Mitos e verdades sobre o uso do Google Earth

12 de janeiro de 2010, 19:30

As imagens por satélite são exibidas em tempo real? Quais as diferenças da versão paga para a gratuita? Como os mapas são atualizados? Agora que o geoprocessamento foi democratizado pelo Google, saiba as respostas para essas perguntas.

Por Eduardo Freitas

Você sabia que o Google recebe mais de 10 mil sugestões por hora de usuários para correção dos mapas online? É isso mesmo: são mais de um milhão de indicações dos internautas a cada quatro dias com correções em nomes e direções de ruas.

Com 500 milhões de usuários em todo o mundo, o Google aproveita sua experiência com o mapeamento colaborativo e o acesso simultâneo a dados para oferecer ferramentas corporativas do Google Earth e Maps.

Porém, ainda há muitas dúvidas sobre o Google Earth. As imagens são em tempo real? Quando o Google atualiza os mapas? É possível usar tudo de graça? As versões corporativas têm mapas mais recentes?

O principal mito recai sobre as imagens “online”. Séries televisivas como “24 Horas” e filmes como “Inimigo de Estado”, que mostram agências governamentais usando satélites para filmar o que está acontecendo, não passam de mera ficção.

As imagens do Google Maps e Earth são obtidas por satélites e aviões com câmeras digitais, geralmente de propriedade privada. Após a aquisição dessas fotos, o Google faz parcerias com as companhias para disponibilizar os dados.

Outra dúvida é sobre a atualização das imagens, já que o Google não disponibiliza uma previsão de quais áreas terão melhores dados. Só é possível saber que uma cidade ou área rural tem dados novos após a publicação das imagens de satélites ou fotos aéreas.

Já os dados vetoriais, como ruas e limites de bairros, são obtidos por meio de parcerias com empresas que produzem mapas.

Outro mito das ferramentas de mapas é que tudo está lá de graça. A versão free realmente está disponível para qualquer usuário fazer o que bem entender do software. Pode-se até mesmo usar a versão grátis para publicar informações e disponibilizá-las para outros internautas.

Porém, caso um aplicativo precise de login e senha para ser acessado – por assinantes de um serviço, por exemplo – aí é necessário obter uma licença profissional do Google Earth ou Google Maps.

Com a introdução de ferramentas corporativas no mercado, existem dúvidas sobre a atualização e disponibilização dos dados.

As opções para empresas têm alguns diferenciais, como a possibilidade de imprimir imagens com melhor qualidade ou de obter suporte técnico, porém a base de dados com mapas e imagens de satélites é exatamente a mesma da versão free.

O que muda na versão paga é a inclusão de ferramentas de medição de área e importação de arquivos de geoprocessamento.

Há algum tempo, a criação de modelos em 3D e sua inclusão em imagens de satélite eram temas de trabalhos acadêmicos, mas agora qualquer criança faz o mesmo usando o Google Earth. Da mesma forma que o PC democratizou a computação, o Google popularizou o geoprocessamento. [Webinsider]


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Sobre o Autor:

Eduardo Freitas (eduardo@mundogeo.com) é técnico em edificações, engenheiro cartógrafo, mestrando em geoprocessamento e editor da revista InfoGEO.

Palavras-chave relacionadas a este texto: [aplicativos web 2.0] [Banda Larga] [comunidades] [google] [GPS] [inovação] [usuário final]

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Comentários

11 comentário(s)


Data : 03/06/2012 às 20:26
Cidade:
Atividade: AGRONOMIA

PREZADO,GOSTEI DE SUAS ESPANAÇOES.
GOSTARIA DE SABER SE VC CONHECE UMA FORMA FREE PARA BAIXAR A FERRAMENTA DE CALCULO DE AREA NO GOOGLE EARTH.AGRADEÇO

[ 2º ]
Gerardo

Data : 22/06/2011 às 14:30
Cidade:
Atividade:

Pior é que eles atualizam às vezes com uma imagem pior do que a anterior, muito escura ou com grandes nuvens por encima, como ocorreu recentemente em João Pessoa (Tambaú) onde logo depois algumas dessas fotos foram retiradas voltando à visualização anterior(?) mas em outros bairros continuam escuras do mesmo jeito, parece noite. Se não vai melhorar, melhor deixar como estava. Tem ainda algumas cidades como Jacumã, no litoral da Paraíba sem resolução nenhuma, não dá pra ver nem o traçado das ruas, é um borrão só. Será que a prefeitura não pagou a taxa?

