ao mesmo tempo, o RH deve ser analógico e digital, ao mesmo tempo, as vendas podem ser físicas e virtuais, ao mesmo tempo. Portanto, ao invés de denominarmos Marketing Tradicional e Marketing Digital, por que tudo não pode ser simplesmente chamado “Marketing”, onde a adaptação é feita em função das diferentes ferramentas que deseja dispor em sua execução. </p>
<p>Da mesma maneira que, para realizar um evento, há uma série de questões ligadas a esta especialidade, a utilização do digital traz a necessidade de um conhecimento específico. A estratégia, porém, deve ser única; e o topo da pirâmide não pode se negar a evoluir no entendimento de novas plataformas. “Social media” nada mais é do que um <a href="http://webinsider.uol.com.br/tag/crm/" rel="externo">CRM</a> modificado, mas continua sendo gestão de <a href="http://webinsider.uol.com.br/tag/relacionamento/" rel="externo">relacionamento</a>, assim como continuou-se a passar roupa, com a ajuda de pedras de carvão ou da eletricidade.</p>
<p>Assim como médicos especialistas tratam de partes determinadas do corpo, eles continuam tendo ciência das relações que se estabelecem entre aquele órgão e o resto do organismo (não é porque se é cardiologista que ignora-se os efeitos gerados por um neurologista). E, a visão mais ampla, ou a clínica geral, trata de observar o todo, para tratar questões superficiais ou encaminhar àqueles com uma necessidade específica.</p>
<p>Então, se o marketing digital é feito pelo marketing, as vendas digitais são gerenciadas pela área de vendas, e até mesmo o RH pode se fazer uso da “ferramenta internet” para seus propósitos, o que fazer com um “departamento” de digital dentro da empresa?</p>
<p>Especialistas são aqueles que, pelo profundo grau de estudo em determinado tema, tornam-se capazes de ditar tendências, construí-las e encontrar soluções que os generalistas não podem, justamente por terem que, dentro de suas responsabilidades, gerenciarem múltiplas plataformas e tipos distintos de conhecimento.</p>
<p>Voltando a questão do vertical versus horizontal, se o mundo está se digitalizando, e cada pedaço da relação de consumo é influenciada por isto, o departamento digital então não deveria ser chamado de “corporate”? E, se o digital está em tudo, logo todos devem ser digitais. Explico: tínhamos escritores, editores, ilustradores para movimentar uma gigantesca indústria de livros no mundo. Estes livros, em determinado momento, deixam de ser impressos e passam a ser digitais (lidos em Kindles, iPads ou o dispositivo de sua preferência). </p>
<p>Conceitualmente, contudo, seguem sendo <a href="http://webinsider.uol.com.br/tag/livros/" rel="externo">livros</a>. É uma evolução natural da indústria de publicações em função de uma revolução nas plataformas. </p>
<p>Consideremos, entretanto, que a editora crie todo um novo departamento para cuidar dos livros digitais enquanto outro mantém-se gerenciando os livros físicos. Sejamos extremistas no seguinte pensamento: quando o digital toma o lugar do físico &#8211; e temos exemplos claros na indústria da música (MP3 versus CDs) e, logo, na indústria de filmes (DVD versus VOD &#8211; Video On Demand, Netflix, Netmovies e similares) &#8211; o departamento físico some e o digital passa a ser a essência do negócio, logo, tudo e todos são digitais e um departamento específico de digital não mais faz sentido.</p>
<p>O que deve fazer então um departamento de digital nas empresas hoje em dia?</p>
<p>Preparar toda a empresa para esta nova plataforma, agir como guias e mentores de uma mudança muito maior e que extrapola as responsabilidades de um departamento ou diretoria.</p>
<p>E no futuro?</p>
<p>Atuar de duas maneiras: como especialistas capazes de enxergar oportunidades e limitações da plataforma que os demais não conseguem; e como co-criadores e ditadores de tendências na busca de novas utilizações e aperfeiçoamento da plataforma ou da funcionalidade que a utiliza.</p>
<p>A digitalização das relações humanas, econômicas e de propagação do conhecimento foi sim uma revolução; e mártires serão aqueles apedrejados por entenderem que todos têm o direito de participar desta evolução. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
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		<title>Conteúdo está virando serviço</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2011/12/11/conteudo-esta-virando-servico/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 01:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[O futuro da indústria de conteúdo depende de sua aptidão para reinventar tudo, pois não se pode deter a replicação e o compartilhamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o conteúdo se tornou <em>digitalizável</em>, ele foi democratizado de maneira que seu produtor não detém mais o controle sobre duas vertentes de sua existência: a manipulação e replicação.</p>
<p>Nesta premissa, tomei a liberdade de reunir pensamentos desorganizados, criados em hyperlink, sobre o futuro da indústria de conteúdo.</p>
<p>O Napster não matou a indústria fonográfica, os bits e bytes o fizeram; tanto que o serviço anunciou oficialmente sua descontinuação, e isso não significou o fim do compartilhamento de arquivos MP3 na web. Da mesma forma, políticas restritivas e opressoras tendem a não funcionarem no longo prazo. Prenderem uma ou duas pessoas, fecharem Limewire ou outras ferramentas não elimina a natureza do compartilhamento que é o fundamento e a base da comunicação em rede – corte uma cabeça, outras mil surgirão.</p>
<p>Da mesma forma, conteúdos textuais, audiovisuais, sonoros, intelectuais (?), nada pode evitar sua replicação. Passando de uma era onde a informação era escassa e, portanto, controlada e distribuída por poucos, para um momento na história onde esta mesma informação é facilmente compartilhada, exigiu (e exige) mudanças de pensamento que nem todos os executivos da indústria de conteúdo estão preparados para absorver.</p>
<p>Jargões à parte, o surgimento e consolidação do que hoje chamamos de internet (prefiro tratar da “sociedade conectada”) foi sim uma revolução, assim como a queda da Bastilha ou a Revolução Industrial, pois alteraram fortemente as relações sociais, o mercado consumidor e muitos dos valores humanos e educacionais.</p>
<p>Por outro lado, voltando à questão do conteúdo, é conhecido o fato de que a Apple é o maior canal de venda de música digital no mundo, onde, somente nos Estados Unidos, este comércio digital responde por 60% do total de música vendida. Estes dias, a iTunes Store chegou ao Brasil, seguindo a expansão da empresa para América Latina (após lançamento bem sucedido no México).</p>
<p>Mas tratar do tema com algumas pessoas, surge o questionamento “por que alguém vai pagar por um MP3 se eu posso baixar de graça da internet usando o <em>insira o programa de compartilhamento que você quiser aqui</em>?”.  Por um simples motivo: a Apple não vende música.</p>
<p>E também não vende filmes, e não vende aplicativos nem iBooks. A Apple vende um serviço de organização e disponibilização destes diferentes conteúdos a um preço que justifique alguém ter o trabalho de facilitar sua vida.</p>
