Quando o PDA é bem melhor que o notebook
07 de abril de 2003, 0:00Opinião: se você pensa que vendedores com notebooks fechando pedidos on the fly representam o máximo de automação comercial na ponta junto ao cliente, é melhor reavaliar seus conceitos.
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A maioria das empresas enfrenta hoje o que podemos chamar de a 3ª Revolução Tecnológica Empresarial. Muitos de vocês devem estar pensando… de que este cara está falando?
Vamos voltar à segunda metade do século 20, quando do advento da 1ª Revolução. As empresas vivenciavam um grande dilema: como incrementar o faturamento, aumentar os lucros e, principalmente, otimizar os processos e obter redução de custos?
Milhares de teorias e muitos consultores só aumentavam a confusão, cada um com um conceito ou uma idéia diferente. Mas a solução estava em um procedimento, até então desconsiderado por muitas empresas: a informatização.
O inÃcio foi muito difÃcil. Os computadores eram carÃssimos, grandes e no máximo serviam como cérebro para as companhias. Não otimizavam os processos na ponta, na parte operacional. Não tardou para a solução novamente surgir, o computador pessoal, que em seus pequenos processadores executava tarefas até então destinadas aos computadores de grande porte, revolucionando conceitos e metodologias de negócios. Se houve um tempo em que ter um único PC era sinônimo de informatização, hoje é impossÃvel imaginar uma empresa competitiva sem uma estação de trabalho para cada funcionário.
Quando tudo parecia resolvido, na década de 90 surgia um novo diferenciador de competitividade: as empresas, agora atuando em um mercado globalizado e colhendo os frutos da informatização do passado, precisavam automatizar um dos poucos redutos da era pré–informática, mais precisamente a área de vendas. Era o inÃcio da 2ª Revolução.
Milhares de dólares (e reais, obviamente) foram investidos em busca de melhores resultados na automatização para vendedores, através da contratação de empresas para o desenvolvimento de softwares de vendas, de gestão e da aquisição de notebooks para os profissionais da área externa.
Era comum (e ainda é) ver vendedores pelas ruas com suas maletinhas pesadas (de 2 a 3 kg) para lá e para cá, mostrando a nova era de suas empresas. A solução parecia perfeita: o vendedor faria o pedido na frente do cliente e transmitiria via e–mail ou web os dados para empresa na mesma hora. Todo o processo correria rapidamente, sem talões de pedidos, sem faxes, sem digitadores, sem erros na digitação, sem demora na entrega… O caminho foi árduo, mas foi alcançado, pelo menos em parte…
Agora chegamos à citada 3ª Revolução, quando os empresários começam a questionar os ganhos obtidos com esta automação de vendas. Os investimentos foram pesados, em desenvolvimento e customização de programas e, principalmente, no hardware, pois não podemos esquecer que cada notebook custa em média R$ 7.000,00. O alto valor torna o equipamento extremamente desejado por ladrões e criminosos, que perseguem os vendedores nas ruas.
Além destes problemas, outras questões foram levantadas, como a demora na inicialização das máquinas, ocasionando uma demora na coleta de dados e informações para os clientes (que não querem esperar, pois acham que com a informatização tudo deve ser automático, online). Além dos tradicionais problemas no envio dos pedidos para as empresas, pois muitos vendedores necessitam pedir licença ao cliente para utilizar a linha telefônica para a conexão, o que convenhamos ninguém aceita, pois tudo é custo.
Neste novo cenário entram os palmtops, os verdadeiros computadores portáteis, que cabem no bolso da camisa, pesam cerca de 200 gramas, possuem inicialização imediata e possibilitam o acesso às informações a qualquer hora, em qualquer lugar, além de serem mais seguros e baratos.
Também solucionam o problema de comunicação, pois é possÃvel conectar o palmtop à linha celular por cabo ou infravermelho e enviar rapidamente as informações para a administração de vendas.
Você, caro leitor, deve estar se perguntando: e o dinheiro já investido na automação de minha equipe, via notebook? Estes novos equipamentos são seguros? E os softwares se comunicarão com meus softwares da empresa?
Acredito que chegou o momento de você quebrar alguns paradigmas e analisar a questão do ponto de vista da redução de custos. Obviamente, se você investiu pesado na automação via notebook, não vai jogar tudo para o espaço. Mas é importante saber que por mais moderno que seja um notebook, sua vida útil será pequena, por motivos de upgrade, má utilização e segurança.
E fatalmente você precisará reinvestir na área, o que seria interessante em relação aos custos de trocar os notebooks pelos palmtops, que poderão ser direcionados para áreas gerenciais. Com os notebooks, os gerentes podem trabalhar onde estiverem, independentemente de serem de vendas ou não. O custo de manutenção para palmtops é baixÃssimo e a necessidade de upgrade não é tão latente como no outro caso.
Mas e os softwares, como ficam? Hoje os palmtops operam basicamente com dois sistemas operacionais: o Pocket PC (versão portátil do Windows) e o Palm OS (sistema operacional presente nos equipamentos do lÃder do mercado mundial de PDAs), o que facilita o desenvolvimento de aplicações. As aplicações são desenvolvidas com linguagens de programação amplamente difundidas e conhecidas (Visual Basic, C, C+, etc).
Existem dezenas de software houses espalhadas pelo paÃs especializadas no desenvolvimento de softwares para palmtops. Cada uma oferece softwares versáteis, simples de operar e customizar, perfeitamente integráveis com os softwares de retaguarda das empresas. Portanto, quando o seu vendedor enviar o pedido pelo palmtop para os computadores centrais de sua empresa, o pedido será identificado e os dados reconhecidos, dando total andamento ao processo de venda.
Claro que não se deve contratar o primeiro aventureiro que oferecer um software para PDA. Leve em conta o suporte oferecido pela empresa desenvolvedora, sua carteira de clientes, cases etc. Só assim você terá mais base para preparar a automação de sua equipe externa, pelo menos até a próxima revolução…
Sei que é impossÃvel apresentar todas as vantagens e desvantagens da computação móvel em poucas linhas. Mas meu intuito é despertar você para as mudanças que estão ocorrendo e prepará–lo para este mercado cada vez mais competitivo. [Webinsider]

