GameCube, Playstation 2 ou Xbox? Ajuda aqui.
05 de dezembro de 2001, 0:00É difÃcil comparar e escolher o melhor console de games – para programar ou simplesmente jogar. Mas aqui você encontra uma sólida base de comparação para entender melhor os detalhes.
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Agora sim, já temos três consoles de jogos da nova geração no mercado e a briga será feia e sangrenta. Bom por um lado, pois os preços caem e o produtos melhoram, mas será mais difÃcil escolher qual console comprar. É muita coisa para levar em conta. Preço, qualidade, disponibilidade de jogos e outros detalhes deixam a escolha mais difÃcil; para piorar, é quase impossÃvel comparar os consoles pelas caracterÃsticas técnicas, pois não existe um padrão na hora de mostrar informações.
Carne nova no pedaço, sai a Sega e entra a Microsoft – a primeira continua forte no mundo de games mesmo abandonando o console; a segunda entra com pouca experiência mas muito dinheiro em um mercado que considera estratégico e muito importante para seu futuro (veja ao lado).
Desta forma, é quase impossÃvel dizer quem vai vencer essa guerra ou qual o melhor console para esta ou aquele pessoa, seria no mÃnimo leviano. Esta matéria, portanto, tenta amenizar um pouco o problema ao procurar os pontos realmente importantes para o usuário final, para que ele mesmo tire as próprias conclusões.
Quantidade de jogos
O que os desenvolvedores procuram na hora de escolher um console para lançar seu jogos? A resposta talvez seja base instalada, resultado de vendas e facilidade para desenvolver.
a) base instalada. Sem dúvida este é um item importante, pois dificilmente uma casa vai ter mais de um console. Assim, quanto mais consoles vendidos (além de um maior número de possÃveis clientes), maiores serão as chances do console se consolidar no mercado e expandir sua liderença no futuro.
Uma pesquisa feita entre os 25 maiores revendedores de brinquedos dos EUA revelou que as apostas para este Natal estão no Playstation 2, seguido pelo GameCube e por último o Xbox. Mas a vantagem da Sony não está só no resultado da pesquisa. Ao lançar seu console mais de um ano antes da Microsoft e da Nintendo, já conseguiu vender mais de 20 milhões de Playstation 2 (cerca de 8,55 milhões nos EUA, 6,86 milhões no Japão e 4.63 na Europa).
b) Vendas de jogos. Novamente a Sony leva vantagem. Alguns tÃtulos já atingiram boas marcas de venda, como Onimusha e Gran Turismo 3, ambos com mais de 1 milhão de cópias vendidas e o já consagrado Final Fantasy X, com quase 2 milhões. O número é relativo, pois o PS2 é o único console dessa geração com tempo o suficiente para esses números.
Se algum console não conseguir bons números nas vendas de jogos, muitas produtoras deixarão de produzir tÃtulos novos ou apostar nele. Isso criaria um ciclo vicioso do tipo “Não tem jogos porque vende pouco e vende pouco porque não tem jogos”. Olhando desta forma, o fato de chegar mais cedo no mercado significa uma vantagem para a Sony, que deve ser levada em conta na hora da comparação.
c) facilidade para desenvolver. Aqui a Sony perde feio. O desenvolvimento de jogos para o PS2 é mais difÃcil e o custo do kit de desenvolvimento é alto. Apesar da versão light do kit ser barata, tecnicamente ainda será complicado desenvolver para PS2.
Apesar do GameCube ser mais fácil para programar que o PS2, o Xbox leva a maior vantagem, pois é fácil de programar e muito mais fácil para portar jogos produzidos para Windows. Os especialistas acham que esta vantagem pode se tornar desvantagem, pois a facilidade de adaptação de jogos produzidos para Windows pode deixar o Xbox com cara de um computador feito para jogos e não um console. Se isso acontecer, as vendas de Xbox devem cair, pois quem tem computador não vai comprar outro só para jogos.
Além disso, todos os especialistas garantem que o usuário de console é bem diferente do usuário de games para PC. São públicos diferentes, com gostos diferentes e a principal prova é que um jogo que vende bem para Windows não necessariamente vai vender bem em sua versão para console.
O Playstation 2 tem mais dois pontos a seu favor: o primeiro é que já existem muitos jogos disponÃveis; o segundo, e não menos importante, é que todos os jogos de PSX (equivalente ao Playstation 1) funcionam no PS2. A qualidade não é a mesma, mas o número de jogos para PSX não pode ser desprezado. Talvez seja por estes indÃcios que uma produtora de porte como a 3D0 (Army Men) anunciou que não vai produzir games para o Xbox.