<p>Falemos de preço, e valor. Vivi a experiência de pagar alguns cruzeiros-novos, comprar um disco de vinil, me fechar no quarto e escutar faixa a faixa, como uma história musical contada durante uma hora, cadenciada, uma narrativa single-task. Foi legal, mas passou. Mesmo com as fitas-cassete, nada equiparava-se à colocar a agulha naquele vinil. Mais do que a música em si, pagava-se pela experiência vivida individualmente ou em grupo (chamando os amigos para escutar “o novo disco do <em>insira aqui sua banda preferida</em>”). Mesmo com as fitas-cassete, era mais complicado replicar de maneira fidedigna a experiência e o conteúdo, e isso tinha um valor.</p>
<p>Quanto mais disponível, menor seu valor percebido. Como uma pedra preciosa. Se eu pudesse facilmente fazer novos diamantes e mandar pras pessoas, por que alguém o compraria? É isso que bits e bytes fazem.</p>
<p>Bem, a música em si é uma pequena parte do que oferece a iTunes Store; se formos levar ao extremo, a música mesmo não vale nada (pois ‘posso baixar de graça da internet’); catalogá-la, integrá-la de maneira rápida e fácil a diversos dispositivos interconectados entre si (iPod, iPhone, iPad, Apple TV etc etc), é por isso que alguém paga por algo grátis. São aqueles R$ 35 que você paga para alguém lavar seu carro (que você poderia lavar de graça), ou os 10% de um garçom que traz sua comida até a mesa (sendo que você poderia fazer isso sozinho em um restaurante a quilo).</p>
<p>A Netflix não vende filmes, vende a facilidade de assisti-los quando quiser, de maneira organizada e acessível em múltiplos dispositivos (computador, iPad, Xbox 360, Playstation3 etc).</p>
<p>De maneira a minimizar o risco do surgimento de outros formatos abertos para outros tipos de conteúdo (já estavam falando do DivX, chips genéricos para games, etc), algumas empresas se adiantaram e criaram plataformas com o objetivo de reter o conteúdo abaixo de dispositivos os quais controlam e diferenciar-se nesta relação de pioneirismo (temos antes do concorrente), exclusividade (só tem em nossa plataforma) ou facilidade (todo mundo tem, mas aqui é mais fácil consumir).</p>
<p>O mercado de games é um bom exemplo nesta linha. Redes online como Xbox Live e Playstation Network trabalham estes três elementos de maneira bastante clara, tendo como pano de fundo a qualidade e imagem percebidas de seus consoles.</p>
<p>Mas, como qualquer relação simbiótica, depende dos produtores e publishers deste conteúdo para manutenção desta cadeia de vendas.</p>
<p>Um gerente de gravadora recentemente me falou: “vendendo música à R$ 0,99 as gravadoras irão à falência”. Talvez seja verdade, mas unicamente devido à sua inaptidão em se reinventar (não sei se a Olivetti ainda existe, mas eu tinha uma máquina de escrever deles&#8230; até que surgiu o computador e a impressora).</p>
<p>Muitas gravadoras estão passando de ‘estúdios + copiadoras de mídia’ para gerenciadoras da imagem do artista, e este sendo visto muito mais que um músico, como uma marca, a ser licenciada, a ser distribuída, a ser explorada comercialmente até mesmo fazendo uso da relação com fãs – algumas bandas cobram para fãs visitarem os camarins.</p>
<p>Na tríade pioneirismo, exclusividade por plataforma e facilidade como serviço, os publishers montam seus portfólios (de músicas, filmes, livros, jogos) buscando a melhor relação comercial, buscando ganhar no volume vendido (vindo da facilidade de acesso criada pela conectividade), no valor agregado a uma plataforma (jogos exclusivos para quem tem este ou outro console), no pioneirismo do consumo (restringindo a experiência para alguns que pagarão por serem os primeiros a <em>preencha aqui a experiência de consumo de conteúdo</em>”) e no comércio relacionado ao conteúdo, transformando-os em franquia, em marca, que transpõe a barreira do meio no melhor estilo “veja o filme, compre o livro, use a camiseta e dê uma olhada nesse brinquedinho para seu filho”.</p>
<p>Observar e viver esta mudança é lindo. <strong>[Webinsider]</strong></p>
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		<title>Os quatro níveis da interação humano-computador</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2011/10/20/os-quatro-niveis-da-interacao-humano-computador/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2011/10/20/os-quatro-niveis-da-interacao-humano-computador/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 14:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Usabilidade, AI, UX]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[interfaces]]></category>
		<category><![CDATA[touch screen]]></category>

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		<description><![CDATA[A terceira onda é a utilização de elementos biométricos para o input dos dados, o touch. A quarta será unir a requisição a um dispositivo qualquer à mais pura forma de desejo, o pensamento. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Que há num simples nome? Aquilo que chamamos de rosa, com outro nome, teria igual perfume.”. É inevitável a lembrança do verso de Romeu e Julieta ao observar a decepção coletiva quando do lançamento da mais recente versão do telefone da Apple, chamado então iPhone 4S.</p>
<p>A falta de inovações estéticas, atrelada a um nome que veio contra o esperado por grande parte das pessoas (que pré-aclamaram o “iPhone 5”) trouxe frustração a uma série de Macmaníacos (ou nem tanto), que execraram o novo produto.</p>
<p>Em meio as citadas “mais de 200 novas funcionalidades”, uma em especial perdeu um pouco de seu brilho em meio à sombra gerada por um nome e um design ditos ultrapassados. O reconhecimento vocal do SIRI, contudo, é de fato uma evolução tecnológica trazida às massas que implicará em mudanças consideráveis na maneira como interagimos com as máquinas.</p>
<p>O que o SIRI faz? Nada mais que uma combinação entre reconhecimento vocal e sua combinaçao para disparar comandos e funcionalidades a partir de termos chave. No fundo, a tecnologia em si não é nova; a IBM vem trabalhando em sistemas de reconhecimento de voz desde os anos 80, com seu ViaVoice, que foi liberado publicamente para desenvolvedores em 2004; o Google também investe consideravelmente no desenvolvimento de sistemas de voz para aplicações mobile. O próprio software por trás do SIRI foi resultado da compra da empresa homônima, pela Apple, em abril de 2010.</p>
<p>O que o iPhone 4S faz, assim como seus antecessores, é tornar uma nova tecnologia massificada e economicamente viável, sendo antes restrita aos geeks e early-adopters de plantão. Com isso, ela gera as rupturas no mercado que fazem com que todos os concorrentes da empresa da maçã dêem um salto tecnológico para não perderem mercado &#8211; hoje em dia, por exemplo, é difícil imaginar um smartphone ou tablet sem tecnologia touch.</p>
<p>Observando a evolução dos dispositivos, nota-se que a Apple comandou, até agora, duas das quatro ondas que determinam como é feita a interação entre humanos e computadores.</p>
