O trabalho à distância e a criação de empregos
18 de setembro de 2002, 0:00Teletrabalho não é para qualquer um – mas é uma benção para pessoas que lidam bem com prazos e com a independência. No Brasil a legislação trabalhista e o preconceito ainda atrapalham.
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Você já ouviu algum político nessa campanha defender o incentivo ao teletrabalho como fator de criação de emprego, diminuição do estresse urbano e melhoria da qualidade de vida?
Pois é. Toda vez que entro em um escritório empresarial repleto de computadores, com todo mundo de olho na tela, me pergunto: o que esse povo está fazendo aqui? Não poderiam produzir de casa, usando bermudas e chinelos?
Hoje, 20 milhões de americanos já trabalham longe do escritório. Ou ficam em casa, ou operam em telecentros, próximos de suas residências. Nos Estados Unidos, o teletrabalho é praticado há 20 anos.
O tema trouxe esta semana ao Brasil o especialista americano Gil Gordon, para uma série de palestras em São Paulo.
Para ele, o teletrabalho é uma opção seletiva e, por isso, a escolha dos empregados que irão usufruir desse benefício deve ser baseada em critérios muito bem definidos pelos dirigentes empresariais.
Destacam–se, entre eles, a habilidade para cumprir prazos, a automotivação e a independência para agir.
Segundo o consultor, as maiores barreiras que o Brasil enfrenta nesse segmento são, principalmente, a legislação trabalhista, considerada muito complexa e o preconceito ainda existente por parte dos trabalhadores e de algumas lideranças empresariais.
Na Comdex 2002, mês passado, em São Paulo, um dos debates do Congresso – Teletrabalho: um novo paradigma – consolidou alguns conceitos: o melhor perfil para o teletrabalho é o do profissional de informação. Nem todo mundo se adapta com tranqüilidade em casa, seja pela atividade que exerce, pelo perfil psicológico ou pelas condições de montar um escritório.
Assim, deve se selecionar cuidadosamente os candidatos, começando o projeto por voluntários. É preciso bom treinamento, dos gerentes aos teletrabalhadores, para que tudo dê certo. Deve se estabelecer um conjunto de procedimentos de avaliação que privilegiem o desempenho.
Entre os benefícios para as empresas estão o aumento de produtividade dos empregados, a redução da demanda de locais para escritórios, a melhor administração, a flexibilidade organizacional e mais motivação dos funcionários.
Para a sociedade, pode–se afirmar que teremos o meio ambiente mais limpo, com menos carros circulando pelas ruas. E menos custos por empregado, criando mais empregos e, inclusive, permitindo que as atividades sejam desenvolvidas nas cidades vizinhas aos grandes centros.
Para o teletrabalhador, o destaque é o convívio maior com a família e a melhora sensível da qualidade de vida.
Por trabalhar há dois anos em casa, posso dizer que, no meu caso, a produção é maior. É necessário, porém, criar uma rotina e manter o convívio social – encontros constantes para almoços e caminhadas.
Nos dias de chuva e de grandes engarrafamentos, é uma dádiva.
Para os interessados, recomendo os livros Fazendo do teletrabalho uma realidade, de Jack M. Nilles, da Futura, de 1997, mas bastante atual, e Teletrabalho (Telework): trabalho em qualquer lugar e a qualquer hora, de Álvaro Mello, da Qualitymark
Por fim, a lista de discussão: teleworkbr, formada por teletrabalhadores. [Webinsider]
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1° Adriano Data: 02/08/2006 às 16:45
Atividade: Coord. Informática
Cidade: santo andre
Show, isso é a grande realidade do futuro..
maravilha!