23 de fevereiro de 2012, 09:49
Muitas empresas perceberam a importância de ter um profissional ou departamento de inteligência competitiva para evoluir em suas áreas de atuação.
Investir em conhecimento corporativo é vital para qualquer organização que deseja competir com qualidade. Alguns dos principais fatores que impulsionam essa postura são:
Assim, quando alguma coisa não vai bem e os resultados – especialmente os financeiros – começam a ficar comprometidos, é hora de agir.
Neste momento, discutir os fundamentos e a melhor forma de se implantar inteligência competitiva em uma empresa, não é só necessário, como uma obrigação.
Para isso, alguns lembretes são importantes, pois a busca pela solução de uma necessidade “passada”, leva a se implementar ações que “parecem inteligência competitiva”, mas não são. Um bom exemplo: os chamados “clippings de notícias”.
Para criar valor por meio de um sistema de gestão de informação, é preciso saber quais são os construtores de conhecimentos corretos para atender os responsáveis pelas decisões.
Um processo de inteligência só produzirá benefícios significativos para uma empresa se os gestores tiverem condições de determinar a melhor maneira aos quais certos fatores comportamentais, culturais e estruturais, todos eles com características diferenciais conforme for a empresa, constituirão o sustentáculo do funcionamento de um processo de inteligência eficaz, afirma Miller (2002).
Algumas empresas iniciam projetos de “inteligência” seja competitiva ou de mercado, pelo “clipping de notícias”. Ou seja, um estagiário fará este trabalho ou melhor, contrata-se um serviço de notícias publicadas em jornais, revistas, internet com informações de mercado e da concorrência. Em seguida, envia-se por email para vários executivos e, finalmente, disponibiliza-se na intranet. E pronto!
O próximo passo será aguardar a demanda por um estudo de mercado ou levantamento de preços dos concorrentes e o departamento de inteligência já estará a todo vapor.
Isso é inteligência competitiva? Ledo engano…
A inteligência – conforme Kahaner (1996) – é um imperativo devido a fatores como a velocidade dos processos de negócios, a sobrecarga de informações, o crescimento global do processo competitivo com o surgimento de novos participantes, a concorrência cada vez mais agressiva, as rápidas mudanças tecnológicas e as transformações acarretadas pela entrada em cena global de entidades como a União Européia (UE) e o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Uma questão fundamental para implantação de uma unidade de Inteligência é a avaliação sobre como a empresa compartilha informações.
Empresas que criam seus silos, capelinhas ou muros que impedem a informação de ultrapassá-los, fazem com que as barreiras comportamentais e culturais, dificultem a implantação de um processo de inteligência. Miller (2002) chama estas organizações de “corporações sem cérebro”.
Para iniciar um bom projeto de inteligência competitiva, Miller (2002) apresenta o ciclo de quatro fases da inteligência, assim:
Parece simples, mas convencer as pessoas a compartilhar informações é um problema presente na maioria das empresas.
Ainda a integração da área de inteligência aos outros departamentos, exige a necessidade de comunicação. Se o trabalho de inteligência é voltado à área comercial, então se faz necessário reuniões periódicas, entre essas duas áreas.
E não menos importante, é a questão do acesso. O comportamento dos gerentes na busca de informações normalmente se enquadra na “lei do menor esforço” de Zipf (1949), segundo a qual os gerentes selecionam informações com base na dificuldade que sua busca acarreta.
Por isso, faça uma reflexão sobre estes aspectos ao pensar seu projeto de IC 2012…2013…2014!
Bom trabalho e boa sorte.
Referência Bibliográfica
Miller, Jerry P. O milênio da Inteligência Competitiva. Porto Alegre: Bookman, 2002. [Webinsider]
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Sobre o Autor:
Palavras-chave relacionadas a este texto: [Gestão do Conhecimento] [informação] [inteligência competitiva]
1 comentário(s)
Lucas Lopes
Data : 23/02/2012 às 11:25
Cidade: Brasília
Atividade:
Belo artigo. Muito bem colocada a dificuldade em disseminar as informações. As empresas precisam se atentar ao fato que o verdadeiro valor da inteligência está na análise e interpretação das informações, e não na informação em si.