14 de dezembro de 2003, 00:00
É uma ironia: temos que ser rápidos com os e–mails, quando muitas respostas pedem tempo e calma. Talvez nem devam ser respondidas, pois a palavra escrita fica.
Tempos atrás eu trabalhava em uma organização totalmente internetizada. Tudo era por e–mail. Havia dezenas de listas eletrônicas específicas, de setores, de projetos, gerais – uma verdadeira babel de arrobas.
Era uma batalha digital não cometer erros. Um belo dia uma colega convidou um técnico para resolver problemas no computador da casa dela.
No dia seguinte, outra se despediu de todos em uma lista geral da instituição, pois ia fazer curso no exterior. A que estava com problema no micro, deseja boa sorte e na mesma mensagem, postada para a lista, esculhamba o técnico que foi na casa dela – funcionário da instituição.
Só que a mensagem, que era privada, foi para todos: “Você não sabe o que fulano fez lá em casa…”. Foi o verdadeiro King–Kong virtual.
O e–mail não é como o telefone sem grampo, no qual as palavras voam com o vento. O texto escrito tem força, marca, fica, se multiplica, não se apaga, não controlamos. Aloja–se em sites, repercute na mídia, compõe processos judiciais, aparece em ferramentas de busca.
Sim, eu sei: avisem para o mundo lá fora que temos que ter calma na frente do correio eletrônico. Resultado: estamos sempre de piloto automático ligado e os acidentes internéticos se multiplicam.
Convivemos com esse paradoxo: temos de ser rápidos, exatamente em um tipo de comunicação que pede tempo. Duelamos com os erros da escrita e os rastros indesejáveis. Precisamos, assim, domesticar nosso mouse.
O ritmo instantâneo de respostas serve para muitos fins, mas é preciso escolher algumas, que vamos batizar de vagarosas, lentas, interioranas. Aquelas que merecem dormir no fundo da caixa postal por algumas horas, dias, ou para sempre.
Uma resposta, do tipo: “Acabo de ler seu e–mail e vou pensar. Respondo em breve”. Esfria bem a situação.
Dou exemplo. Um cliente, que estava com problemas momentâneos, me mandou uma mensagem irada, totalmente fora de contexto dentro da relação estabelecida. Notei logo que os sinais fumaças que surgiam do outro lado, estava fora do nosso “incêndio”.
Não respondi. Passaram–se alguns dias, fui visitá–lo, o assunto estava morto, nem falamos do problema. O que poderia se tornar uma montanha, virou planíce.
Agora, convivo com as comunidades virtuais – as minhas, da minha esposa e dos amigos próximos e os problemas se multiplicam. [Webinsider]
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Palavras-chave relacionadas a este texto: [Formação profissional]
5 comentário(s)
Data : 10/12/2009 às 07:57
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[...] (Escrevi um artigo há algum tempo sobre essa invisibilidade.) [...]
Data : 06/05/2009 às 15:08
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[...] O professor pode utilizar a internet como ferramenta de ensino na sala de aula através de diferentes formas, tais como:pesquisas na web, utilização de sites educacionais uso de softwares para comunicação entre diferentes escolas, elaboração de projetos e fóruns, criação de homepages relacionadas com a disciplina e com os conteúdos que estão sendo desenvolvidos com uma determinada turma, utilização de ambientes virtuais de aprendizagens e, ainda, para aincorporação de elementos da educação à distância ao ensino presencial. Estes aplicativos podem ser utilizados em qualquer disciplina, uma vez que promovemos desenvolvimento do conhecimento e a interação entre os alunos. Ao incluir a internet em suas práticas pedagógicas, a escola está em consonância com a evolução dos métodos de ensino e com a cibercultura, que possibilita uma mudança na forma de transmissão da informação. A cibercultura é o termo que define a ligação social das comunidades através do ambiente virtual, possibilitando uma maior aproximação das pessoas e do mundo. Desse modo, ela se orienta a partir da interconexão entre os usuários da rede, a elaboração de comunidades e a inteligência coletiva, a qual será construída através dos pensamentos interligados dos usuários. Para que os professores possam aproveitar a internet com suas turmas necessita-se que os mesmos: a) conheçam seus alunos; b) identifiquem qual é a cultura digital que os aprendizes possuem; c) saibam o que eles gostam de ver, ouvir, ler e escutar na Web; d) promovam discussões sobre temas, assuntos e/ou curiosidades que são exibidas em um determinado site; e) debatam assuntos que sejam de interesse pessoal do aluno relacionando-os com os conteúdos da disciplina. Todas essas atividades, entre outras, auxiliam o professor na inclusão da internet no ensino formal. Desse modo, para que o conhecimento disponível na