Apesar de todos esses pontos contra a Microsoft, não devemos ignorar sua força e sua agressividade. A Microsoft tem ótimo desempenho histórico ao entrar em novos mercados e, como já foi comentado, encara o mercado de jogos como estratégico a ponto de assumir um prejuÃzo entre US$ 1 bilhão a US$ 5 bilhões ao longo dos próximos três anos.
Não podemos esquecer também que apesar de gigantes como a Philips terem falhado no passado, a própria Sony, que hoje domina o mercado, foi recebida com muito pessimismo quando ninguém acreditava que poderia bater a Nintendo ou a Sega.
A Microsoft também está entrando pesado, comprando desenvolvedores menores como a Digital Anvil (Wing Commander), Bungie (Halo e Oni), FASA Interactive (MechWarrior) e Access Software (Links).
E falando nisso, relacionamento com desenvolvedores sempre foi um ponto fraco da Sony e da Nintendo. A Microsoft está tendo bastante cuidado para fechar parcerias com os grandes desenvolvedores, até agora já conseguiu acordo com nomes de peso como Infogrames, Eidos, Activision, Acclaim Entertainment e até mesmo a gigante Electronic Arts, cujo faturamente é nada menos que mais que o dobro do seu concorrente mais próximo.
Esse é um ótimo começo, mas a Microsoft vai precisar de muito empenho para chegar perto do número de jogos que a PS2 tem a seu favor. A questão não envolve somente desenvolvedores, mas também a capacidade da própria empresa de gerar bons tÃtulos. A Sony produz algo entre 25% a 35% dos jogos para o seu console. Segundo a Microsoft, sua porcentagem deverá ser algo muito parecido. Não precisa dizer que a Nintendo leva larga vantagem, chegando a produzir entre 60% a 80% dos seus tÃtulos, sem contar que seu histórico de desenvolvedor garante a posição entre os melhores.
Os melhores jogos
Se você não está preocupado com quantidade de jogos, mas sim com os melhores jogos, vai ter boas opções nos três consoles. Os três têm ótima qualidade e já garantiram tÃtulos já famosos e jogos novos bastante impressionantes.
Apesar do Xbox conseguir a marca de 125 milhões de polÃgonos por segundo, duas vezes mais que o PS2 (66 milhões) e dez vezes mais que o GameCube (12 milhões), ele não convenceu especialistas e usuários de que a qualidade gráfica dos seus jogos será muito melhor que a de seus concorrentes, como a Microsoft fez questão de divulgar.
Essa impressão foi unânime no final da E3 deste ano, feira especializada em games. A decepção deixou claro que, mesmo que o Xbox tenha jogos melhores, a diferença não será sensÃvel o suficiente para influenciar na decisão de compra, o que traz à tona novamente a idéia de que os jogos de Xbox serão jogos de PC melhorados.
A razão é simples: os números divulgados demostram a capacidade teórica e não prática dos consoles. O GameCube foi o único que apresentou números realistas. Testes práticos com o PS2 durante um jogo mostraram um número entre 2 e 5 milhões de polÃgonos por segundo. Apesar dos próximos jogos serem capazes de melhorar essa marca, o número mostra bem a diferença entre teoria e realidade.
Claro que a qualidade gráfica é apenas um ponto para produzir um bom game; quando uma produtora consegue amarrar todos os outros pontos, acaba criando jogos campeões de vendas em suas categorias. Se você está atrás de um desses tÃtulos, vale a pena pesquisar para ver em qual console ele deve sair. Normalmente os jogos são lançados para um console primeiro, e em alguns casos pode até ser exclusivo.
Além de acordos em dinheiro, isso acontece principalmente porque alguns personagens ou games foram criados pela própria empresa que produz o console. A Nintendo é mestre em lançar personagens vitoriosos como o Mario, Donkey Kong, Zelda (franchising) e o lucrativo Pokémon.
Pirataria
Pirataria pode? Poder não pode, mas não adianta negar, isso também é importante para o usuário final. Mesmo gamers mais honestos gostam de testar um jogo antes de desembolsar até R$ 250 na compra do original, pois ao contrário dos EUA, aqui é quase impossÃvel colocar a mão em um demo.
A Nintendo finalmente desistiu dos cartuchos. Cartucho é feio, caro, antiquado e fedido. Na verdade, o cartucho tem a vantagem da leitura imediata durante o jogo e é mais difÃcil de piratear, mas são chatos de guardar e transportar, sem contar que os DVDs conseguem armazenar muito mais informação. Os cartuchos também são bem mais lentos para produzir, o que dificulta bastante nos prazos de entregas das produtoras.
