11 de março de 2010, 10:42
As maiores empresas não usam ferramentas de web analytics, não sabem o que é usabilidade e não contribuem ao avanço do comércio eletrônico no Brasil. Aprenda a explorar esse nicho e aplique métricas no seu site.
Já conquistamos o ciberespaço? Onde está o desenvolvimento da nossa ainda adolescente internet comercial?
Onde estamos errando em nossas estratégias, em nossos projetos? Qual é o valor de termos 50, 100, 500 mil visitas por mês em nossos sites se não conseguimos transformá-las em vendas?
O tempo das métricas baseadas apenas em grandes audiências acabou. O que importa é a efetividade dos projetos. Qual é a nossa real taxa de conversão?
Olhemos apenas para três vetores: mobilidade, redes sociais e vídeos. Todos interligados, aqui e agora. Em qualquer lugar. Mas a tecnologia é apenas ferramenta. Saber usá-la em favor dos nossos resultados comerciais é o grande desafio.
Antes de mais nada, para gerenciar algo é preciso medi-lo, já dizia Peter Drucker. Mas a realidade é bem diferente e vem comprometendo o sucesso de projetos web e, mais especificamente, de projetos de comércio eletrônico.
A verdade é que um grande número de empresas não utiliza nenhum sistema de web analytics para gerenciar o que acontece em seus sites.
A WA Consulting analisou mais de 300 empresas listadas no Anuário da Revista Exame Maiores e Melhores de 2008. Cerca de 50% delas não usavam nenhuma ferramenta de Web Analytics baseada em tags, pequenos códigos de programação inseridos nas páginas dos sites e que permitem acompanhar os eventos que ocorrem, incluindo as suas origens e, principalmente, se os usuários atingiram seus objetivos.
Para que o leitor entenda como formatar o projeto de uma loja online que consiga trazer resultados em vendas, permita-me uma abordagem mais técnica.
Para ser bem sucedido, ele deve ser concebido em três etapas: o site ou a interface propriamente dita, a estrutura de atendimento para suas conversões e contatos, conhecido como Back Office, e somente depois implementar as ações de mídia e divulgação para atrair tráfego.
E para conhecer o escopo da loja virtual é necessário fazer as perguntas certas e dominar as variáveis envolvidas.
Qual é a proposta de valor da empresa? Como a empresa está posicionada e se diferencia dos concorrentes? Quem são os compradores? Como e quando eles compram? Qual é o comportamento dos usuários?
Respondendo bem às perguntas acima, podemos então definir os objetivos que serão buscados com o projeto.
Parece óbvio, mas muitas vezes não está evidente, porque muitas conversões, como é o caso, por exemplo, das compras, são iniciadas na internet e são concluídas no ponto-de-venda ou começam em meios offline e terminam na internet. Temos que, pelo menos, tentar medir e conhecer estes processos e caminhos.
Depois de conhecer bem a realidade do projeto, passamos a listar os requisitos, as funcionalidades e conteúdos que usaremos para que os usuários se tornem clientes ou prospects e atinjam os objetivos desejados.
Feito isso, podemos transitar do intangível, planejado e pensado, para o tangível, o que começa com a arquitetura de informação, na qual definimos a estrutura de navegação, os elementos que estarão presentes, suas posições e pesos respectivos e a rotulação, nomes que daremos aos elementos presentes.
A fase seguinte é o desenvolvimento e programação, onde com o avanço da convergência é imperativo pensarmos em plataformas que sejam escaláveis e que possam ser levadas para outros meios.
Quando então definirmos os objetivos e os funis de conversão, guias que desenhamos para que os usuários possam alcançar seus objetivos, devemos pensar na estrutura de medição através de ferramentas de Web Analytics.
Terminado o desenvolvimento, instalamos e configuramos o software de medição. Depois vem a fase de testes, que deve ser ampla e detalhada.
Agora sim, nossa nave está pronta para explorar o ciberespaço. Mas temos que dividir nosso olhar entre o gato e o peixe.
