Brasil é o sétimo maior mercado de software
27 de abril de 2003, 0:00Pesquisa do MIT indica crescimento de 11% ao ano para a indústria nacional de software, mas o contraste em relação a outros países ainda é um grave problema à consolidação de mercado. Há vitórias e derrotas.
Por
Andréa Pinheiro,
do Diário de Pernambuco
O Brasil, ao lado da China e da Índia, foi tema de uma pesquisa sobre o mercado de software realizada pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT). O nome do estudo é “Fortalecendo a Economia do Conhecimento no Brasil, China e Índia: A Trajetória de Três Indústrias de Software”. O Brasil, de acordo com os dados, é o sétimo mercado de software do mundo.
Em comum, os três países têm a alta comercialização de software no mercado interno, US$ 7,7 bilhões, US$ 7,9 bilhões e US$ 8,2 bilhões, para Brasil, China e Índia, respectivamente. Mas, as exportações de software da Índia (US$ 4 bilhões em 2000) são muito superiores, tanto em relação às vendas do Brasil (US$ 100 milhões) quanto da China (US$ 400 milhões).
O mercado brasileiro de software representa uma parcela significativa do Produto Nacional Bruto (PNB) brasileiro (1,5% em 2001) e é maior e mais diversificado do que o indiano. Já a participação no Produto Interno Bruto (PIB) é de 0,71%.
Um fato interessante é que, desde 1995, a indústria nacional de software cresce em uma taxa média de 11% ao ano, três vezes mais do que a de hardware. Em 2000, o Brasil possuía 5,4 mil empresas no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
Para realizar a pesquisa, foram entrevistadas 57 empresas nacionais, que representam 21,4% da comercialização nacional de software.
A maior parte das empresas estão localizadas nas regiões Sudeste (60%) e Sul (28%). O Nordeste aparece com singelos 3%. Conseqüentemente, o maior volume comercializado também está no Sudeste (72%) e Sul (11%).
Entre as fraquezas identificadas pela pesquisa, destaca–se a existência de uma estrutura de regulamentação e política adversa ao desenvolvimento da indústria, como o chamado custo Brasil e a ausência de incentivos à exportação. Outra falha é a ausência das empresas nacionais em mercado aberto, que apenas se iniciou em 1990, dez anos depois da Índia. [Webinsider]


