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Design - Planejamento - Usabilidade e AI

Uma introdução à usabilidade (parte I)

05 de fevereiro de 2002, 0:00

Quem está chegando agora vai ouvir falar muito na arte de tornar os sites simples e descomplicados (ou qualquer produto, na verdade). Vale para designers, redatores, webmasters e principalmente para o usuário.

Por Andre de Abreu

Desde o ano passado a usabilidade está aparecendo cada vez mais nos noticiários, nas empresas e, principalmente, nas entrevistas de seleção. A Globo.com, por exemplo, pede ao seus novos designers conhecimentos de navegação, arquitetura da informação e a tal usabilidade, em vez de exigir o domínio de Dreamweaver, Flash e Photoshop, como costumava acontecer.

O mercado está começando a perceber que não adianta gastar milhões de dólares gastos em tecnologia se o usuário não pode aproveitá–la. Neste cenário, a usabilidade entra para que se pense nas pessoas que estão do outro lado do monitor acessando os sites.

Além da preocupação com o consumidor, outra razão para a usabilidade estar em voga é a financeira. De acordo com estudo publicado em 2000 pela consultoria Creative Good, o setor de e–commerce poderia ter vendido bilhões se tivesse investido na melhoria da navegação e usabilidade de seus sites.

Por tudo isso, vamos tentar conhecer as idéias de alguns estudiosos do assunto visando aperfeiçoar ainda mais a experiência do visitante nos sites. A partir daí, você poderá se aprofundar no tema e, ao mesmo tempo, deixar centenas de usuários felizes.

Colocando os pingos nos “is”

“Usabilidade significa concentrar esforços para a facilidade do uso. A tarefa de alcançar uma meta simples, direta e o mais objetiva possível. Criar um sistema transparente que seja fácil de entender e operar instantaneamente. Usabilidade é pensar no usuário no início, no fim e sempre”.

Esta definição de Chris McGregor, autor de Developing User–friendly Macromedia Flash Content, insiste em três palavras–chave que são a razão da existência da usabilidade: simplicidade, facilidade e usuário.

Um produto é criado para ser usado por alguém. Uma maneira lógica de garantir sua aceitação é projetá–lo para que seja simples e fácil de ser usado. Para que qualquer um, do iniciante até o mais avançado, consiga realizar as tarefas com o objeto desenhado.

A mesma coisa deveria acontecer na internet, com cada site tentando ser útil dentro da sua especialidade. Um exemplo é o buscador Google, que consegue ser prático e simples possível na sua função de buscar. Não à toa ele é o quinto site mais acessado do mundo de acordo com o instituto de pesquisa Nielsen/NetRatings.

Qualquer pessoa consegue acessar o Google, onde não há textos, banners ou qualquer outro elemento atrapalhando a utilização da ferramenta de busca. A diretriz número 1 do site é Foco no usuário e o resto virá sozinho.

Constatar que a grande maioria da internet não pensa como os criadores do Google pode ter sido a razão para Mark Hurst, no estudo The Dotcom Survival Guide afirmar:

“A web em 1994, utilizada principalmente por experts da informática, era simples e rápida, possuindo apenas texto e imagens. Hoje, com uma base de consumidores formada por novos usuários, a rede oferece uma sopa complicada de frames, Java, cookies, plug–ins, banners, bookmarks, servidores seguros e streaming media. Realmente há uma diferença entre o que a internet oferece e o que o consumidor deseja. O consumidor quer simplicidade, mas a web oferece complexidade. Consumidores querem serviços, mas a web oferece tecnologia. Consumidores querem atingir seus objetivos e a web oferece empecilhos”.

Organização, design e conteúdo

É importante possuir uma noção mínima sobre a usabilidade para trabalhar eficientemente com a web e tentar criar peças digitais pensadas no usuário.

Para facilitar o percurso do usuário não existe um conjunto de regras fixas, mas vários caminhos para se alcançar o objetivo principal. Não importa a via escolhida, tudo se resume a organização, conteúdo e design.

A harmonia desses três elementos, que representam três etapas de produção de uma página, aumentará o grau de usabilidade de qualquer site.

No próximo artigo (veja ao lado), vamos olhar para estes pontos. Vamos preparar o produto (o conteúdo), embalá–lo (o design) e organizá–lo (arquitetura da informação), não necessariamente nessa ordem. Até lá. [Webinsider]

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Sobre o autor

Andre de Abreu (andredeabreu.com.br) é gerente de comunicação interna e portal corporativo da TAM, professor de jornalismo digital da Universidade Anhembi Morumbi e um dos autores do blog Intermezzo.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

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Comentários

1 pessoa comentou o artigo "Uma introdução à usabilidade (parte I)"

Simonides Data: 13/01/2009 às 20:32

Atividade: Universitario

Cidade: Rio Verde-GO

Um assunto muito interessante, e muito bom, parabens!!!

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