<p>Revivendo um pouco as aulas de história, no início do século 18 a revolução industrial, entre outras coisas, mecanizou a relação do homem e seus meios de produção (de produtos, de informação). A relação mecânica se viu refletida então na maneira como a tecnologia da informação era feita, desde os cálculos de estratégias de guerra do ENIAC, em 1946, passando pelos cartões perfurados, pelos rolos magnéticos, e chegando aos desktops de hoje, onde o input de dados, ou melhor, a solicitação de comandos, ainda é feita de maneira, entre aspas, mecânica (com um teclado e mouse), embora o output tenha evoluído de fitas uma grande tela chamada monitor &#8211; Isso sempre me lembra do problema moderno enfrentado por Jane Jetson, a dedicada dona-de-casa do desenho animado, que sofria de tendinite ao ter que apertar tantos botões para cozinhar. </p>
<p>A lógica de “apertar botões”, tendo uma resposta digital a um estímulo mecânico, é a dominante até hoje.</p>
<p>A segunda onda começa a trazer elementos físicos para a CMC (Comunicação Mediante Computador), quando introduz a relação de toque com o significante. Os elementos de interação (imagem, arquivos) deixam de ser comandados por botões, bem como deixam de ser uma projeção em uma tela, para ser gerenciado pelo toque. Não se usa mais um elemento externo (seta do mouse) para acessar o que se deseja (programa, ícone), você toca naquilo que quer.</p>
<p>Lembrando 2005, o que efetivamente surpreendeu as pessoas no lançamento da primeira geração do iPhone foi justamente disponibilizar a qualquer um, por módicos US$ 499, uma nova maneira de se relacionar com seu computador simplesmente tocando naquilo que você queria. A isto seguiram-se desktops, controles remoto, popularização dos tablets, tudo comandado através do toque, no melhor estilo Minority Report.</p>
<p>A humanização da interação homem-máquina segue presente na terceira onda, a utilização de elementos biométricos para o input dos dados. </p>
<p>Embora, claro, a questão do toque, na segunda onda, também possa ser considerado biométrico, ele ainda demanda a utilização de dois sentidos (combinação entre visão e tato) para execução da tarefa &#8211; o tato, de maneira isolada e independente, não inicia a ação. </p>
<p>Da mesma maneira, comandos por voz existem em praticamente todos os telefones lançados de um ano para cá. A diferença está novamente na massificação, ou aplicação da funcionalidade em escala. No SIRI, a voz não é aplicada unicamente como um comando, havendo, na verdade, uma interpretação de palavras-chave que possam então acionar alguma funcionalidade. </p>
<p>Pode-se argumentar que, novamente, o reconhecimento de voz em si e sua interpretação de maneira a criar quase que um diálogo entre usuário e máquina não são novidades &#8211; Para os mais saudosistas lembrarem das <a href="http://webinsider.uol.com.br/2001/07/06/garota-virtual-tem-um-papo-otimo/">interações com o bot SeteZoom</a>, da Colgate. O que a Jobs’ company fez, outra vez, foi tornar esta funcionalidade acessível às massas, e não mais restrita a ações pontuais de marketing ou relacionamento, nem algo que todos já ouviram falar mas poucos efetivamente experimentaram. </p>
<p>A incorporação do comando de voz para múltiplas atividades do iPhone não somente servirá para marcar seus compromissos em sua agenda mas, como todas as inovações em massa implementadas pela Apple, servirem como fagulha criativa para outros fabricantes, de celulares, de eletroportáteis, de automóveis; não me surpreenderia, portanto, de poder, em pouco tempo, entrar em meu carro dizendo: “Quero ir para o escritório”, meu GPS traçar o caminho orientando-me que estou quase sem combustível e o posto de confiança com preço mais baixo fica logo em frente (não em um carro de R$ 800.000,00, mas em qualquer R$ 30.000,00 de concessionária). </p>
<p>Ao acordar, “espelho, espelho meu, que reuniões terei hoje?”, e seu calendário ser exibido (não em uma mansão, mas em qualquer financiamento da Caixa Econômica). A inovação da Apple não está em uma nova tecnologia, mas sim em disponibilizá-la a um preço acessível (por favor, descontar os impostos brasileiros ao interpretar o termo “acessível”).</p>
<p>A quarta onda está em desenvolvimento, com diferentes pesquisas que permitirão unir a requisição a um dispositivo qualquer à mais pura forma de desejo, o pensamento. </p>
<p>Diversos experimentos têm sido feitos em interpretar ondas elétricas cerebrais como indicação de comando, sobretudo no campo da biônica (Wikipedia: ciência que estuda determinados processos biológicos dos seres vivos (mecanismos mecânicos e eletrônicos) a fim de aplicar processos análogos à técnica e à indústria (implantes artificiais ou a sistemas industriais). </p>
<p>Se considerarmos que pensamentos nada mais são do que ondas elétricas induzidas de determinada maneira, ao mapear estas ondas seria possível interpretar o que se deseja e, com isto, responder à solicitação. Este campo traz múltiplos desafios para os profissionais do ramo, entre eles a necessidade de concentração contínua do cérebro na execução de uma tarefa de média/-longa duração (como movimentar uma cadeira de rodas por alguns metros), o que bloquearia o cérebro para outras funções cognitivas, necessitando exercitar o cérebro para manter uma atenção dividida.</p>
<p>Quando tratamos de comandos pontuais, relacionados a uma necessidade momentânea como “feche o vidro do carro” ou “ligue para Fulano”, a atenção seletiva é feita de maneira quase instantânea, o que permitira isolar o comando a um dispositivo de pensamentos corriqueiros individuais ou durante a interação com outros seres humanos.</p>
<p>Resta saber se o iPhone 8 vai ler minha mente. <strong>[Webinsider]</strong><br />
…………………………</p>
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		</item>
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		<title>Preconceito com clubes de compra, conhece?</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2011/07/28/preconceito-com-clubes-de-compra-voce-ja-passou-por-isso/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 20:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[E-commerce]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[compras coletivas]]></category>
		<category><![CDATA[empreender]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[usuário final]]></category>
		<category><![CDATA[Vendas]]></category>

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		<description><![CDATA[Clientes de cupom? Coloca ali naquelas mesas do canto, pois são consumidores de segundo escalão, pensa o lojista. Está certo ele? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito provavelmente você já fez uma compra em um dos mais de mil sites de compra coletiva do Brasil. Pode ter começado com um rodízio japonês ou com uma limpeza facial, chegando a pacote turístico de (com desconto) cerca de R$ 2.000.</p>
<p>E devo dizer que, apesar da venda por 25% do preço original (a maioria dos clubes de compra coletiva pede um mínimo de 50% de desconto, e ainda ficam com outros 50% de comissao sobre o novo valor) esta modalidade de compra tem sido extremamente importante para atrair novos consumidores aos pontos de venda.</p>
<p><a href="http://www.ciashop.com.br/" rel="externo" title="A sua plataforma para e-commerce"><img alt="A sua plataforma para e-commerce" src="/upload/_banner_150x190_laranja.gif" /></a>Na verdade as razões que levam um comerciante a participar de um clube de compras podem ser variadas, passando por uma eventual limpa de estoque de produtos descontinuados; entretanto há um consenso de que esta é uma excelente maneira de estimular a experimentação. Consumidores que, por desconhecimento ou falta de oportunidade, nunca tiveram um contato direto com a empresa ou produto.</p>
