As empresas e o novo mercado de trabalho
17 de março de 2003, 0:00O emprego e a empresa mudaram tanto que as corporações enfrentam o perigo de perderem o contato com seus empregados, a ponto de palavras como compromisso não mais fazerem sentido.
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Nos últimos 20 anos houve uma revolução sem precedentes no mercado de trabalho, causada em boa parte pelo uso indiscriminado do computador e pela informatização das empresas.
Foram criadas ferramentas maravilhosas e uma infinidade de siglas – B2B (business to business), B2C (business to consumer), ERP (enterprise resource package), ERM (employee relationship management), CRM (customer relationship management), BI (business intelligence) –, porém em alguns momentos foi ignorado que no centro de tudo isso estão as pessoas e elas é que fazem a real diferença.
Diversas empresas investiram milhões em equipamento e tecnologia, mas deixaram de investir na gestão do conhecimento e do capital humano e na retenção de talentos. Geralmente nos preocupamos tanto com investimentos em equipamentos e tecnologia que nos esquecemos das pessoas que tornam tudo isto possÃvel.
No topo da organização estão executivos com MBA, MIM e outras tantas qualificações, pessoas de grande talento e brilhantismo. Porém por vezes falta uma comunicação efetiva entre o topo da empresa e o restante da organização na busca por uma visão empresarial única e comprometimento comum na organização.
Sob este ponto de vista, alguns fatores chave de uma estratégia bem sucedida para o mercado de trabalho seriam:
Comunicação: estabelecer uma comunicação bilateral entre o topo e a base da empresa, objetivando a integração da visão corporativa com as possibilidades reais de forma a construir o consenso em relação à realidade. Uma comunicação truncada ou falha pode custar muita à empresa, pois irá atrasar ou inviabilizar planos estabelecidos inicialmente.
Gestão do capital humano: identificar e reter os melhores potenciais, tendo em mente que uma boa pessoa com um treinamento correto se torna um bom profissional, ao passo que o oposto nem sempre é verdadeiro. Portanto, neste tópico o desafio é identificar e treinar o potencial humano da empresa e com isto desenvolver uma lealdade e relacionamento com os funcionários, o ERM (Employee Relationship Management ).
Mais do que nunca as pessoas estão sendo apresentadas a uma nova realidade, aonde não se tem mais uma descrição de cargo ou estabilidade; ao invés disto devemos começar a ter uma descrição de resultados a serem atingidos.
Portanto, deve–se buscar dar condições necessárias para que os colaboradores gerem os resultados esperados.
Comprometimento: Com uma correta comunicação dos objetivos e contando com a gestão efetiva do capital humano, o comprometimento (da alta administração, média gerência e colaboradores em geral) é fundamental para se poder unir todas esta peças e se começar a construir uma nova mentalidade empresarial efetiva e de empregabilidade sustentável.
Gestão da mudança: a única constante nos últimos tempos tem sido a mudança. As evoluções sociais, tecnológicas e polÃticas estão ocorrendo numa velocidade cada vez maior.
Uma nova disciplina, a gestão da mudança, se faz necessária, mais do que novas tecnologias, formas de gestão ou dominar outros idiomas. Além de dominar novas ferramentas, as pessoas são desafiadas a aprender novas formas de pensar e descobrir o que fazer com as novas tecnologias.
As pessoas, portanto, devem ser estimuladas a buscar novos usos para a tecnologia, de modo a gerar empregos, melhorar a qualidade de vida e dar um maior fôlego para a economia. Desta forma tanto as pessoas como as empresas podem sair ganhando. [Webinsider]
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1° Érica Data: 09/10/2006 à s 19:30
Atividade:
Cidade:
trabalho de métodos