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O espião que vai querer confiscar seus MP3

03 de julho de 2002, 0:00

Atualização do Windows Media pede que o usuário aceite a instalação sem pedir licença de futuros recursos antipirataria. É o DRM, sistema que vai querer sumir com os MP3 piratas de seu disco.

Por Nenhum

Webinsider com Globonews.com

Uma recente atualização do Windows Media Player, da Microsoft, pede que o usuário aceite automaticamente a instalação de recursos antipirataria ainda não divulgados.

A atualização foi divulgada no dia 26 de junho para corrigir uma falha de segurança do programa. O contrato de licença, exibido durante a instalação da correção para a falha de segurança, solicita que o usuário concorde com todas as futuras atualizações de segurança ligadas ao gerenciamento de direitos digitais (DRM), tecnologia que evita a cópia de arquivos com direitos de autoria reservados.

De acordo com a revista britânica NewScientist, especialistas criticam o contrato exigido pela Microsoft quando o usuário solicita a atualização do software. Os novos recursos poderiam obrigar os usuários domésticos a permitir o controle de seus computadores à empresa e gerar novos riscos de segurança. A Microsoft ainda não explicou que futuras atualizações planeja instalar através do programa de mídia.

O texto do contrato de licença diz que ”para proteger a integridade do conteúdo e software protegido pelo DRM ‘Conteúdo Seguro’, a Microsoft pode fornecer atualizações relacionadas à segurança para os componentes do sistema operacional, cujo download será feito automaticamente no seu computador”.

Adrian Midgley, diretor do grupo que defende os direitos digitais no Reino Unido, disse que as atualizações poderiam ser usadas para bloquear a cópia ou a exclusão de arquivos protegidos. Ele também disse que isso poderia criar um novo ponto fraco na segurança.

– A parte ruim é que você é forçado a passar o controle do seu computador sem ter a capacidade de descobrir as alterações que vão ser feitas e aprová–las ou rejeitá–las – disse Midgley.

Segundo a NewScientist, o contrato da Microsoft diz apenas que ”usaremos esforços razoáveis para divulgar notícias em um site da internet com explicações sobre a atualização”. A forma mais comum de proteger arquivos de áudio de cópias não autorizadas é usar marcas d’água digitais, tecnologia de identificação embutida em um arquivo protegido que faz com que um programa de áudio ou vídeo recuse a ”leitura” da cópia. [Webinsider]

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