<p>Tenho curiosidade em saber qual a porcentagem de anunciantes destes cluve de compras por ramo de atuação &#8211; tenho a impressão que restaurantes e clínicas de estética em sua maioria.</p>
<p>Tomando esta premissa, como sabido, no setor de serviços por natureza é impossível desassociar a percepção de qualidade do consumidor do atendimento direto prestado a ele. Um vendedor de mau humor em uma concessionária de automóveis pode não ser determinante para compra ou não de seu veículo (outros fatores podem balancear, nao justificar, a atitude ruim do vendedor, como condições especiais de pagamento ou o próprio produto em si). </p>
<p>Em um restaurante contudo, por mais que a refeição esteja ótima e o preço extremamente atraente, a atitude do garçom está muito mais próxima da percepção de qualidade total. Ainda mais quando o consumo não é de conveniência. Pense que, ao sair para jantar com seus amigos, esposa (marido) ou &#8220;prospect&#8221;, o grau de expectativa é muito maior do que saciando a fome em uma rede de fast-food às 4 da manhã, pós boemia.</p>
<p>Por outro lado, soam estranhas as situações &#8211; e você deve ter passado por isso &#8211; que, ao frequentar um local cujo serviço tenha sido adquirido em um clube de compras, a qualidade total dispensada ao consumidor seja notoriamente inferior a prestada àquele que &#8220;está pagando&#8221;.</p>
<p>A maioria dos restaurantes solicitam que se informe na chegada que o pagamento será feito com cupom de algum clube de compras. Inicialmente penso que seria para dar um tratamento melhor aquele cliente que deve estar frequentando o local pela primeira vez (apesar de, à primeira vista, todos os clientes devessem receber um tratamento impecável). </p>
<p>No entanto, ao  que parece boa parte dos estabelecimentos faz exatamente ao contrário, ou seja, trata os clientes vindos de um clube de compras de maneira preconceituosa, como se pudessem estar naquele local unicamente graças ao desconto. Recentemente li um caso de uma clínica de estética que  referenciava a estes clientes como &#8220;peixes&#8221; (urbanos). &#8220;Chegou mais um peixe&#8221;, &#8220;Fala com fulana que é quem está atendendo os peixes&#8221;, gritavam da recepção, segundo a matéria.</p>
<p>Miopia de marketing? Falta de consciência da equipe de frente? Ignorância simples e pura?</p>
<p>Particularmente, sou fã de comida japonesa. Consumo, no mínimo, uma vez por semana, e não perco a oportunidade de provar novos locais a partir de clubes de compras coletivas, parte pelo desconto oferecido, parte por, dada oferta na cidade de São Paulo, descobrir desta maneira novos locais. Fico feliz em poder, se quisesse, pagar o preço cheio destes locais, mas usualmente não me arrisco &#8220;descobrindo&#8221; novos restaurantes aleatoriamente ou, pelo menos, sem avaliar as opiniões de seus clientes na internet. Mesmo em se tratando de clube de compras, antes da aquisição, busco rapidamente informações que endossem minha compra.</p>
<p>Estas más primeiras experiências começam então a tomar volume no meio online e, com isto, reduzir o valor percebido de determinados estabelecimentos, podendo chegar ao ponto de, pelos recorrentes relatos, a aquisição de um cupom de desconto não valha o desgaste no tratamento. O que dirá então pagar o valor cheio por um local preconceituoso?</p>
<p>Eliminando-se a miopia dos gestores destes estabelecimentos, o problema de atendimento é resolvido com uma só palavra, a ser repetida constantemente: treinamento, treinamento, treinamento. </p>
<p>Ao perceberem que estes locais têm apenas uma chance de causar uma primeira boa impressão em um consumidor que, pode sim, se tornar um cliente, deixaremos de ter as &#8220;mesas ali no canto, reservadas para quem paga com cupom&#8221;. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
<p><strong>Leia também</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/02/14/quer-sucesso-nas-vendas-online-produza-um-conteudo-matador/">Quer sucesso nas vendas online? Produza um conteúdo matador</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2013/01/17/compras-coletivas-trazem-boas-alternativas-para-economizar/">Compras coletivas trazem boas alternativas para economizar</a></li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/2010/11/29/compras-coletivas-sao-a-evolucao-do-e-commerce/">Compras coletivas são a evolução do e-commerce</a></li>
</ul>
<p>…………………………</p>
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		<item>
		<title>O poder de uma má experiência compartilhada</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2011/07/26/o-poder-de-uma-ma-experiencia-compartilhada/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 04:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo colaborativo]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Vendas]]></category>

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		<description><![CDATA[Avaliações sobre estabelecimentos no Foursquare dão poder de influência a qualquer pessoa e exigem um grau de perfeição dos comerciantes que beira o subjetivo. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente o general manager do Foursquare comentou que o Brasil tem potencial para se tornar o país numero 1 do mundo em &#8220;check-ins&#8221; em sua ferramenta social baseada em geoposicionamento. Mais uma prova do poder de apropriação dos brasileiros nos meios digitais.</p>
<p>Nesta febre de &#8220;check-ins&#8221; e &#8220;mayors&#8221;, um dos elementos bastante interessantes do Foursquare é o endosso que os usuários podem fazer sobre os locais que frequentam, inserindo comentários sobre sua experiência em um restaurante, hotel, ou qualquer ponto comercial onde tenham dado check-in. E, nesta atividade, é comum observar as mais variadas opiniões, positivas ou negativas, superficiais ou detalhadas a respeito de suas experiências.</p>
<p>O poder de influenciar outras pessoas sem nenhum cerceamento tem atraído cada vez mais adeptos, daqueles que migram de comentários rasos como &#8220;o café é bom&#8221; para o compartilhamento de experiências em detalhe (até o limite de caracteres permitido).</p>
<p>Estes dias estava checando um restaurante pela primeira vez e, claro, fui verificar os comentários dos frequentadores. Um caso me chamou a atenção: um cidadão havia feito um comentário bastante positivo sobre o local, boa comida, bom atendimento, relatando sua experiência de quatro meses atrás. Seguindo a leitura, este mesmo usuário, agora há apenas um mês atrás, fez outro comentário, desta vez bastante negativo, a partir do qual se seguiram posts de outros usuários endossando a experiência negativa.</p>
<p>Difícil saber qual situação foi a regra e qual a exceç?o (a boa ou a ruim), mas fácil ver o quanto consumidores insatisfeitos se agruparam para endossar, a partir de múltiplas experiências ruins, uma má fama do local. Já deixei de frequentar locais com avaliação ruim no Foursquare, ou, no mínimo, ao ver declarações ruins já dentro do local, crio um pré conceito, como que já esperando algo de errado possa acontecer.</p>