Pelo menos no eixo Rio–SP, é bem fácil crackear e comprar jogos piratas para PS2, inclusive o crack de região para o DVD. Em breve, o Xbox deverá entrar na mesma festa. A dúvida fica apenas em relação ao GameCube, que usa um formato proprietário da Nintendo, o que pode dificultar bastante a pirataria, mas não deve demorar muito para vermos os primeiros games piratas de GameCube aparecer.
Marca/fidelidade/futuro
Posicionar a marca como empresa de games é importante também, não para ajudar a causar mais inveja no vizinho ou colega de trabalho dos usuários, mas como item importante na consolidação do console no mercado.
A Nintendo e a Sony já estão bem estabelecidas nesse mercado, a Microsoft está entrando agora e seu histórico e poder não garantem que ela terá sucesso. Um mal desempenho pode ser mais humilhante que o fracasso do Michael Jordan como jogador de baseball.
O mercado de games é bastante competitivo e portanto bem diferente do mercado de software onde a Microsoft tem uma situação muito confortável. Mesmo assim, ela não parece estar usando nenhuma tática nova, investindo muito dinheiro, assumindo prejuÃzos e sendo rÃgida nas negociações e contratos. Resta saber se isso vai funcionar em um mercado maduro e competitivo, com empresas de porte como a Sony e a Nintendo, ambas muito fortes nos EUA, no resto do mundo e principalmente no estratégico mercado japonês. Ponto negativo para a Microsoft, que terá dificuldades para brigar em território inimigo, principalmente se não existir espaço para um terceiro big player, justificativa dos especialistas para a saÃda da Sega do mercado de consoles.
Os mesmos especialistas apontam outro risco na operação da Microsoft: o Xbox é um mini–PC com um ótimo processador, uma maravilhosa placa gráfica e um preço ridÃculo comparado a um PC tradicional. Como programar para o Xbox é muito simples, não vai ser difÃcil produzir um browser para e transformá–lo em um ótimo Network Computer.
Não deveria parecer um risco, visto que a Sony fez alianças com empresas como Macromedia, RealNetworks, AOL e até Cisco, mas se isso acontecer, a Microsoft vai acabar patrocinando tudo o que não queria e vai amargar o prejuÃzo de US 100 por console vendido sem necessariamente ganhar market share no mercado de games.
Quando a Microsoft anunciou sua verba de marketing, muita gente ficou espantada com o valor grandioso de US 500 milhões. O que pouca gente sabe é que este número pode ser grande para o mercado de software, mas não é grande para o mercado de games.
Desta quantia, a Microsoft pretende gastar US$ 110 milhões para divulgar o Xbox no mercado americano, pouco mais que a Nintendo, que deve gastar cerca de US$ 75 milhões com o GameCube e bem menos que a Sony que deve torrar US$ 250 milhões divididos entre seus dois consoles, o PSX e o Playstation 2.
Periféricos e caracterÃsticas técnicas
A comparação técnica nunca foi fácil quando se trata de consoles, cada empresa faz testes e divulga resultados de uma maneira e você acaba comparando maçãs com bananas. Um ótimo exemplo dessa bagunça é a velocidade do processador, medida em MHz. A comparação só seria correta se os processadores fossem iguais. A bagunça é maior porque os detalhes também não são claros. Eu, que acompanho esse mercado e fiz bastante pesquisa para escrever essa matéria, ainda tenho dúvidas em alguns pontos. Parece que as três empresas fazem de propósito para o consumidor não conseguir comparar um console com outro.
Sabemos que o hardware não é nada sem o software mas se levarmos em conta somente as caracterÃsticas técnicas é possÃvel escolher um ganhador, o Xbox. Em termos gerais, é possÃvel dizer que o Xbox é um console mais completo que seus concorrentes, não só porque é o único a sair de fábrica com HD e pronto para jogos online, mas também por outros números como maior quantidade de canais de áudio (o GameCube não tem nem saida digital de áudio) e capacidade para resoluções maiores que os outros.
Na hora da mancada, todo mundo compareceu, mudando datas de entrega, atrasando a entrega do kit de desenvolvimento e do próprio console, entregando menos aparelhos que o prometido ou até vendendo produto com defeito. Até agora, os defeitos mais graves apareceram no PS2, onde alguns consoles apresentaram problemas no leitor de CD/DVD.
