E se roubarem o seu Palm? Cuidado com ele…
11 de outubro de 2002, 0:00Para não deixar seus dados expostos, é bom ativar a opção segurança e criar senhas. É bom também não dar mole com o bichinho por aí e pedir ao fornecedor a criação de um seguro.
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Minha mulher foi assaltada na semana passada. Dois motoqueiros encostaram ao lado do carro, em pleno engarrafamento, quebraram o vidro lateral e levaram a bolsa, que estava no chão do veículo, com tudo dentro, incluindo celular, documentos, talão de cheques e um Palm m100.
Andei perguntando aos amigos o seguinte: se alguém furtar seu Palm, existem nele dados importantes que poderiam ser usados contra você? A maioria confessou que sim e muitos guardam ali até senhas de banco! Deixam ali, também, o endereço de casa, dos amigos e mais mil detalhes de sua vida privada.
Resumindo: é a sua privacidade em formato digital caindo em mãos alheias. E como se precaver?
O usuário do aparelho tem algumas opções para ficar seguro. Existe, por exemplo, a possibilidade de incluir nele uma senha toda vez que ligar o micrinho. Dê uma olhada na opção segurança (ou security), que cria diferentes níveis de proteção e permite restringir o acesso a determinados dados e compromissos.
A Palm bem que poderia abrir uma linha de seguro para usuários, como algumas empresas de telefones móveis já oferecem, até por que, de maneira geral, os Palms são mais caros que celulares.
Recentemente, por exemplo, comprei um Palm m130, que custa R$ 900. Ele chama a atenção, pois é colorido. A cor da tela facilita bastante a leitura. Assim, passei a ler nele muitos textos que pego na internet, evitando assim a impressão.
Uso o software Documents ToGo (Documents ToGo, que veio com o aparelho. Ele importa para o Palm documentos em diferentes formatos – planilhas, apresentações e textos.
Mesmo com toda essas facilidades, porém, quem vai se arriscar a ler algo no metrô, por exemplo? Tenho um amigo que restringiu o uso a aeroportos, inclusive para se conectar à internet. Vejam a interessante troca de e–mails que tive com ele:
Eu: Que dia vamos caminhar de novo?
Ele responde: semana que vem, que achas? Não posso falar mais que estão chamando meu vôo.
Está enviando e recebendo e–mail do aeroporto? Conte–me tudo, quero detalhes.
Uso um Palm IIIe com um celular, conectado por meio de um cabo. O celular é um Ericsson T18DI, que já vem com modem interno, que eu comprei para usar como linha fixa. Quebra um galho no hotel, por exemplo, quando viajo.
A conta do celular não encarece?
A velocidade é lenta, mas para baixar e subir e–mail, a gente não gasta muito tempo. É como uma pequena conversa ou uma consulta ao banco por telefone.
E os spammers?
Essa é a droga que tento evitar. Estou flertando com um e–mail seguro, que não tenha limite de endereços de bloqueio e que permita filtragem por palavra–chave.
E dentro do avião?
Não se pode conectar de lá, mas o Palm pode ser ligado, assim que as luzes de não fumar e apertar os cintos são apagadas. Outro dia, eu estava com a caneta para fora do aparelho e a comissária de bordo achou que era uma antena e pediu para desligar. Eu expliquei do que se tratava e tudo bem.
Bom, cuidado fora do avião, pelos aeroportos da vida, para não roubarem sua estação de trabalho.
E ele, sintético, responde sei lá de onde: :–) [Webinsider]