<p>Se por um lado isso dá um poder de influência considerável a qualquer pessoa, por outro exige um grau de perfeição dos &#8220;comerciantes&#8221; (restaurantes, hotéis, lojas, e qualquer lugar que possa ser &#8220;checado&#8221;) que beira o subjetivo. </p>
<p>Cada consumidor possui uma percepção diferente sobre níveis de serviço; o que é um pequeno lapso para alguns, é inadmissível para outros. Claro que, a partir do momento em que se atinge uma massa crítica de usuários, estes desvios da folksonomia são corrigidos pelo volume, jogando experiências (muito boas ou muito ruins) para fora da curva padrão. </p>
<p>Mas, apesar da empolgaç?o, esta colaboração no Foursquare ainda não atingiu uma massa crítica que corrija estes desvios (está caminhando para, mas a maioria de seus usuários ainda está mais preocupada em buscar status social a partir dos locais que compartilha do que em colaborar para avaliação destes locais).</p>
<p>Sendo assim, uma opinião geral pode estar sendo formada por um número ainda limitado de avaliações. Neste contexto, uma, apenas uma, experiência de compra mal sucedida pode fazer criar o tal pré conceito para novos clientes a partir da descrição do ocorrido.</p>
<p>Se por um lado, alguns gerentes buscam atingir o 100% de satisfação (embora, sendo sincero, a maioria nem acordou para o assunto ainda), por outro os usuários devem também sentirem-se responsáveis pelo que compartilham em seu papel de crítico e, por vezes, algoz.</p>
<p>Claro que um mau atendimento ou produto é, na maioria das vezes, injustificável, e isto se verá refletido na opinião da maioria. E responsabilidade na opini?o compartilhada como crítico pode fazer toda a diferença por um mundo com melhores serviços e menos troladas. <strong>[Webinsider]</strong><br />
…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Google dá mais passo para uma busca contextual</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2011/04/11/google-da-mais-passo-para-uma-busca-contextual/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 01:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[buscadores]]></category>
		<category><![CDATA[folksonomia]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[SEO]]></category>

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		<description><![CDATA[A melhor maneira (e politicamente correta) de avançar no caminho da personalização dos resultados de busca é utilizar de um filtro social - os "amigos" do solicitante.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma empreitada da empresa de Mountain View começa a gerar repercussão na web. Ironicamente chamado do &#8220;botão curtir do Google&#8221;, a funcionalidade +1 promete trazer elementos sociais para os resultados de busca. Veículos de mídia especializados estão anunciando o +1 como uma ação do Google para entrar nas mídias sociais. Vejo isso como um ledo engano.</p>
<p>Ao invés de pensarmos em &#8220;redes sociais&#8221; ou em &#8220;mídias sociais&#8221;, sugiro considerarmos uma &#8220;socialização&#8221; de ações, ou melhor, adicionar como variável na determinação da relevância de qualquer elemento (objeto, site, musica, vídeo, texto, etc) um ranking gerado por sua rede de confiança (ou &#8220;amigos&#8221;).</p>
<p>Um buscador nada mais é do que um indexador que, por natureza, trabalha numa simples relação input-output. No meio deste fluxo está seu poder de classificação e ordenação para que o output seja o mais adequado possível para aquele que deseja ter acesso a um determinado elemento (ou determinada resposta para uma solicitação). </p>
<p>Bem, o input está na capacidade e &#8220;inteligência&#8221; do sistema em encontrar os dados e o output em interpretar a solicitação do usuário, elencar a hierarquia dos dados que dispõe e então transformá-los em informações relevantes para este usuário (ordenando-as segundo esta relevância).</p>
<p>O que o +1 tem a ver com tudo isso? Tudo. Até hoje o sistema de busca do Google baseia suas ordenações, ou seja, relevância, em fatores externos ao usuário, porém ainda assim ligados à folksonomia. </p>
<p>Não me atrevo desvendar a lógica por trás de seu algoritmo, mas, fazendo breve uma longa história, componentes técnicos que facilitam a vida do spider indexador, elementos editoriais do website e, principalmente, o link building entre os bilhões de destinos são os três grupos que influenciam na proximidade entre significante e significado, ou melhor, entre tag de busca e lista de resultados.</p>
<p>Nenhum destes fatores, contudo, realiza uma real interpretação do contexto por trás de uma solicitação de busca ou de sua semântica. </p>
<p>Gosto de usar o seguinte exemplo: um cidadão vai até um buscador e digita &#8220;São Paulo&#8221;. Que tipo de resposta ele espera encontrar? Poderia ele ser um católico praticamente, devoto do santo Paulo de Tarso? Ou um viajante em busca de mais informações sobre a capital paulista? Ou ainda um amante do futebol querendo saber as novidades sobre seu time de futebol preferido? </p>
<p>Sem elementos que permitam eliminar a similaridade entre o termo usado no input, seria impossível determinar qual hierarquia de resultados melhor entrega a resposta desejada.</p>
<p>O contexto pode ser determinado por diversos fatores: geografia, momento, repertório, experiências passadas, situação, entre outros. O contexto fornece o correto entendimento da mensagem, extrapolando-se a palavra escrita ou falada, e permitindo então uma melhor compreensão do interlocutor e consequente resposta àquele estímulo. Este interlocutor, no caso, nada mais é do que um www.google.com. </p>
<p>Dentro de sua versão mobile, o buscador já utiliza a localização do usuário como um dos fatores de ordenação de resultados: ao se buscar por uma rede de fast food, por exemplo, é apresentado ao usuário dados de contato da unidade mais próxima. </p>
<p>Outra funcionalidade, disponível na versão estadunidense do site, permitia aos usuários &#8220;subir&#8221; e &#8220;descer&#8221; resultados conforme julgavam mais ou menos relevantes em função de sua busca. Este último ajudava o buscador na questão da hierarquia de relevância, mas ainda não permitia antecipar o comportamento sobre termos nunca buscados pelo usuário. E, na verdade, isto é muito pouco perto do que pode ser feito. </p>
<p>Se formos analisar todos os pontos de contato possíveis com o Google, seria possível sim tomar elementos comportamentais de um determinado usuário para minimizar os riscos de uma interpretação errônea de um contexto. Estando logado com seu usuário, é possível saber:</p>
<ul>
<li> quais são seus gostos, seus amigos e alguns dados pessoais: Orkut</li>
<li> para onde você foi ou por onde passou: Google Maps</li>
<li> o que você fez/faz a cada dia: Google Calendar</li>
<li> quais assuntos mais lhe interessam: Google Reader, Google Chrome</li>
<li> que assuntos você conversa com seus amigos: Gmail</li>
</ul>
<p>De posse de todo este contexto, fica mais fácil arriscar se o usuário é um católico devoto ou um amante do futebol.</p>
<p>Mas o Google pode fazer isso? Tecnicamente sim, na prática porém isto pode trazer à tona uma ferrenha discussão sobre privacidade um tanto quanto arriscada para uma empresa que vale cerca de US$ 200 bilhões. </p>
