Liberar Orkut e Twitter no trabalho é produtivo

11 de fevereiro de 2010, 22:17

Muitos gerentes só vêem o lado negativo, “esquecendo” que as redes sociais estimulam a pró-atividade e ajudam a economizar em custos de ligações e otimizar o tempo na comunicação interna e externa. Mas se for permitido, deve ser fiscalizado?

Por Fábio Baptista

É interessante notar como, nesse mundo dito moderno, as empresas minimamente estruturadas já contam com recursos tecnológicos até pouco tempo inimagináveis.

Redes, relatórios com gráficos, planilhas, conexões virtuais e remotas, agendas eletrônicas, e-mail e comunicação em tempo real são apenas alguns dos recursos habitualmente encontrados.

Toda a experiência do Senac agora é FaculdadeDo outro lado, dos usuários, não é segredo que os brasileiros adoram passar horas a fio em redes sociais favoritas, como Orkut, Facebook, Twitter e daí em diante. São as chamadas redes sociais que, ao lado dos facilitadores já citados acima, agora começam a ganhar espaço também dentro das empresas como instrumento de trabalho.

Vestir o Orkut, o Facebook e o Twitter com terno e gravata, ou seja, a criação de redes sociais próprias dentro das corporações, é uma das formas práticas para aperfeiçoar a troca de informações e de conhecimentos, além de estimular a pró-atividade coletiva entre funcionários – sem a necessidade de custosas ligações telefônicas ou longas trocas de e-mails.

Mesmo assim, a utilização das redes sociais corporativas por parte das empresas brasileiras ainda é tímida, principalmente se comparada à ainda ‘popular’ intranet.

Hoje, o que vemos na intranet da maioria das empresas é um apanhado de informações que teoricamente deveriam interessar a todos da companhia, o que na prática não acontece.

Fosse feito um teste dentro das empresas, garantindo o anonimato dos entrevistados, certamente a menor parte realmente avaliaria os conteúdos de sua intranet como relevantes; e poucos responderiam que encontram informações que verdadeiramente os auxiliam na execução de seus serviços.

Pode-se argumentar que a simples troca de idéias e integração dos funcionários não justifica a adoção de uma rede social corporativa. É verdade. Como também é fato que há outros fatores que, junto a este, deixam claros os benefícios de implantação.

A possibilidade de compartilhar projetos que estão sendo desenvolvidos por diferentes áreas da empresa é um deles. Outro é a possibilidade de aproximação entre os funcionários ditos de “operação” com o alto escalão da companhia.

Na prática, basta lembrar que não é tão comum ver uma equipe receber um elogio ou uma mensagem motivacional de seu presidente, a não ser em eventos de confraternização. Com a rede social, uma simples mensagem pode ser postada a todos os profissionais da empresa de uma só vez ou para profissionais de determinada área específica, em questão de segundos.

A rede social corporativa pode despertar no funcionário o sentimento de participação ativa na empresa. Mesmo que em áreas e assuntos restritos, abre-se um canal para a apresentação de idéias ou críticas, que em última análise podem ser úteis para alavancar o negócio e/ou aperfeiçoar um produto.

Como na aplicação de qualquer novidade no ambiente empresarial, os responsáveis pela rede social corporativa devem tomar determinados e importantes cuidados, principalmente com ações indevidas dos usuários, como conversas nada proveitosas, fofocas, discussões e intrigas, que podem e devem ser fiscalizadas.

Em redes sociais púbicas são comuns experiências negativas como a criação de perfis falsos e, no meio corporativo, quando não se toma o cuidado necessário, isso também pode acontecer.

Com planejamento e tais cuidados, as redes sociais corporativas serão sem dúvida ótimas ferramentas de gestão e de comunicação. O Twitter de terno e gravata chegou para ficar. [Webinsider]

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Sobre o Autor:

Fabio Baptista é diretor da Gonow Tecnologia

Palavras-chave relacionadas a este texto: [Comunicação corporativa] [comunidades] [conteúdo colaborativo] [gestão] [Segurança]



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Comentários

10 comentário(s)


[ 1º ]
Rafael

Data : 30/03/2012 às 18:05
Cidade: BH
Atividade: Empresario

Seria ótimo, se os funcionario usassem as redes sociais somente para conhecimento. Mas infelizmente não é a realidade. Depois que proibimos o uso dessas redes na empresa a produtividade aumentou em 30%.

