17 de agosto de 2004, 00:00
Novos termos surgidos com a informática e a internet ainda estão longe de encontrar uma padronização e são escritos de diferentes formas por jornais, revistas e pelos próprios usuários.
Ao acessar vários sites, encontramos uma variedade de grafias de termos na rede. Várias palavras provenientes de outras línguas (mais notadamente o inglês) e termos técnicos de informática são rapidamente adicionadas à linguagem escrita e usados sem critério ou padronização.
Acontece na linguagem informal das salas de chat, na comunicação via e–mail e também em sites institucionais e jornalísticos. Muitas vezes encontramos traduções equivocadas, como o inicializar que constava no Windows. Felizmente, tal erro já foi corrigido pelo correto iniciar.
A confusão e a dúvida na hora de usar o termo mais apropriado é inevitável. Quem já não hesitou na hora de escolher entre entre e–mail ou email; on–line, online ou on line; Internet ou Internet (deve ser escrito com letra maiúscula ou minúscula?) e sítio ou site? (Veja ao lado texto do editor sobre os critérios adotados no Webinsider.)
Há também a dúvida se não seria mais correto procurar um termo similar que já existe na língua portuguesa, como sítio no lugar de site.
O bom senso deve sempre nortear as decisões. Não há porque utilizar deletar se podemos escrever apagar, termo da nossa língua que supre tal definição. Da mesma forma que se deve escrever banda larga ao invés de broadband. Em relação à palavra site, embora muito utilizada, é possível optar por endereço eletrônico, página ou sítio.
Vale lembrar que apenas alguns desses termos entraram no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Em entrevista por e–mail, o professor Arnaldo Niskier, que já foi presidente da Academia Brasileira de Letras, afirma que apenas as palavras e–mail, on–line, internet (com minúscula) e deletar constam do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Para esses termos não resta dúvida na hora de utilizar. Já em relação a outros que não entraram ainda, como home page e webwriting, como devemos proceder?
Uma característica da Gramática Normativa é agregar os termos coloquiais, que a maioria das pessoas já usam no cotidiano. Entretanto, ela é muito mais morosa. O termo acesso, há muito tempo utilizado na linguagem escrita, só começou a aparecer nos dicionários há pouco tempo.
Esses termos que não constam do vocabulário devem ser usados com parcimônia. Na verdade, devem ser utilizados em último caso, só quando os termos similares já tiverem sido utilizados em excesso.
O termo home page (e todas as suas variações) não deve ser usado como sinônimo de site, visto que se trata de uma tradução errada do inglês. Na verdade, se refere apenas à primeira página de um site.
Em relação ao termo Web (World Wide Web), o Manual de Redação e Estilo da América Online (acesso exclusivo para clientes do provedor) recomenda que se use em maiúsculo. Ademais, não deve ser usado www como substituto de World Wide Web. Prefira Web. Web page e Web site não devem ser usados, não importa a grafia. [Webinsider]
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Palavras-chave relacionadas a este texto: [Comunicação corporativa] [Jornalismo] [Redação, edição]
2 comentário(s)
Data : 25/08/2006 às 22:58
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Provincianismo pra dar e vender, isso sim. A coisa chegou a um ponto em que as pessoas estranham quem traduz termos como página, endereço eletrônico e conectada, entre outros - isso sem falar nas gírias típicas de internet, quase todas em inglês. Muita gente diz que é pura birra, mas insisto que é pela língua que se consolida a dominação cultural, então por que facilitar?
Flavio Castro
Data : 04/12/2008 às 13:51
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Não me prenderia apenas ao aspecto do domínio cultural, embora o considere importante. A pergunta seria: pra quem escrevemos? Quem precisa entender o que há na rede? Como se pode atuar de forma inclusiva, informando que tem um drive trhu, um beach soccer, um check-list - até a cor rosa virou pink!!!
Pior que isso só forma como nos detemos em pronunciar o nome correto dos estrangeiros, quando em qualquer outro lugar do mundo as pessoas pronunciam a partir dos fonemas de sua língua. Nisso concordo totalmente com o provincianismo apontado pela Lena.
Flávio