<p>A melhor maneira (e politicamente correta) de avançar no caminho da personalização dos resultados de busca é se utilizar de um filtro social, utilizar os &#8220;amigos&#8221; do solicitante (portanto, parte de sua rede de confiança e, provavelmente, pessoas que compartilham alguns interesses similares).</p>
<p>Esta cajadada do Google na verdade pode acertar dois coelhos bastante interessantes: ao mesmo tempo em que incorpora elementos sociais aos seus resultados de busca visando aumentar a efetividade das respostas apresentadas ao contextualizar a tag de busca em função de recomendações, a empresa também busca fortalecer sua própria indexação de um determinado tipo de objeto: as pessoas, o que permitirá, num futuro próximo, apresentar conteúdos (onde se incluem ofertas) de maneira customizada não somente em função de uma palavra inserida em um campo de busca, mas também daquele que a inseriu.</p>
<p>Tudo isto usando a permissividade existente dentro das relações existentes entre as pessoas e seus &#8220;amigos&#8221;. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Onde fica a fronteira entre o público e o privado</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2011/03/06/onde-fica-a-fronteira-entre-o-publico-e-o-privado/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Mar 2011 19:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir do momento que você tem um crachá juntando sua foto e o nome de uma empresa, você passa a ser porta-voz desta empresa em todos os ambientes públicos e sociais em que vive.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que os latino-americanos são sociais e fundamentam inclusive suas relações profissionais através de laços pessoais não é nenhum segredo. Ao orientar executivos do exterior sobre negociações na América Latina, sempre pontuo que um latino-americano faz negócios com uma pessoa, não com a empresa que ela representa; se por algum motivo a pessoa é substituída, uma nova relação de confiança deverá ser construída.</p>
<p>Os que mais usam redes sociais, dominantes em ferramentas colaborativas, os mais participativos, estes somos nós; quem nunca participou de uma reunião ou conheceu alguém num bar e no dia seguinte recebeu um &#8220;invited you to be his friend at (escolha aqui sua ferramenta social preferida)&#8221;?</p>
<p>Tem sido um desafio para as pessoas, contudo, lidarem com o equilíbrio entre a auto-expressão e o julgamento daqueles que são expostos às opiniões muitas vezes controversas dos &#8220;amigos&#8221;. E, usualmente, as ferramentas sociais também têm sido usadas como psiquiatra virtual, local onde as pessoas extrapolam suas frustrações e críticas a respeito do trabalho, do chefe, do salário, do trânsito, do cônjuge, da vida, enfim, um festival de #mimimimi.</p>
<p>No intuito de evitar situações embaraçosas ou comprometedoras, muitos recomendam &#8220;Não faça na vida pública o que faz na privada&#8221;; a frase não é minha, na verdade não sei de quem é (provavelmente de algum Arnaldo Jabor, Fernando Pessoa ou Albert Einstein, a quem todas as frases perspicazes na internet são atribuídas). </p>
<p>Minha dúvida segue, contudo, sobre onde está a fronteira entre o público e o privado, entre a opinião pessoal e a apologia a uma posição, entre a auto-expressão controlada e a promoção de um conceito que podem trazer consequências mais fortes para aquele que a expressa imaginando estar em um ambiente controlado.</p>
<p>Profissionais do mercado digital, estudantes de publicidade e entusiastas da internet em geral deleitaram-se com o caso do corintiano diretor de uma empresa patrocinadora da equipe de futebol do São Paulo extravasando sua competitividade esportiva no Twitter, indo de encontro ao posicionamento da empresa que pagava seu salário. </p>
<p>Alguns argumentam que o fato de ele trabalhar em uma empresa que patrocina o São Paulo não o faz um torcedor tricolor; a maioria (e a empresa que o empregava) trata o tema mesclando os papéis de pessoa física e jurídica. E esta visão é a que tem prevalecido em situações similares.</p>
<p>Goste ou não, concorde ou não, a partir do momento que você tem um crachá juntando sua foto e o nome de uma empresa, você passa automaticamente a ser porta-voz desta empresa em todos os ambientes públicos e sociais em que vive. E sim, a internet (no sentido amplo da palavra), é um meio público, tendo um post papel similar ao subir em um caixote no meio da Praça da Sé (ou do refeitório de sua empresa) e gritar aquilo que está pensando.</p>
<p>A última gafe neste sentido protagonizado pela Sandy&#038;Junior (desculpe, para mim são um só), relevando (confirmando) que não gosta de cerveja um dia após receber ditos US$ 700 para protagonizar uma discutível campanha de uma fabricante da loira gelada (quis dizer, de cerveja). Fazendo mais um parênteses no texto, confesso que jamais espero digitar &#8220;Sandy&#8221; no Google e me aparecer &#8220;Você quis dizer: devassa?&#8221;. Bem, voltando ao assunto&#8230;</p>
<p>Mas se é a &#8220;minha&#8221; conta do Twitter, se é o &#8220;meu&#8221; perfil no Facebook, eu posso falar o que eu quiser! É, eu também gostaria que fosse assim, mas isso não é verdade. Ou melhor, será que pode ser?</p>
<p>Boa parte das ferramentas permite com que o usuário restrinja aquilo que está publicando de maneira a ser visível apenas a seus &#8220;amigos&#8221;, ou seja, aquela expressão não está pública.</p>
<p><strong>público (pú-bli-co), adj.</strong><br />
Que se refere ao povo em geral: interesse público.<br />
A que todas as pessoas podem comparecer:</p>
<p>Neste caso, deveria a pessoa sofrer algum tipo de cerceamento por divulgar, não publicamente, uma opinião talvez contrária a de seu empregador?</p>
<p>Fazendo uma analogia: que atire o primeiro tweet quem, num happy hour com os amigos em sua casa, nunca reclamou do trabalho, do chefe, do salário, do trânsito, do cônjuge, da vida, enfim, fez o seu festival de #mimimimi. Certamente a maioria das pessoas não faria isso subindo num caixote no refeitório da empresa (público), mas usa estes momentos particulares (privado) como válvula de escape.</p>
<p>Como tratar este cenário em uma ferramenta considerada social? </p>
<ul>
<li> Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes:
<p>?	IV &#8211; é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;<br />
&#8230;<br />
?	IX &#8211; é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença</li>
</ul>
<ul>
<li> Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
<p>?	§ 2º &#8211; É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.</li>
</ul>
<p>Sejamos pragmáticos, isso não é verdade. Qualquer expressão de opinião está sujeita, senão ao cerceamento da lei, certamente ao crivo social e aos valores aceitos naquele local naquele momento.</p>
<p>Se a liberdade de expressão em um ambiente público não então assim tão livre, o que dizer sobre idéias propagadas em um ambiente particular?</p>
<p>Trazendo esta situação para o meio digital, a princípio poderíamos dizer que: &#8220;se meu Twitter tem a conta fechada, ou se para fazer parte do meu Facebook você precisa fazer uma solicitação e aceitá-lo, o que acontece ali dentro é privado, ou restrito a um espaço pessoal (como minha casa, meu carro, um local cuja presença de outras pessoas depende de minha permissão), certo?&#8221;. </p>