Apesar de ter ficado feio, tanto a Sony quanto a Microsoft conseguiram fazer com que as produtoras assumissem os erros de consoles que travavam durante o jogo. No PS2 aconteceu com o Metal Gear Demo da Konami e no Xbox com o Halo da produtora Bungie, que hoje pertence a própria Microsoft. A primeira vez que o Xbox travou em público foi durante uma apresentação na E3 mas de lá pra cá, tudo indica que os jogos melhoraram muito, apesar da demora da versão final do kit de desenvolvimento. O GameCube ainda não apresentou problemas mas foi o console menos posto à prova; de qualquer forma ainda é cedo para dizer se teremos ou não novos problemas.
Em relação a periféricos, os três consoles já têm o básico, como cartões de memória, cabos, controles a até direção para jogos de carro. O PS2 já tem à disposição todo tipo de tranqueira, desde prancha de snowboard até tapete para dançar e lutar, mas os outros consoles não devem ter problemas para ganhar sua cota de badulaques interessantes. A Nintendo já começou produzindo uma versão sem fio do seu controle, a inutilidade mais útil que eu já vi.
Outra boa sacada da Nintendo, seu portátil GameBoy Advance, pode ser plugado no Gamecube e essa ligação pode trazer novidades interessantes, desde interagir com o jogo do console até mesmo liberar novas fases. A criatividade das produtoras é que vai limitar as possibilidades.
O GameCube é o único console que não vai rodar filmes em DVD nem tocar CDs de música. A Nintendo prometeu lançar uma versão japonesa com DVD no final do ano, mas é difÃcil analisar se a falta do DVD será prejudicial para o GameCube. Enquanto muita gente não tem DVD em casa e pode optar pelos outros consoles para economizar dinheiro, outras pessoas podem preferir um console mais barato, principalmente as que já tem um DVD player em casa.
Os três consoles trabalham com mÃdias com capacidade para armazenar bastante informação, porém qualquer pessoa que tem computador sabe que espaço em disco é como dinheiro, nunca é suficiente. Apesar do Super Mario 64, um dos melhores jogos de todos os tempos, ter apenas 8MBs, os jogos de hoje tem muitas texturas, músicas, locuções e outras tralhas que ocupam muito espaço.
E quando o próprio jogo não ocupa todo o espaço, muitos desenvolvedores enchem de extras como “Making Ofs”, clips das músicas, erros de gravação durante a dublagem, trailers e outros tipos de bônus. Nesse ponto, a desvatagem do formato proprietário do GameCube é clara, enquanto sua mÃdia armazena 1,5GB, na do PS2 cabe 4,7GB e o Xbox 8,4GB.
Claro que nada impede que as produtoras produzam jogos que caibam em 2 ou 3 mÃdias, como já está acontecendo com o Final Fantasy, mesmo assim, 2 mÃdias de Xbox corresponderiam a 12 mÃdias para o GameCube, ou seja, a grossura de um cartucho de Nintendo 64.
Brasil e custo
O PSX sempre fez sucesso por aqui, mas não graças à Sony que nunca trouxe o console oficialmente para o Brasil. O PS2 segue o mesmo caminho e apesar de ser fácil achar jogos e o próprio console nos shoppings e nas lojinhas coreanas da cidade, nada melhor que a garantia e apresença oficial, como fará a Nintendo e a Microsoft.
Os preços para o Brasil não foram divulgados ainda, o Playstation 2 pode ser encontrado com diferenças de até 100% entre uma loja e outra, isso sem contar que muitos lugares já vendem o console crackeado, para funcionar com jogos piratas ou DVDs de qualquer região. Com a presença oficial, o Xbox e o GameCube não devem apresentar uma diferença muito grande no pacote básico mas devem apresentar diferenças grandes nos pacotes que incluem jogos ou controles extras.
Nos EUA, os GameCube custa US$ 199 contra US$ 299 dos dois concorrentes, US$ 100 mais barato mas sem leitor de DVD. Já sairam muitos boatos que a Sony também baixaria o preço do PS2, ela já fez isso fora dos EUA, mas negou que faria isso no mercado americano.
Só nos resta esperar pra ver, mas com certeza o final deste ano será importante para o futuro das três empresas. [Webinsider]
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1° Luis Kelvin Data: 04/08/2006 Ã s 16:59
Atividade:
Cidade: São Paulo – SP
Gostei muito do comentario do autor,só que na minha opinião o PS2 é o melhor,disculpando a Microsft,ela veio com inveja, da Sony,com o grande sucesso da playstation.A playstation tem exelentes jogos,graficos exelentes,e não é atoa que hoje o playstation 2 é o melhor console já feito.