Wikinomics, o que isso significa para o meu negócio?

09 de outubro de 2008, 21:50

Uma grande mudança no cenário global abre oportunidades para grandes e pequenos. E você se pergunta: como isso pode mudar o modo como minha empresa se relaciona com o mercado?

Por Diego Gomes

Banda larga cada vez mais abrangente, convergência digital, e uma geração global, mudaram para sempre o modelo econômico. Hoje, é possível que pessoas de qualquer lugar do mundo possam colaborar entre si, discutir e desenvolver produtos e serviços cada vez mais inteligentes.

Seu negócio está tirando proveito disso?

No dia 29 de setembro, na feira Inovatec, em Belo Horizonte, ocorreu a palestra: Wikinomics, como a colaboração em massa pode mudar seu negócio, por Anthony Williams. Após a palestra, pude conversar um pouco com o co-autor do livro e palestrante e divido aqui alguns fatos e impressões sobre um novo modelo econômico que emerge.

Hoje, vivemos um momento em que as barreiras locais foram suprimidas. Se você tem menos de 30 anos você é parte da primeira geração realmente global. Você sabe, as coisas mudaram.

O jornalismo já não é feito da mesma maneira, a ciência também não. Diversas empresas começam a entender estas novas regras, e estão criando marcas globais aproveitando esta oportunidade que surge.

Pela primeira vez, fatores como mobilidade, acesso a experiências multimídia online e convergência podem aproximar pessoas de verdade e ferramentas permitem criar conteúdo coletivamente, de maneira funcional. Esta revolução traz dados que podem apavorar grandes marcas:

  • Existem hoje 100 milhões de celulares na África subsaariana (uma das regiões mais pobres do planeta já é interligada ao mundo todo digitalmente e este é só o primeiro exemplo);
  • O portal Blogger possui três vezes mais acessos que o portal da CNN;
  • O MySpace é dez vezes maior que a MTV.

Dados como estes são prelúdio de uma grande mudança no cenário global, que abre oportunidades para empresas criarem comunidades, oferecendo produtos e serviços que supram realmente as necessidades das pessoas e seus desejos.

A fronteira entre o mundo digital e o real se rompe quando vemos produtos sendo gerados por uma pessoa em Londres, outra em Belo Horizonte e outra ainda em Tóquio.

As pessoas navegam o mundo real hoje, e querem mudá-lo. O Google Street View já permite ter uma caminhada virtual pelas ruas de cidades ao redor do mundo. O computador se tornou um instrumento global, já somos capazes de afetar a realidade externa à internet apenas por estarmos online. Surge um cenário em que dados estão cada vez mais disponíveis, apenas esperando algoritmos que os relacionem.

Hoje, 71% dos brasileiros jovens entre 18 e 25 anos prefeririam viver sem TV a viver sem internet. E 67% destas pessoas cria ou modifica conteúdo online.

O grande acesso à informação aumenta o conhecimento do consumidor, que se mobiliza para melhorar e alterar produtos e serviços criados por empresas. O iPhone foi desbloqueado em duas semanas e a cada release novo este intervalo de desbloqueio cai ainda mais. A comunidade em seu site oficial anuncia: “Jornalistas, não temos um líder oficial”

A cultura de colaboração se manifesta nas licenças de conteúdo intelectual, e o Creative Commons incentiva a co-criação e o remix.

Bom, após visualizar este cenário, você se pergunta: – Como isso pode mudar o modo como minha empresa se relaciona com o mercado?

As empresas que querem se aproveitar deste cenário precisam entender que seu papel será mais o de facilitadores para levar o conteúdo a quem o necessita do que criá-lo.

Para isso, é hora de se acostumar com algumas idéias:

  • O departamento de pesquisa e desenvolvimento da sua empresa é o mundo;
  • Acostume-se em viabilizar mais idéias externas que internas;
  • Aprenda a gerenciar comunidades;
  • Open Source Marketing funciona: vide Doritos Superbowl;
  • Surge uma OpenDemocracy, onde pessoas usam a rede para exercer a cidadania. É o exemplo da Democracia 2.0, projeto que visa permitir que as pessoas organizem e escolham as propostas políticas mais interessantes. Ainda está em desenvolvimento, pelo meu amigo Edmar);
  • Conecte quem busca solução com quem desenvolve soluções;
  • Abertura e adoção de padrões criam mercados;
  • Esqueça outsourcing, o futuro é worldsourcing e trabalho remoto;
  • Esqueça a multinacional, a empresa do futuro é global.

