03 de julho de 2012, 21:11
Já é possível criar cenários mais precisos por meio de estudos de comportamento, informações e opiniões publicados nas redes sociais. É a evolução da inteligência competitiva.
Ainda não inventaram a bola de cristal, mas existe um jeito de prever situações que podem indicar quem vai ganhar um programa de talentos, o vencedor das eleições e as melhores empresas de um setor para os consumidores. Trata-se da análise de sentimento ou da mineração de opinião. Por meio de dados, essa prática identifica a emoção das pessoas expressa de forma escrita ou falada, especialmente em mídias sociais.
Conhecer essas emoções e agir com rapidez é um dos atributos da inteligência competitiva e representa o diferencial entre o sucesso ou o fracasso de um projeto.
Há diversas ferramentas de monitoramento de mídias sociais, gratuitas ou pagas, que coletam dados como citações ao cliente e palavras relacionadas. O analista descarta fatos e classifica as opiniões de forma manual, automatizada ou uma combinação das duas. Máquinas não captam ironia, sarcasmo e gírias. E humanos não dão conta de um volume enorme de dados. Em ambos os casos, o analista é fundamental porque determina se a citação é favorável ao cliente ou não, dependendo do contexto, de quem cita e do momento.
Porque, oficialmente ou não, é provável que sua empresa já esteja nas mídias sociais por meio da citações de consumidores ou possíveis clientes. No primeiro gráfico, veja o percentual de empresas mencionadas no Twitter. A América Latina está acima da média mundial, com 53% das empresas citadas, mas apenas 32% do total tem conta nessa rede social. No segundo gráfico, o percentual de empresas no Facebook que receberam comentários em suas páginas. No Brasil, 100% das empresas com fan page recebem comentários, mas apenas 16% têm presença oficial nessa rede. Isso significa que as pessoas estão dispostas a interagir, mas nem todas as marcas estão preparadas para responder a essas interações. Veja esses gráficos retirados do relatório Internet Statistics Compendium, do Econsultancy.
Essas interações contam muito para quem lê. Quase a metade dos brasileiros confia no que seus amigos postam sobre marcas nas redes sociais, e a maioria o faz para auxiliar os outros.
Existem diversas aplicações para a análise de sentimentos, como:
Clique no link a seguir para ouvir a entrevista com a analista de informações da Talk, Ariadna Neves, sobre a importância do papel do analista, as diferenças do trabalho para cada perfil de cliente, e por que o mercado precisa monitorar as mídias sociais.
Segundo o pesquisador Jaganadh G, da 365 Media, os desafios são:
Fonte: eConsultancy
Observe que a dificuldade em conciliar dados, encontrar equipes capazes e a tecnologia deficiente são dificuldades crescentes no mercado.
Pesquisas sobre monitoramento de mídias sociais, no qual a análise de sentimento está inserida, apontam os seguintes cenários atuais e benefícios que podem ser proporcionados por essa prática.
Cenários:
Benefícios:
De acordo com pesquisas sobre monitoramento de mídias sociais em geral, e análise de sentimento mais especificamente, estas são algumas das tendências de cenário atuais e para os próximos dois anos. Você está preparado?
Fonte: eConsultancy e A Framework for Social Analytics, um estudo do Altimeter Group assinado por Susan Etlinger e Charlene Li.
[Webinsider]
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Sobre o Autor:
Palavras-chave relacionadas a este texto: [inteligência competitiva] [inteligência de mercado] [mídias sociais] [pesquisa]
2 comentário(s)
Data : 04/07/2012 às 16:14
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Achei interessante saber que a menor parte das pessoas está nas redes com disposição para reclamar, a minha impressão era que esse percentual era maior. No tópico tendências falta a porcentagem no segundo item. :)
Robert
Data : 09/07/2012 às 10:08
Cidade:
Atividade: Designer de comunicaçõ
Parabéns pelo texto Alicia! Rico e objetivo. Só ficou falta a porcentagem da IBM em relação ao volume de dados criados... ;)