Amazon comprou a Zappos: bom para o cliente

27 de julho de 2009, 00:00

As duas empresas focam na satisfação dos clientes: a Amazon em preços baixos e vasta seleção e a Zappos em construir relacionamentos, conexões emocionais com a marca e atendimento de altíssimo nível.

Por Rodrigo Maruxo

O casamento do ano: de um lado, temos a Zappos.com.

Para quem não conhece, trata-se da maior loja virtual de calçados e artigos esportivos do mundo. Faturou um bilhão de verdinhas em 2008 e tem como razão de ser entregar felicidade para seus consumidores. Entregar felicidade? À primeira vista, esse papo de entregar felicidade (mesmo que seja com frete grátis) parece propaganda de margarina… Mas a coisa é pra valer.

Sou um fã incondicional do jeito Zappos de tocar um comércio eletrônico e uma marca, pois eles mataram a charada de como sobreviver com sucesso num mercado com tantos entrantes e com tanto ainda pra crescer: eles entenderam que e-commerce é prestação de serviços. E ponto final!

A Zappos é especialmente uma empresa de serviços, que por um acaso vende tênis e vestuário. Não à toa, o slogan deles é “Powered by services”.

Do outro lado, Amazon.com. A gigante mundial do e-commerce, que nasceu para ser grande desde a escolha do seu nome, inspirado na grandeza do nosso rio Amazonas. E por tudo que já representa no e-commerce mundial, dispensa maiores comentários.

As duas empresas focam na satisfação dos clientes, porém cada uma utiliza uma forma de atingi-la. De um lado, a Amazon foca em preços baixos, vasta seleção de produtos e conveniência para fazer seus clientes felizes, enquanto a Zappos faz isto construindo relacionamentos, criando conexões emocionais entre sua marca, produtos e clientes e entregando um serviço de atendimento de altíssimo nível.

Nas palavras de Tony Hsieh (CEO da Zappos.com), a compra pela Amazon fortalece e acelara o crescimento de ambas as empresas, que continuam sendo tocadas de forma independente, com suas culturas e individualidades preservadas, porém criando sinergias tecnológicas, operacionais e estratégicas.

E imagina quanta sinergia pode ser tirada daí? Na minha visão, este é o casamento do ano. Deveria sair até na revista Caras. E cabe a nós, que respiramos neste universo tão fascinante, estudar a fundo cada novo movimento destes dois gigantes, pois daí sairá muito aprendizado para ser aplicado no seu, no meu e em todos os negócios que também nasceram pra fazer história.

O Tony, em comunicado oficial a seus funcionários, se diz tão empolgado com o evento, quanto quando se formou na faculdade: era tudo novo, havia um mundo a desbravar pela frente e a junção destes dois monstros do e-commerce repete essa sensação nele.

E em mim também.  [Webinsider]

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Sobre o Autor:

<strong>Rodrigo Maruxo</strong> (rodrigo.maruxo@gmail.com) é editor do blog <strong><a href="http://www.rodrigomaruxo.com" rel="externo">Rodrigo Maruxo</a></strong>, especialista em e-commerce e consultor de marketing e varejo eletrônico.

Palavras-chave relacionadas a este texto: [Relacionamento] [trabalho a distância] [Vendas]



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Comentários

2 comentário(s)


[ 1º ]
Eduardo

Data : 29/07/2009 às 10:31
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Havia lido a notícia há uns dias e concordo com você! Mais um capítulo na história do e-commerce!

[ 2º ]
André Milagres

Data : 29/07/2009 às 09:49
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Ainda não conheço a Zappos, mas gosto bastante do modelo e dos serviços da Amazon. Acho que a Web é um ambiente propício para este tipo de atendimento focado na satisfação do cliente, já que o concorrente sempre está à distância de um clique... É sobrevivência!

Só é um pena que este modelo não seja seguido por muitas outras empresas, principalmente as de telefonia. Essas aí preferem amarrar o cliente através de uma fidelização forçada, apostando em contratos e multas. Que bom seria se elas também preferissem tentar conquistá-lo por meio de sua satisfação!

A máxima de que um negócio só é bom quando satisfaz os dois lados anda meio esquecida, mas com certeza deveria ser a base de qualquer marketing focado no relacionamento com o cliente.


[Outrolado]

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