rede possa contribuir para o aprendizado dos alunos, é preciso orientá-los através de objetivos claros nas atividades propostas em sala de aula. O acompanhamento do professor, é, portanto, essencial. O uso da internet no ensino de língua inglesa torna-se um instrumento privilegiado para observar as situações reais do uso do idioma, uma vez que grande parte do que é publicado na rede está em inglês. A internet possibilita, ainda, a comunicação com falantes de língua inglesa de diferentes partes do mundo. Porém, o uso da web no ensino de língua inglesa não se restringe somente à formação de estruturas e de vocabulário. Em muitas atividades, o aluno pode se deparar com questões culturais relacionadas aos países falantes da língua inglesa. Desse modo, o uso da internet no ensino de língua inglesa pode levar os professores e os aprendizes a uma nova forma de concepção de linguagem, pois o aluno pode se deparar com costumes e valores de outra cultura e, ao discutir tais aspectos, pode desenvolver a aceitação de diferentes maneiras de expressão e comportamento, viabilizando ao ensino a relação íntima entre a língua e a cultura. Para que o processo de aprendizagem não fique disperso, a atividade proposta com o uso da internet precisa estar de acordo com os objetivos previstos para uma determinada série e/ou conteúdo, fazendo com que o aluno tenha, então, progresso no seu aprendizado. Os professores podem utilizar vários recursos da internet para o ensino da língua inglesa e, a partir deles, avaliar seus alunos da maneira que lhes forem convenientes. As principais ferramentas que podem ser utilizadas são: os chats, as listas de discussão, os fóruns, os sites que contem informações seguras para o determinado conteúdo,os cursos on-line, etc. Segue o mapeamento de alguns aplicativos disponíveis na internet que podem ser aproveitados pedagogicamente: ·[eletrônico]; ·Grupo de notícias- é uma discussão pública sobre um tópico em particular. ·Lista de discussões- é uma ferramenta que permite a um grupo de pessoas a troca de mensagens via e-mail, sobre um determinado assunto, entre todos os membros do grupo. ·[([[http://pt.wikipedia.org/wiki/ICQ|ICQ], [Instants], [[[http://pt.wikipedia.org/wiki/MSN|MSN]); [[http://pt.wikipedia.org/wiki/Kazaa|Kazaa]]; ·[[http://www.microdicas.com/micromidia/emule/emule.html|Emule]]; ·[[http://www.geocities.com/CollegePark/Union/2695/ze/trabalho.htm|Hotpotatoes]]; ·[[http://penta.ufrgs.br/cenario/netmeeting.html|Netmeeting]]; ·[[http://www.reservaer.com.br/biblioteca/e-books/skype/oquee.html|Skype]]; ·[[http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambiente_virtual_de_aprendizagem|AVA]]; Além desses recursos, os professores também podem utilizar outras ferramentas da internet para o ensino da língua inglesa e, a partir deles, avaliar seus alunos da maneira que lhes formais conveniente. As principais ferramentas que podem ser utilizadas são: os [[[http://www.dpi.com.br/dp/modules/news/article.php?storyid=30|wikis], [[[http://pt.wikipedia.org/wiki/MySpace|myspace], entre outros que podem potencializar o ensino de língua inglesa. [...]
Data : 18/02/2007 às 11:44
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[...] Isso me fez lembrar que em 2002 entrevistei para este Webinsider o produtor de televisão canadense Moses Znaimer (A TV pós-moderna). Em 1972, com um orçamento de US$ 970.000, Znaimer e sua jovem equipe (ele era o mais velho, com 29 anos) criaram um canal de TV local em Toronto, a CityTV. Sem muito dinheiro, a solução foi usar a cabeça. Abolir hierarquias, dogmas, gravatas, métodos, estúdios, o sofá da Hebe, abolir a própria Hebe. A equipe de um, de dois. As portas abertas. A mudança foi heterodoxa e causou incômodo no petrificado ?establishment? da TV canadense. Znaimer, que havia trabalhado na rede estatal Canadian Broadcasting Corporation, disse que aprendeu na CBC como NÃO fazer televisão. [...]
Data : 29/08/2006 às 11:57
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[...] Quem quer entender o que foi a famigerada bolha, veja este artigo do Michel e este da Maira Costa. Não quero escrever sobre ela. A bolha foi má e não merece nada, nem pobres linhas como as minhas. Mas quando nós falamos sobre web 2.0, sobre todo o investimento que está sendo voltado novamente à internet, logo cochicha uma irritante pulga mexeriqueira atrás da nossa orelha: estamos vivendo outra bolha? Será que estamos colocando dinheiro em coisas que não trarão nenhum retorno ? [...]
» O ego e o lego, ainda bem que temos os doisWebinsider
Data : 10/12/2009 às 08:08
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[...] É um pouco o que o Lévy disse no livro Cibercultura. A palavra Pharmakon, grega, é remédio ou veneno, depende da dose. [...]