Não adianta apenas apagar incêndios; planeje.
15 de maio de 2002, 0:00Opinião: as empresas parecem esquecer os princÃpios básicos do planejamento estratégico, de longo alcance. Estabelecer a visão do negócio mobiliza a empresa para construir. Isso não pode ser ignorado.
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É impressionante o número de empresas que aproveitam algum modismo ou oportunismo de mercado existente, sobretudo no Brasil. Elas esquecem, não sabem ou simplesmente resolvem não aplicar uma das ferramentas de suma importância em qualquer organização ou empreendimento de sucesso: o planejamento.
A busca desesperada pelo lucro é tão grande que elas próprias nascem deixando de lado fatores importantes. Lucro, sobrevivência, retorno sobre investimento, metas de crescimento ou participação de mercado, devem estar bem definidos em qualquer negócio.
O planejamento estratégico é o processo que realmente mobiliza as pessoas e a empresa para construir e escolher que tipo de futuro se deseja. Não pode ser ignorado tão facilmente como acontece hoje.
O estabelecimento da visão do negócio ocorrerá quando estratégias não convencionais, desconhecidas e contra–intuitivas forem consideradas. Exigindo que sejam levados em consideração quatro componentes fundamentais de uma boa estratégia: clientes, fornecedores, concorrentes e a empresa.
Uma estratégia pró–ativa freqüentemente começa com objetivos de negócio e com requisitos de serviço aos clientes. Cada elo da empresa deve ser planejado e balanceado com todos os outros, em um processo integrado de planejamento. O projeto do sistema de gestão e controle deve completar o ciclo.
Existem vários nÃveis de planejamentos, porém, todos devem ser capazes de responder aos questionamentos de: o quê ? quando ? como ? e onde ? –– seja em nÃvel estratégico, tático ou operacional.
O planejamento estratégico é considerado como o planejamento de longo alcance, no qual o horizonte de tempo é maior do que um ano, sendo comum nas empresas brasileiras encontrarmos planejamentos da ordem de cinco anos. Devido ao seu planejamento temporal longo, o estratégico opera com dados freqüentemente incompletos e imprecisos.
O planejamento tático envolve um horizonte de tempo intermediário, geralmente um ano ou menos. E o planejamento operacional é considerado a tomada de decisão de curto prazo, geralmente feita em horas, dias ou semanas. Nesse último tipo, é normal encontrarmos dados muito acurados e precisos, e seus métodos devem ser capazes de manipular um grande volume de dados.
Portanto, nos próximos anos, as empresas que não forem capazes de ter um planejamento e visão clara de como diferenciar–se umas das outras e serem únicas no que fazem, poderão ser rapidamente aniquiladas pelos concorrentes.
Diante de tantas transformações que estão a ocorrer nesses últimos anos, qualquer empresa que deseja ter sucesso em 2002 terá que ajustar seu perfil e não se esquecer: planejar é preciso. [Webinsider]

