Internet sem fio, claro. Mas fibra ótica é tudo.
04 de janeiro de 2002, 0:00Livro mais recente de George Gilder defende a idéia de que a infinita largura de banda da fibra ótica traz a solução para a angústia da informação. E explica bastante da política por trás dos meandros da ciência.
Por
A era do computador chegou ao fim. O microchip está deixando de ser o centro das atenções para dar lugar a uma nova tecnologia, mais importante do que o silício: a fibra ótica.
Exagero? Loucura? Não para George Gilder. Em seu livro Telecosmo (Editora Campus), o editor do boletim mensal Gilder Technology Report nos leva a uma viagem pelos caminhos da ciência, de Maxwell a Claude Shannon (criador da teoria da informação), passando até mesmo por Marx e Adam Smith, tudo para fornecer ao leitor uma visão ampla de como a infinita largura de banda proporcionada pela fibra ótica irá revolucionar o mundo.
Gilder, que também é editor da revista Forbes e escreve artigos para The Economist, Harvard Business Review e outras publicações de peso, é considerado um dos poucos futurólogos autênticos quando o assunto é alta tecnologia. Autêntico até mesmo na humildade: em seu livro Microcosm (publicado nos EUA em 1990 e que até hoje não saiu no Brasil), Gilder fez pelo menos uma previsão que já se comprovou errada: a banda larga não seria disponibilizada tão cedo. Gilder se desculpa e pede passagem, assumindo o erro com classe: Telecosmo é um libelo emocionado pela alta tecnologia que já está batendo à nossa porta – ou melhor dizendo, às nossas CPUs.
Mas Gilder não é um divulgador científico qualquer. Telecosmo alterna trechos densos como a Parte Um e alguns capítulos da Parte Dois, mais voltados para técnicos ou gente muito fissurada em telecomunicações. Mas os leitores não–especializados que se arriscarem a ler essas passagens só têm a ganhar, pois em uma linguagem clara e acessível, Gilder desvenda o eletromagnetismo e o papel fundamental que ele desempenha no mundo da computação, até o funcionamento do chip que você tem na máquina que está usando neste exato instante para ler esta matéria.
A expressão–chave ao longo do livro é largura de banda. Gilder descreve os passos que levaram ao aperfeiçoamento da tecnologia de fibra ótica, e como a fibrosfera (termo criado por ele para designar a rede de computadores interconectada por fibra) possibilitará a transmissão de informação a uma velocidade enorme, em uma escala praticamente infinita. Mas ele não se perde no meio de tanta informação, pelo contrário: além de mergulhar na ciência telecósmica, Gilder reserva uma parte do livro para falar de empresas como a Lucent e a TeraBeam, que detêm essa tecnologia – e conseqüentemente uma grande parcela de poder sobre as telecomunicações nos próximos anos. É essa preocupação com os meandros da política por trás da ciência que torna Telecosmo o livro mais completo do gênero até o momento.
Como o próprio Gilder explica na introdução, este livro é sua tentativa de explicar a nova revolução das telecomunicações através de uma viagem pela história da ciência e pela história da engenharia. Telecosmo não é um caça–níqueis, mas a outra face da moeda tecnológica: além de explicar o que poderá acontecer no futuro próximo, ele se propõe a nos revelar como vamos chegar até lá em termos de tecnologia – e isto é tão revolucionário quanto o admirável mundo novo da banda larga. [Webinsider]




1° Junio Cunha Data: 26/10/2006 às 15:21
Atividade: empresário
Cidade: Caxias do Sul-RS
Gostaria de saver exatamente o que é FIBRA OTICA
definição, para que serve, de que é constituida
Att
Junio Cunha