11 de agosto de 2010, 21:50
Segundo o conceito criado por Don Peppers e Martha Rogers em 1994, a marca se comunica de forma diferenciada com cada pessoa. Mas no meio digital um indivíduo pode ser vários, conforme o ambiente onde está.
A nanopublicidade não é a invenção da roda, mas como a roda pode girar melhor para obter mais resultado junto ao target e ainda minimizar os custos, é uma forma mais eficiente de fazer publicidade na era pós digital.
A nanopublicidade integra um grande número de disciplinas como marketing, propaganda, psicologia, antropologia (etnografia) e tecnologia. Nem todas as pessoas estão preparadas para entender um conceito que, apesar de simples, exige um número tão grande de profissionais para viabilizar a solução. E por quê? Simplificar um problema complexo é uma tarefa que exige disciplina e inteligência.
No marketing 1 to 1 (one to one), conceito criado por Don Peppers e Martha Rogers em 1994, a marca se comunica de forma diferenciada com cada pessoa:
“Os clientes são diferentes; ignorar ou desconhecer essas diferenças não os faz todos iguais. Os clientes são diferentes em seus valores para a empresa e em suas necessidades”.
Quando o conceito 1 to 1 era difundido mundo afora em 1994 (sinônimos como marketing direto, marketing de relacionamento, CRM), a internet surgia como um canal comercial, portanto acessível para marcas e consumidores.
O que não se imaginava na época era que um indivíduo em um meio digital representa vários indivíduos, ou seja, o consumidor Roberto no MSN é diferente do consumidor Roberto no Facebook ou no Linkedin.
Estamos falando do mesmo indivíduo que representa três consumidores completamente diferentes. É ai que entra a nanopublicidade – ela não estuda o indivíduo, mas os nano-nichos que esse indivíduo faz parte como consumidor. Usamos a etnografia para validar os diversos nano-nichos que compõem cada nicho da marca.
Da mesma forma, nanopublicidade não é long tail. Não se trata de detectar nichos de mercados, mas de criar publicidade de forma nano para cada nicho e suas divisões menores. É dessa forma que marcas mundo afora estão fazendo nanopublicidade e vencendo concorrentes que mal percebem que continuam investindo a maior parte de sua verba em mídias de massa ou ainda estão na era do marketing one to one.
Enfim, será que o consumidor está mais preocupado em receber um comunicado personalizado, mas sem profundidade, ou preocupado que a marca realmente entenda suas necessidades, seu nano grupo e que se comunique com ele na mesma língua?
A nanopublicidade acredita na segunda opção. [Webinsider]
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7 comentário(s)
Data : 13/08/2010 às 16:36
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Simplificar é uma tarefa complexa. Pessoas são organismos complexos. Comportamento é uma atividade complexa. Por complexo, a ciência entende um conjunto composto, uma manifestação múltipla ou uma relação cruzada/indireta. Isso é nanoplicidade: um cruzamento eficaz das disciplinas, conceitos e técnicas adequadas aplicadas no momento mais adequado diante do consumidor ideal.
Data : 13/08/2010 às 13:17
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Parabéns pelo texto. Li mais sobre o conceito no seu blog www.nanopublicidade.com.br e é algo completamente aplicável e contemporâneo.
Soluções inteligentes para a comunicação são sempre bem vindas.
Data : 12/08/2010 às 21:33
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Oi Roberto, adorei seu texto. Muito gostoso de ler, simples e direto.
Como vc msm disse exige disciplina e inteligência.
Diria ainda outras 3 qualidades essenciais q vão de encontro a utopia para quem carrega essa bandeira:
Coragem, Perseverança e Paciência.
Bjs
@crisLindner
Data : 12/08/2010 às 21:12
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Bastante interessante !!! Parabéns ...
Data : 12/08/2010 às 19:05
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Achei muito interessante a Nanopublicidade estudar os nichos ou nanonichos como diz o artigo independente do individuo porque realmente pode ser um erro tomar decisões de mkt baseadas só no perfil. Realmente estamos na era dos Avatares.
Data : 12/08/2010 às 13:27
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Ótimo texto. As marcas deveriam buscar este caminho de "individualização" e compreender melhor seus consumidores e nichos, realizando ações efetivas e inteligentes.
Renata Livramento
Data : 16/08/2010 às 14:27
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Olá,
muito bom e interessante seu texto.
Sem dúvida a nanopublicidade traz consigo um grande desafio: reconhecer o consumidor como único (o que ele de fato é), em meio a tantas pressões complexas das redes.