10 de setembro de 2006, 21:19
Todo desenvolvedor tem que ter.
Curiosidade é uma das características mais comuns de quem desenvolve software. Se você é desenvolvedor, sabe do que estou falando.
Na hora do almoço o grupo se reune e os tópicos da conversa abordam praticamente tudo: como era a vida dos Mayas e Incas, como se faz cerveja em casa, como a Ajax está mudando a forma de desenvolver aplicações web, como o universo foi criado, política, economia, música. Não há tema que não desperte alguma frase do tipo ?falando nisso, li que??.
Esta característica na verdade é vital para quem atua na área de desenvolvimento de software.
Alguns anos atrás a informação era escassa e restava ao desenvolvedor usar de curiosidade e instinto para descobrir como aquele problema poderia ser resolvido ou como aquela API deveria ser usada.
As técnicas usadas eram variações de experiências adquiridas ao desmontar o velho rádio do pai. Abríamos o rádio e olhávamos todas aquelas peças, de ângulos diversos. Tentávamos adivinhar o que cada uma fazia, depois montávamos tudo de volta de tal forma que voltasse a funcionar. Foram os vários anos usando a curiosidade que descobrimos como as coisas funcionavam e mais comumente como deixavam de funcionar. Alguns carros a pilha que nunca mais foram os mesmos?
Hoje em dia já não há mais falta de informação, mas a abundância também prejudica. Há um grande número de frameworks e APIs disponíveis que resolvem o mesmo problema. Algumas vezes uma mesma API permite resolver ou executar alguma ação de diferentes formas e nem sempre há informação sobre qual é a melhor.
Nestes casos apelamos novamente para a curiosidade e principalmente o que aprendemos através dela. O curioso não escolhe a primeira solução que encontra, ele vai explorar várias possibilidades até achar a forma mais adequada de resolver o problema.
É a curiosidade que nos faz testar novas APIs, frameworks e design patterns só para ter mais opções quando aquele problema novo surgir.
Entretanto é muito importante ter um equilíbrio com a praticidade. Não é possível explorar todas as possibilidades de solução de um problema e testar, por exemplo, todos os frameworks de persistência disponíveis. Isso iria provavelmente resultar em projetos fora do prazo e custos maiores. É preciso controlar a curiosidade em detrimento do que é melhor para nossos clientes e parceiros. [Webinsider]
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Por Elcio Ferreira em Desenvolvimento, Design, Usabilidade, AI, UX
11 comentário(s)
Data : 08/11/2006 às 10:55
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eu não li o artigo porque não sou curioso.
rsrsrs
Ótimo artigo.
Data : 18/09/2006 às 14:24
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controlar? não concordo... liberdade... deixa o menino brincar...
Data : 17/09/2006 às 17:49
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coriosidade é normal. curiosidade mata. curiosidade faz acontecer. curiosidade é inovação.
Data : 13/09/2006 às 13:15
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Belo artigo.
Cuiosidade é fundamental.
Data : 11/09/2006 às 18:46
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Sinto tantas saudades do meu fusquinha-vermelho-dos-bombeiros-bate-e-volta!!!
Data : 11/09/2006 às 11:40
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Acredito que a curiosidade aplica-se não somente aos desenvolvedores, mas para diversas áreas e profissões. Sem curiosidade, o indivíduo fica estático, não se desenvolve, não tem interesse em novas descobertas e novos caminhos.
Data : 11/09/2006 às 11:22
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Muito bom cara...
e é verdade ainda tenho um caminhão de bombeiro que não funcionou mais...
eheh
Data : 10/09/2006 às 22:57
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Handerson,
Felizmente não tem nada que eu possa dizer, pois você falou tudo e mais um pouco...
Meus parabéns... Este post é extremamente excelente !!! Palmas, aplausos e parabéns.
Renato Medina
Data : 16/02/2007 às 19:26
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Ver o nosso comportamento em um artigo é interessante...
bem, mas observar a questao de controlar essa curiosidade é muito importante.... principalmente uma vez q para a busca e pesquisa o infinito é o limite.....
tem q dar uma freadinha.. se nao o bolso da empresa/patrao nao aguenta.....
o negócio é: seja curioso.. mas com moderação...