Aperfeiçoamentos e manutenções são constantes e nunca podem ser esquecidos. Temos que conhecer os usuários detalhadamente e em profundidade. Só assim conseguiremos criar projetos centrados nos usuários.
Projetos com usabilidade. Mas apenas a usabilidade não resolve o problema. Temos que converter. Temos que persuadir. Usabilidade mais persuasão é igual à persuabilidade.
Este é o conceito que define o sucesso ou fracasso de um projeto de e-commerce. Sem seguir esta cartilha seu consumidor vai entrar na loja, circular, circular e ir embora com o carrinho vazio. E não é isso que você quer, é? [Webinsider]
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Palavras-chave relacionadas a este texto: [briefing] [e-mail marketing] [Métricas] [Vendas] [web standards]
6 comentário(s)
Data : 25/03/2010 às 17:01
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Alejandro, parabéns pela iniciativa de escrever o artigo, mas alguns pontos precisam ser criticados, sendo o primeiro deles a questão do percentual que vc apresentou que já foi citado no primeiro comentário realizado pelo Ruy Carneiro, no que se refere específicamente a e-Commerce, posso te dizer com propriedade que dos maiores e-commerces no Brasil (Americanas, Carrefour, Submarino, Shoptime, etc...) TODOS, repito TODOS eles possuem ferramentas de webanalytics instaladas em suas plataformas e com certeza os números contradízem o título do seu artigo, muita audiência e muita venda também, o próprio carrefour divulgou que no primeiro dia do seu lançamento foram 100 mil visitantes e 14 mil pedidos gerados com um faturamento na casa dos seis milhões de reais, isso é uma conversão de 14%, o que é excelente.
Acho complicado apresentar fatos e conclusões como os que vc colocou no seu artigo tendo como matéria prima informações muito superficiais.
Com certeza ainda há muito o que melhorar, mas não dá pra negar que o Brasil já provou que sabe fazer e-commerce e entenda-se por saber fazer e-commerce desde o planejamento estratégico, provisionamento de tecnologia, logísitica e relaciomanento com o cliente que geraram em 2009 um índice comemorável de fantásticos 86% de satizfação dos clientes com suas compras on-line segundo a e-bit.
Data : 25/03/2010 às 10:09
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Excelente reflexão!
Sites excelentes são aqueles que cumprem função ao qual foram projetados. E certamente ter índices que sinalizem as métricas são necessários para saber o quanto estamos eficientes no cumprimento das funções.
Concordo com o Eduardo Falco quanto a necessidade de análise das métricas. Pois apenas ter os números e não saber interpretá-los dentro de um contexto estatístico pouco contribui para a gestão principalmente se não for dado significado de negócios aos números.
Muito Agradecido!!
Pedro Mizcci Majeau
Especialista em Prospecção de Clientes
Data : 25/03/2010 às 09:00
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Sou estatístico e, recentemente, estou prestando consultoria para uma empresa de mídia digital interativa.
Sem domínio de ferramentas estatísticas, não existe "web analytics", que nada mais é do que o uso de ferramentas estatísticas para análise de de desempenho e resultado de práticas web.
Data : 12/03/2010 às 08:47
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gostei do artigo =D
mas gostaria de saber como fazer uma adapitação das perguntas que a empresa deve fazer-se no caso de a "empresa" ser uma coisa bem pequena quase que artesanal ( ou seja uma pessoa que tem um blog que usa para vender artigos handmade)
obrigada =)
Data : 11/03/2010 às 14:11
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Alejandro,
No tocante a pesquisa realizada pela minha empresa (www.waconsulting.com.br), nunca falamos que 50% não usam nenhum Web Analytics, e sim que não usavam a coleta de dados via tag/cookie. Neste caso a empresa pode utilizar um Web Analytics com coleta de dados via log e ter infomações pertinentes para tocar a sua área de métricas.
É um sistema mais antigo, mas para algumas situações é interessante.
Mas muito bom o seu artigo.
Abraço
Alex
Data : 06/04/2010 às 19:33
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Muito bom artigo, realmente as empresas aqui no Brasil nao veem ainda o retorno, estão mais preocupadas em visibilidade do que em vendas