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Quitanda high-tech para vender com classe

17 de outubro de 2001, 0:00

Apple prossegue estratégia de criar grandes lojas para atrair o público com internet rápida, games e bar. A idéia é popularizar a cultura Mac e acabar vendendo com naturalidade. Já são 10 nos EUA.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

Depois da peculiar revolução com o lançamento do Macintosh em 1984, o primeiro computador com mouse e interface gráfica, a Apple parece querer revolucionar o modo de comercializar PCs.

A idéia da maçã é transformar lojas em espécies de butiques tecnológicas, cujo objetivo é reunir uma comunidade de antigos e novos adeptos apaixonados pela plataforma Mac.

No lugar de lojas tradicionais em shoppings, a Apple optou pela construção de grandes e espaçosos complexos de vendas em áreas centrais de grandes cidades americanas. Dez das 25 programadas para abrir as portas em 2001 já se encontram em operação.

Situadas em pontos supervalorizados, contam com vendedores especializados em Macintosh, que conhecem a fundo a arquitetura e os modelos da Apple.

Ao mesmo tempo, eles (os vendedores), não são pressionados pelo conhecido prêmio da comissão por produto vendido. Destarte, a Apple tenta evitar que as máquinas sejam empurradas para o cliente.

A sugestão da Apple é conseguir fazer com que a loja seja um ponto de encontro de pessoas que gostam de computadores – principalmente de Macs – mesmo que elas não estejam dispostas a comprar de imediato.

Computadores conectados em alta velocidade à internet ficam disponíveis às pessoas, equipados com câmeras de foto e vídeo digitais. Além, é claro, de máquinas com games para manter as crianças ocupadas. Tudo Macintosh, evidentemente.

No fundo da loja, há um bar onde especialistas se propõem a tirar dúvidas dos eventuais consumidores. Sem contar o telefone vermelho ligado diretamente à sede da Apple em Cupertino, na Califórnia.

Tudo com o objetivo declarado de conquistar novos usuários os quais, segundo rezam as estatísticas, somam apenas 5% do mercado mundial de computadores pessoais.

Até agora, não se sabe quantos novos adeptos a Apple conseguiu, muito menos o montante de vendas realizado pelas novas lojas. Afinal, é bom que se diga, o objetivo não é apenas conquistar novos clientes, mas também cobrir as despesas e gerar lucro, apesar do alto investimento nos pontos de venda.

Enquanto isso, no mundo real das lojas apertadas dentro dos shoppings, os distribuidores terceirizados dos produtos Apple estão preocupados com uma eventual perda de clientes para a nova geração de superlojas. Será que a moda pega e chega por aqui? [web insider]

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