[ 2º ]
victo

Data : 21/09/2010 às 15:08
Cidade:
Atividade:

estou a procura de amigos amigas,,romances,,,etc

[ 3º ]
Daniel

Data : 29/03/2010 às 10:06
Cidade:
Atividade:

Olá Fabio!
Gostei do seu artigo e gostaria de acrescentar o que eu penso sobre o assunto.

Bom... acho que a liberdade de utilizar ou não as redes sociais ou as redes corporativas, depende exclusivamente do nivel de confiança que a empresa possui em seus funcionários.

No meu ponto de vista, esse nivel deve ser total. Não adianta esperar que o funcionário se dedique 100% para uma empresa que só confia 90% nele.

[ 4º ]
Ana

Data : 23/02/2010 às 19:17
Cidade:
Atividade:

Excelente artigo!
Bjs
Ana

[ 5º ]
SPB

Data : 20/02/2010 às 19:16
Cidade:
Atividade:

Excelente artigo! :)

[ 6º ]
osabio

Data : 18/02/2010 às 12:16
Cidade:
Atividade:

Tem uma sugestão para comunicação interna: Sparq (não sei se escreve assim!). MSN, Twitter, Orkut, Facebook, MySpace e Linked'in: esquece!
Isso porque não teremos controle nenhum das mensagens enviadas (não só no Brasil, como no resto do mundo também!)

[ 7º ]
Jackson Kuntz

Data : 18/02/2010 às 11:58
Cidade:
Atividade:

Perfeita a frase.
"Mesmo assim, a utilização das redes sociais corporativas por parte das empresas brasileiras ainda é tímida, principalmente se comparada à ainda ‘popular’ intranet."

É que o modelo de administração brasileiro ainda é arcaico e conservador. E os que saem das universidades não são criativos ou observam os modelos de fora por exemplo. Aqui ainda se faz a política de empregado é facilmente substituivel. Se o empregado está usufruindo das redes para se informar ou não, para donos de empresa não interessa. Não interessa nem se a ferramenta é útil. Infelizmente

[ 8º ]
Giulian Drimba

Data : 13/02/2010 às 21:29
Cidade:
Atividade:

O que deve ser feito é criar uma rede social apenas para a empresa.....utilizando o Ning por exemplo, assim iria facilitar a comunicação interna da corporação.

[ 9º ]
palavras

Data : 12/02/2010 às 22:24
Cidade:
Atividade:

[....os responsáveis pela rede social corporativa devem tomar determinados e importantes cuidados, principalmente com ações indevidas dos usuários, como conversas nada proveitosas, fofocas, discussões e intrigas, que podem e devem ser fiscalizadas....]
e isso é impossivel, ou seja como vai fiscalizar a rede aberto ao acesso das redes sociais, isso um sonho jamais realizado, a única coisa que pode funcionar é a intranet fechada de forma mais divertida, mas se abrir a internet e como ele as redes sociais, com certeza os funcionários vão usar mais de forma particular.
Hoje em dia as redes em 80% só existem para diversão aonde os proprios usuários são viciadas a cada dia mais em que passam nesses redes com pouca utilidade, tempo perdido para pessoas sérias, a única coisa para que esses redes existem e a única coisa em que eles são útils, é de conseguir ter acesso aos consumidores do futuro, nada mais nada menos - pois "tudo" se concentra em um "único" espaço - como um shopping center - la pode pescar os seus consumidores a vontade....
Aposto tudo que em poucos anos as grandes redes sociais vão sair de novo e outras formas de comunicação surgirão...

[ 10º ]
Iderlando

Data : 12/02/2010 às 21:09
Cidade:
Atividade:

De repente deu vontade de trabalhar na gonow :^)


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