<p>Logo, ainda que sempre haja uma relação indissociável entre as pessoas física e jurídica, a posição do indivíduo deveria ser livre e inquestionável em um ambiente cuja presença daqueles que o compartilham depende de sua autorização.</p>
<p>A dificuldade em se aplicar este pensamento, contudo, está justamente no ponto apresentado no início deste texto: hoje todos são seus &#8220;amigos&#8221;. Rejeitar um pedido de amizade no Facebook de alguém do escritório que não seja exatamente aquele com quem vai compartilhar uma mesa de bar é visto em uma sociedade fundamentada em relações pessoais como uma ofensa, uma afronta. Se você não é meu amigo, então é meu inimigo! </p>
<p>Mas, vamos concordar, existem diferentes fóruns para diferentes assuntos: o grupo de &#8220;colegas do trabalho&#8221;, as pessoas da academia, os seus (reais) amigos, as pessoas que dividem um elevador; não saber como segregar estes diferentes grupos em uma rede social faz com que uma mensagem não passe por um filtro existente entre os diferentes grupos, filtro este adaptável ao grau de intimidade (no bom sentido) entre o interlocutor e sua audiência. </p>
<p>Seus &#8220;amigos de bar&#8221; sabem que quando você diz &#8220;Quero matar meu chefe hoje&#8221;; na verdade você pode estar chateado com uma situação pontual, mas não necessariamente tem reais ímpetos homicidas. Dependendo da relação com seu chefe, até ele mesmo vai saber que aquele desabafo é um reflexo piadista em função de um relatório urgente ou de hora extra não prevista. </p>
<p>Os espectadores que não possuem esta contextualização, todavia podem interpretá-la segundo seus preceitos individuais e seu entendimento enviesado, nem sempre resultando na correta compreensão dos aspectos não visíveis da mensagem, afinal, o papel aceita qualquer coisa e o significado pertence a quem lê.</p>
<p>As ferramentas sociais têm prestado atenção neste cenário e criando formas de segregar a publicação de informações entre distintos grupos. Para os usuários do Facebook, o ícone do cadeado abaixo do campo de postagem permite com que se escolham quais grupos podem visualizar a mensagem ou quais não podem; o Orkut, apesar de uma navegação extremamente confusa, também criou murais de recado separados em distintas audiências. </p>
<p>Falta desenvolver a parte mais difícil, o peopleware, desenvolver nas pessoas a consciência sobre esta tênue linha divisória entre expressar uma opinião e posicionar-se como representante de algo maior (uma empresa, um grupo).</p>
<p>Tenho pouquíssimos e bons amigos, que comicamente ouvem minhas opiniões e visões por vezes questionáveis, sobre os mais diferentes aspectos. Minha conta no Twitter é aberta, ou seja, um local onde todas as pessoas podem comparecer, logo, um espaço público; não é um local para grandes embates que possam gerar confusão entre o que venha a ser uma opinião pessoal ou das empresas ou grupos dos quais faço parte e, indiretamente, represento e ajo como porta-voz.</p>
<p>Este texto é público, e aqui tudo que eu odeio é brócolis. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>…………………………</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Orkut será superado pelo Facebook no Brasil?</title>
		<link>http://webinsider.uol.com.br/2010/05/03/o-orkut-sera-superado-pelo-facebook-no-brasil/</link>
		<comments>http://webinsider.uol.com.br/2010/05/03/o-orkut-sera-superado-pelo-facebook-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 22:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JC Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[aplicativos web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>

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		<description><![CDATA[Popular no Brasil e na Índia, pequeno nos Estados Unidos e zero nos outros países, o Orkut vive o dilema de precisar evoluir mas sem poder mudar muito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Orkut Büyükkomten, este engenheiro turco do Google com sobrenome de vulcão islandês, foi o responsável por, em 2004, criar um dos sites mais acessados do Brasil e praticamente sinônimo de rede social no país. Sem querer.</p>
<p>Quando, dentro dos 20% do tempo dedicado a projetos pessoais, o Orkut (o engenheiro, não o site) criou o Orkut (o site, não o engenheiro), seu objetivo era fortalecer os laços sociais dentro dos Estados Unidos e, indiretamente, provar o teorema dos seis graus de separação, no qual existem outras seis pessoas entre você e qualquer outro cidadão do mundo. </p>
<p>O que talvez o Orkut (o engenheiro) não imaginou, é a repercussão de sua criação em um país da América do Sul.</p>
<p>A verdade é que seu crescimento no Brasil deu-se mais por uma questão viral xenofóbica (oi?!). No início, muito se falava sobre a demografia dos usuários do site, com o, ainda existente, ranking com bandeiras indicando qual porcentagem dos usuários de cada país cadastrado na ferramenta. </p>
<p>Na época, os então early-adopters brasileiros adotaram uma postura combativa frente à hegemonia estounidense dentro do Orkut e começaram, em uma das maiores campanhas nacionalistas efetivamente espontâneas, a recrutar seus amigos e conhecidos para se juntarem à comunidade brasileira no Orkut e &#8220;sermos mais que os americanos&#8221;, conforme diziam. </p>
<p>Isto na época em que o acesso ao Orkut só era possível através de um convite de alguém que já era cadastrado (o que valorizava ainda mais o fato de se estar presente).</p>
<p>E este aspecto motivacional funcionou! Logo passamos dos 15% aos 20%, um pouco depois aos 35% e finalmente éramos a comunidade dominante dentro do Orkut. Vencemos! O que? Não sei, mas, além do futebol e vôlei, sempre se comemora quando o Brasil vence os Estados Unidos. </p>
<p>No meio deste processo todo o Google lançou, em 2005, a versão em português, facilitando a vida daqueles que sentem certa dificuldade com o idioma da rainha e seguindo a correta orientação do Google em localizar ao máximo suas ferramentas em todos os idiomas possíveis, entendendo ser esta uma questão chave e sensível na ampliação de sua base (você sabia que o buscador tem uma <a href="http://www.google.com/webhp?hl=xx-klingon" rel="externo">versão em Klingon</a>?</p>
<p>Entre em uma lan-house e o que mais se vê são pessoas trocando mensagens e xeretando online a vida alheia pelo Orkut; viaje para o exterior e, quando avistar algum computador com o Orkut aberto, pode cumprimentar a pessoa em português.</p>
<p>E hoje os números indicam a importância desta rede social no país:</p>
<ul>
<li> Principal rede social brasileira, acessado por 73% dos internauras ativos no país em março de 2010, segundo o Ibope NetRatings;</li>
<li> Considerando o universo a partir da amostra também do Ibope Netratings, quase 27 milhões de pessoas acessaram a rede social do Google;</li>
<li> Quase quatro vezes maior que o Facebook no Brasil e três vezes maior que o Twitter (segundo colocado no ranking geral e com 24% de alcance entre os internautas ativos)</li>
</ul>
<p>Na &#8220;guerra&#8221; contra os estadounidenses, vencemos:</p>
<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/orkut_brasil.jpg"><img src="http://webinsider.uol.com.br/wp-content/uploads/orkut_brasil.jpg" alt="orkut_brasil" title="orkut_brasil" width="349" height="302" class="alignleft size-full wp-image-7887" /></a></p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>É do Brasil! Da Índia! Do Paquistão! E&#8230; e&#8230; e só!</p>