[ 3º ]
Junior César

Data : 17/08/2010 às 15:00
Cidade:
Atividade:

Que o Google Earth da pra fazer cálculo de área dá, o problema é que esse mecanismo gera um erro muito grande, o que torna inviável. Caso o uso desse sistema for para simples levantamentos de área sem usa-lo como documento legal não vejo problema algum em utiliza-lo.

[ 4º ]
Bráulio

Data : 22/06/2010 às 18:49
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O artigo também não tocou no ponto chave da questão: o uso das imagens do google para mapeamento de uso do solo,ou pior cálculo de áreas, entre outras aberrações cartográficas que observo por ai. Falar que o Geoprocessamento foi democratizado pelo Google é um desrespeito total aos profissionais com P maiusculo da cartografia. O google earth está criando monstros e aberrações cartográficas. Picaretas estão fazendo EIAs RIMAs, georreferenciando imoveis rurais, medindo terreno e delimitando reserva legal com imagens do google earth, e o pior, o IBAMA, IEF e FEAM não pedem os metadados e metodologias dessa picaretagem toda... onde será que isso vai parar...democratizar é isso? estamos perdidos. E olha que nem toquei na questão legal de toda essa bandalheira toda.

[ 5º ]
Juca

Data : 25/01/2010 às 09:35
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Todo mundo tá cansado de saber que o Google Earth é uma imagem estática.

Não sei o porquê deste texto. Sinceramente.

[ 6º ]
Eduardo Freitas

Data : 20/01/2010 às 10:58
Cidade:
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Livio, Daniel, Antonio, Luciane e Alexandre

Desculpem se o artigo frustra a sua expectativa. O objetivo não é de esgotar o assunto - até porque o tema é inesgotável - mas abordar algumas questões que ouvimos frequentemente dos visitantes de nossos portais. Para uma análise mais aprofundada, sugiro a revista InfoGEO e os portais MundoGEO e InfoGPSonline. Além disso, em breve estarão disponíveis arquivos de áudio e trechos em vídeo do seminário Google Maps e Earth para Empresas (realizado em 03/12/09).

Antonio: sobre imagens de satélite em tempo real para uso civil, hoje ainda não existe nada nesse sentido. Em operações de catástrofes natuais, como a do Haiti, por exemplo, as imagens são atualizadas e disponibilizadas em algumas horas. Por outro lado, veículos aéreos não tripulados (VANTs - ou UAVs em inglês), equipados com câmeras, já são usados para uso restrito, por militares.

Data : 19/01/2010 às 10:44
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Eu só não entendi qual é o objetivo deste artigo. Chega no final com um grande ponto de interrogação. Eu não sei, realmente, qual é o objetivo do texto.

[ 8º ]
Luciane

Data : 19/01/2010 às 09:00
Cidade:
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poxa.. pensei que o artigo iria trazer algum embasamento, mas o que parece é uma pesquisa escolar sobre um aplicativo...

[ 9º ]
Antonio

Data : 19/01/2010 às 04:05
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Artigo vazio na forma e conteúdo. Não explica nada e aposto que exista algo em real-time para uso de guerra. Como não vai ter isso numa guerra hoje em dia? Se existe ou não, o artigo acima só deixou a desejar a resposta.

[ 10º ]
Daniel

Data : 15/01/2010 às 19:56
Cidade:
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Artigo totalmente vazio. Sem embasamento algum.

[ 11º ]
Livio

Data : 13/01/2010 às 16:31
Cidade:
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Artigo totalmente inútil, quem tinha alguma dúvida, vai continuar com ela. esses sites sobre internet "escritos" por programadores são assim mesmo.


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