Grandes mudanças criam grandes oportunidades.

Você, já começou a transformar sua empresa em uma empresa global? [Webinsider]

.

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Sobre o Autor:

<strong>Diego Gomes</strong> (diego.ttg@gmail.com) é publicitário com especialização em marketing e mantém o blog <strong><a href="http://widgy.net/widgy/" rel="externo">Widgy!</a></strong> sobre social media e tendências web .

Palavras-chave relacionadas a este texto: [aplicativos web 2.0] [conteúdo colaborativo] [livros] [Planejamento] [usuário final]



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Comentários

8 comentário(s)


Data : 23/08/2009 às 12:42
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NADAAAAAA

[ 2º ]
Luis Diniz

Data : 16/10/2008 às 08:52
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Grande artigo!
Pobres coitados os que não se atualizarem rapidamente e visualizarem o novo mundo, as novas perspectivas do mundo na Era Digital. Coitados daqueles indivíduos e empresas que ficarem presas ao século XX. Tempos atrás fiz uma palestra e apresentei o vídeo EPIC para a audiência, vale a pena... http://br.youtube.com/watch?v=Hr8e3j2XglA

[ 3º ]
Edmar

Data : 13/10/2008 às 09:56
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Grande artigo.

Me parece que o Marcelo não leu o texto inteiro antes de comentar. Basta ver que grandes empresas estão usando os conceitos de colaboração para lucrar mais o livro mostra vários exemplos disso, não entendo onde o comunismo tem relação com isso.

Data : 13/10/2008 às 09:10
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Este mercado é relativamente novo. Estamos numa etapa de fusão entre a cultura digital e a presencial. Há mudanças na forma como as pessoas se comportam nessa nova realidade e muito pouco da cultura digital está difundida no meio corporativo. Compreender essas mudanças e conseguir projetar ações efetivas nesse meio é um expertise que irá posicionar muito bem as agências interativas que se propuserem a trabalhar com isso. Não podemos ficar indiferentes a essas mudanças, e considerar que podemos avaliar esse novo mercado com as regras antigas, é andar para trás. Concordo com os pontos destacados pelo Diego, e penso que antes de alguém criticar as idéias apresentadas, deve antes consultar a bibliografia do livro que serviu de referência para o artigo.

[ 5º ]
Schel

Data : 10/10/2008 às 20:19
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Acho que o cenário que foi colocado no texto é ainda para poucos, para muito poucos. São tendências que já começam a permear nosso mundo, porém não sei até que ponto ela regirá nossas vidas ou a economia em si.
Acredito que o processo colaborativo não é para todos e ainda é muito longe de nossa realidade cotidiana.
O processo colaborativo é extremamente pertinente e surge como uma tendência importante, mas ainda não sei até que ponto ele pode ser considerado um movimento de mainstream, acredito que nunca será.
Acredito também que a colaboração depende muito ainda da iniciativa das grandes empresas.
Também não acho que você seja um comunista enrustido.

Abraço.

[ 6º ]
Diego Gomes

Data : 10/10/2008 às 15:37
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Comunista enrustido? Crítica ao modelo econômico atual? Bom, acho que você não entendeu o espírito da coisa.

Bom, eu realmente acredito nas coisas que escrevi. Mas de qualquer forma, gostando ou não gostando, o importante é levantar o assunto e fazer críticas que melhorem o nível da discussão, certo?

Abraço!

[ 7º ]
Fabiano

Data : 10/10/2008 às 13:33
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Mais do que trazer ACESSO à informação, a rede permite que se CRIE e DIVULGUE informação sem discriminação entre pequenos e grandes. Estar ombro a ombro com o usuário ao invés de tê-lo num ambiente controlado, mensurável e manipulável é uma perspectiva aterradora. Sobretudo para as grandes empresas, que têm uma dificuldade muito maior de adaptação do que as pequenas.

Grande texto, cara. Mandou bem.
abraço !

[ 8º ]
Marcelo

Data : 10/10/2008 às 10:24
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Cara, acho que você tem um referencial muito teórico ao escrever seus textos e acaba perdendo o pouco do contato com a realidade.

Você pinta um mundo que não existe: um mundo onde as barreiras locais foram suprimidas.

Na boa, isso é técnica de comunista enrustido querendo criticar o modelo econômico atual, que aliás, não foi suprimido coisa nenhuma.

Seu texto nada mais é do que uma tag cloud de clichê.


[Outrolado]

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