<p>O fato é que a rede social Orkut não teve os mesmos méritos nos demais países do mundo. </p>
<p>Por alguma razão que ainda desconheço, os Estados Unidos e boa parte dos países do mundo preferiram compartilhar suas informações pessoas, gostos e inquietudes através do Facebook, uma, na época, similar ferramenta desenvolvida por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_Zuckerberg" rel="externo">Mark Zuckerberg</a>, um ex-estudante de Harvard, também restrita a uma comunidade especifica inicialmente (estudantes de Harvard), passando a agregar com o tempo estudantes de outras universidades (MIT, Boston University) e, no segundo semestre 2006 somente, passar a aceitar qualquer indivíduo, maior de 13 anos, que quisesse compartilhar seus dados pessoais com o mundo ou com uma rede restrita de amigos e conhecidos. </p>
<p>O Facebook hoje é um monstro global que em março de 2010 contabilizou 7,07% de todos os acessos a sites nos Estados Unidos. </p>
<p>Acha pouco? Bem, o todo-poderoso Google tem 7,03%, ficando &#8220;apenas&#8221; em segundo lugar. Mais de 350 milhões de pessoas e uma empresa valendo US$ 14 bilhões? Nada mal para um recém formado.</p>
<p>Mas voltando a falar do Orkut, se formos pensar a nível global, não haveria porque o Google investir tanto numa ferramenta que &#8220;deu certo em três países (ainda que um deles seja o Brasil). </p>
<p>Nada mais lógico que, dentro do conceito de descentralização próprio da internet, transferir a responsabilidade e propriedade do Orkut para a subsidiária brasileiro, o que ocorreu em agosto de 2008.</p>
<h2>O jeitinho do brasileiro</h2>
<p>O que aconteceu depois, acredito que por coincidência, é interessante de se observar do ponto de vista social. A presença em massa da população brasileira no Orkut acabou por refletir, online, aspectos não tão saudáveis do mundo offline. </p>
<p>Diversas denúncias de racismo, conteúdo inapropriado, calúnia, difamação e todos os demais crimes contra honra fizeram com que o Google fosse visto como a galinha dos ovos de ouro de advogados em busca de auto-promoção (Oba! Vamos processar o Google e aparecer na Rede Globo!); não que o assunto não merecesse toda atenção, claro que merecia (e merece), mas vamos separar o que são ações efetivas para se combater atitudes insalubres online e o que é fogo de palha pelos 15 segundos de fama em rede nacional.</p>
<p>Filtros e ferramentas de moderação implementadas, viagens e mais viagens de Alexandre Hohagen (CEO do Google Brasil na época) para Brasília, encontros com ONGs que trabalham a segurança online, enfim, muitos bits e bytes depois a empresa afirmou ter reduzido 98% a pedofilia em seu site de rede social.</p>
<p>Perigos à parte, a utilização (legal) do Orkut por seus usuários acabou modificando-se com o tempo; enquanto no início havia a surpresa em re-encontrar aquele seu colega de classe do pré-primário, com o passar dos anos aquelas fotos passaram a ser tratadas como álbum de figurinhas; o scrap em partes substituia o e-mail e acabou sendo responsável por diversas discussões de relacionamento, divórcios e afins; as comunidades, de fóruns passaram a serem tratadas como badges que definem os gostos e a personalidade do usuário (servindo também como ferramenta de avaliação por parte dos departamentos de RH; você odeia trabalhar? Próximo!)</p>
<p>A popularidade do Orkut também pode ser vista como uma ameaça à sua hegemonia. Ser querer ser preconceituosamente classista, a inclusão digital permitiu com que aqueles que até então não possuiam tanta experiência no meio online terem acesso à toda gama de possibilidades da Internet incluindo, é claro, as redes sociais. E qual era a rede social predominante nas classes sociais mais altas até então? O Orkut. E com isto o crescimento populacional do site deu vazão a uma série de comportamentos e atitudes um tanto quanto, digamos, comprometedoras no meio online, fazendo com que imediatamente o julgamento pré-concebido utiliza-se do mesmo meio para execrar esta nova Babilônia. </p>
<p>Não entendeu direito? Experimente visitar sites como o <a href="http://www.tolicesdoorkut.com/" rel="externo">Tolices do Orkut</a> ou o <a href="http://www.orkutdebebado.com/" rel="externo">Orkut de Bêbado</a> para  se divertir (#prontofalei) com estas <a href="http://www.perolasdoorkut.com.br/" rel="externo">pérolas</a>. Conteúdo que nada mais reflete a falta de educação (formal e informal) de grande parte da população brasileira, que agora tem um computador, mas que ainda não dominou o sutil equilíbrio entre exposição e discrição.</p>
<p>A associação da rede social com estes websites que exploram, de certa forma, a ingenuidade humana em redes sociais acaba transferindo para a marca Orkut parte das histórias vexatórias e, com isto, denegrindo, por consequencia, a imagem daqueles que o utilizam. </p>
<p>Aliado a uma má reformulação visual, o Orkut deixou de ser o queridinho de muitos de seus antigos usuários, principalmente aqueles com maior afinidade com o meio online, que migram cada vez mais para a rede social preferida do resto do planeta, o Facebook.</p>
<p>O fato da ferramenta de Mark Zuckerberg oferecer como bônus a possibilidade de se manter em contato com grupos de amigos/conhecidos de outros países, uma melhor integração entre a ferramenta principal e seus aplicativos e uma arquitetura de informação que destaca a dinâmica de conteúdo (lembram das críticas de que o Facebook estava parecendo o Twitter?) movem as classes sociais A/B, pregadores antigos do Orkut, para este novo bookmark. </p>
<p>Falando um pouco destes aspectos, o Orkut em certos pontos parou no tempo, sua última reformulação em 29 de outubro de 2009 (fontes não confirmadas afirmam que foi um presente de aniversário para mim; eu nego) foi nada mais que um leve facelift, uma mudança visual que não trouxe, na prática, muitos elementos que diferenciassem o Orkut de seu principal concorrente. </p>
<p>Funcionalidades similares (comentários na linha do tempo) e outras irrelevantes (temas no perdil) parecem não terem sido suficientes para retenção de parte do público. A ausência de integração com outras redes sociais (talvez também em parte pelo desinteresse das outras ferramentas globais em uma integrarem suas plataformas a uma rede social presente, na prática, unicamente em três países), uma versão mobile sofrível e a perda do timing das ferramentas mobile em geral (até agora a única app para iPhone foi desenvolvida por uma empresa privada, Lemon Mobile, serve apenas para fazer upload de fotos) também não contribuem. </p>
<p>O Facebook, por sua vez, é acessado por 100 milhões de pessoas em um dos 70 idiomas disponíveis na versão mobile.</p>
<p>Não querendo pregar o apocalipse, o Orkut ainda é &#8220;A&#8221; rede social brasileira, ao menos considerando-se o volume de pessoas e tráfego. </p>
<p>A tendência de migração dos usários mais experientes para outras redes (que, em parte, também podem ser os influenciadores da massa), principalmente para o Facebook, contudo, não pode ser descartada. Certamente alguém no Google Brasil está buscando a resposta para este dilema. <strong>[Webinsider]</strong></p>
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